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O hábito de tudo tolerar pode ser a causa de muitos erros e de muitos perigos.

Marcus Cícero
 

Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto.

Marquês de Maricá
 
O comunismo não é a fraternidade; é a invasão do ódio entre as classes. Não é a reconciliação dos homens; é a sua exterminação mútua. Não arvora a bandeira do evangelho, bane Deus das almas e das reivindicações populares. Não dá trégua à ordem. Não conhece a liberdade cristã. Dissolveria a sociedade. Extinguiria a religião. Desumanizaria a humanidade. Everteria, subverteria, inverteria a obra do Criador.
Ruy Barbosa

http://espumadamente.blogspot.com.br/2012_02_01_archive.html
Uma palavra adorada pela esquerda caviar é tolerância. Gostam de acusar aqueles que não compartilham de sua postura negligente ou favorável a ideologias assassinas, como o comunismo, de “intolerantes”. O radical passa a ser então, numa espantosa inversão de valores, o anticomunista.
Note bem: se abomina abertamente o regime que trucidou dezenas de milhões de inocentes, você é “intolerante” e se acha o “dono da verdade”. Não são Stalin e seus acólitos os intolerantes, mas você, por apontar as coisas como são, colocando os pingos nos “is”, sem a covardia típica da esquerda caviar.
Como dizia Popper: “Não devemos aceitar sem qualificação o princípio de tolerar os intolerantes, se não corremos o risco de destruição de nós próprios e da própria atitude de tolerância.” Como tolerar pessoas que preferem matá-lo a rebater seus argumentos? Será que os “tolerantes” da esquerda caviar pensam que devemos tolerar os nazistas também, porque ninguém é “dono da verdade”?
A esquerda, aliás, gosta de acusar a direita capitalista de “nazista”, invertendo completamente os fatos. O nacional-socialismo tinha um programa coletivista com vários pontos em comum com a esquerda. Hitler estudou Marx e apreciava seus métodos, além de se considerar o grande realizador do marxismo.
 
Os nazistas e os bolcheviques chegaram a fechar um acordo de cooperação em 1939, o pacto Molotov-Ribbentrop. Eram parceiros até Hitler resolver rasgar o acordo. Ambos disputavam o mesmo tipo de alma. Seu ódio mútuo, posterior, pode ser explicado pelo “narcisismo das pequenas diferenças”, como diria Freud.
Enquanto o pacto entre Stalin e Hitler durou, as ordens para os comunistas do mundo todo, sob a tutela de Moscou, eram para não atacar os nazistas. Nos Estados Unidos, o Partido Comunista (CPUSA) tinha ordens expressas para poupar Hitler de ataques. Eles inclusive estimularam diversas campanhas pacifistas contra o seu governo, fazendo ataques histéricos aos alegados interesses petrolíferos de Rockfeller na subida de tom do governo Roosevelt.
Somente depois que Hitler ignorou o pacto e invadiu a Polônia foi que a propaganda antinazista começou, assim como a campanha pela entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra. O grupo American Peace Mobilization, que tinha o apoio financeiro de Fred Vanderbilt Field, até mudou de nome para American People’s Mobilization, preservando a sigla, mas alterando completamente seu significado. Os comunistas americanos tinham em Stalin sua prioridade, e não os interesses de seu próprio país.
O programa do Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialista que levou Hitler ao poder deixa claro as similaridades com o socialismo. Defendia, por exemplo, a “obrigação do governo de prover aos cidadãos oportunidades adequadas de emprego e vida”. Alertava que “as atividades dos indivíduos não podem se chocar com os interesses da comunidade, devendo ficar limitadas e confinadas ao objetivo do bem geral”. Demandava o “fim do poder dos interesses financeiros”, assim como a “divisão dos lucros pelas grandes empresas”.
Também pregava uma “reforma agrária para que os pobres tivessem terra para plantar”. Combatia o “espírito materialista” e afirmava ser possível uma recuperação do povo “somente através da colocação do bem comum à frente do bem individual”. Em um discurso proferido no dia do trabalho em 1927, Hitler disse:
Nós somos socialistas, nós somos inimigos do sistema econômico capitalista atual de exploração dos economicamente fracos, com seus salários injustos, com sua ultrajante avaliação de um ser humano de acordo com sua riqueza e propriedade ao invés de responsabilidade e comportamento, e nós estamos determinados a destruir esse sistema custe o que custar.
Conforme escreveu Alain Besançon em A infelicidade do século, comparando comunistas e nazistas, “eles pretendem ser filantrópicos, pois querem, um deles, o bem de toda a humanidade, o outro, o do povo alemão, e esse ideal suscitou adesões entusiásticas e atos heroicos”. Mas o que os aproxima mais é que “ambos se dão o direito — e mesmo o dever — de matar, e o fazem com métodos que se assemelham, numa escala desconhecida na história”. O autor conclui:
O comunismo é mais perverso que o nazismo porque ele não pede ao homem que atue conscientemente como um criminoso, mas, ao contrário, se serve do espírito de justiça e de bondade que se estendeu por toda a terra para difundir em toda a terra o mal. Cada experiência comunista é recomeçada na inocência.
Disso eu tenho dúvidas. Quem ainda pode desconhecer, em pleno século XXI, as atrocidades comunistas? De modo a não restar desculpas, para quem quiser se aprofundar mais na realidade do comunismo e em suas semelhanças com o nazismo, recomendo fortemente o documentário The Soviet Story, de 2008. É um material de primeira.
A revista britânica The Economist fez a seguinte resenha do filme: “The Soviet Story é o mais poderoso antídoto atual para a reparação do passado. O filme é emocionante, audaz e rigoroso. [...] O objetivo principal do filme é mostrar a estreita conexão — filosófica, política e organizacional — entre os regimes nazista e soviético.”
Mas nada disso importa. Basta atacar o comunismo, combater os pilares da esquerda radical, para ser logo tachado de “fascista” ou “nazista”, como se fascistas, nazistas e comunistas fossem tão diferentes assim na prática, e como se nazistas e capitalistas liberais tivessem alguma semelhança.

(Rodrigo Constantino - Esquerda Caviar)

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publicado às 13:53



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