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Luís Mendes, de 37 anos, abusou de seis crianças com idades entre os 11 e os 15 anos, cinco das quais alunos em regime de internato no Seminário



O bispo da Guarda ficou «triste» por o ex-vice-reitor do Seminário do Fundão ter sido condenado pelo tribunal a 10 anos de prisão por crimes de abuso sexual de menores.

Manuel Felício disse esta segunda-feira, no final da leitura da mensagem de Natal, que a decisão judicial o «surpreendeu».

«Com certeza que fiquei assim um bocadinho triste», afirmou o prelado diocesano, acrescentando que «a tristeza também pode ser imposta pelos factos».

A pena de 10 anos de prisão foi aplicada em cúmulo jurídico e o tribunal do Fundão deu como provados todos os crimes: abuso sexual de menores, abuso sexual de crianças e coação sexual.

A condenação teve em conta o número de atos praticados (19) e não o número de vítimas envolvidas, como pretendia a defesa.

De acordo com o que ficou provado em Tribunal, Luís Mendes, de 37 anos, abusou de seis crianças com idades entre os 11 e os 15 anos, cinco das quais alunos em regime de internato no Seminário do Fundão.

Os cinco seminaristas foram abusados entre 2011 e 2012 e a sexta vítima - aluno do padre no Colégio Nossa Senhora dos Remédios, Tortosendo, Covilhã - foi abusada em 2008.

A Diocese da Guarda anunciou, em comunicado, que a defesa do sacerdote iria recorrer da decisão, tendo o bispo optado por falar do assunto apenas no dia de hoje.

«Este é o meu primeiro pronunciamento sobre o assunto. Eu não tive nenhum pronunciamento antes, preferi não o fazer no dia, não o fazer no dia a seguir, porque [pretendi] permitir que outras posições fossem tomadas», justificou.

O bispo sublinhou que ficou «triste» com os acontecimentos e disse querer entender os factos com outro significado. «Eu quero assumir estes factos como um convite a mim próprio, a nós padres e a nós Igreja, a aprofundarmos ainda mais a qualidade do nosso serviço.»

Manuel Felício disse ainda que «os tribunais da Igreja estão empenhados em fazer justiça» e que esse empenho já o «obrigou a fazer duas deslocações a Roma para contactos com a Congregação da Doutrina da Fé, dicastério onde está sediado o tribunal que, por superior determinação da Santa Sé, julga estes casos».

«Portanto, a mesma colaboração que, desde a primeira hora garantimos aos tribunais civis e lhes continuaremos a garantir até ao fim, estamos a dá-la também ao tribunal eclesiástico competente para se pronunciar sobre esta matéria», referiu.

Indicou que o processo canónico tem quatro fases - investigação prévia; investigação no terreno; julgamento e sentença - tendo já sido cumprida a primeira.

«Eu comuniquei à Congregação da Doutrina da Fé e agora o processo vai continuar e espero que em tempo útil tenhamos a conclusão final», observou, acrescentando que os elementos que vão julgar o caso serão indicados pelo Vaticano.

O bispo lembrou que o Código de Direito Canónico prevê, para casos desta natureza, a expulsão do estado clerical, considerada «a pena maior».

(TVI24)

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publicado às 13:44

 Manuel Clemente ressalva, porém, que processo ainda está a decorrer, na sequência do recurso da diocese da Guarda


O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa comentou esta terça-feira a condenação do padre do Fundão por abuso sexual de menores, considerando que «a lei é igual para todos».

«Quer seja membro da Igreja ou não, a lei é igual para todos. Todos nós, como cidadãos, temos de ser responsáveis pelos nossos atos», disse o Patriarca de Lisboa e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Clemente, à agência Lusa, à margem de uma conferência na Universidade Católica Portuguesa.

O Tribunal do Fundão condenou, na segunda-feira, a dez anos de prisão, o ex-vice-reitor do Seminário do Fundão, que estava acusado de 19 crimes de abuso sexual de menores.

A pena foi aplicada em cúmulo jurídico e o tribunal deu como provados todos os crimes: abuso sexual de menores, abuso sexual de crianças e coação sexual.

Manuel Clemente ressalvou, no entanto, que o processo ainda está a decorrer, uma vez que a diocese anunciou já a intenção de apresentar recurso da decisão judicial.

Paralelamente, segundo o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa(CEP), o processo decorre também dentro dos trâmites jurídicos da Igreja.

«É isso que tem de acontecer. Sempre que há um caso tem de se elucidar, tem de se responder com responsabilidade e levar por diante tudo que apure o que realmente se passou e as consequências a tirar daí», sublinhou o também Patriarca de Lisboa.

Questionado sobre o facto de a Diocese da Guarda ter anunciado a intenção de apresentar recurso, Manuel Clemente considerou que «o apoio da diocese a este recurso com certeza que é fundamentado».

«A Diocese da Guarda, desde o primeiro momento em que o caso foi manifestado, tem-se mostrado muito responsável, quer do ponto de vista civil, quer eclesiástico, para dar seguimento ao assunto», acrescentou.

De acordo com o que ficou provado, Luís Mendes, de 37 anos, abusou de seis crianças com idades entre os 11 e os 15 anos, cinco das quais alunos em regime de internato no Seminário do Fundão.

Não podemos adormecer perante desrespeito pela dignidade humana

O Patriarca de Lisboa defendeu também hoje que não podemos adormecer perante o desrespeito pela dignidade humana, comentando desta forma a recente exortação do Papa, em que criticou o capitalismo selvagem e alertou para o perigo das desigualdades e da injustiça social levarem a uma explosão da violência.

«No que diz respeito à sociedade, o papa Francisco tem encontrado palavras muito justas e muito claras para meter o dedo em muitas feridas que a nossa sociedade manifesta, não só dentro dos países que nos tocam mais de perto, mas entre países ricos e países pobres, de muito desrespeito pela dignidade humana», defendeu Manuel Clemente.

Para o Patriarca de Lisboa, «parece que adormecemos em relação a situações que não podemos manter» e só «acordamos quando há uma Lampedusa em que morre muita gente a tentar chegar à Europa».

«Situações desse género são muito repetidas e não nos podemos habituar a elas. Porque estando em causa a humanidade dos outros está em causa a nossa própria humanidade e se adormecemos aí, depois também adormecemos aqui», sublinhou.

(TVI24)

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publicado às 13:39

 


 O arquivamento pelo Ministério Público (MP) de denúncias sobre alegados casos de pedofilia na Igreja Católica "liberta" as instituições e os sacerdotes visados "de graves acusações", disse hoje à Lusa o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

As declarações do padre Manuel Morujão, que secretaria a CEP, entidade que integra os bispos católicos portugueses, surgem após o anúncio do MP de arquivar acusações feitas pela ex-provedora da Casa Pia, Catalina Pestana, e que envolviam pelo menos cinco sacerdotes da Diocese de Lisboa.
"Naturalmente que esta notícia me alegra", uma vez que as pessoas e as entidades envolvidas veem assim "reabilitada a sua boa fama", sublinhou.
O sacerdote salientou que "é claro que a Igreja [Católica] agradece" a todos os que "ajudam a combater esta grave chaga social que é o abuso sexual de menores", bem como "o alto nível de exigência que é habitual no confronto de padres ou leigos que a representam".
Para o porta-voz da CEP, "essa exigência manifesta o alto conceito que a opinião pública tem dos valores e práticas da Igreja, julgando intolerável que haja casos de contradição", expressando a sua convicção de que "é importante que esta exigência se mantenha, evitando tudo o que possa ser especulação ou calúnia".
O padre Morujão recordou ainda que a CEP "publicou, há um ano, diretrizes muito claras e exigentes para que os clérigos ou pessoas que trabalham em instituições da Igreja tenham adequados comportamentos, sem qualquer condescendência com possíveis abusos de crianças e adolescentes".
O despacho de arquivamento de 16 de abril de 2013, hoje revelado em comunicado pela Procuradoria-Geral da República, esclarece que os factos denunciados pela ex-provedora da Casa Pia "impediriam, na atualidade, o procedimento criminal" por, à luz da legislação aplicável, terem já prescrito os alegados "crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual, parte deles visando menores".
O MP lembra que os factos relatados "ocorreram na década de noventa e reconduziam-se a ilícitos criminais que, à data, assumiam natureza semipública, sem que tenha sido exercido o direito de queixa pelo respetivo titular ou pelo seu representante legal, do que resulta a falta de legitimidade do Ministério Público para o exercício da ação penal".
De qualquer forma, o MP afirma que o inquérito incidiu "sobre factos cujas vítimas não foram identificadas nas denúncias, não tendo sido possível no decurso da investigação, e apesar das diligências desenvolvidas nesse sentido, proceder à sua identificação".
A investigação tentou ainda apurar crimes suscetíveis de configurarem a prática de crimes de pornografia de menores mas não foi "possível recolher indícios suficientes do seu cometimento".
O MP esclarece, no entanto, que prossegue a investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) sobre alegados abusos sexuais de incapazes e de pessoa internada e crimes patrimoniais e fiscais, após denúncias contra a Ordem Hospitaleira de São João de Deus.

Arquivamento liberta sacerdotes de "graves acusações"

Arquivar um processo de acusação contra alguém, NÃO O ABSOLVE como também NÃO O CONDENA! Apenas castra a verdade, colocando-a eternamente a mercê da dúvida: Era culpado? Era inocente? NINGUÉM MAIS SABERÁ, pela esperteza daqueles que detém o poder de julgar, e todavia LAVAM AS MÃOS por meio de uma situação mais cômoda, como um escape da responsabilidade de condenar ou da responsabilidade de absolver! Assim, o acusado fica como um desaparecido, que nunca será sepultado condignamente, e no cemitério seu lugar estará eternamente vazio!  (Lucy)

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publicado às 13:57

Per quanto riguarda la pedofilia, il triumvirato costituito da Giovanni Paolo II e dai cardinali Joseph Ratzinger e Tarcisio Bertone, rispettivamente prefetto e viceprefetto della Congregazione per la dottrina della fede, adottò un'autentica politica di contenimento per i casi in cui erano implicati sacerdoti. I tre consideravano la pedofilia un «problema» da nascondere, in cui i colpevoli dovevano essere protetti a ogni costo, senza preoccuparsi di prestare assistenza alle vittime.
Per loro, si trattava di un problema legale ed economico piuttosto che morale. Curiosamente, Giovanni Paolo II e Benedetto XVI, sempre propensi a dare la propria opinione su tutto quanto di umano e di divino accadeva, non pronunciarono mai un discorso né lanciarono un messaggio sul possibile legame tra l'obbligo dei sacerdoti a rispettare la castità ecclesiastica e la tendenza di molti di loro ad abusare di bambini.
Davvero curioso.
Il 18 maggio 2001, Ratzinger e Bertone inviarono dal Sant'Uffizio alle gerarchie ecclesiastiche sparse per il mondo una lettera in latino, in cui si davano ordini perentori e precisi su come affrontare «i delitti più gravi commessi dai propri membri contro la morale e la celebrazione dei sacramenti», cioè la pedofilia. La lettera era protetta dal «segreto pontificio».
Ratzinger e Bertone spiegavano che questi delitti sono di competenza del tribunale apostolico della Congregazione per la dottrina della fede; che, se un superiore viene a conoscenza di un delitto, deve comunicarlo alla Congregazione; che, nel caso in cui la Congregazione non abbia preso nessun provvedimento, il superiore è autorizzato a gestire il caso come ritiene più opportuno; che, se il superiore lo ritiene conveniente, può costituire un tribunale speciale composto solo da sacerdoti; che tutti i casi di pedofilia devono essere protetti dal «segreto pontificio» e di conseguenza tutte le risoluzioni devono rimanere segrete; che i delitti di pedofilia in cui sono coinvolti dei sacerdoti «devono rimanere segreti ed essere giudicati rigorosamente solo in un processo interno»; infine, che chiunque viola il «segreto pontificio» sarà sospeso a divinis. Che succede allora con il pedofilo? La Chiesa o l'autorità ecclesiastica competente deve denunciare i fatti alla polizia? Assolutamente no.
Un altro punto davvero delicato per Ratzinger era una disposizione inclusa nel testo, che diceva: «Si deve notare che l'azione criminale circa i delitti riservati alla Congregazione per la dottrina della fede si estingue per prescrizione in dieci anni. […] Ma in un delitto con un minore commesso da un chierico comincia a decorrere dal giorno in cui il minore ha compiuto il diciottesimo anno di età». Come dire che il delitto di pedofilia si prescrive, secondo il prefetto Ratzinger, quando la vittima dell'abuso compie ventotto anni.
Qualche anno dopo, questo testo mise in seria difficoltà Benedetto XVI durante la sua visita pastorale negli Stati Uniti.
Daniel Shea, un avvocato di Houston, difensore delle vittime di abusi commessi da sacerdoti, presentò una denuncia al tribunale federale per «ostruzione alla giustizia». Joseph Ratzinger doveva presentarsi per rispondere alle accuse, ma il cardinale era già diventato Sommo Pontefice di Roma e capo dello Stato della Santa Sede.
Il 23 agosto 2003 fu una data particolarmente significativa per la politica vaticana, colpita dallo scandalo dei casi di pedofilia commessi da sacerdoti negli Stati Uniti. Quel giorno, infatti, il sessantottenne sacerdote pedofilo John Geoghan fu strangolato nella sua cella nel carcere di Souza-Baranowsky, a nord di Boston, da un altro recluso, Joseph Druce.

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 Il sacerdote stava scontando una condanna a dieci anni perché aveva palpato i genitali a un bambino che giocava nella piscina di famiglia ed era in attesa di essere processato per altri centotrenta casi di abuso sessuale su minorenni. Il «caso Geoghan» scatenò una reazione a catena, portando alla luce numerosi casi di pedofilia e mettendo in crisi la Chiesa cattolica statunitense.

Nel gennaio del 2002, il prestigioso quotidiano Boston Globe fu il primo a rendere pubbliche le denunce contro Geoghan e il favoreggiamento da parte dell'arcidiocesi. Nella prima relazione del procuratore generale del Massachusetts erano stati identificati con nome e cognome 789 bambini e bambine vittime di abusi sessuali commessi da sacerdoti. (La cifra reale dei casi di abuso ad opera di circa 250 sacerdoti o altri membri secolari della Chiesa negli ultimi sessant'anni è di circa 1580 nell'area di Boston e di oltre 5000 in tutti gli Stati Uniti)
«Era chiaramente un'anima tormentata, un uomo malato e un prete predatore» disse di padre Geoghan Scott Appleby, storico delle religioni, nelle dichiarazioni rilasciate a diversi mezzi di comunicazione americani.
«Predatore sessuale» era la definizione più frequente che davano di Geoghan le sue vittime, delle quali ottantasei risolsero la faccenda fuori dai tribunali sporgendo denuncia all'arcidiocesi di Boston e ricevendo un indennizzo di dieci milioni di dollari ciascuno.
Le compulsioni sessuali di John Geoghan descritte dettagliatamente nei fascicoli dell'indagine giudiziaria sono impressionanti.
Il sacerdote sceglieva sempre la vittima più vulnerabile.
Patrick McSorley, un bambino di sette anni, fu portato a passeggio da Geoghan il giorno dopo la morte del padre. Il prete gli comprò un gelato e mentre lo riaccompagnava a casa prese a toccargli i genitali e a masturbarsi. La madre di Patrick, sconsolata e grata al sacerdote per il suo aiuto, gli affidò il figlio, che divenne per un periodo la vittima delle aberrazioni di Geoghan, il quale, tra le altre cose, lo sodomizzò. La stessa cosa fece con altri sette bambini, tutti appartenenti a una famiglia di Forrest Hills. Maryetta Dussourd, madre single e povera, apprezzava la generosità del parroco, che non mancava mai al suo appuntamento con i bambini. Li portava a passeggio, li teneva quando la madre doveva uscire e li metteva a letto. Era proprio in questa occasione che li toccava e li costringeva a toccarlo, di solito durante la preghiera. Helen, di soli quattro anni, fu costretta a fargli una fellazione. L'inizio degli abusi di Geoghan risale ai primi anni dopo l'ordinazione sacerdotale, avvenuta nel 1962. Tutti i delitti furono commessi a Boston e nei dintorni.
La gerarchia ecclesiastica, guidata da Giovanni Paolo II, dal cardinale Joseph Ratzinger, dal cardinale Tarcisio Bertone e dall'arcivescovo di Boston Bernard Law, permise a una persona come Geoghan di continuare a esercitare le sue funzioni nonostante le numerose denunce presentate a Law contro di lui. Ci fu un periodo in cui le autorità ecclesiastiche inviavano Geoghan in istituti di riabilitazione, ma quando veniva dimesso gli assegnavano nuovi incarichi, anche con i bambini.
Il pedofilo John Geoghan era perdonato come se gli abusi sessuali commessi su decine di bambini e bambine fossero peccati e non delitti. Il sacerdote John Geoghan non fu destituito fino al 1998, trentasei anni dopo aver commesso il primo reato sessuale contro bambini. Il 13 dicembre 2002, la permissività e l'indifferenza davanti al dolore delle vittime e delle loro famiglie costarono le dimissioni al cardinale Bernard Law, una delle personalità più importanti della Chiesa cattolica negli Stati Uniti. (Dopo le dimissioni, il cardinale Bernard Law fu nominato da papa Giovanni Paolo II arciprete della basilica di Santa Maria Maggiore a Roma).
Il Vaticano non fece nessuna dichiarazione ufficiale dopo aver appreso la notizia dell'assassinio di Geoghan, ma il cardinale spagnolo Julián Herranz, membro di rilievo dell'Opus Dei e presidente della Pontificia commissione per i testi legislativi della Santa Sede, dichiarò in un'intervista pubblicata sulla Repubblica del 25 agosto 2003: «L'assassinio di Geoghan è una sconfitta per tutti. […] Appena l'ho saputo ho pregato per la sua anima e per il suo aggressore [Joseph Druce]». Ma chi, in Vaticano, ha pregato pubblicamente per le innumerevoli vittime di Geoghan o per gli oltre 5600 tra bambini e bambine che hanno subito abusi sessuali da parte di religiosi, solo negli Stati Uniti? Nessuno. Silenzio assoluto, a divinis, per ordine di Giovanni XXIII, Paolo VI, Giovanni Paolo II e Joseph Ratzinger, futuro Benedetto XVI.
Una stima del prestigioso settimanale Business Week dimostrava che, in base agli indennizzi che la Chiesa cattolica aveva dovuto pagare negli Stati Uniti alle numerose vittime di pedofilia, l'arcidiocesi di Boston aveva avuto nel 2003 un deficit di cinque milioni di dollari, quella di New York di venti milioni e quella di Chicago di circa ventitré milioni di dollari. Le donazioni, inoltre, si erano ridotte drasticamente, poiché tre cattolici su quattro ritenevano veritiere le accuse di pedofilia rivolte ai religiosi e pertanto la Chiesa non meritava nessuna offerta di tipo economico. La stessa inchiesta dimostrava che il settantadue per cento dei cattolici statunitensi intervistati credeva che «la gerarchia cattolica avesse gestito male il problema della pedofilia» e il settantaquattro per cento che «il Vaticano pensasse soltanto a difendere la propria immagine e non a risolvere il problema».

All'elenco dei pedofili confessi si aggiungevano i nomi di prestigiosi membri della curia accusati di aver commesso, nella maggior parte dei casi, abusi su minorenni, di aver avuto relazioni omosessuali e rapporti sessuali con donne oppure, semplicemente, di aver dato copertura ai pedofili.
Ecco alcuni nomi:
- Anthony J. O'Connell, vescovo di Palm Beach, in Florida, ammise di avere abusato sessualmente di due ragazzi.
- J. Keith Symons, vescovo di Palm Beach, predecessore di O'Connell, fu costretto a dimettersi dopo aver riconosciuto di avere abusato di cinque chierichetti.
- Rembert Weakland, arcivescovo di Milwaukee. Si dimise quando si scoprì che aveva pagato 450.000 dollari a un ex amante, un uomo che lo accusava di averlo violentato.
- James Williams, vescovo di Louisville, in Kentucky. Fu accusato da un chierichetto di aver cercato di sodomizzarlo. Si dimise e, poco tempo dopo, si scoprì che ci aveva provato con altri novanta bambini.
- James McCarthy, vescovo ausiliare dell'arcidiocesi di New York. Si dimise dopo avere ammesso di avere avuto rapporti sessuali con diverse donne.
- John B. McCormack, vescovo di Manchester, nel New Hampshire. I pubblici ministeri stanno cercando di incriminarlo per favoreggiamento, avendo protetto i sacerdoti pedofili quando si trovava presso l'arcidiocesi
di Boston.
- Brendan Comiskey, vescovo di Ferns, in Irlanda. Lasciò l'incarico quando si scoprì che aveva dato copertura a ventitré sacerdoti della sua diocesi colpevoli di avere abusato sessualmente di bambini.
- Julius Paetz, arcivescovo di Poznan, in Polonia, amico di Giovanni Paolo II. Si dimise dopo avere ammesso di aver abusato sessualmente di decine di seminaristi.
- Pierre Pican, vescovo di Bayeux-Lisieux, in Francia. Condannato a tre mesi di carcere per avere coperto un sacerdote pederasta.
- Alphonsus Penney, arcivescovo di St. John di Terranova, in Canada. Si dimise per aver occultato decine di abusi commessi su una cinquantina di bambini e bambine da circa venti sacerdoti nella sua diocesi.
- Hubert Patrick O'Connor, vescovo di Prince George, in Canada. Fu ufficialmente accusato dalla polizia criminale canadese di aver violentato e aggredito sessualmente diverse donne.
- Eamon Casey, vescovo di Dublino, in Irlanda. Presentò le sue dimissioni quando saltò fuori che aveva un figlio adolescente e che si era appropriato di denaro della diocesi per darlo alla madre del ragazzo.
- Rudolf Bär, vescovo di Rotterdam, in Olanda. Accusato di essere omosessuale, fu costretto a dimettersi.
- Hansjörg Vogel, vescovo di Basilea, in Svizzera. Abbandonò la carica quando si scoprì che aspettava un figlio dalla propria amante.
- Roderick Wright, vescovo di Argyll e delle Isole Occidentali, in Scozia. Si dimise dopo una «scappatella» sessuale con una giovane parrocchiana.
- John Aloysius Ward, arcivescovo di Cardiff, in Galles. A causa della forte pressione popolare, Ward fu destituito dal Vaticano perché aveva coperto due preti pedofili arrestati per aver violentato undici bambini.
- Franziskus Eisenbach, vescovo ausiliario di Magonza, in Germania. Si dimise quando la docente universitaria Anne Bàumer-Schleinkofer lo accusò di avere abusato sessualmente di lei.
- George Peli, arcivescovo di Sydney, in Australia. Si dimise dopo l'accusa di tentata violenza sessuale su un bambino di dodici anni. Tre mesi prima era stato accusato ufficialmente di favoreggiamento per avere coperto sacerdoti pedofili quando era vescovo ausiliario di Melbourne, offrendo alle vittime denaro in cambio del silenzio.
- Edgardo Storni, arcivescovo di Santa Fe, in Argentina. Processato per avere abusato sessualmente di almeno una cinquantina di adolescenti, tutti seminaristi.

Ma il caso più eclatante fu quello del cardinale Hans Hermann Groèr, arcivescovo di Vienna che abusò di diversi minorenni.
Il prelato, ultraconservatore, aveva iniziato insegnando a un ragazzo come «pulirsi il pene per evitare infezioni» durante la doccia. A fare scattare le prime denunce fu proprio Groèr, quando in una lettera pastorale affermò: «I molestatori di bambini non erediteranno il Regno dei cieli».
Quella semplice frase aprì la porta alle denunce delle prime vittime contro il cardinale primate d'Austria. La cosa curiosa è chemolte vittime affermarono di aver già sporto denuncia agli inizi degli anni Settanta contro Pallora vescovo Groèr, ma che il Vaticano le aveva fatte passare sotto silenzio.
Per papa Wojtyla, Hans Hermann Groèr era una figura determinante, visto il ruolo acquisito dall'Austria nella politica estera vaticana. Tredici mesi dopo aver ricevuto la prima denuncia contro Groèr, Giovanni Paolo II lo aveva nominato arcivescovo di Vienna, la massima carica della Chiesa cattolica austriaca. Quando vennero alla luce le prime denunce, il nunzio Donato Squicciarini rilasciò una dichiarazione ufficiale di solidarietà nei confronti di Groér: «La Santa Sede ha molta esperienza [sic] in questo campo e quanto accade in Austria e già successo in altri paesi. Sono sicuro che anche il ‘caso Groér' non ha alcun fondamento. Tutto questo gli dà più coraggio per continuare a occupare la carica di presidente della Conferenza episcopale austriaca».
A questa dichiarazione ne seguirono altre, come quella del vescovo Kurt Krenn, che attaccò le vittime dicendo: «Sono anime malate e le loro accuse sono inconcepibili e maligne. Dovrebbero chiedere scusa al cardinale».
Alla fine, nel 1995, in piena polemica, il cardinale Groér cedette alle pressioni e presentò le dimissioni da arcivescovo di Vienna a papa Giovanni Paolo II, il suo più convinto sostenitore. Quando il 14 aprile 1998 Groér chiese al papa di accettare la sua rinuncia a tutte le cariche ecclesiastiche, il papa acconsentì, ma dichiarò:
«Spero che il tentativo di distruzione [della Chiesa austriaca] non abbia successo e che la zizzania seminata dal sospetto e dalla discordia non prevalga tra i cattolici». Il Vaticano chiuse l'indagine interna sul «caso Groér» alla fine del 1998.
Sembra che tutti i fatti denunciati siano realmente accaduti. Il cardinale Schònborn, successore di Groér e suo principale difensore, alla fine fu costretto ad ammettere: «Siamo arrivati alla convinzione morale che le accuse mosse all'arcivescovo emerito cardinale Hans Hermann Groér sono essenzialmente vere. Spero che il cardinale Groér sia in grado di pronunciare qualche parola chiarificatrice e liberatrice. Prego e invito a pregare affinché possa farlo». Il cardinale Groér morì il 24 marzo 2003, all'età di novantaquattro anni, a Sankt Pòlten, in Austria. L'anno successivo a quello in cui esplose il «caso Groér», quasi cinquantamila austriaci abbandonarono ufficialmente il cattolicesimo.
La sera del 2 aprile 2005, Giovanni Paolo II, il principale difensore e sostenitore del pederasta Groér, morì all'età di ottantacinque anni, dopo ventisei anni, dieci mesi e diciassette giorni alla guida della Chiesa cattolica. Il pontificato di Wojtyla lasciava in eredità una politica intransigente, contraria a rivedere le proprie posizioni sul celibato ecclesiastico, sul matrimonio tra omosessuali, sull'aborto, sulla ricerca sugli embrioni, sul controllo delle nascite e sul sacerdozio femminile.
Mantenne anche la struttura piramidale, rigida e chiusa, della gerarchia ecclesiastica, simile in tutto e per tutto alla più rigorosa delle monarchie assolute, quella di Luigi XIV, il Re Sole.
Inoltre, ebbe la pretesa di mettere a tacere, pagando ingenti somme di denaro, lo scandalo degli abusi sessuali commessi per decenni da religiosi su bambini. Nessuno dei colpevoli fu espulso dalla Chiesa. Senza dubbio, un grande esempio per un papa che molti vorrebbero già prossimo al sublime traguardo della canonizzazione. Santo subito!
Il papa che era riuscito a diffondere la parola di Dio attraverso la CNN, morì circondato dalla folla, proprio come aveva vissuto. Come dicono i suoi critici, Karol Wojtyla o Giovanni Paolo II «fu più vicino almessaggio che a Dio».

(Eric Frattini - "I papi e il sesso")

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publicado às 14:50

Cardeais da Igreja Católica vieram de todas as partes do mundo, cada qual carregando as angústicas e as esperanças de seus povos, alguns martirizados pela Aids e outros atormentados pela fome e pela guerra. Mas todos mostravam certo constrangimento e até vergonha pois vieram à luz os escândalos, alguns até criminosos, ocorridos em muitas dioceses do mundo, com os padres pedófilos; outros implicados na lavagem de dinheiro de mafiosos e super-ricos italianos que para escapar dos duros ajustes financeiros do governo italiano, usavam o bom nome do Banco Vaticano para enviar milhões de Euros para a Alemanha e para os USA. E havia ainda escândalos sexuais no interior da Cúria bem como intrigas internas e disputas de poder.
Face à gravidade da situação, o Papa reinante sentiu que lhe faltavam forças para enfrentar tão pesada crise e constatando o colapso de sua própria teologia e o fracasso  do modelo de Igreja, distanciado do Vaticano II, que, sem sucesso, tentou implementar na cristandade, acabou honestamente renunciando. Não era covardia de um pastor que abandona o rebanho mas a coragem de deixar o lugar para alguém mais apropriado para sanar o corpo ferido da Igreja-instituição.
Finalmente chegaram todos os Cardeais, alguns retardatários, à sede de São Pedro para elegerem um novo Papa. Fizeram várias reuniões prévias para ver como enfrentariam este fato inusitado da renúncia de um Papa e o que fariam com o volumoso relatório do estado degenerado da administração central da Igreja. Mas em fim decidiram que não podiam esperar mais e que em poucos dias deveriam realizar o Conclave.
Juntos rezaram e discutiram o estado da Terra e da Igreja, especialmente a crise moral e financeira que a todos preocupava e até escandalizava. Consideraram, à luz do Espírito de Deus, qual deles seria o mais apto para cumprir a dificil missão de “confirmar os irmãos e as irmãs na fé”, mandato que o Senhor conferira a Pedro e a seus sucessores e recuperar a moralidade perdida da instituição eclesiástica.
Enquanto lá estavam, fechados e isolados do mundo, eis que apareceu um senhor que pelo modo de vestir e pela cor de sua pele  parecia ser um semita. Veio à porta da Capela Sistina e disse a um dos Cardeais retardatários: ”posso entrar com o Senhor, pois todos os Cardeais são meus representantes e preciso urgentemente falar com eles”.
O Cardeal, pensando tratar-se de um louco, fez um gesto de irritação e disse-lhe benevolamente: “resolva seu problema com a guarda suiça”. E bateu a porta. Então, este estranho senhor, calmamente se dirigiu ao guarda suiço e lhe disse:”posso entrar para falar com os Cardeais, meus representantes”?
O guarda o olhou de cima para baixo e não acreditando no que ouvira, pediu, perplexo, que repetisse o que dissera. E ele o fez. O guarda com certo desdém lhe disse: “aqui entram somente cardeais e ninguém mais”.
Mas esta figura enigmática insistiu: “eu até falei com um dos Cardeais e todos eles são meus representantes, por isso, me permito  de estar com eles”.
O guarda, com razão, pensou estar diante de um paranóico destes que se apresentam como Cesar ou Napoleão. Chamou o chefe da guarda que tudo ouvira. Este o agarrou pelos ombros e lhe disse com voz alterada: ”Aqui não é um hospital psiquiátrico. Só um louco imagina que os Cardeais são seus representantes”.
Mandou que o  entregassem ao chefe de polícia de Roma. Lá, no prédio central, repetiu o mesmo pedido: “preciso falar urgentemente com meus representantes, os Cardeais”. O chefe de polícia nem se deu ao trabalho de ouvir direito. Com um simples gesto determinou que fosse retirado. Dois fortes policiais  o jogaram numa cela escura.
De lá de dentro continuava a gritar. Como ninguém o fizesse calar, deram-lhe murros na  boca e muitos socos. Mas ele, sangrando, continuava a gritar:”preciso falar com meus representantes, os Cardeais”. Até que irrompeu cela adentro um soldado enorme que começou a golpeá-lo sem parar até que caisse desmaiado. Depois amarrou-lhe os braços com um pano e o dependurou em dois suportes que havia na parede. Parecia um crucificado. E não se ouviu mais gritar:”preciso falar com meus representantes, os Cardeais”.
Ocorre que este misterioso personagem não era cardeal, nem patriarca, nem metropolita, nem arcebispo, nem bispo, nem padre, nem batizado, nem cristão, nem católico. Era um simples homem, um judeu da Galiléia. Tinha uma mensagem que poderia salvar a Igreja e toda a humanidade. Mas ninguém quis ouvi-lo. Seu nome é Jeshua.
Qualquer semelhança com Jesus de Nazaré, de quem os Cardeais se dizem representantes, não é mera coincidência mas a  pura verdade.
“Veio para os seus, e os seus não o receberam” observou mais tarde e  tristemente um seu evangelista.

(Leonardo Boff)

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publicado às 07:10


Os Papas e o Sexo

por Thynus, em 11.03.13
A Santa Mãe Igreja não digere nem nunca digeriu insinuações sobre a conduta sexual dos seus membros, servos de Cristo. Tudo isso é rotulado como "fofocas", "difamações", "infâmias". Mas há quem nunca acreditou nesta versão, e que, após tomar conhecimento, já não poderá mais acreditar. Eric Frattini volta a desafiar a Igreja católica com um ensaio bem documentado e perturbador em que desfilam século após século, os papas e seus vícios inomináveis: pelo menos 17 papas pedófilos, 10 incestuoso, 10 rufiões, 9 estupradores. E para cúmulo, apesar das contínuas condenações da homossexualidade, do matrimónio e do concubinato entre os religiosos, dezenas de papas casados, homossexuais, travestis, concubinários, para não mencionar os sádicos e os masoquistas, voyeurs e assim por diante: por incrível que pareça, muitos destes foram mesmo canonizados. "Nenhuma religião do mundo discutiu tanto a intimidade sexual como o catolicismo", diz Frattini, e nenhuma impôs tão detalhamente os seus códigos de comportamento: até hoje, a tolerância zero para os casais de facto, o aborto, a contracepção e a inseminação artificial. Ora bem, desde as Sagradas Escrituras até Bento XVI, Frattini dá as boas-vindas à epopeia sexual da Igreja Católica.

 

Aqui vai um pequeno trecho:
"Os papas não eram apenas bispos de Roma, Vigários de Cristo, sucessores do Príncipe dos Apóstolos, princípes dos bispos, pontífices supremos da Igreja universal, primazes da Itália, arcebispos e bispos metropolitanos da província romana, servos dos servos de Deus (servus servorum Dei), pais dos reis, pastores do rebanho de Cristo e soberanos da cidade-estado do Vaticano, mas também homens casados e pederastas, estupradores e homossexuais, fetichistas e cafetões, nepotistas e ioncestuosos, sádicos e masoquistas, simoníacos e zoofilistas, “papi padri di papi e papi figli di papi”, papas filhos de padres e papas adúlteros, travestis e voyeurs, falsificadores e assassinos. Todos protegido por Deus e pelo Espírito Santo. Esta é a sua longa história."

 

Eric Frattini: Nascido em Lima no ano 1963, é professor universitário, jornalista e escritor eclético, apaixonado por história e política. Correspondente no Médio Oriente, analista político e morou por diversos anos na Polinésia, Paraguai, Líbano, Chipre e Israel. Dirigiu também numerosos documentários para as principais redes de televisão espanholas, com as quais colabora assiduamente. É autor de uma vintena de livros, traduzidos em todo o mundo.

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publicado às 03:05

Foi quebrado o silêncio sobre o fenômeno da pedofilia entre os padres. As pessoas querem saber. Este livro recolhe as vozes e é o resultado do trabalho daqueles que durante anos trabalharam para recolher a verdade e denunciá-la. Contra uma conspiração de silêncio também apoiada pela hierarquia da Igreja preocupada antes de mais em não fazer emergir o fenômeno, e muito menos em pará-lo ou e em ajudar as vítimas. Dois dados, entre outros: em Itália os casos conhecidos de abusos de clérigos são cerca de cinqüenta, mas os relatórios e pedidos de ajuda são centenas. Menos de 10% do clero observa o celibato. A lista dos padres condenados por pedofilia é longa e está disponível. No livro são citados muitos desses episódios com nomes e sobrenomes. O de Don Pierangelo Bertagna (Abadia de Farneta, Arezzo) é o mais grave e chocante: em 2005, confessou ter abusado de 30 crianças entre 8 e 15 anos. Mas a intenção da autora (psicóloga e jornalista) é entender por que esta tragédia aconteceu. E dá a palavra a quem de dentro da Igreja vive de maneira contaditória o problema da sexualidade. Como é a educação nos seminários, quais são os hábitos, o que se faz. E eis que surge um quadro alarmante: a ausência de um desenvolvimento psico-sexual normal pode explicar a tendência à pedofilia. Não é uma coincidência que todas as dioceses dos E.U.A recentemente tenham fechado os seminários menores. A Convenção da ONU sobre os Direitos da criança (nunca assinada pelo Vaticano), proíbe o recrutamento fora do ambiente familiar. Mas, entretanto, em Itália, há ainda 123 seminários menores. O mesmo acontece em quase todos os países do Mundo onde a Igreja Católica se instalou.

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publicado às 07:43


PADRES, IGREJA E PEDOFILIA

por Thynus, em 04.06.10

Recomendo a todos os que defendem com espada, sempre e agora, a igreja sobre a problemática da pedofilia entre os eclesiásticos, não discernindo e confundindo a opinião e a instituição igreja, que vejam a primeira e a segunda parte de uma entrevista a Vania Lucia Gaito, jornalista, psicóloga e autora do livro “VIAGEM NO SILÊNCIO” (OS PADRES PEDÓFILOS E AS CULPAS DA IGREJA). Uma coisa é a crença, a fé digna de respeito para aqueles que a têm... outra coisa é a igreja como instituição, associação deliquente que esconde, foge a todos os controles legislativos e penais em todas as frentes, um lobby que visa apenas ganhar dinheiro e enriquecer-se com o chamariz que é Cristo na cruz, sem qualquer vergonha.

UM CONSELHO A TODOS OS PAIS: NÃO ENVIEM VOSSOS FILHOS PARA SEMINÁRIOS OU ESCOLAS GERIDAS POR PADRES! É O ÚNICO MODO DE DESMANTELAR ESTA INSTITUIÇÃO NOJENTA! HÁ OUTRAS ALTERNATIVAS, TAIS COMO CENTROS GERIDOS PELOS MUNICÍPIOS COM A PRESENÇA DE PSICÓLOGOS. INFORMEM-SE JUNTO DE VOSSOS MUNICÍPIOS.

Podem ver a citada entrevista no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=O6B4Vi3SUmY
                                                                     

                                                          
Acrescento, para não ser injusto, que nem todos os padres são pedófilos, alguns são até dignos de estima e têm feito muito pelas crianças, mas até que a igreja não intervenha como deveria sobre esta questão (incluindo a educação nos seminários e escolas católicas), a única solução é o boicote a todos os oratórios e centros educativos geridos por padres.

Falem a vossos filhos, sem medo, destes problemas da pedofilia. Façam-lhes compreender que certas atitudes dos adultos para com eles são erradas, falem-lhes sem medo, as crianças compreendem mais do que aquilo que pensamos. Os vossos filhos devem conhecer o problema para saber reagir e defender-se quando, quando vós não podeis estar a vigiá-los.

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publicado às 01:52


No dia em que o Cardeal Sodano define como “uma tagarelice” a violência sobre menores, a colunista Maureen Dowd faz novamente um ataque ao Vaticano: "O demônio fez cair em tentação os padres pedófilos? Estuprar e molestar crianças vai muito mais além daquilo que chamamos "render-se às tentações da vida '."
Mais do que um exorcista, a Igreja Católica precisa de um sexorcista. A mais famosa colunista do New York Times, Maureen Dowd, comenta ironicamente a afirmação do Padre Gabriele Amorth, conhecido como "o exorcista-chefe da Santa Sé”, que disse que foi o diabo a fazer cair em tentação os padres pedófilos, e que o próprio Lúcifer estaria à frente de manobras diárias contra a Santa Sé.
Segundo o Padre Amorth, o diabo está por trás do ataque a Bento XVI, pois ele é papa maravilhoso: um digno sucessor de João Paulo II. O escândalo dos padres pedófilos mostra que Satanás os está usando para atacar a Igreja porque as tentações estão por toda parte no mundo de hoje. "Cair em tentação significa comer pequenos doces no período de jejum religioso - responde a colunista do NYT - Estuprar e molestar as crianças vai muito além do que nós identificamos como as ceder às tentações da vida. A Igreja precisa de um “sexorcista”, não de um “exorcista”.
Então Dowd cita o episódio da Raniero Cantalamessa, que comparou o escândalo dos padres pedófilos ao semitismo, e cita também a piada de que haveria uma mal-definida conspiração judaico-maçônica por trás dos ataques do "New York Times” à Igreja Católica. "O papa ainda não conseguiu dizer nada extensivo, adequado e honesto sobre o escândalo, e qual o papel que ele desempenhou, incluindo a história do padre do Wisconsin que abusou de 200 crianças surdas - escreveu a famosa colunista - É nas crises que os líderes são testados. É nestas situações que vemos se os dirigentes cedem aos seus piores instintos ou escutam os anjos. Tudo o que Bento XVI tem a fazer é fazer a coisa certa. "
E o NYT continua - O herói da semana, simplesmente por ter tido a coragem de falar a verdade, é o Arcebispo irlandês Martin. Na sua diocese de Dublin, quatro arcebispos passaram três décadas fingindo ignorar os casos de abuso. "Vê-se claramente quanto danificamos o corpo de Cristo", disse o cardeal numa missa durante a Semana Santa "Este foi um ano difícil. O abuso ocorreu no interior da igreja de Cristo. A resposta foi irremediavelmente inadequada ". Amen.

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publicado às 23:25


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