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Pedofilia: Bispo belga pede renúncia

por Thynus, em 06.12.10

O escândalo da pedofilia na Igreja continua a registrar golpes de cena inesperados: o último golpe, ontem, foi no catolicismo Belga com a demissão, de surpresa e imediatamente aceite pelo Papa, do Bispo de Bruges, Mons. Roger Vangheluwe. Uma história, a do bispo confesso de ter cometido abusos durante anos sobre um rapaz sobre a qual o Ministério Público também abriu um arquivo, que marca - disse o primaz da Bélgica, Monsenhor André-Joseph Leonard - "um dia negro para a Igreja" . E que vê pela primeira vez, um bispo confessar não apenas ter escondido abusos por sacerdotes sob sua jurisdição, mas de tê-los feito em pessoa.

"Quando eu ainda era padre e durante um período quando me tornei bispo, abusei sexualmente de um jovem que fazia parte de minha equipe", afirmou Vangheluwe. "Eu me arrependo profundamente do que fiz e apresento minhas mais sinceras desculpas à vítima, a sua família, à comunidade católica e à sociedade em geral", acrescentou.

"A vítima ainda está marcada pelo que aconteceu. Ao longo dessas décadas, eu repetidamente reconheci minha culpa a ele e a sua família, e pedi perdão. Mas isso não trouxe paz a ele, assim como não trouxe paz para mim", completou o ex-bispo belga.

Roger Vangheluwe nasceu na cidade de Roeselare e foi ordenado padre em Bruges aos 26 anos. Ele foi indicado como bispo da cidade histórica em 1984, aos 48 anos, cargo que manteve por 25 anos até sua renúncia. Ele deveria se aposentar no próximo ano.

O abuso ocorreu há mais de 20 anos, e não há detalhes sobre qual seria a idade do menino na época. O bispo belga renunciou após uma pessoa próxima à vítima ter reclamado junto da Igreja.

 

 

El obispo de brujas reconoció ante cámaras sus abusos a sus propios sobrinos, y el vaticano lo que hizo fue retirarlo y darle una paga de 2,800 E, que vergüenza para el que diga que es católico, no más abusos, no más religión. Roger Vangheluwe, quien confesó haber abusado sexualmente de uno de sus sobrinos en los años sesenta, admitió este jueves que, en realidad, cometió ese delito también contra otro de sus sobrinos, en su primera aparición en público en los últimos meses, durante una entrevista en la televisión belga VT4.

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publicado às 12:24


Celibato e pedofilia: o rei vai nu!

por Thynus, em 06.12.10

O bispo de Ratisbona, Gerhard Muller, protagonista da operação de transparência lançada pela Igreja Católica sobre abusos sexuais acontecidos no passado na Alemanha por religiosos com crianças, definiu como "uma estupidez" a hipótese de que o celibato clerical esteja na origem do fenômeno da pedofilia na igreja e disse que, por conseguinte, não há nenhuma razão para alterar esta instituição. Para saber se é uma estupidez seria suficiente, talvez, uma estatística que comparasse os casos de pedofilia por parte dos padres católicos com os padres ortodoxos ou os pastores de igrejas protestantes, que não são obrigados ao celibato. Certamente, o celibato não é a única causa, porém, pode ser uma razão, porque pode acontecer que um rio, não tendo a possibilidade de deslizar serenamente no seu leito, transborde, e tente outras vias. Mas mesmo que assim não fosse, porquê esta obstinação da Igreja em considerar o celibato um pré-requisito indispensável para o sacerdócio?
O conhecido teólogo católico Gianfranco Ravasi, escreveu em Il Sole 24 Ore, no domingo 28 de maio de 2006: "A ligação entre sacerdócio e celibato, segundo o Concílio Vaticano II, tem um alto valor “de conveniência ... mas não é um vínculo teologicamente necessário e estrutural." E então? Em Março de 2007, Bento XVI, por sua vez, declarou: "Reitero a beleza e a importância duma vida sacerdotal vivida no celibato ... e, portanto, confirmo a obrigação para a tradição latina." O erro do Papa está precisamente naquela pequena palavra: “obrigação”. Isto é, em transformar tranquilamente, arbitrariamente, os «conselhos evangélicos» em matéria de obrigações evangélicas. Hoje diz-nos que o celibato dos padres é uma "valor sagrado ". E então? Será sagrado o valor, mas os valores não se impõem.
Já dizia Édouard de Laboulaye, criador intelectual da estátua da Liberdade: “Todas as leis que se promulgam têm por base a desconfiança; nenhuma se apóia na virtude dos cidadãos.” E então? Se a hierarquia da igreja romana continua a desconfiar dos seus sacerdotes, a sociedade hodierna, por sua vez, agora tem certezas sobre escândalos vergonhosos e crimes sexuais dentro da Igreja e ocultados, durante séculos, pela sua hierarquia. E então? O celibato imposto é uma grande treta... O rei vai nu!

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publicado às 12:18

Monsenhor Gianfranco Girotti é o regente da Penitenciaria Apostólica, o organismo que, durante séculos, de acordo com os ditames do Vaticano, "derrama absolvições, dispensas, comutações, sanções e condenações. Além disso, analisa e resolve os casos de consciência que lhe são propostos.
Nestes dias difíceis e vergonhosos para a Igreja de Roma, fortemente envolvida em casos de pedofilia muitas vezes encobertos pela própria Cúria, a Penitenciária reuniu cerca de 600 padres para fazer um curso de reciclagem sobre a confissão e a penitência; impossível, portanto, não falar dos casos mais recentes que estão a minar a credibilidade da Igreja.
"Os pecados são sempre os mesmos – disse monsenhor Girotti em entrevista ao jornal italiano "Il Messagero"- embora possamos falar de novas formas de pecado. Aspectos que antes não existiam e agora são parte da consciência coletiva. [...] Um penitente que é culpado de um crime semelhante (pedofilia), se ele sinceramente se arrependeu, deve ser absolvido. É claro que diante de casos de pessoas consagradas, sujeitas a constantes e graves problemas de moral (sublinho constantes e graves), o confessor, após ter implantado sem sucesso todos os esforços para assegurar a absolvição, aconselhará a deixar a vida da eclesiástica. "
Palavras esclarecedoras e completamente credíveis, se reinterpretados à luz das informações surgidas sobre a atitude das altas esferas da hierarquia da Igreja para o clero responsável pelo abuso e violência sobre as crianças: para Girotti, de fato, não existe sequer a possibilidade remota de que um homem de Igreja se sinta obrigado a denunciar um "colega" pedófilo às autoridades judiciárias do Estado.
"O confessor não só não pode impor-lhe a auto-denúncia, mas não pode sequer dirigir-se a um juiz para denunciá-lo. Quebrar o sigilo sacramental. Uma coisa gravíssima. Se o fizesse, o confessor incorreria em excomunhão ipso facto, de imediato."
Mas se qualquer prelado pode absolver um fiel ou um clérigo responsável pela violência contra crianças indefesas, o mesmo não pode fazer com uma mulher que teve um aborto, a menos que receba uma “dispensa especial" do bispo.
"O aborto é considerado um pecado reservado - acrescenta Girotti - digamos especial. Neste caso, é evidente que a Igreja quer proteger totalmente a vida da pessoa mais fraca e frágil, e o que existe de mais indefeso do que uma vida que está em curso e ainda não nasceu?".
Talvez mais frágil do que um embrião, é a vida de uma criança indefesa, uma vida conturbada e estuprada para sempre por homens que libertam assim as suas frustrações, recebendo em seguida a absolvição da Igreja.
O pensamento da Igreja é então muito claro: a pedofilia é perdoada, o aborto não. Muitas Repúblicas Democráticas a nível mundial, felizmente, pensam o contrário, o aborto é um direito, dentro de certos limites da mulher, a pedofilia é uma abominação contra vidas indefesas.
Mais uma vez a Igreja romana rema contra a maré: será que ainda pretende ressuscitar a Santa Inquisição? Libera nos, Domine!

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publicado às 12:13


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