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Sexo no inverno

por Thynus, em 07.02.17
Tenho dois amigos que demonstram sua lealdade a mim há muitos anos. Nunca me causaram nenhum problema. Eles são os amigos mais confiáveis, mais confortáveis, mais agradáveis e mais duráveis que já coloquei em meus pés.

Adoro meus chinelos.

Sande os odeia.

Em pelo menos cinco ocasiões diferentes, peguei minha esposa tentando sequestrar meus amigos e mandá-los para o depósito de lixo — mas fui mais rápido que ela. Consegui resgatar aqueles caras todas as vezes.

Logo depois do resgate mais recente, Sande fez um apelo emocionado:

— Kevin, por que você insiste em usar esses chinelos feios e surrados?

— Eles são confortáveis.

— Eles são simplesmente indecentes; estão cobertos de sujeira e de tinta, e não têm mais conserto. Você deveria simplesmente se livrar deles.

— Livrar-me deles? Só porque estão velhos? Só porque estão um pouco desgastados? Que tipo de atitude é esta? — perguntei a Sande. Afinal de contas, será que ela gostaria de ser trocada por outra mulher só porque não tem mais 20 anos? Eu nunca faria isso, assim como nunca me desfaria do meu par de chinelos favorito. Velho não significa inferior, assim como novo não significa melhor.
Pelo direito de passar mais tempo entre os lençóis
 
Quando falo sobre “sexo no inverno” não estou me referindo a aquecer os lençóis naquela época do ano em que as temperaturas caem. Estou falando de desfrutar da intimidade sexual aos 40, aos 50, aos 60 anos e além.

Posso estar sendo parcial porque só estive com uma única mulher, mas, em minha humilde opinião, creio que o sexo realmente melhora à medida que o casal envelhece. Percebo que isso nem sempre acontece. Falei há bem pouco tempo com um homem de 65 anos que não dormia com sua mulher havia mais de dez anos. Não posso imaginar dez semanas, quanto mais dez anos, sem ter sexo com minha esposa. Mas a verdade é que, aquilo que a idade tira, ela normalmente compensa oferecendo outras qualidades.

É certo que o sexo muda. À medida que avançamos para a casa dos 50 anos e além, nosso corpo pode não ser mais tão firme — mas nossa visão também não é lá grande coisa, de modo que as duas fraquezas quase que cancelam uma à outra! Podemos não ter a mesma energia que tínhamos, e nossos membros talvez não sejam nem um pouco flexíveis como eram quando tínhamos 20 anos. Mas, no lado positivo, temos uma vida inteira de experiência no ato de agradar aquela pessoa. Temos a capacidade de controlar melhor nossas reações, o que normalmente leva a um ato de amor mais demorado. E temos a imensurável vantagem de intuir os gemidos de nosso cônjuge, porque estamos juntos há décadas.

Outro ponto positivo é que, assim que os filhos vão embora, em geral há mais liberdade, mais tempo livre e normalmente mais dinheiro. Muitos casais entram na fase do ninho vazio na casa dos 40 anos e com mais certeza nos 50. Em nosso caso teremos o ninho vazio na idade “quente” dos 62 anos! É mais fácil dar uma escapada e, como você provavelmente já percebeu a esta altura, sou um forte defensor do sexo em hotel para casais casados!



VIRANDO A ESQUINA

Permita-me dizer, em primeiro lugar, que você deve esperar por mudanças. Encare o fato: homem, você está perdendo bastante cabelo, senão todo ele. Provavelmente você engordou bastante. Você não consegue pular mais tão alto quanto conseguia fazer. Mesmo o jogador de basquete Michael Jordan provou que até o mais atlético entre os homens não pode desafiar os efeitos sombrios da idade.

Mulher, você percebeu que a gravidade governa mais coisas do que corpos celestes — ela tem um efeito impressionante aqui na terra também. Partes de seu corpo, como rosto, seios e outras, parecem ansiosas para alcançar o chão. Você pode descobrir que precisa de mais lubrificação durante o sexo do que jamais precisou. Seu cabelo, antes tão cheio e perfeito, tão loiro ou tão encantadoramente negro, agora não é tão abundante — e o que são aqueles fios brancos? Não é tinta, minha irmã; são os efeitos do tempo.

Vocês assistiram a todas as mudanças em si mesmos no decorrer do tempo; assim, por que achariam que o sexo não seria afetado também?

Ele muda.

A intensidade e o prazer que vocês experimentam ao fazer sexo nos anos avançados não precisam diminuir, mas o modo como você vê as coisas precisará ser revisado. Quando Michael Jordan voltou para a NBA, ele certamente não era mais o “air Jordan”, o “Jordan voador”, que deixava queixos caídos diante daquelas enterradas de desafiar a gravidade. Um técnico até começou a se referir a ele como “floor Jordan”, o “Jordan terrestre”, por assim dizer. É claro, ele ainda conseguia jogar, mas seus pés estavam enraizados firmemente no chão. Ele teve de descobrir novas maneiras de jogar — fintas com a cabeça, arremessos com pulos pequenos e coisas assim — para conseguir marcar pontos.

A mesma coisa será verdadeira em relação a sua sexualidade. Se vocês estiverem dispostos a fazer algumas pequenas adaptações em função da idade, então descobrirão — como muitos casais descobriram — que o sexo pode de fato ser ainda melhor aos 40, aos 50 e aos 60 anos.



O QUE MUDA PARA O HOMEM

Em sua adolescência e juventude, você podia ter uma ereção lendo uma revista de motores de automóvel. O simples ato de pular na piscina ou ver uma menina bonita passando era suficiente para fazer com que seu corpo reagisse. Tudo o que sua esposa precisava fazer para estimulá-lo a ter uma ereção era subir na cama.

Na verdade, é possível que suas ereções fossem alcançadas tão facilmente que vocês dois podem ter desenvolvido alguns hábitos, nos quais sua esposa raras vezes precisava lhe dar estimulação adicional. De fato, quando vocês eram bem jovens, ela pode ter descoberto que estimulação demais poderia fazer as coisas terminarem muito rápido. Uma esposa me confessou que as preliminares foram unilaterais por muitos anos, pela simples razão de que uma simples carícia fazia seu jovem marido chegar ao clímax antes mesmo que eles fizessem sexo.

Velhos tempos, meu amigo. Agora, suas ereções precisarão ser cultivadas e mantidas. Se sua esposa ignorá-lo, você amolece. Vocês dois precisarão se concentrar em agradar e receber, e isso significa que você vai precisar de mais estimulação peniana direta do que antes.

Cuidado: o Sr. Feliz pode não sorrir com tanta frequência. Ele pode murchar bem no momento que você esperava que ele ficasse em alerta total. Ele pode resistir a todos os esforços para um bis dentro de um espaço de 24 horas, e certamente não será o servo obediente que era na adolescência e na juventude.

Suas ereções, assim que alcançadas, também serão diferentes, assim como o são os colchões. Alguns colchões competem com tábuas em termos de dureza; outros se assemelham a travesseiros. Bem, marido, vai chegar a hora em que você não trará um caibro de madeira para a cama. Pense em “pinho” em vez de “carvalho”. Ainda será duro, mas não tanto quanto costumava ser.

À medida que você envelhece, talvez também descubra algo que jamais teria imaginado em seus 20 e poucos anos: sexo sem ejaculação. Homens mais velhos simplesmente não precisam chegar ao clímax com tanta frequência quanto os homens mais novos. O lado bom disso é que você provavelmente terá condições de prolongar o ato e talvez agrade mais sua parceira. O lado ruim é que a mulher pode ficar chocada com o fato de os papéis terem se invertido e, agora, existir uma dúvida se você vai alcançar o orgasmo. Esposa, não é um fracasso da parte de seu marido fazer amor com você por vinte ou trinta minutos sem, contudo, chegar ao clímax. Não significa que ele não se sente mais atraído por você ou que ele não a considere mais sexualmente atraente. Isso quer dizer apenas que o corpo dele está envelhecendo.

O tempo de recuperação também mudará. As noites de lua de mel, nas quais você era capaz de ter vários orgasmos no espaço de algumas horas, não se repetirão com facilidade. Levará mais tempo para seu corpo se recuperar de sua última experiência sexual antes de estar pronto para alcançar o clímax novamente. Essa mudança será gradual e virá em ondas, mas, à medida que você marcha em direção aos 60, ela será inevitável. (Na verdade, para alguns, isso poderá ocorrer no final dos 40 anos). Quando essa temporada chega, alguns homens precisam esperar horas; outros poderão ter de esperar dias. Mas você precisará esperar.

Existe uma grande vantagem em tudo isso. De vez em quando, as mulheres também gostam de uma “rapidinha” tanto quanto os homens, mas, como padrão, elas tendem a preferir momentos de intimidade sexual mais longos, mais lentos e mais lânguidos. Muito bem, bem-vindo ao inverno — finalmente seu corpo vai se equiparar ao da sua esposa. Você conseguirá demorar mais tempo e ficará mais livre para se concentrar na reação dela. E você pode se tornar um amante muito melhor do que aquele prego que você costumava ser (ou achava que era) aos 22 anos.

Se os problemas de ereção persistirem, tenha em mente que é possível que haja uma causa física por trás deles, como arteriosclerose ou alguma outra doença. Pode ser efeito de algum tratamento ao qual você esteja se submetendo ou de algum estresse que esteja enfrentando. É por isso que recomendo que você faça um check-up se problemas de ereção começarem a surgir. Na era do Viagra e de tantas outras opções, a impotência não é, nem de longe, o problema que costumava ser.

Permita-me dizer uma palavra à mulher que está casada com um marido em processo de envelhecimento: por favor, tenha em mente que um fracasso ocasional no desempenho pode se tornar rotina psicológica se um dos parceiros tiver uma reação extremada. Não leve as coisas para o lado pessoal, e, claro, não faça que se tornem algo ainda mais repetitivo ao colocar uma pressão ainda maior para que seu marido tenha um bom desempenho.

Também insisto que a mulher entenda que ela tem uma clara vantagem nesse quesito: você cresceu sabendo que o interesse sexual pode alcançar um pico e diminuir, mais ou menos como uma onda no mar. Seu marido está acostumado a ir de zero a cem numa ascendente firme e rápida e, depois, a pular da beira do abismo! Você precisará ajudá-lo a entender como manter o amor no meio de um eventual vale, porque talvez ele nunca tenha estado num vale antes.

Além disso, é muito natural que o homem sinta que o problema dele é maior que o seu. Se você não se lubrifica naturalmente, pode continuar sendo estimulada e esperar até que se “aqueça”. Se isso falhar, você pode pegar um tubo de gel lubrificante.

O homem, por outro lado, sabe que não haverá penetração no caso de seu pênis não endurecer. E esse pode ser um pensamento aterrorizante, pois, assim como você não consegue se forçar a ficar lubrificada, ele não pode se forçar a ter uma ereção. Naturalmente, todo conselheiro sabe que a preocupação com isso tende a agravar o problema, em vez de resolvê-lo; mas, quando um homem não está acostumado a lidar com essas questões, até mesmo confrontá-las uma única vez pode se transformar numa verdadeira fonte de inquietação.

Se tudo indica que seu marido não vai estar pronto para uma penetração, mas que quer continuar estimulando-a, seja manualmente, seja oralmente, por favor, permita. Para começo de conversa, vê-la alcançar o orgasmo pode ser suficiente para fazê-lo ter uma ereção. Mas, ainda que isso não aconteça, todo homem quer saber que é capaz de agradar sua esposa sexualmente. Se ele souber que sempre pode recorrer ao uso das mãos caso alguma outra coisa não funcione, ele sentirá menos pressão para ter um desempenho específico da próxima vez — e, portanto, provavelmente o resultado será melhor.

Pense nisso como uma tarefa, que, aliás, não é nada ruim! Deixe seu marido levá-la ao orgasmo da maneira que puder, e não seja contida em suas palavras de incentivo sobre como ele sempre pode satisfazê-la. Ao fazer isso, você pode transformar uma experiência potencialmente humilhante e alienante em uma que cria ainda mais intimidade e satisfação.



O QUE MUDA PARA A MULHER

As mulheres possuem um marcador mais dramático de seu processo de envelhecimento: a menopausa. Psicologicamente, a menopausa marca um dramático ponto de mudança em sua sexualidade. De repente, a sexualidade não está mais ligada à concepção de um filho. Ainda que você tenha tomado precauções durante décadas, existe algo diferente nas relações sexuais uma vez que a concepção se torne impossível. Agora elas têm a ver com intimidade e prazer.

E não há nada de errado nisso.

Não há razão para a menopausa colocar um fim na vida sexual de uma mulher. Em muitas situações, as mulheres costumam se sentir renovadas em termos sexuais. Sim, algumas usam a menopausa como justificativa para evitar aquilo que elas há muito já consideravam insatisfatório, do ponto de vista sexual ou físico. Na maioria dos casos, porém, não existe razão biológica para que as mulheres percam o interesse por sexo durante este período. Ainda que elas de fato experimentem queda no estrógeno, este hormônio em si não está diretamente ligado ao desejo e à resposta sexual. Claro, a diminuição do estrógeno no corpo cria outros sintomas que podem colocar os pensamentos sexuais em banho-maria — as ondas de calor são os mais conhecidos deles —, mas, assim que a menopausa tenha passado, a mulher pode se sentir mais livre do que nunca para explorar novos horizontes sexuais. Mesmo a queda do estrógeno pode agora ser regulada através de medicação.

A reação à menopausa é tão individual que temo fazer generalizações. Algumas mulheres me disseram que pareciam ter perdido todo o desejo por intimidade sexual, enquanto que outra cliente confessou, com uma piscada de olhos: “No dia em que os filhos saíram de casa, eu e Jim começamos a usar todos os cômodos e todos os móveis — e quero dizer todos”.

Outro grande degrau que costuma acompanhar o avanço da idade é a histerectomia. Senhora, essa é uma operação que muitas mulheres levam um pouco na brincadeira. Depois da cirurgia, elas andam muito cedo, dirigem muito cedo, começam a erguer peso muito cedo, fazem sexo muito cedo, e grandes consequências podem surgir. Sei do que estou falando: minha esposa Sande fez a cirurgia e, semelhante a muitas mulheres, sentia-se culpada por ficar tanto tempo sem fazer nada. Planeje um período de seis a oito semanas para se recuperar plenamente.

O marido que estiver lendo estas informações deve estar pulando da cadeira neste momento e dizendo: “Seis a oito semanas? Leman, você está louco?”.

Seis semanas sem relações não necessariamente significam seis semanas sem amor e sem expressão sexual. Os casais podem ser criativos nessas circunstâncias da vida. O Sr. Feliz raramente pensa “vou simplesmente tirar oito semanas de férias”, de modo que uma esposa amorosa fará tudo o que puder para encontrar maneiras criativas de ajudar a aliviar a libido de seu marido.

Um dos grandes benefícios para as mulheres mais velhas é que o maior inimigo do sexo, o cansaço, pode não ser tão grande. Quando ficam mais velhas, as pessoas, na maioria, costumam ter mais tempo e também são menos exigidas. Você não precisa se preocupar se uma criança pequena vai bater à porta pedindo para tomar um copo d’água. Você não precisa fazer as vezes de motorista de táxi a tarde toda e cair na cama exausta. A menstruação terá parado e, uma vez que muitos casais preferem não ter intimidade sexual durante o período menstrual, como casal vocês ganharão outros cinco dias por mês de disponibilidade sexual.

Fisicamente, você deverá tomar cuidados extras com seus genitais. Conforme os níveis de estrógeno diminuírem, suas paredes vaginais se tornarão mais finas e secas. Você precisará usar um lubrificante, e seu marido precisará, ocasionalmente, ser um pouco mais calmo, uma vez que um impulso mais forte pode causar dor em vez de prazer.

Por acaso, uma das melhores maneiras de se manter em forma sexualmente aos 60 e aos 70 é manter seu nível de atividade sexual. Masters e Johnson demonstraram que mulheres mais velhas que têm relações sexuais pelo menos uma vez por semana se lubrificavam mais eficientemente do que aquelas que se abstinham de sexo por longos períodos de tempo. O velho ditado “a falta de uso atrofia o órgão” é bastante preciso no que se refere ao sexo.

Espero que sua atitude não seja parecida com a de Margarete, que veio ao meu consultório com um marido evidentemente infeliz. Depois de apenas alguns instantes na sala de aconselhamento, Jerry, o marido, me disse que ela havia, em essência, pedido dispensa de futuras relações sexuais.

Margarete não negou:

— Veja, dr. Leman, eu realmente acho que fiz o que tinha de fazer. Nunca fui muito ligada em sexo e, francamente, Jerry também não foi muito criativo. Mesmo assim, tenho sido fiel e obediente por 34 anos. O senhor não acha que é suficiente?

Conversamos um pouco sobre a falta de criatividade de Jerry, mas quando chegou a hora de falar sobre Margarete, eu respondi com firmeza à ideia dela de “ser suficiente”:

— Não, não acho.

Na verdade, lancei outra pergunta:

— Como você se sentiria se Jerry dissesse algo assim: “Tudo bem, Margarete, já a sustentei com meu salário por 34 anos. Agora que estou vivendo da aposentadoria, decidi que não quero sustentá-la mais. Você precisará encontrar seu próprio lugar para viver e sua própria fonte de renda. Já cumpri minha missão e, agora, quero ser um pouco mais egoísta”?

— Sabe, Margarete — continuei, — o casamento é para a vida toda; os compromissos que firmamos também. O caminho que você está seguindo é muito perigoso. De fato, se o seu objetivo é enfraquecer espiritualmente Jerry e transformá-lo num marido irritado, em vez de num marido agradecido, continue assim. Você verá a horrível cabeça do egoísmo se levantando mais rapidamente do que você pode imaginar — disse eu. E fui mais adiante: — Quando o apóstolo Paulo diz “dois se tornarão um”, ele está expressando um mandamento. Essa unidade inclui a união física, expressa por meio da intimidade sexual. A união física enriquece todos os aspectos da unidade. Você não pode recusar um aspecto e exigir outro.

— Mas igualmente importante — continuei — é que você está tomando uma decisão unilateral que tem consequência dupla. Simplesmente porque você está cansada do sexo não significa que Jerry também esteja; o que ele deve fazer agora? Ele já foi infiel a você?

— Não — respondeu ela.

— E é assim que você o recompensa? Diga-me, Margarete, por que fazer que um homem, ao que tudo indica respeitável — que, de acordo com todos os outros padrões parece ser um cara muito bom — termine chocando todo mundo ao ter um caso? Ou ser pego indo a uma boate de striptease durante uma viagem de negócios? Ainda que se envolver em casos ou com pornografia nunca seja moralmente aceitável, e que as ações de um homem não devam se basear no comportamento de sua esposa, parece-me que muito disso acontece porque necessidades básicas não estão sendo satisfeitas no casamento. Um homem de 60 anos quer se sentir querido, necessário e valorizado tanto quanto um homem de 30. A noiva dele pode estar bem diferente depois de trinta anos na estrada, mas ela ainda é sua amada, o amor de sua vida; e ele ainda quer que ela o deseje.

Margarete finalmente entendeu que a solução não era interromper o sexo, mas ajudar Jerry a ser mais sensível ao fazer amor.



DE BRAÇOS DADOS

Você provavelmente os viu, como eu: um casal bem idoso andando de braços dados no shopping. Um tem dificuldade para andar, de modo que é apoiado pelo cônjuge. Talvez eles parem para comprar uma rosquinha ou um sorvete, e cochichem para decidir o que vão fazer. Então, invariavelmente, compartilham entre si aquilo que compraram. A esposa talvez limpe a boca do marido pouco antes de beijá-la.

São como duas metades de um todo. Fiéis um ao outro por quatro, cinco, talvez seis décadas, eles não conseguem imaginar a vida longe um do outro. Tenho certeza de que não estão agindo como ginastas no quarto; ninguém está pendurado no lustre; e o Kama Sutra há muito foi deixado de lado ou vendido. Mas olhe no rosto daquele homem e você verá um menino feliz. Ele ainda sabe como agradar sua esposa, e ela ainda quer o que ele tem.

Do ponto de vista emocional, não há nada melhor que isso. Aventuras de uma única noite não chegam nem perto da maravilhosa experiência de fazer amor com a mesma pessoa milhares de vezes.

Aquele casal idoso é uma imagem realmente bela, um retrato impressionantemente profundo do amor para a vida toda que nosso Criador deseja que experimentemos. O sexo no inverno é uma coisa maravilhosa. Ele chega perto do miraculoso quando é precedido pelo sexo na primavera, no verão e no outono — sempre com a mesma pessoa.


(Kevin Leman - Entre Lençóis)

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publicado às 12:55


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