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"O tempo não é de maneira alguma o que parece ser. Ele não flui em um único sentido, e o futuro existe simultaneamente com o passado." 
— Albert Einstein (1879-1955), físico 
 
"O tempo é o que impede que todas as coisas aconteçam ao mesmo tempo."
 —John Wheeler (1911- ), físico
 

De modo a defender a sua noção de eternidade, 

Agostinho teve de desenvolver a ideia de que o tempo é irreal. «O que é o tempo?», pergunta.
«Se ninguém mo perguntar, sei; se pretendo explicá-lo a alguém, não sei.» O tempo consiste em passado, presente e futuro.Mas só o presente existe, pois o passado já não 

é, e o futuro não é ainda. Mas um presente que é apenas presente não é tempo, mas eternidade. 

O tempo existe apenas na mente. O passado não existe; se eu o considero, é porque está, neste momento, na minha memória. O futuro não existe; não passa da minha previsão presente. Em vez de dizer que existem três tempos, passado, presente e futuro, deveríamos dizer que existe um presente das coisas passadas (a memória), um presente das coisas presentes (a visão) e um presente das coisas futuras (a expectativa).

 

 

 

 

 
"O tempo é muito lento para os que esperam, 
muito rápido para aqueles que o temem, 
muito longo para os que sofrem, 
muito curto para os que estão alegres, 
mas para aqueles que amam, 
o tempo não existe." 
Com essas palavras, o poeta Henry Van Dyke nos lembra como nossa relação com o tempo é irônica.
Talvez o tempo seja a mais ilusória de todas as experiências humanas. Não podemos capturá-lo nem fotografá-lo. Contrariamente à ideia que o horário de verão parece sugerir, é impossível levá-lo em consideração em um determinado lugar só para usá-lo mais tarde em outro. Quando tentamos descrever o significado do tempo em nossa vida, percebemos que usamos palavras que o medem em um sentido relativo. Dizemos que alguma coisa aconteceu naquela época no passado, que está acontecendo agora no presente, ou que acontecerá em algum momento no futuro. A única maneira de descrevermos o tempo é pelas coisas que acontecem no tempo.
Por mais misterioso que seja o tempo, ele tem sido o foco da atenção humana há milênios. Durante séculos incontáveis trabalhamos para divisar e aperfeiçoar sistemas e para marcar o tempo em ciclos, e ciclos dentro de ciclos, por razões muito boas. Por exemplo, para saber quando plantar culturas que sustentarão uma civilização inteira, é importante ter conhecimento de quantos dias, ciclos lunares e eclipses já passaram desde o último plantio. Os sistemas antigos de manutenção do tempo mantêm um registro preciso disso. O calendário maia, por exemplo, calcula os ciclos do tempo que começaram em 3.113 a.C. (há mais de 5.000 anos), enquanto o sistema hindu de yugas acompanha o progresso dos ciclos de criação que começaram há mais de quatro milhões de anos!
Até o século XX, o tempo no mundo ocidental era geralmente visto em termos poéticos, como se fosse um artefato da experiência humana. O filósofo Jean-Paul Sartre descreveu a relação temporal como "um tipo especial de separação: uma divisão que torna a unir". Entretanto, essa visão poética mudou em 1905, quando Einstein fez colocações relativas à sua teoria da relatividade. Antes da relatividade, acreditava-se que o tempo fosse sua própria experiência, distinta das três dimensões de altura, comprimento e largura, que definem o espaço. Na sua teoria, entretanto, Einstein propôs que o espaço e o tempo estariam intimamente entrelaçados e não poderiam ser separados. O espaço e o tempo reunidos, dizia ele, dominam além das três dimensões que conhecemos tão bem: é a quarta dimensão. Repentinamente, o tempo se tornou mais do que um conceito casual ... tornou-se algo poderoso e influente.
Usando palavras que trouxeram um novo significado à nossa percepção de tempo, Einstein descreve a natureza misteriosa dessa força simplesmente afirmando o óbvio: "A distinção entre o passado, o presente e o futuro não passa de uma obstinada e persistente ilusão" (The Expanded Quotable Einstein, p. 75). Ao fazer essa afirmativa tão incisiva, Einstein mudou para sempre a maneira de nos relacionarmos com o tempo. Considere as suas implicações ... se o passado e o futuro estão presentes neste exato momento, será que podemos nos comunicar com eles? Será que podemos viajar no tempo?
Mesmo antes da categórica afirmativa de Einstein, as possibilidades propostas por essas questões vêm intrigando cientistas, místicos e escritores. Desde os templos ocultos no Egito que se dedicavam às experiências com o tempo, passando pelas emoções das aventuras narradas por H. G. Wells no clássico de 1895, seu famoso romance A Máquina do Tempo, a perspectiva de alguém ser capaz de pegar uma carona no fluxo do tempo vem capturando nossa imaginação e preenchendo nossos sonhos. Nosso fascínio por esse assunto é mais antigo do que nossa existência e nossas perguntas sobre esse tema não parecem ter fim. O tempo é real? Ele existe sem nossa presença? Existe alguma coisa sobre a consciência que dá significado ao tempo? Se existe, será que temos o poder ou o direito de interromper o fluxo para a frente o tempo necessário para que vislumbremos o futuro ... ou, talvez, para nos comunicarmos com as pessoas no passado? Será que poderíamos entrar em contato com outros domínios, e até mesmo com outros mundos, para compartilharmos o presente?
À luz das explicações tais como as oferecidas na próxima seção, a fronteira entre o "aqui" e o "lá" torna-se menos nítida, convidando-nos a reconsiderar o que realmente o tempo significa em nossa vida.
 
 
(GREGG BRADEN - A MATRIZ DIVINA - UMA JORNADA ATRAVÉS DO TEMPO, DO ESPAÇO, DOS MILAGRES E DA FÉ)

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publicado às 13:06



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