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QUANDO O AQUI É LÁ

por Thynus, em 05.12.14
"O tempo não é de maneira alguma o que parece ser. Ele não flui em um único sentido, e o futuro existe simultaneamente com o passado."
— Albert Einstein (1879-1955), físico
 
"O tempo é o que impede que todas as coisas aconteçam ao mesmo tempo."
—John Wheeler (1911- ), físico
 
 
Se nosso universo e tudo o que ele contém estão realmente dentro da Matriz Divina, como indica o experimento, é provável que bem cedo estejamos redefinindo nossas ideias de espaço e tempo. Poderíamos até mesmo descobrir que as distâncias que parecem nos separar uns dos outros e de nossos entes queridos apenas separam nossos corpos. Como vimos na história de Joey e do pai, algo dentro de nós não é limitado nem pela distância, nem pelas leis tradicionais da física.
Ainda que essas possibilidades pareçam ter vindo da ficção científica, elas têm sido também objeto de séria investigação científica -— tão séria, de fato, que durante os últimos anos da guerra fria os Estados Unidos e a antiga União Soviética dedicaram uma imensa quantidade de recursos e de pesquisas para compreender precisamente até que ponto essa Matriz, capaz de interconectar tudo, realmente existia. Especificamente, as superpotências desejavam determinar se era possível viajar a grandes distâncias por meio da Matriz, usando a visão interior da mente e explorando as capacidades físicas de determinados tipos de telepatia conhecidos como visão remota. Os resultados podem parecer surpreendentemente semelhantes aos de alguns filmes de grande popularidade dos últimos anos, e é muito possível que esses filmes tenham se valido deles para montar seus enredos. Os experimentos tornam também mais imprecisa ainda a já pouca definida linha delimitadora entre o que é fato e o que é ficção.
Em 1970, o governo dos EUA começou oficialmente a investigar a possibilidade de se fazer uso de métodos psíquicos para "surfar" pela Matriz e ver terras distantes e alvos inimigos. Foi então que a CIA começou a fazer as primeiras experiências usando pessoas psiquicamente sensíveis (capazes de sentir as experiências de outras pessoas sem necessidade de sinalização verbal ou visual), para focalizar sua mente em locais secretos (Jim Schnabel, Remote Viewers: The Secret History of America's Psychic Spies (Nova York: Bantam Doubleday Dell, 1997): pp. 12-13). Depois de fazerem isso, eles eram treinados para descrever o que descobriam com detalhes cada vez mais precisos. Esse programa ficou conhecido pelo acrônimo SCANATE, ou "escaneamento por coordenadas" e foi um dos precursores que levaram aos agora famosos estudos do Stanford Research Institute (SRI) sobre visão a distância.
Ainda que alguns aspectos da visão a distância possam parecer um pouco "fora do mundo", na realidade ela se baseia em sólidos princípios quânticos, alguns dos quais já foram explorados neste livro. Até mesmo os peritos reconhecem que ninguém sabe precisamente como a visão remota funciona. Em geral, o sucesso da visão a distância é atribuído à ideia da física quântica de que, embora as coisas possam parecer sólidas e separadas para nós, elas existem e estão conectadas a todo o restante como se formassem um campo universal de energia. Por exemplo, mesmo quando seguramos uma bela concha do mar na mão, do ponto de vista quântico, uma parte energética da concha está em toda parte. Como nossa concha existe além do local onde a seguramos, diz-se que ela é "não-local".
Um crescente número de cientistas tem aceitado a evidência experimental de que o universo, o planeta e até mesmo nosso corpo são não-locais. Nós já estamos em todos os lugares desde sempre. Como Russell Targ afirmou no Capítulo 4, ainda que estejamos fisicamente separados uns dos outros, ainda podemos estar em comunicação instantânea, e é disso que a visão a distância trata.
Com efeito, os observadores do programa SCANATE eram instruídos sobre como deveriam agir para ter um sonho "lúcido". No estado alterado em que ficavam, eles davam à própria consciência liberdade para focalizar determinados locais. Esses locais poderiam estar em outra sala do mesmo edifício ou do outro lado do mundo. Esclarecendo a conectividade de nosso universo no mundo quântico, Targ afirma: "Não é mais difícil descrever o que acontece nos distantes rincões da União Soviética do que é dizer o que se passa do outro lado da rua"(Russell Targ, from Suspect Zero DVD). Os treinandos do programa recebiam até três anos de instrução antes de serem incumbidos de missões secretas. Os detalhes dos projetos de visão a distância dos militares norte-americanos, que só há pouco tempo ficaram disponíveis para o público, descrevem pelo menos dois tipos de sessões. A primeira, chamada de visão remota coordenada, refere-se às descrições do que os observadores encontravam em coordenadas específicas identificadas pela latitude e longitude. A segunda, chamada visão remota ampliada, baseia-se em uma série de técnicas de relaxamento e meditação.
Ainda que os detalhes possam variar conforme o método empregado, os procedimentos da visão remota geralmente começam com os observadores entrando em um estado de suave relaxamento, uma vez que nesse estado eles ficam mais abertos ao recebimento de impressões sensoriais de locais distantes. Durante as sessões, outra pessoa geralmente é designada como guia e desempenha o papel de ajudar o outro observador chamando sua atenção para a observação de detalhes específicos. Por meio de uma série de protocolos que possibilitam ao observador perceber quais impressões são importantes para uma determinada "missão", a pessoa é capaz de descrever o que ela vê, cada vez com maior precisão. A indução do guia parece separar essa forma controlada de visão remota do sonho lúcido, que aparece muitas vezes de maneira espontânea durante o sono.
A implicação para as operações de caráter sigiloso era imensa e abria a porta para uma nova era de coleta de informações para serviços de inteligência, com menores riscos para as pessoas em campo — menores riscos querendo dizer, até que os programas de visão a distância foram desativados em meados da década de 1990. Com nomes em código intrigantes, tais como projeto Stargate, o último dos programas de visão a distância foi "oficialmente" concluído em 1995. Ainda que o processo tenha sido considerado por alguns como sendo de ciência "fronteiriça", tendo sido até mesmo desprezado pelos céticos da área militar, várias sessões de visão a distância foram homologadas por sucessos que não poderiam ser atribuídos a meras coincidências. Algumas dessas sessões podem até mesmo ter salvo vidas.
Durante a primeira Guerra do Golfo de 1991, pediram aos observadores remotos para pesquisar locações de mísseis escondidos nos desertos do Iraque ocidental (Jim Schnabel, Remote Viewers: The Secret History of America's Psychic Spies (Nova York: Bantam Doubleday Dell, 1997): pp. 12-13). O projeto foi bem-sucedido em apontar acertadamente os locais e de eliminar outros que estavam sendo considerados como localizações possíveis. As vantagens da busca psíquica são óbvias. Diminuindo a quantidade de localizações potenciais de armas escondidas, economiza-se tudo, não só tempo como combustíveis e recursos financeiros. O maior de todos os benefícios, entretanto, foi poupar a vida, propriamente dita, dos soldados. A busca remota por mísseis mortais reduziu o risco para os soldados, que tradicionalmente eram obrigados a executar essas missões no campo.
A razão pela qual menciono esses projetos e técnicas aqui é o fato de que eles demonstraram com sucesso duas coisas essenciais para a compreensão da Matriz Divina. Primeiramente, eles são mais uma indicação de que a Matriz existe. Para uma parte nossa viajar para recantos distantes e ver detalhes de coisas bem reais sem que tenhamos de sair da cadeira na qual estamos sentados é necessário que haja um meio pelo qual nossa consciência possa se deslocar. Meu ponto de vista nesse particular é que o observador tem acesso ao seu destino, independentemente de onde ele esteja. Em segundo lugar, a mesma natureza da energia que torna possível a visão a distância mostra-nos que a conectividade holográfica, aparentemente, é parte de nossa identidade. As antigas ideias sobre quem nós somos e como funcionamos no espaço-tempo começam a se esvair, perante a prova de que a Matriz Divina existe.

(GREGG BRADEN - A MATRIZ DIVINA)

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publicado às 01:13



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