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"Por que o universo é tão grande? 
É porque estamos aqui."
John Wheeler (1911- ), físico
 
 "A imaginação cria a realidade. 
[...] \ O homem é todo imaginação."
Neville (1905-1972), visionário e místico
 

O ato de focalizar nossa consciência é um ato de criação. A consciência cria!
Em nossa busca para encontrarmos a menor partícula de matéria e na pesquisa para definirmos os limites do universo, essa relação sugere ser bem possível que não encontremos nem uma coisa nem outra. Não importa até que ponto perscrutemos o mundo dos quanta do átomo ou a que distância penetremos na vastidão do espaço exterior, o ato de olharmos tendo a expectativa de que algo existe pode ser precisamente a força que cria algo para vermos.
Um universo participativo ... exatamente o que isso subentende? Admitindo que a consciência verdadeiramente crie, quanto de poder nós realmente temos para mudar o mundo? Essa pergunta tem uma resposta surpreendente.
O visionário do século XX, de Barbados, conhecido simplesmente pelo nome de Neville, talvez tenha sido quem melhor descreveu nossa capacidade de tornar sonhos em realidade e de fazer a imaginação influir na vida. Por meio de seus muitos livros e palestras, em termos simples e francos, ele compartilhou seu grande segredo de como navegar pelas muitas possibilidades da Matriz Divina. Olhando da perspectiva de Neville, tudo o que experimentamos — literalmente tudo o que nos acontece ou que é feito por nós — é produto de nossa consciência, e nada além disso. Ele acreditava que nossa capacidade de aplicar essa compreensão por meio do poder da imaginação era tudo o que se antepunha entre nós e os milagres da nossa vida. Assim como a Matriz Divina fornece o invólucro para o universo, Neville sugere ser impossível que qualquer coisa aconteça fora dos limites da consciência. No entanto, é fácil pensarmos de outra maneira! Logo depois dos atos terroristas de 11 de setembro em Nova York e Washington, o que todos começaram a se perguntar foi: "Por que eles fizeram isso conosco?" e: "O que nós fizemos a eles?". Vivemos durante uma época da história em que é muito fácil ver o mundo em termos de "eles" e "nós" e de nos surpreendermos com o fato das coisas ruins acontecerem às pessoas boas. Caso realmente exista um único campo de energia interligando tudo no mundo, e se a Divina Matriz funcionar como as evidências indicam que ela funciona, não se poderia falar em com eles e conosco, somente o nós caberia ser dito.
Desde os temíveis e odiados chefes de Estado até as pessoas de outros países que tocaram nosso coração e inspiraram nosso amor, estamos todos interligados do modo mais íntimo que se possa imaginar: pelo campo da consciência, a incubadora de nossa realidade, com a qual, juntos, podemos criar a cura ou a dor, a paz ou a guerra. Isso poderia muito bem ser a consequência mais difícil que nos mostra a nova ciência. Poderia também ser origem da nossa sobrevivência, da nossa cura mais completa. O trabalho de Neville nos lembra que talvez o maior de todos os erros na maneira como vemos o mundo seja ficar considerando as razões externas dos altos e baixos da vida. Ainda que certamente existam causas e efeitos que podem levar aos acontecimentos de cada dia, eles parecem se originar de uma época e de um lugar que aparentam estar completamente desconectados do momento presente. Neville compartilha o ponto crucial do maior mistério referente ao nosso relacionamento com o mundo no qual vivemos: "A principal ilusão do homem é sua convicção de que existem outras causas além do seu próprio estado de consciência". O que isso afinal significa? É a questão prática que surge naturalmente quando falamos em viver em um universo participativo. Quando inquirimos quanto poder realmente temos para operar mudanças na nossa vida e no mundo, a resposta é simples e encontra-se a seguir.
 
Temos o poder necessário para fazer todas as mudanças que quisermos!
Essa capacidade fica disponível para nós dependendo de onde colocamos nosso foco e de que forma usamos o poder da nossa consciência. Em seu livro The Power of Awareness, Neville nos oferece um exemplo depois do outro de histórias de caso que demonstram, sem sombra de dúvida, como precisamente isso funciona.
Retive na memória uma das mais pungentes dessas histórias durante anos. Era sobre um homem na casa dos 20 anos que havia recebido um diagnóstico de rara doença cardíaca que seus médicos acreditavam ser fatal. Casado e com dois filhos pequenos, era admirado por todos os que o conheciam e tinha todas as razões do mundo para tirar partido de uma vida longa e saudável. Quando pediram a Neville para vê-lo, o homem já havia perdido peso assustadoramente e "estava reduzido praticamente a pele e ossos".
Estava tão fraco que até mesmo conversar lhe impunha um sacrifício, mas apesar disso, concordou em simplesmente escutar e assentir com a cabeça enquanto ouvisse as crenças que Neville compartilharia com ele. Da perspectiva de nossa participação em um universo dinâmico e evolvente, somente poderia haver uma solução para o problema: uma mudança na atitude e na consciência. Pensando nisso, Neville pediu ao homem para experimentar se sentir como se já estivesse curado. Como o poeta William Blake sugeriu, existe uma linha muito fina entre imaginação e realidade: "O homem é todo imaginação". Assim como o físico David Bohm disse que este mundo seria uma projeção de eventos em um reino mais profundo da realidade, Blake continua: "Tudo o que vemos, embora pareça ser do exterior, é do interior, /está na nossa imaginação, da qual este mundo mortal nada mais é que uma sombra". Pelo poder de nos concentrarmos conscientemente nas coisas que criamos no imaginário, damos-lhes "um pequeno empurrão" que as faz cruzarem a barreira do irreal para o real.
Em uma única sentença, Neville explica como forneceu as palavras que ajudariam seu novo amigo a cumprir essa nova maneira de pensar: "Sugeri que imaginasse o rosto do doutor exprimindo estupefação incrédula ao vê-lo recuperado, contra tudo o que seria razoável, dos últimos estágios de uma doença incurável; que ele o visse reexaminando seu exame e ouvindo-o dizer repetidas vezes: 'E um milagre — é um milagre'". Bem, acho que o leitor pode adivinhar por que conto essa história: o camarada ficou melhor. Meses mais tarde, o visionário recebeu uma carta contando que o jovem tinha, verdadeiramente, se recuperado de forma milagrosa. Neville mais tarde o encontrou e descobriu que ele estava vivendo bem e desfrutando de perfeita saúde com a família.
O segredo, o homem revelou, era bem mais simples do que apenas cultivar o desejo de ter boa saúde: desde o dia que se encontraram ele tinha vivido "com base na hipótese de já estar bem e perfeitamente curado". E encontramos aqui então o segredo de impulsionar nossos desejos íntimos do estado de imaginação à realidade da nossa vida do dia-a-dia: é nossa capacidade de sentir como se os sonhos tivessem sido realizados, os desejos atendidos e as orações respondidas. Dessa maneira, ativamente compartilhamos daquilo que Wheeler chamou de "universo participativo".

(GREGG BRADEN  - A MATRIZ DIVINA)

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publicado às 19:23



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