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Promiscuidade

por Thynus, em 20.05.15

 


VOCÊ RESPEITA SEU PARCEIRO na vida sexual e amorosa? Na cama e na sala de jantar? Na cozinha e no banheiro? Espero que não. Nada há de mais mentiroso do que a ideia de afetos corretos. Ter afetos corretos é um modelo barato no mercado das baratas. Não há direitos humanos nas camas e nos quartos, mas apenas seres dominados por atavismos animais e psíquicos. O desejo corrói a alma. Quem diz que amar é querer “o bem de quem ama” é porque nunca amou. Amar é querer o outro para si ou querer que o outro deixe de existir. Isso é “querer comer” o outro. Respeitar a mulher, nesse caso, é entregá-la na mão de outro homem. Porque ela quer é ser desrespeitada, esse é o sentido de dizer, como dizia o Nelson Rodrigues, que “toda mulher (as normais) gosta de apanhar”. A intimidade só existe quando há invasão do outro. Acho muito engraçado quando os arautos da chamada “ética da alteridade” (o respeito ao “outro” como pilar das relações humanas) querem contaminar a promiscuidade da vida sexual e amorosa com esse papo de respeito ao outro. Quando você respeita o outro, é porque já ficou indiferente a ele. Quando amamos e desejamos, violamos. E ela pede mais. O mundo melhor com o qual os idiotas sonham é um mundo sem amor e sem desejo. Só desejo uma mulher que seja dependente de mim. E quero que ela seja viciada e dependente de mim até a morte. Sonho com uma espécie de ética da promiscuidade dos afetos. Uma mulher pálida de desejo é mais sensual do que uma mulher nua. Sim, sei que pareço medieval, graças a Deus.

(Contra um mundo melhor: ensaios do afeto / Luiz Felipe Pondé) .

 

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publicado às 08:50


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