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Neto de Sísifo, Belerofonte de início é um jovem simpático e corajoso.
Como o avô, porém, vai terminar influenciado pela hybris. 
E também há de pagar caro. Depois de matar o tirano de Corinto,
Belerofonte encontra asilo com Proetos, um outro rei, da cidade de Tirinto, 
e se tornam amigos. Infelizmente, a rainha se apaixona por ele. Por
lealdade ao amigo ele a rejeita, mas a rainha, magoada, diz ao marido
que ele havia tentado seduzi-la. Proetos acredita tolamente na mulher,
mas não querendo matar Belerofonte pessoalmente, 
envia-o a um rei amigo, da Lícia, pedindo que o mate. Mas o rei da Lícia, 
vendo a boa aparência de Belerofonte, também não quer cometer o crime. Prefere
confiar ao jovem herói uma tarefa impossível, em que certamente perderia a vida. 
Pede que mate a Quimera. Para isso, Belerofonte precisa antes domar Pégaso, 
o cavalo alado que saiu do pescoço de Medusa quando Perseu a
matou. Atena ajuda Belerofonte, e ele consegue matar a Quimera. 
No caminho, ele ainda combate e vence piratas; porém, imbuído de tantos sucessos, 
que na verdade ele deve sobretudo aos deuses, Belerofonte começa “a se achar”.
É tomado pela hybris. E resolve subir ao Olimpo, sentar-se junto aos deuses 
e se tornar — por que não? — imortal. Zeus envia uma mosca-varejeira 
para picar Pégaso, e o arrogante Belerofonte, derrubado, morre ao cair. 
(Luc Ferry - A Sabedoria dos Mitos Gregos)
 
O QUE É A HYBRIS?
Como você se lembra, quando Epimeteu pôs em ordem as espécies
vivas, distribuindo as qualidades e os atributos que permitem sobreviver, vimos que os
animais têm, cada um, seu lugar bem preciso no mundo. Entre os animais, não há hybris
possível, pois são guiados pelo instinto comum da espécie, não havendo risco de não
guardarem seu devido lugar. Não podemos imaginar um coelho ou uma ostra se
revoltando contra o destino e resolvendo roubar dos deuses o fogo ou as artes! Os
homens, pelo contrário, gozam de uma espécie de liberdade, de uma capacidade para
excessos que, sem dúvida, os torna mais interessantes do que os animais — são
capazes de tantas manhas e astúcia —, mas também capazes de tudo, inclusive da
hybris mais desenfreada. Muitos séculos mais tarde, voltamos a encontrar, no
humanismo moderno, essa mesma convicção de que o homem, diferentemente dos
animais — cada um com seu modo de vida bem preciso, do qual é impossível se
evadir —, nada tem de predeterminado, sendo potencialmente tudo, podendo se tornar
e fazer qualquer coisa. É, por excelência, o ser das possibilidades — o que fica
justamente simbolizado no mito de Epimeteu pelo fato de, ao contrário dos animais, ele
estar, por assim dizer, “todo nu” no início: não tem pelos como o urso e o cão para se
proteger do frio, nem carapaça como a tartaruga e o tatu para se abrigar dos raios de
sol; não é rápido e ágil na corrida como o coelho, nem armado com garras e dentes
como o leão. Resumindo, o fato de estar tão desprovido em seu ponto de partida vai
levá-lo a tudo inventar por si mesmo, se quiser sobreviver nesse universo afinal de
contas tão hostil, que é o mundo após a idade de ouro. O mito, mesmo sem explicitar,
supõe uma inventividade, uma certa forma de liberdade, se compreendermos com isso
que o homem não está preso, como o animal, ao papel prescrito para cada espécie por
Epimeteu, de forma definitiva. No entanto, é exatamente essa liberdade que está na
base da hybris: sem ela, o homem não poderia sair do seu lugar, da sua situação
prevista. Não poderia errar, e é justamente a história desses erros e das suas
“recolocações nos devidos lugares”, por parte dos deuses, que os grandes mitos da
hybris descrevem. O ser humano, então, é por excelência aquele que pode ir longe
demais. Ele pode ser louco e pode ser sábio. Tem essa escolha. Está aberto a uma
infinita diversidade de meios de viver: nada, no ponto de partida, diz que ele vai ser
médico, carpinteiro, pedreiro ou filósofo, herói ou escravo. Cabe a ele, pelo menos em
boa parte, decidir — e é, a propósito, esse tipo de decisão que muitas vezes torna a
juventude um momento crucial, mas difícil. Com toda evidência, essa mesma liberdade
o expõe ao risco de desafiar os deuses e até ameaçar o cosmos inteiro. É, aliás, uma
repreensão dos ecologistas, tanto tempo depois de os filósofos e poetas gregos terem
estigmatizado as más ações da hybris: a humanidade é a única espécie que pode
devastar a Terra, pois é a única que dispõe de capacidades de invenção e de revolta
contra a natureza, suscetíveis de realmente sacudir o universo. De novo, nesse ponto é
difícil imaginar coelhos ou ostras devastando o planeta e, menos ainda, inventando
meios para revirá-lo de cabeça para baixo. Mas a humanidade, em contrapartida, pelo
menos desde que Prometeu lhe deu as ciências e as artes, pode, pura e simplesmente,
tomar essa medida, ou melhor, essa desmedida. Daí que surge a ameaça que ela
constantemente faz pesar sobre a ordem cósmica garantida pelos deuses. Pecado por
orgulho, no sentido cristão do termo? Sem dúvida, mas não é somente isso. A hybris,
sob muitos aspectos, vai bem mais longe. Não se limita a um defeito subjetivo, uma
esquisitice pessoal afetando determinada pessoa, tornando-a má. Possui, muito além do
simples pecado de orgulho ou de concupiscência, com que o cristianismo nos assusta,
essa dimensão cósmica que acabo de evocar; ela ameaça revirar a bela e justa ordem
do mundo, tão penosamente construída por Zeus em sua guerra contra as forças do
caos. E é do que se trata, antes de mais nada, quando os deuses punem a hybris. Muito
simplesmente, eles procuram preservar a harmonia do universo contra a loucura dos
homens. De alguns deles, em todo caso. Por essa razão, a mitologia grega é cheia de
histórias que contam terríveis castigos de que foram vítimas os mortais que tiveram a
audácia de desafiar os preceitos de sabedoria ensinados pelos deuses. Não se trata
apenas de obediência, como no discurso clerical usual,(É claro que
nas grandes religiões também há uma preocupação com o mundo,
mas o pecado quase sempre aparece como um erro “pessoal”)
mas de respeito e de preocupação com o mundo.
(Luc Ferry - A Sabedoria dos Mitos Gregos)
 
ORIGEM DA PALAVRA QUIMERA
A palavra vem do grego khímaira, cabra de pouca idade, habitualmente imolada antes de algum combate. Na Mitologia, um monstro com cabeça de leão, corpo de cabra, e cauda de dragão, que lançava fogo pelas narinas, mencionado no canto V I, versos 181 e 182 da Ilíada de Homero. Era também nome de montanha da Lícia, na Grécia, onde supostamente se localizava a horrenda criatura. Segundo Lucrécio, "a quimera na frente era um leão; no meio, uma cabra e atrás uma cobra, porque o homem, na juventude, é selvagem como o leão; no meio da vida tem a agudeza de vista como a cabra; e, no fim, enrosca-se como uma cobra". Por extensão, quimeraé produto da imaginação, sem fundamento real. É fantasia, sonho, esperança ou projeto absurdo, geralmente irrealizável, utopia. Em nossos dias, o sentido continua o mesmo: a busca de um ideal, motivação que impulsiona o ser humano em sua trajetória existencial. Só que, às vezes, em vez da realização do sonho vem a frustração: que, afinal, faz parte da vida. Ao frustrado só resta sair para outra enquanto se lamenta, para seus botões: "Vã quimera, douda ilusão"...
 
 
Esta lenda grega trata de um dos grandes mistérios da família: de onde vêm nossos dons e talentos? A história fala-nos de um dom que é transmitido de um deus para seus descendentes humanos. Isso implica que nossos talentos não são “nossos”, mas uma propriedade dos deuses, manifestada através de seres humanos que são guardiães e veículos do poder criativo divino. Sugere também que a má utilização dos dons herdados pode resultar em desgraça, e que cabe a nós usar nossos talentos para servir à vida, e não para controlá-la.
CAMUS – O MITO DE SÍSIFO
 
O senhor dos ventos chamava-se Éolo. Era inteligente e engenhoso e foi o inventor das velas dos navios. Era também respeitador e justo, e honrava os deuses; por isso, seu pai divino, Poseidon, deus do mar, tornou-o guardião de todos os ventos. Sísifo, filho de Éolo, herdou deste a inteligência, a adaptabilidade e a habilidade, mas não, infelizmente, sua piedade. Sísifo era um vigarista astucioso, ladrão de gado, que conseguiu um reino através de traição e que, ao chegar ao poder, revelou-se um tirano cruel. Executava os inimigos — para não falar dos viajantes ricos que se atreviam a aceitar sua hospitalidade — prendendo-os ao chão com estacas e esmagando-os com pedras.
No fim, Sísifo foi longe demais e traiu Zeus, o rei do Olimpo. Quando Zeus roubou uma jovem do pai e a escondeu, Sísifo era a única pessoa no mundo que sabia onde ela estava, e prometeu a Zeus guardar segredo. Mas, em troca de uma propina, contou ao pai da moça onde encontrar os amantes. A punição que Zeus lhe deu foi a morte. Mas o astucioso Sísifo enganou Hades, o deus da morte, acorrentou-o e o trancafiou num calabouço. Com o senhor do mundo subterrâneo transformado em prisioneiro, nenhum mortal da terra podia morrer. Isso era particularmente irritante para Ares, o deus da guerra, pois no mundo inteiro os homens eram mortos em batalhas, voltavam à vida e recomeçavam a lutar. Ares acabou libertando Hades e os dois arrastaram Sísifo para o Tártaro.
Recusando-se a aceitar a derrota, Sísifo fez mais uma trapaça habilidosa para escapar de seu destino. Ao chegar ao mundo subterrâneo, dirigiu-se diretamente à rainha Perséfone e se queixou de ter sido arrastado vivo e insepulto para lá, dizendo necessitar de três dias na terra para providenciar seu funeral. Sem suspeitar de nada, Perséfone concordou, e Sísifo retornou ao mundo dos mortais e continuou a viver exatamente como antes.
Desesperado, Zeus mandou Hermes, que era mais astuto até do que Sísifo, levá-lo à condenação que lhe fora reservada. Os juízes dos mortos deram a Sísifo um castigo adequado a sua vigarice e a seu método cruel de matar as pessoas: puseram acima dele uma pedra imensa, sobre uma escarpa íngreme. A única maneira de Sísifo impedir que a pedra rolasse e o esmagasse era empurrá-la morro acima. Hades prometeu-lhe que, se um dia ele conseguisse empurrar a pedra até o topo e fazê-la cair do outro lado, seu castigo terminaria. Com imenso esforço, Sísifo empurrava o pedregulho até a beira da escarpa, mas a enorme pedra sempre o tapeava, escapulindo-lhe das mãos e perseguindo-o até o ponto de partida, no sopé do morro. Essa foi sua pena até o fim dos tempos.
Sísifo deixara filhos e netos na terra, e todos haviam herdado a inteligência brilhante de Éolo, rei dos ventos. Mas não usaram esse dom com sabedoria. O filho de Sísifo chamava-se Glauco. Era um hábil cavaleiro, mas, desdenhando o poder da deusa Afrodite, recusava-se a permitir que suas éguas cruzassem. Com isso, esperava torná-las mais impetuosas que as concorrentes nas corridas, o assunto que mais lhe interessava. Mas Afrodite irritou-se com essa violação da natureza pela maquinação humana e, à noite, levou as éguas a pastar uma erva especial. No dia seguinte, assim que Glauco as atrelou a seu carro, as éguas empinaram, derrubaram o carro, arrastaram Glauco pelo chão, emaranhado nas rédeas, e depois o comeram vivo.
Pégaso, por Jan Boeckhorst (1675-1680), Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.
 
O filho de Glauco chamava-se Belerofonte. Esse belo rapaz herdara a inventividade e a rapidez de raciocínio de seu bisavô, Éolo, o temperamento feroz do avô, Sísifo, e a arrogância de Glauco, seu pai. Um dia, Belerofonte teve uma violenta discussão com o irmão e o matou. Horrorizado com seu crime, jurou nunca mais demonstrar emoção e fugiu de sua terra natal. Vagou por muitos países e acabou chegando à fortaleza de Trezena, onde a rainha encantou-se com ele e lhe sugeriu que se tornasse seu amante. Sabiamente temeroso das consequências emocionais, Belerofonte recusou. Mas até então ninguém havia rejeitado a rainha de Trezena. Humilhada e enfurecida, ela procurou secretamente o marido e acusou Belerofonte de ter tentado violentá-la. O rei hesitou em punir Belerofonte e se arriscar à vingança das Fúrias por assassinar diretamente um suplicante de sua hospitalidade. Assim, enviou o rapaz à corte de seu sogro, o rei da Lícia, levando uma carta lacrada que dizia: “Peço-te que elimines deste mundo o portador; ele tentou violentar minha mulher, tua filha.”
O rei da Lícia deu então ao jovem herói uma série de missões mortais. Como primeira tarefa, Belerofonte teria que matar a Quimera, um monstro que soltava fogo pela boca e vivia numa montanha próxima, aterrorizando a população e secando a terra. O herói era sagaz o bastante para saber que precisava de ajuda rápida. Consultou um vidente, que lhe deu um arco, uma aljava cheia de flechas e uma lança em cuja extremidade havia um grande bloco de chumbo, em vez de uma ponta. Em seguida, Belerofonte foi instruído a ir a uma fonte mágica onde encontraria Pégaso, o cavalo alado, bebendo água. Deveria domá-lo, pôr-lhe arreios e voar em seu lombo para combater a Quimera.
Belerofonte tudo isso fez, destruindo o monstro cuspidor de fogo ao atirar a lança de ponta de chumbo em sua garganta, de modo que o chumbo derreteu, escorreu-lhe para os pulmões e o sufocou. Voltando à Lícia, o herói derrotou os inimigos que o rei enviara contra ele, apedrejando-os do céu. No fim, o rei o reconheceu como herói e lhe entregou sua filha em casamento, além de metade de seu reino.
Até esse momento, Belerofonte havia usado a inteligência que herdara, refreando sua arrogância e impulsividade. Mas, ao descobrir que fora a rainha de Trezena a responsável por todos os seus problemas, a ira apoderou-se dele. Belerofonte voou no cavalo alado até Trezena, pegou a rainha e, a milhares de metros de altura, lançou-a para a morte. Em seguida, impetuoso e empolgado por voar como o vento — afinal, Éolo, seu bisavô, era senhor dos ventos —, resolveu subir ainda mais alto e visitar os próprios deuses. Mas os mortais só podem entrar no Olimpo se convidados por um deus. Zeus mandou uma vespa picar Pégaso; o cavalo alado empinou e Belerofonte mergulhou para a morte.
 
Belerofonte montado Pégaso e matando a Quimera. Medalhão central restaurado de um mosaico romano de mais de 100m² descoberto em 1830 em Autun, França
COMENTÁRIO: Sempre se discutiu se a inteligência é algo que herdamos. Todo tipo de causas, desde o ambiente até a educação e as ênfases culturais, é fornecido para explicar por que ela parece ser um traço familiar. Entretanto, seja a inteligência hereditária ou não, a maturidade e a moral que nos permitem usá-la com sensatez não são genéticas e estão nas mãos de cada indivíduo — e dos pais que ensinam seus filhos a valorizar o que é favorável à vida.
Os gregos acreditavam na hereditariedade dos dons; presumiam que, quando um deus ou um semideus, como Éolo, estava na raiz de uma linhagem humana, seus descendentes herdavam alguns de seus atributos, talvez diluídos nas sucessivas gerações, mas presentes em cada membro da família. A inteligência, na mitologia grega, é um talento como a música, a bravura na guerra ou o dom da profecia. E, quando os mortais que herdam esses talentos são tolos a ponto de esquecer seus limites mortais e ofender os deuses, eles, e somente eles — e não os deuses —, são responsáveis por seu triste fim.
Éolo, parte deus e parte espírito dos ventos, é respeitador e é honrado por essa característica. Mas seu filho Sísifo não tem consciência nem humildade, e é submetido a um terrível castigo eterno. Como dar a nossos filhos uma estrutura de valores com que eles possam desenvolver seus talentos, sem sucumbir à arrogância e a delírios de grandeza? Uma estrutura rígida demais sufoca o talento; a falta de estrutura leva ao não desenvolvimento dos potenciais ou ao abuso dos dons inatos. Um aspecto significativo da história dos descendentes de Éolo é que o pai não fica por perto para ajudar a proporcionar essa estrutura a seus filhos. O dom é herdado, mas não há um continente amoroso e incentivador no qual ele possa crescer, paralelamente ao reconhecimento dos limites humanos. Éolo está ocupado demais dirigindo os ventos para se incomodar com Sísifo; Sísifo está ocupado demais tapeando os viajantes para se incomodar com Glauco; Glauco está preocupado demais com as corridas de carros para se incomodar com Belerofonte; e Belerofonte, o mais interessante dessa linhagem e o que mais se parece com seu ancestral Éolo, acaba não conseguindo conter-se, porque ninguém lhe ensinou a fazê-lo. Num momento de ira, assassina o irmão, e só então reconhece sua grande fraqueza. Mas, a essa altura, já é adulto, e o comedimento é difícil. Ele sabe o que tem de fazer. No entanto, quando chega a hora H, consegue resistir às artimanhas de uma mulher, mas não à luxúria de seu engrandecimento pessoal.
Esta história de uma família inteligente mas arrogante diz-nos muitas coisas sobre escolha e responsabilidade. Os heróis mitológicos, sejam homens ou mulheres, são símbolos das qualidades especiais de cada um de nós que nos conferem um sentimento de propósito e destino pessoais. Visto que toda pessoa tem algum dom que a torna única, todos somos “descendentes dos deuses”, no sentido grego. E todos temos a capacidade de usar nossos dons para o bem ou para o mal. Pode ser que nossos talentos sejam produto de um ambiente estimulante, ou pode ser que sejam herdados juntamente com a cor dos olhos ou dos cabelos. Ou talvez as duas coisas sejam verdadeiras. Esta história nos ensina que a inteligência, sem o respeito pelo valor e a dignidade alheios, pode ser uma dádiva duvidosa, que acaba tendo repercussões negativas para aquele que a possui. Como saber o que os gregos entendiam por respeito aos deuses? Isso não requer nenhum contexto religioso específico, embora todas as grandes religiões ofereçam um código de comportamento de acordo com a “vontade de Deus”. Mas o respeito, no sentido grego, exige o reconhecimento da unicidade da vida e do valor de todos os seres viventes. Os deuses, afinal, são símbolos das muitas facetas da própria vida. Podemos aprender com Belerofonte que, por mais capazes que sejamos, não temos como aspirar ao Olimpo. Só podemos ser humanos, e devemos usar nossos dons com humildade.

(Liz Greene & Juliet Sharman-Burke - Uma Viagem através dos Mitos)

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