Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Os cínicos

por Thynus, em 19.11.14
 
 
De vez em quando, na história dos costumes, volta a aparecer o look do maltrapilho e sempre podemos notar que, quando isto acontece, ao desleixo pelas roupas acompanha-se uma precisa escolha de vida. Só para lembrar alguns casos históricos, basta mencionar os cínicos gregos, os bohémiens de todos os tempos, os existencialistas franceses, a beat generation, os hippies e, em época mais recente, os punks. Deixando de lado os modismos culturais, o exemplo clássico continua sendo o maltrapilho barbudo, o clochard, aquele que prefere dormir ao ar livre, quem sabe debaixo de uma ponte do Sena, antes de chegar a qualquer tipo de entendimento com o mundo do trabalho. Pois bem, apesar de não ser nossa intenção juntá-los todos como se fossem uma coisa só (botando na mesma panela, por exemplo, os cínicos e os punks), não podemos deixar de notar que todos estes  ovimentos são marcados por uma inextinguível sede de Liberdade. E é justamente este o caminho a seguir se quisermos compreender o pensamento dos cínicos.
A Liberdade, entendida pelos cínicos como Bem Supremo da Alma, só pode ser alcançada através da autossuficiência. O verdadeiro cínico nunca ficará escravo das suas necessidades físicas e emocionais, nunca ficará com receio da fome, do frio e da solidão, e tampouco terá desejos de sexo, de dinheiro, de poder e de glória. Se para vocês isto parece loucura, é só porque ele escolheu uma maneira de viver totalmente contrária àquela escolhida pela maioria. Uma vez que se tenha chegado à conclusão de que os verdadeiros valores da existência são os da alma (da psyché), o cínico exerce uma crítica destrutiva acerca dos valores tradicionais. Ele é um extremista do pensamento socrático: reduz o ser a mera convivência consigo mesmo e repudia o parecer por considerá-lo um insuportável e inútil acessório.
 
Antístenes, Diógenes, Crates, Métrocles e Ipárquias foram os mais famosos representantes desta escola.

Antístenes, filho de Antístenes, chamado de “Verdadeiro Cão” (Aplokúon), nasceu em Atenas em 446 a.C. Uma vez que tinha nascido de pai ateniense e de mãe escrava, não podia aspirar aos direitos plenos de um cidadão, mas parece que isso não chegava a incomodálo, e que, aliás, até era para ele fonte de prazer. Tomou gosto pela filosofia frequentando primeiro os sofistas (Górgias), depois Sócrates e finalmente um grupo de amigos que tinham exatamente as mesmas ideias que ele e com os quais fundou a escola “cínica”. Parece que o nome da escola foi escolhido por causa do lugar onde eles costumavam conversar: o Cinosargue (Kunósarghes = cão ágil), um ginásio para estudantes estrangeiros situado fora das muralhas de Atenas, à margem do Ilisso. Outros contam, no entanto, que foi chamado de cínico por ter passado a vida inteira vivendo como um cão de rua (kúon). (Diógenes Laércio, Vidas dos filósofos, VI, I, 19.) Segundo Diocles de Magnésia, foi o primeiro a “dobrar a capa”, isto é, a torná-la suficientemente ampla para nela se deitar à noite, na prática, o inventor do saco de dormir. (Ibid., VI, I, 13.)
Eis como Xenofonte o descreve no Simpósio (citação livremente tirada do Simpósio de Xenofonte, IV, 34 e seguintes):
“No meu entender”, diz Antístenes, “a riqueza não é um bem material que se pode guardar em casa como se fosse um objeto, mas sim uma disposição da Alma, pois do contrário não se poderia explicar como alguns, embora possuindo muitos bens, continuam vivendo no risco e na estafa com a única finalidade de acumular ainda mais dinheiro. E tampouco poderíamos entender o comportamento de certos tiranos tão sedentos de poder e de tesouros que se deixam levar a crimes cada vez mais horrendos. São como pessoas que, mesmo comendo sem parar, continuam famintas. Eu, ao contrário, embora aparentemente pobre, possuo tantas coisas que até tenho dificuldade em contá-las: durmo, posso comer e beber onde achar mais aprazível e sinto-me como se o mundo inteiro fosse meu. Para tornar a comida mais apetecível, recorro ao meu próprio apetite: fico algum tempo sem comer e depois de um dia de jejum qualquer alimento que leve à boca torna-se da melhor qualidade. Quando o meu corpo precisa de amor, deito-me com uma mulher feia, de forma que ela, justamente porque ninguém a deseja, possa acolher-me com o máximo da felicidade. Resumindo, meus amigos, o que realmente importa é não precisar de coisa alguma.”
A partir do que ele próprio diz, dá para entender que lá no fundo alguma fraqueza em relação às mulheres ele bem que devia ter. Certa vez, com efeito, deixou escapulir esta frase: “Ah, quem me dera poder ter em meus braços Afrodite! Eu a fulminaria!” (Clemente de Alexandria, Estrômata, II, 406, 6 (cit. em G. Reale, Storia della filosofia antica, vol. I: Dalle origini a Socrate, Vita e pensiero, Milão 1983/4, p. 397).) Outros ditados famosos dele são: “Preferiria morrer antes de sentir prazer!” (Diógenes Laércio, Vidas dos filósofos, VI, I, 3) e “Nenhum homem amante do dinheiro pode ser bom!” (Estobeu, Antologia, III, 10, 41.) Admirava Sócrates pela sua “impassibilidade”, embora o mestre não perdesse uma ocasião sequer para escarnecê-lo. Certo dia, por exemplo, ao vê-lo sujo e com a capa toda rasgada, disse-lhe: “Através desses buracos, ó Antístenes, posso ver toda a tua ambição.” (Diógenes Laércio, Vidas dos filósofos, VI, I, 8) Com o passar dos anos tornou-se cada vez mais sensível à dor física, muito mais do que se poderia esperar de alguém como ele. Quando já estava com oitenta e um anos, atormentado por uma grave doença, ficava se queixando o tempo todo. Certo dia recebeu a visita de Diógenes, o seu discípulo predileto. O que os dois se disseram foi mais ou menos o seguinte:(Ibid., VI, I, 18)
– Está precisando de um amigo? – perguntou Diógenes, entrando.
– Oh, Diógenes, sejas bem-vindo! – exclamou Antístenes com expressão sofrida. – Quem poderá livrar-me deste meu contínuo sofrer?
– Eis aqui a resposta para a tua pergunta – respondeu tranquilamente Diógenes, apontando para uma espada.
– Ora essa – reagiu Antístenes levantando-se de chofre. – Falei do “sofrer” e não da “vida”!

Diógenes de Sinope nasceu em 404 a.C. (Todas as anedotas relativas a Diógenes de Sinope, excetuando-se aquelas especificamente atribuídas a outras pessoas, foram tiradas da Vidas dos filósofos de Diógenes Laércio, VI, II). Seu pai, Icésio, tinha uma casa de câmbio bem no centro da cidade, mas um belo dia, depois de tanto mexer com moedas, achou melhor ele mesmo fabricar muitas delas para seu uso pessoal. O filósofo Eubúlides (Eubúlides de Mileto, discípulo de Euclides, filósofo de Mégara.) afirma que quem falsificou o dinheiro foi o próprio Diógenes, mas de qualquer maneira pai e filho foram ambos condenados, o primeiro à prisão perpétua e o segundo ao exílio. Durante o processo, Diógenes defendeu-se jogando a culpa em Apolo. Parece de fato que o oráculo de Delfos havia-lhe dito: “Volta para casa e dá novas instituições à tua cidade” e que ele, sem saber ao certo o que fazer, acabara propondo as novas moedas. A pena que lhe foi infligida, de qualquer forma, não deve tê-lo deixado muito preocupado, uma vez que parece ter comentado a sentença dizendo: “Se os meus concidadãos condenaram-me a viver longe, quer dizer que eu os condenarei a viverem aqui!”
Ao chegar a Atenas, encontrou Antístenes e não levou mais de meia hora para filiar-se à escola cínica. Num primeiro momento o velho filósofo ficou muito orgulhoso com a força das suas palavras mas então, quando percebeu que o novo aluno estava disposto a ir com ele até ao fim do mundo, ameaçou-o com o bordão para que fosse embora; Diógenes no entanto, nem um pouco amedrontado, esticou mais ainda a cabeça e disse: “Podes bater à vontade, ó Antístenes, mas saiba que nunca irás encontrar um pedaço de pau tão duro que consiga expulsar-me!”
Diógenes de Sinope foi uma verdadeira mina de anedotas. Sabemos que vivia num tonel e andava por toda parte com uma lanterna acesa na mão, mesmo de dia, afirmando em voz alta: “Procuro o homem.” Muito conhecido é o seu encontro com Alexandre o Grande.
O rei percorria a cavalo uma rua de Corinto quando o viu sentado na escadaria do Craneu, (Ginásio de Corinto.) aproveitando o sol.
– Eu sou Alexandre o Grande, e tu, quem és?
– Sou Diógenes, o Cão.
– Pede o que quiseres.
– Saia da frente, estás fazendo sombra.
As suas necessidades primárias haviam sido reduzidas ao mínimo indispensável: uma capa como traje e como cama, tanto no verão quanto no inverno, uma tigela para comer e uma vasilha para beber.
Certo dia, no entanto, depois de ver um garoto espalhar as lentilhas diretamente no pão, jogou fora a tigela, e ao ver o mesmo rapaz tomar água juntando as palmas das mãos, jogou fora também a vasilha. Quanto a sexo, praticava a masturbação achando-a mais rápida e direta. A quem o repreendia por fazê-lo em praça pública respondia: “Quem me dera poder acalmar também a fome com uma simples massagem no estômago!”
Querendo acostumar-se com a variação da temperatura, no verão deitava na areia quente e no inverno procurava a neve. Pode parecer estranho, mas, pensando bem, é o que nós também fazemos nos dias de hoje. Como todos os cínicos, mantinha em relação ao prazer uma atitude bastante desconfiada. Certa noite, ao encontrar um amigo que ia a um banquete, gritou para ele: “Vais voltar pior.” Não tinha lá muita consideração pelos semelhantes: contam que uma vez foi visto interrogando uma estátua. A quem lhe perguntava por que fazia aquilo respondeu: “Estou treinando para perguntar em vão.”
O seu relacionamento com Platão nunca foi bom. Considerava a conversa platônica “uma verdadeira perda de tempo” e Platão respondia com a mesma moeda definindo-o um “Sócrates enlouquecido” (Heliano, Varia historia, XIV, 33). Numa disputa filosófica entre os dois, o assunto em pauta foi a teoria das Ideias.
“Estou vendo nesta sala uma mesa e uma taça”, disse Diógenes olhando em volta, “mas não vejo nem ‘mesidade’ nem ‘tacidade’.”
“Nada mais justo”, respondeu Platão, “uma vez que a sua mente só tem a capacidade de ver a mesa e a taça, e não as ideias.”
Diógenes não suportava que Platão, um filósofo, pudesse morar numa casa confortável e cheia de coisas bonitas. Certo dia, durante um repentino aguaceiro, entrou como uma fúria no quarto de dormir do outro e pisoteou com os pés enlameados os cobertores rendados e os tapetes, depois saiu de novo para a rua, sujou os pés com o maior cuidado, e voltou para dentro a fim de pular novamente em cima dos cobertores e dos tapetes (Brunetto Latini, op. cit., cap. VIII, 13). Platão ficou olhando sem nada dizer.
“Estou pisoteando o orgulho de Platão!”, gritou Diógenes.
“Com o mesmo orgulho”, respondeu Platão.
De qualquer maneira ninguém pode acusar Diógenes de falta de humor. Certo dia, assistindo ao treinamento de um arqueiro particularmente incapaz, foi sentar-se bem ao lado do alvo: “É o único lugar”, disse, “onde me sinto em segurança”. Outra vez, quando visitava uma linda mansão cheia de tapetes e de alfaias, cuspiu na cara do dono; logo a seguir limpou-lhe o rosto com a capa e pediu desculpas dizendo não ter encontrado na casa inteira um lugar bastante feio para nele cuspir.
No decorrer da sua longa vida teve de enfrentar todo tipo de peripécias: certo dia, quando, já velho, navegava no mar aberto não muito longe de Egina, foi capturado por um pirata e levado a Creta para ser vendido no mercado de escravos. Quando o arauto perguntou o que sabia fazer, ele respondeu: “Comandar os homens.” E quando viu um sujeito todo cheio de joias, um tal de Seníades, que olhava para ele com interesse, acrescentou: “Venda-me a esse pobre coitado, pois pelo jeito que está todo enfeitado, parece estar precisando urgentemente de um amo.” Seníades comprou-o e Diógenes ficou na casa dele até morrer, como mestre dos filhos. Matou-se aos noventa anos, segurando a respiração.
Contam que em suas últimas vontades pedia que o seu corpo não fosse sepultado, mas sim jogado numa vala como comida para os animais. Longe disto, no entanto, os seus amigos acabaram brigando para ver quem teria a honra de enterrá-lo e, no fim, decidiram erguer, à custa do Estado, um monumento funerário formado por uma coluna de mármore encimada por um cão.

Crates (Na história da civilização grega, entre poetas, filósofos e literatos, há nada menos de onze personagens chamados Crates), Ipárquia e Métrocles, respectivamente marido, mulher e cunhado, eram uma família inteira de cínicos. A época é muito posterior à de Antístenes, tanto assim que é difícil acreditar que Crates, o mais idoso deles, tenha realmente sido discípulo de Diógenes. A acmé de Crates, isto é, o período mais produtivo, com efeito, aconteceu por volta de 323 a.C., quando Diógenes o Cão já estava com mais de oitenta anos.
Embora fosse filho de Asconda, um dos homens mais ricos de Tebas, Crates passou quase a vida inteira na pobreza: parece que depois do encontro com Diógenes despojou-se de todos os seus bens e doou aos tebanos duzentos talentos, gritando: “Crates está libertando Crates.”
Depois de chegar em Atenas foi apelidado de “abridor de portas” (thurepanoiktes) (Su(i)da, ed. Westermann, p. 429 (cit. em Burckhardt, op.cit., p. 104)) devido ao seu péssimo hábito de entrar a qualquer hora na casa das pessoas sem bater, só para oferecer adágios e máximas de vida. Parece que, do ponto de vista físico, não era bonito, e talvez fosse até meio corcunda. Quando se exercitava no ginásio todos riam dele. Certa vez brigou feio com um campeão olímpico, um tal de Nicódromo, e saiu de lá com um olho roxo. No dia seguinte podia ser visto andando pelas ruas de Atenas com uma escrita na testa, “Isto é obra de Nicódromo”, e uma seta apontando para o olho machucado. Todas as noites aparecia nas esquinas injuriando as prostitutas à espera de clientes: dizem que as respostas das “madames” serviam-lhe como treino para as contendas que tinha na ágora com os outros filósofos (Todas as anedotas sobre Crates foram tiradas de Diógenes Laércio, Vidas dos filósofos, VI, V).
Como todos os cínicos, teve uma vida muito longa: obviamente comer pouco e viver ao ar livre devia ser bom não só para a alma como também para o corpo.
Métrocles nasceu em Maroneia, na Trácia (Ibid., VI, VI). Em criança era muito tímido e os pais acharam por bem entregá-lo a um mestre capaz de moldar o seu caráter. O escolhido foi o cínico Crates que, enquanto isto, tinha criado a fama de duro. Antes de mais nada, Crates aconselhou-lhe que cuidasse dos músculos e levou-o ao ginásio para fortalecê-lo. Só que, durante um exercício com os halteres, Métrocles acabou soltando um pum e a coisa pareceu-lhe tão humilhante que decidiu deixar-se morrer de inanição. O pobre Crates fez de tudo para demovê-lo e depois, quando já perdera as esperanças, perguntou:
– Preferes a morte à vida?
– Prefiro.
– Devo então concluir que sabes muito bem o que é a morte e o que é a vida?
– Não, mas ainda assim prefiro morrer.
– E não tens curiosidade de saber no que poderias tornar-te se decidisses viver? De conhecer tudo aquilo que podes estar perdendo ao desistir da vida?
– E o que poderia eu estar perdendo?
– Segue-me e irás saber.
No dia seguinte, de manhã bem cedo, Crates comeu uns dois quilos de tremoços e em seguida levou Métrocles para visitar os arcontes.
– Pois bem, estes são os arcontes da cidade: algum dia tu poderás ser um deles.
Ao dizer isto fez uma mesura e soltou um peido ainda mais estrondoso do que aquele que envergonhara o aluno no ginásio. Em seguida, levou-o até os estrategos, os prítanes e os éforos, soltando cada vez um fragoroso pum. Resumindo, tanto peidou que no fim o rapaz acabou se acostumando e desistiu da ideia do suicídio. Nos anos seguintes, Métrocles tornou-se um grande filósofo e também morreu muito velho... estrangulando-se com as próprias mãos.
Hipárquia, (Ibid, VI, VII, 96.) a irmã de Métrocles, a única filósofa na nossa história, devia ser realmente muito bonita, pois, do contrário, não se entenderia o incrédulo espanto com que Diógenes Laércio fala da união dela com o velho Crates. Ao que parece, todos os jovens mais atléticos e ricos de Maroneia queriam tê-la como esposa e ela, para não ser obrigada a afastar-se do mestre, chegou a ameaçar o suicídio. Os pais da jovem, coitados, foram então falar com o filósofo, suplicando-lhe que fizesse alguma coisa para dissuadi-la. Crates, que afinal de contas devia ser um bom sujeito, confiou na própria feiura e apresentou-se diante da jovem completamente nu, dizendo: “Aqui está o teu esposo, Hipárquia, coberto de todas as suas riquezas.” Ela, no entanto, como verdadeira cínica, casou-se com ele mesmo assim. Acasalaram em público e tiveram um filho a quem chamaram de Pásicles (Eratóstenes de Cirene, fr. 21 Jacoby (veja Diógenes Laércio, VI, V, 88)).

Mais do que uma escola filosófica, o cinismo foi um estilo de vida. Uma vez livres das suas necessidades, os cínicos não demonstravam o menor interesse pela política, pela física nem por qualquer outra especulação filosófica que não fosse a ética. Definiam a si mesmos “cidadãos do mundo, sem casa, sem cidade nem pátria”. Sempre houve cínicos, em qualquer época e em qualquer lugar. Vamos lembrar um em nome de todos: um certo Demonace, nascido em Chipre em 90 d.C., um homem que não incomodava ninguém, simples, sempre bemhumorado, amante da paz e amigo de todos. O povo dava-lhe comida sem que ele precisasse pedir. Quando aparecia em alguma assembleia, os arcontes ficavam de pé e todos mantinham o mais absoluto silêncio. Quando já estava muito velho pôs fim a sua própria vida abstendo-se de comer. Os atenienses tributaram-lhe honras fúnebres à custa do Estado e coroaram de flores o seu túmulo. Evidentemente estavam cientes dos próprios vícios e, comparando-se com ele, sentiam-se de alguma forma culpados.

(Luciano de Crescenzo - História da Filosofia Grega)
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:53



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D