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Oi, como você está, tudo bem?

por Thynus, em 22.12.16
Estudos realizados pela Faculdade de Ciências da Saúde de Harvard, e por diversas outras notáveis instituições, demonstram que nós decidimos se gostamos ou não de uma pessoa durante os primeiros dois segundos em que a conhecemos. Fazemos avaliações inconscientes de seus sinais não verbais com base em nossa segurança emocional e física: “Sinto-me/ não me sinto segura com você” ou “Confio/ não confio em você”. Essas avaliações nos levam a fazer julgamentos rápidos – certos ou errados – das pessoas que encontramos. Quando gostamos delas, costumamos ver o melhor nelas; quando não gostamos, veremos o pior.
Como alguns comportamentos fazem as pessoas se sentirem confortáveis e outros as colocam na defensiva, é possível medir o controle de como as pessoas reagem a você naqueles primeiros breves momentos. Pessoas charmosas olham nos olhos ao conhecer alguém pela primeira vez; pessoas alarmantes evitam contato visual ou olham tão rapidamente que parecem inquietas ou nervosas, e deixam todos desconfortáveis. Pessoas charmosas sorriem quando encontram alguém; pessoas alarmantes têm uma expressão séria ou preocupada que provoca um tom perturbador. Pessoas charmosas possuem uma linguagem corporal aberta que é um convite a aproximação; pessoas alarmantes possuem uma linguagem corporal fechada que diz: “Saia daqui, eu tenho coisas melhores para fazer”.
 

Use a linguagem corporal para inspirar confiança

Vou descrever uma cena que aconteceu no inverno passado, na estação de esqui que eu frequento. Os participantes eram Michelle, amiga da minha filha mais nova, e Brad, esquiador regular na estação. Michelle trabalhava na loja da estação e Brad, cliente frequente, se sentiu atraído por ela e tinha certeza de que ela também estava de olho nele. Ele queria se aproximar dela e, para isso, teve a ideia de se inscrever em um curso introdutório de snowboarding, que é um tipo de surf na neve. Vamos observar a linguagem corporal dos dois enquanto descrevemos a cena.
Brad se senta de frente para Michelle na mesa de inscrição, que, na verdade, é uma mesa redonda pequena com algumas cadeiras. Enquanto Michelle organiza os papéis, Brad coloca os braços em volta dos ombros, morde o lábio um pouco, passa a língua no lábio inferior e olha para o chão, ocasionalmente olhando de relance para Michelle.
Michelle organiza seus papéis e olha para Brad de forma direta e aberta, com os cotovelos sobre os braços da cadeira, os antebraços levemente repousados e descruzados sobre a mesa. Ela olha Brad nos olhos e sorri enquanto explica o pacote do curso de snowboarding, faz algumas perguntas e anota as respostas. Brad cruza os braços na frente do peito. Seus olhos passeiam pela sala, raramente encontram os de Michelle.
Enquanto ela continua explicando os detalhes, Brad coloca seu cotovelo direito sobre a mesa e gira o corpo um pouco para a direita, em oposição a Michelle. Ele olha para ela de relance e frequentemente desvia o olhar. Ela instintivamente gira seu corpo na mesma direção de Brad e, em um movimento bastante natural, coloca seu cotovelo esquerdo sobre a mesa. Eles são quase imagens refletidas em um espelho.
Brad parece relaxar e começa a prestar mais atenção em Michelle. Depois de alguns minutos, Michelle se acomoda em sua cadeira e encara Brad de uma forma direta. Ele faz o mesmo, mas coloca a mão direita debaixo de sua axila e cobre a boca com a mão esquerda. Ainda assim, agora ele olha para ela abertamente e sorri um pouco. Alguns minutos depois, Michelle imita a posição do braço e da mão de Brad e depois se inclina para frente e diz, de forma clara, calma e entusiástica: “O curso começa no próximo sábado às nove”. Ela descruza os braços e os repousa novamente sobre a mesa. Brad faz o mesmo, sorri e pergunta: “Depois de todos estes anos esquiando, você acha que conseguirei manejar uma prancha na neve?”
Eles se olham e sorriem. “Claro que sim,” Michelle diz, “e eu acho que você vai se divertir muito.”

O QUE ACONTECEU?

Muita coisa aconteceu nessa curta cena e vamos tratar de alguns pontos com mais detalhes em outro capítulo, mas basicamente Brad começou de forma alarmante, utilizando uma linguagem corporal fechada. Michelle foi charmosa e utilizou uma linguagem corporal aberta. Finalmente sua abertura desarmou Brad, fazendo-o relaxar. Michelle utilizou os três principais comportamentos que são essenciais quando se encontra um potencial par ou, igualmente, qualquer pessoa com a qual você quer ter um relacionamento produtivo:

  1. Olhe a pessoa nos olhos.
  2. Sorria.
  3. Abra sua linguagem corporal (falaremos mais sobre esse tema a seguir).
Vamos observar estes comportamentos individualmente.

Janelas para a alma

Como você se sente quando entra em uma loja ou em um banco e o funcionário nem olha para você? Ou quando conhece alguém e a pessoa não percebe você e olha por cima do seu ombro? A resposta é simples: você se sente desconfortável e provavelmente forma uma impressão negativa da pessoa. Isso acontece por que, quando não há contato visual, falta confiança e respeito.


Adquira o hábito de observar a cor dos olhos das pessoas quando as conhecer.


Nascemos para fazer contato visual; essa é a base de todas as habilidades sociais. De acordo com uma nova pesquisa realizada pela Dra. Teresa Farroni, do Centro de Desenvolvimento Cerebral e Cognitivo na Faculdade de Birkbeck, na Inglaterra, bebês com apenas dois dias de vida podem detectar quando alguém está olhando diretamente para eles. Além disso, quando eles completam quatro meses de vida, demonstram sensivelmente maior interesse nos rostos que apresentam um olhar direto do que naqueles que olham para outro lado. O contato visual ajuda a estabelecer uma ligação humana e desenvolve as habilidades sociais, além de ser absolutamente essencial para construir relacionamentos. Brad não conseguiu olhar para Michelle até se sentir confortável e isso limitou sua autoconfiança e sua habilidade de adquirir confiança e respeito. Michelle tentou fazer contato visual com Brad imediatamente e isso melhorou significativamente sua habilidade de se conectar.
O contato visual é um contato íntimo e, quando usado da forma adequada, pode criar uma imensa sintonia e intimidade sexual. A forma mais fácil de aprender a fazer contato visual de forma consistente é adquirir o hábito de observar a cor dos olhos das pessoas quando as conhecer. A cor em si não é importante, mas esse é um bom artifício para criar um novo hábito. Pratique na loja, no trabalho e na próxima vez que for a um restaurante. Pratique com todas as pessoas que você conhece até que se torne algo natural. Lembre-se, você nasceu para fazer contato visual.
 

Sorria e o mundo sorrirá com você

Nada diz: “Estou notando você” como o contato visual, e nada diz: “Estou feliz e confiante” como um sorriso. Um sorriso é sempre bom e ajuda a mostrar uma expressão melhor (literalmente!) ao mundo e, além disso, atua como um bombeamento para a serotonina neurotransmissora. Quando você sorri, contrai aproximadamente 14 músculos nos cantos da boca e ouvidos, o que faz que uma mensagem elétrica seja enviada ao seu cérebro, estimulando a liberação de serotonina e causando uma sensação de bem-estar. Vá em frente, experimente. Você se sentirá mais atraente, capaz e satisfeita.
Como bônus, um sorriso, assim como uma atitude, é contagiante: quando você sorri para alguém, certamente a pessoa sorrirá também e sentirá uma ótima injeção de serotonina animando seu sistema. Você acabou de fazer alguém se sentir bem. Não foi fácil?
Sei que parece algo básico, mas adquira o hábito de olhar as pessoas nos olhos e de sorrir para elas. Isso constrói pontes. Você conseguirá um serviço melhor, fará melhores amigos, se sentirá melhor consigo e se tornará mais atraente para potenciais pares.
Você se lembra de como mentalmente gritou a palavra “Ótimo!” três vezes seguidas no último capítulo? Agora diga em voz alta. Ao fazer isso, você será obrigada a contrair aqueles mesmos músculos do sorriso em volta do seu maxilar, o que fará a serotonina fluir. É um truque que eu aprendi quando trabalhava como fotógrafo de moda. Muitas modelos repetem essa palavra várias vezes para si, com convicção, quando necessitam dar um sorriso que pareça autêntico. Funciona. Portanto, da próxima vez que você encontrar alguém, diga “Ótimo!” bem-baixinho, três vezes, quando estiver se aproximando da pessoa. No momento em que chegar lá, estará sorrindo e se sentindo maravilhosa. Um aviso: pessoas que sorriem demais ou fazem muito contato visual são assustadoras e confusas. Não exagere.
 

O amplo vocabulário da linguagem corporal

Michelle e Brad, da loja de esqui, são retratos dos dois extremos da linguagem corporal: linguagem aberta e fechada. Michelle foi aberta: seus gestos não verbais sinalizaram cooperação, acordo, disposição, entusiasmo e aprovação. A linguagem corporal aberta diz: “Estou confortável com você.” A linguagem corporal de Brad, foi fechada e seu nervosismo se mostrou em seus gestos defensivos inconscientes. Seu corpo sinalizou resistência, frustração, ansiedade, teimosia, nervosismo e impaciência, independente do que ele possa realmente ter sentido no momento. A linguagem corporal fechada diz: “Estou desconfortável com você”.
 

Linguagem corporal aberta

A forma mais simples de pensar em uma linguagem corporal aberta e fechada é a imagem de que a linguagem corporal aberta expõe seu coração (isso é, a área do seu peito e do seu rosto) e é acolhedora. Ela demonstra confiança e diz: “Sim!”. A linguagem corporal fechada defende seu coração e, como você viu com Brad, pode fazer você parecer hostil, infeliz, irritada ou distante, independente de seus verdadeiros sentimentos. A linguagem corporal fechada diz: “Não!”.
Bebês são um ótimo exemplo de linguagem corporal aberta e fechada. Quando eles estão confortáveis, deitam-se de costas com uma linguagem corporal bem-aberta. Quando estão desconfortáveis, eles se fecham.
Se você quiser mostrar a alguém que é charmosa e não alarmante, deve se abrir sem pensar muito e antes de sequer dizer alguma coisa. Provavelmente a atitude que você escolher fará isso de qualquer forma. Atitudes do tipo “Oi!” são abertas, assim como a atitude acolhedora de Michelle. A linguagem corporal aberta inclui:

  • Manter braços e pernas descruzados;
  • Olhar para a pessoa com uma atitude física confortável;
  • Manter uma boa postura;
  • Inclinar-se levemente para frente, em direção à pessoa;
  • Manter as mãos abertas;
  • Manter os ombros relaxados;
  • Manter os movimentos lentos e relaxados;
  • Manter uma aura geralmente confortável.
Nenhum gesto é uma ilha
Gestos individuais são o vocabulário da linguagem corporal, assim como as palavras desta página são o vocabulário do livro. Da mesma forma, gestos individuais não carregam mais significado do que uma única palavra nesta página, quando isolada; somente quando você os combina com outros gestos e com uma determinada atitude é que começa a contar uma história. Além disso, um gesto fechado, como quando Brad colocou os braços em volta de seus ombros, poderia ter sido neutralizado se ele estivesse de frente para Michelle, olhando em seus olhos e sorrindo. Às vezes a linguagem corporal conta uma história diferente da que imaginamos: alguém cujos ombros estão tensos pode estar sentindo dor, e alguém que está de braços cruzados pode simplesmente estar sentindo frio!
 
Gestos abertos são calmos e deliberados. São feitos para ser em vistos. Quando combinada com expressões faciais abertas (bom contato visual e um sorriso), a linguagem corporal aberta sinaliza confiança, felicidade, aceitação e conforto, e envia uma mensagem de que as coisas estão indo bem.
Você pode melhorar seus sinais abertos por meio de suas roupas. Imagine passar meia hora em uma lanchonete tomando café com uma pessoa que não desabotoa o casaco. Um casaco ou uma jaqueta aberta (ou a própria remoção dessa vestimenta) expõe o coração, literal e simbolicamente, e mostra que você está relaxada.
Linguagem corporal aberta e gestos positivos chegam às pessoas, pois são a versão subconsciente de um bom abraço ou de uma conversa de coração para coração.

ATITUDE GENEROSA E DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃO

A forma mais fácil e mais rápida de demonstrar uma linguagem corporal aberta e sinalizar generosidade é ficar de frente para a pessoa – literalmente, coração com coração. Pense nisso como se houvesse um refletor de luz no meio do seu peito, brilhando na outra pessoa.
Também é uma boa ideia deixar a pessoa ver que você não está escondendo nada em suas mãos – essa é uma preocupação instintiva que tem nos acompanhado desde os tempos dos homens das cavernas. Para deixar a pessoa confortável, posicione suas mãos de forma que ela possa vê-las.
 

Linguagem corporal fechada

Se a linguagem corporal aberta é como um abraço aconchegante, a linguagem corporal fechada é como ser menosprezada. Ela é defensiva e afasta as pessoas. Gestos fechados incluem:

  • Evitar o contato visual;
  • Cruzar os braços e/ou as pernas;
  • Fechar os punhos;
  • Girar o corpo em um ângulo em relação à outra pessoa;
  • Movimentar-se constantemente;
  • Cobrir a boca;
  • Mover-se de forma rígida ou brusca;
  • Manter uma aura geralmente desconfortável;
  • Usar óculos escuros.
Adquira o hábito de abrir sua linguagem corporal quando encontrar pessoas. Olhe para elas, observe a cor dos seus olhos (para se certificar de que esteja fazendo contato visual), sorria e faça seu coração brilhar para elas. Você ficará surpresa com a confiança que esses simples gestos inspirarão.
 

O próximo passo: conversar!

Muito bem, todos os sinais não verbais estão alinhados: sua atitude está ótima, você está vestida de uma forma que a faz sentir-se bem e parecer bem, e sua linguagem corporal está aberta. Agora chegou o momento de conversar.
Sem dúvida, a forma mais fácil de conhecer alguém é ser formalmente apresentada. Depois, a única coisa que você precisa fazer é estender a mão e dizer “Janet, é um prazer conhecer você”. Quem sabe apresentar duas pessoas normalmente diz algo que ajuda a iniciar uma conversa, como “Angie, este é Barry, nós vamos juntos ao trabalho todos os dias. Barry, esta é Angie. Ela é minha vizinha”. Essa apresentação fornece algumas informações com as quais se pode iniciar uma conversa, é como usar gravetos para fazer uma fogueira. Agora Angie pode dizer a Barry algo simples, como: “Então você trabalha no centro da cidade?” ou algo mais divertido, como: “Vocês dois vão juntos para o trabalho? Quem escolhe as músicas para ouvir no carro?”. Se Barry iniciar a conversa, pode simplesmente perguntar há quanto tempo Angie mora naquela região ou fazer uma brincadeira descontraída sobre as habilidades de seu anfitrião como vizinho. Analisemos outra apresentação para ver em mais detalhes como isso funciona.
 

Aproveite ao máximo os primeiros momentos

Tom, um amigo mútuo, apresenta Karen e Patrick um ao outro quando os dois apareceram em sua imobiliária uma manhã cedo. Tom é uma pessoa sociável e sabe fazer apresentações, portanto a conversa começa a fluir.
– Não sei se vocês já se conhecem – ele diz. – Karen, este é meu amigo Patrick. Jogamos tênis juntos e normalmente eu o deixo ganhar! Patrick, esta é minha querida amiga Karen. Nós nos conhecemos em um fim de semana. Deve fazer cinco anos pelo menos que você se mudou daqui para viver uma vida melhor, não é?
– Mais ou menos isso – ela responde. Depois Karen gira o corpo para ficar de frente para Patrick, faz contato visual, sorri e estende a mão. – Oi, Patrick, é um prazer conhecer você.
Patrick olha Karen nos olhos, sorri, aperta sua mão (nem com muita nem pouca força) e diz:
– Que ótima forma de começar o dia!
Karen sorri:
– Obrigada. Você é charmoso assim na quadra de tênis?
– Tenho que fazer uma ligação rápida – Tom diz. – Por que vocês dois não tomam um café? Foi feito agora mesmo. Eu já volto.
– Muita coisa pode acontecer em cinco anos – Patrick observa, enquanto eles se dirigem à garrafa de café. – Para onde você fugiu? – Seu tom é cortês, charmoso e interessado, ele está prestando atenção. – Espero que esteja se divertindo.
– Na maior parte do tempo. Ficar de plantão doze horas por dia lidando com pessoas bastante rabugentas pode não ser a definição de diversão para muitas pessoas, mas eu amo meu trabalho.
– Café? – Patrick pergunta.
– Sim, por favor. Puro.
– Deixe-me adivinhar. Você é médica e está trabalhando com a Cruz Vermelha.
– Você é engraçado – Karen está sorrindo e sente-se relaxada. – Não, não estou – ela ri. – E você? Imagino que esteja no ramo imobiliário.
Patrick balança a cabeça:
– Não, pelo menos não da forma como você provavelmente está pensando.
– Você é jogador profissional de tênis?
– Isso seria fantástico! – Patrick ri. – Mas, agora que você mencionou, qual jogo estamos jogando aqui?
– Não sei – Karen diz, timidamente, olhando para Patrick enquanto toma o café, – mas é divertido.
Você já deve ter escutado a expressão “A cavalo dado não se olham os dentes”? Em português bem-claro, significa que devemos aproveitar ao máximo as oportunidades. Karen e Patrick tiveram sorte porque, quando Tom os apresentou, ele possibilitou temas sobre os quais eles puderam trabalhar e ambos estavam prestando atenção suficiente para utilizar as informações para falar com perspicácia e dar um tom divertido à conversa. Eles também usaram a linguagem corporal, expressões faciais, risos, atenção e jovialidade para transformar a faísca de uma apresentação na chama de uma conversa.
 
Tanto Patrick quanto Karen estavam dispostos a aproveitar ao máximo seus primeiros momentos. Karen demonstrou uma atitude “nunca se sabe” e escolheu uma postura atraente, divertida e charmosa, aproveitando a apresentação e causando uma ótima primeira impressão. Patrick também fez tudo certo: manteve o tom otimista e positivo de Tom e depois transformou seus primeiros momentos juntos em um jogo ao brincar com a observação sobre a ausência de cinco anos de Karen, o que introduziu um ar de mistério. Ele poderia ter colocado todas as cartas na mesa e dito: “Tenho minha própria empresa de paisagismos e estou aqui porque Tom vai me apresentar a um novo cliente. O que você faz?”. E Karen poderia ter dito que é piloto de helicóptero e que estava ali para uma entrevista de trabalho como piloto de helicóptero de tráfego para a empresa de televisão local. No entanto, ambos decidiram ter uma conversa divertida em vez de uma conversa geral e isso os tornou atraentes um para o outro.


Elogios só funcionam quando são sinceros e não fabricados para o momento.
 
 

Frase inicial

E se Tom, com suas habilidades sociais, não tivesse ajudado Patrick e Karen a iniciar uma conversa? E se o telefone tivesse tocado e ele tivesse que atender a ligação, deixando os dois sabendo apenas o nome um do outro? Nesse tipo de situação, há três tipos de iniciadores que eles poderiam ter usado para entrar em sintonia de forma rápida e suave: uma afirmação (“Este escritório é tão iluminado, eu adoro o sol da manhã”); uma pergunta (“O que traz você aqui esta manh ã?”); ou um elogio sincero e agradável. Eles poderiam até tentar uma mistura de todos os três.
Elogios são os mais arriscados, porque são pessoais e podem facilmente parecer oportunistas ou aduladores. Se Karen e Patrick tivessem cada um uma câmera em volta do pescoço, não haveria problema em dizer algo como “Nossa, é uma lente Tessar 2.8? É maravilhosa”. Mas eles são um homem e uma mulher no escritório de um agente imobiliário, portanto, a menos que Patrick pudesse genuinamente dizer algo como: “Esta é uma flor de verdade na sua lapela, não é? É muito charmosa”, é melhor ele escolher outro rumo para a conversa. Elogios funcionam apenas quando são sinceros e não fabricados para o momento e, a menos que você seja especialista em fazer elogios, correrá o risco de demonstrar muita intimidade rápido demais.
Uma afirmação seguida de uma pergunta aberta sempre é uma escolha segura e uma ótima forma de iniciar uma conversa. Você não precisa se preocupar com frases iniciais muito enfeitadas – elas não valem a pena. O objetivo de uma frase inicial é ver se a pessoa está interessada em conversar com você – é um convite para iniciar uma conversa. Comece com uma afirmação (pode ser sobre esportes, sobre o tempo, a ocasião ou o ambiente) e adicione uma pergunta declarativa (não é? não parece? você não acha? etc.). “Está um pouco frio hoje, não?”. A pessoa reconhecerá essa frase como um iniciador de conversa e responderá, principalmente se parecer que você está esperando uma resposta. A forma como ela responder dará uma ideia de sua disposição para continuar a conversa. No geral, quanto maior e mais aberta a resposta, melhor. Depois, dependendo do grau da resposta, siga com uma pergunta aberta: “De onde você conhece Jack?”.
Inventando formas de se apresentar

Se um estranho em uma sala cheia de gente atrair sua atenção, peça ao anfitrião ou a um amigo ou conhecido em comum para apresentar vocês. Mas não deixe as coisas nas mãos do acaso. Prepare seu próprio comercial de dez segundos com antecedência, e oriente seu amigo sobre o que dizer – seu nome, talvez de onde você é e o que você faz profissionalmente, ou qualquer outra coisa interessante sobre você, tudo colocado de uma forma interessante. Sairá muito melhor do que “Heather, este é Jim. Ele ficou ensopado no caminho até aqui, não foi, Jim?”.

Também é importante seguir aquela velha regra: dois é bom, três é demais. Peça ao seu anfitrião que apresente vocês, diga algumas coisas interessantes sobre você e depois saia. “Heather, este é Jim. Ele mora em Seattle e produz filmes”. Você quer que a terceira pessoa fique fora do caminho, para que a conversa não se transforme em duas pessoas falando e uma pessoa escutando, pois essa é uma dinâmica ruim para estabelecer uma conexão, independente de quem fala e quem escuta.

Se quiser realmente impressionar, peça ao seu anfitrião que conte duas ou três coisas interessantes sobre a pessoa que você quer conhecer antes de ser apresentada. Depois, quando houver uma conexão, você pode dizer: “Bob me contou que você passou o último mês em um retiro budista. Como foi? O que inspirou você a fazer isso?”. Essa estratégia o coloca em uma relação mais pessoal mais rapidamente.
 
Não acredite apenas no que estou dizendo. Passe algum tempo analisando como os profissionais fazem isso na televisão. Assista Oprah, Larry King, Barbara Walters ou Jô Soares. Eles iniciarão com uma citação ou uma notícia da imprensa ou uma referência a algum escândalo para obter informações (não apenas uma reposta afirmativa ou nenhuma resposta).
Uma dica: use o nome da pessoa nos primeiros minutos depois de conhecê-la. Essa estratégia tem um efeito mágico. Afinal, o nome de uma pessoa é provavelmente a palavra mais importante do mundo para ela. Mas faça isso sutilmente – você não vai querer parecer um vendedor barato.
 

Informações livres

Independente de ser apresentada a alguém por outra pessoa ou de se apresentar sozinha, quanto mais informações você tiver sobre a pessoa, mais fácil será conhecê-la.
Além de prestar atenção e ouvir atentamente, você também pode encorajar as pessoas a fornecerem informações livres durante uma apresentação. Por exemplo, se Clyde abordar uma mulher que ele não conhece em uma situação social segura e disser: “Oi”, há uma forte probabilidade de que ela diga “Oi!” ou algo semelhante como resposta. Mas e se Clyde adicionar alguma informação extra a fim de convidar a mulher para a conversa? Poderia ser algo fácil, como seu nome: “Oi, eu me chamo Clyde.”, ou algo mais substancial: “Oi, eu sou Clyde Barrow, de Teleco, Texas. Esta é a primeira vez que venho aqui.”. Agora é a vez de Bonnie e ela pode responder com suas próprias informações ou Clyde pode dar um empurrãozinho, dizendo algumas palavras: “E você é…?” e/ou com um olhar inquisitivo ou outra linguagem corporal.
Uma conversa é como um jogo de tênis. Se você jogar a bola na quadra da outra pessoa, normalmente ela terá que devolver a bola e fará isso de forma natural. Se ela não fizer isso, você pode encorajá-la. O importante é que encorajou a pessoa a responder. Agora só precisa esperar a bola voltar para a sua quadra. Você pode receber informações que podem ser usadas para progredir sua conversa, saindo de assuntos gerais para algo mais substancial.


 (Nicholas Boothman - Como fazer Alguém se apaixonar por você em 90 minutos?)

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publicado às 15:58



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