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O VINHO E OS SANTOS

por Thynus, em 08.06.15
Os santos são os herdeiros dos deuses, e 
os santos vinhateiros são os sucessores dos deuses do vinho



Estranho ofício, esse de viver da vinha... Com apenas uma geada na primavera, um pouco mais de chuva ou um excesso de seca, uma passagem de pássaros, uma tempestade ou uma neve precoce, o trabalho de todo um ano pode ser destruído ou gerar um produto de qualidade medíocre. O viticultor, mais que outros agricultores, é um homem que não sabe “a que santo rezar” para escapar das calamidades naturais. Mas é também aquele que, mais do que outros, conhece o grande ciclo natural e percebe a dimensão trágica da vida. Apesar de os santos serem onipresentes na viticultura, a visão do viticultor está muito afastada da visão dos homens da Igreja, a ponto de termos de nos perguntar se por trás do pagão Baco e do cristão São Vicente não permanecem vivos antigos ritos agrários.

São Martinho e a poda das videiras
 

I. Uma bebida santificada
Os santos são os herdeiros dos deuses, e os santos vinhateiros são os sucessores dos deuses do vinho. Uma especialização surge a partir do século XII, com o nascimento das corporações e das confrarias de ofício. Na maior parte das vezes, um único santo tutelar patroneava uma profissão. Para os vinhedos franceses, mais de trinta santos patronos foram enumerados.(LECOTTÉ, R. Saints protecteurs de la vigne et du vin en france. Tours: Musée des Vins de Touraine, 1975. p. 423)
Todos têm boas razões para reivindicar essa honra. Seja porque seus nomes influenciaram suas vocações, como foi o caso de São Vito (vitis significa “vinha” em latim) ou São Davin (da vinum quer dizer “aquele que dá o vinho”); seja porque os santos vinhateiros tenham sido martirizados e tenham derramado seu sangue por causa de sua fé, renovando o sacrifício de Jesus Cristo, que os crentes perpetuam graças ao vinho. O vinho dos mártires era considerado de certa forma como uma semente cristã. Algumas vezes, as anedotas sobre a vida dos santos padroeiros permitiam que eles adquirissem credibilidade junto ao povo: São Vernier era viticultor e filho de viticultor; Santo Urbano protegera o vinho de saqueadores e salvara a vinha com suas orações; o burro de São Martinho teria inventado a poda ao pastar uma vinha; São Vicente era diácono e tinha a função de servir o vinho no cálice durante a missa etc. Na verdade, é provável que toda essa hagiografia mascare outras realidades mais antigas, conforme revelado pelo estudo do calendário.

II. Os santos vinhateiros(GAUTIER, J.-F. “Les saints vignerons de Paris”. Les Petites Affiches. Paris, nº 112, 17/09/1993. p. 20)
As dezenas de santos vinhateiros identificados na França têm funções corporativas(DU BROC DE SEGANGE, L. Les saints patrons des corporations, 1887, citado por Roger Lecotté, op. cit., p. 423.), regionais e temporais.
Isso pode ser observado entre os santos protetores dos vinhedos: Santo Antonin, abade, é festejado em 14 de fevereiro; São Friard é festejado em 1º de agosto; São Gautier é festejado em 9 de abril; Santa Genoveva é festejada em 3 de janeiro; São João Porta Latina é festejado em 6 de maio; Santa Madalena é festejada em 22 de julho; São Morand é festejado em 4 de junho; Santo Urbano, papa, é festejado em 25 de maio; Santo Urbano, bispo, é festejado em 2 de abril; São Vicente é festejado em 22 de janeiro; São Werner é festejado em 19 de abril.
O mesmo acontece com os santos protetores dos tanoeiros: São Nicolau é festejado em 6 de dezembro. E também com os santos protetores dos viticultores: Santo Amand é festejado em 6 de fevereiro; São Vicente é festejado em 22 de janeiro.
E com os santos protetores dos carregadores e transportadores de vinho: Santo Eustáquio é festejado em 20 de setembro; São Nicolau é festejado em 6 de dezembro; São Lubin é festejado em 14 de março. E com o santo patrono dos descarregadores de vinho: São João Batista é festejado em 24 de junho. E com os santos protetores dos mercadores de vinho: Santo Amand é festejado em 6 de fevereiro; Santa Madalena é festejada em 22 de julho; São Martinho é festejado em 11 de novembro; São Nicolau é festejado em 6 de dezembro; São Vicente é festejado em 22 de janeiro.
Surpreendentemente, os inspetores de vinho têm um santo tutelar na pessoa de São Vicente, que esses fiscais, como todos os profissionais do vinho que se prezem, celebram no 22 de janeiro de cada ano.
Quanto aos santos protetores da vinha, eles são divididos de maneira funcional e sazonal. O primeiro trimestre vitícola, durante o qual são feitas a poda e as primeiras lavras, é também o de louvores aos santos encarregados de ajudar na subida da seiva, como São Vicente (22 de janeiro), São Paulo (25 de janeiro), São Blaise (3 de fevereiro) ou Santo Aubin (1º de março).
No segundo trimestre, reza-se a São Gautier (9 de abril), São Vernier (19 de abril), São Jorge (23 de abril), São Marcos (25 de abril), São Thiébault (16 de maio), São Marcelino (2 de junho), São Morand (3 de junho), São João Batista (24 de junho) etc., para que estes protejam as vinhas das geadas e ajudem na floração. No terceiro trimestre, o amadurecimento é o que importa, e as primeiras uvas colhidas são oferecidas a São Pedro em Liens (1º de agosto), São Lourenço (10 de agosto), São Roque (16 de agosto) ou à própria Nossa Senhora (15 de agosto), às vezes chamada de Nossa Senhora das Vinhas.
Por fim, o último trimestre do ano vitícola é o da colheita e da fermentação. São Remígio (1º de outubro), São Sérgio (7 de outubro), São Grat (16 de outubro), São Caprais (20 de outubro), São Martinho (11 de novembro), Santo Elói (1º de dezembro), São Nicolau (6 de dezembro), Santa Otília (13 de dezembro) ou Santo Urbano (19 de dezembro) são então invocados pelos viticultores.
 Os mais importantes dos santos protetores da vinha e do vinho na França são: São Vincente, São Martinho e... São Baco, cuja festa patronal ocorre no domingo que se segue ao 7 de outubro (dia de São Sérgio), ou seja, durante os bacanais de outono.
Os mais importantes dos santos protetores da vinha e do vinho na França são: São Vincente, São Martinho e... São Baco, cuja festa patronal ocorre no domingo que se segue ao 7 de outubro (dia de São Sérgio), ou seja, durante os bacanais de outono.  

III. São Baco(GAUTIER, J.-F. Le vin à travers les âges. Bordeaux:LCF, 1989. p. 80)
São Baco, segundo a história, veio do além-mar, é coisa certa.
Como conta essa trova do século XIV, intitulada “O martírio de São Baco”, foi de fato de além-Mediterrâneo que nasceu a lenda do “santo pagão”. Na época do imperador Diocleciano, no século IV, a Schola Gentilium, uma tropa de elite composta por bárbaros, era comandada por dois jovens oficiais do exército romano da Síria chamados Baco e Sérgio. Denunciados como cristãos por seu chefe Antióquio, foram martirizados em 304 e depois canonizados.(BAUDOT; CHAUSSIN. La vie des saints et des bienheureux. Paris: Librairie Letouzey & Ané, 1948. p. 191) O culto desses santos se enraíza primeiro no Oriente, especialmente em Rosafa, na Mesopotâmia, onde Sérgio fora decapitado e enterrado (a cidade se torna um grande local de peregrinação e muda de nome para Sergiópolis), e em Barbalissos, onde estaria a tumba de Baco, depois em Roma e dali para a Gália, a partir do século VI.
Em Jouques, pequena aldeia da Provence, existe uma lenda que coloca em cena um certo São Baqui (ou Bacchi). Este também seria um oficial romano convertido ao cristianismo, mas que depois de evangelizar a região teria se tornado eremita. No local de sua morte, uma capela teria sido construída no século IX. Depois de apropriada como bem nacional durante a Revolução e desativada em 1919, a capela de São Baqui foi por fim vendida como bem comunal em 1920.
Hoje propriedade privada, a construção está quase em ruínas. Os afrescos murais da capela São Baqui retratam as cenas da vida do lendário legionário, enquanto estranhos anjinhos negros ornam a abóbada. Estranho também é constatar que São Baqui é onipresente em Jouques (estátuas, quadros, afrescos etc.), enquanto que aparentemente nenhuma função simbólica específica justifica sua existência.
Uma segunda versão conta que a capela em questão foi edificada no século IX no local de um templo a Baco. A superposição, ou a osmose, de um deus pagão com um santo cristão parece esclarecer o fenômeno.
Acima de tudo necessidade vital, o sincretismo cristão permitiu a popularização da nova religião. De Santa Apolínea a Santa Zoé, ou de Santa Olímpia a Santa Walburge, os santos pagãos serviram de suporte à imagética cristã. As referências e as persistências da liturgia cristã aos ritos báquicos se tornam evidentes no culto dos dois santos vinhateiros mais venerados na França: São Martinho e sobretudo São Vicente, pois, como diz uma canção da Borgonha:
Cavaleiro, discípulo, companheiro,
Baco tem sua devoção,
Mas para todo vinhateiro
São Vicente é o patrão.

São Vicente, padroeiro dos vinicultores
 

IV. São Vicente
São Martinho foi o primeiro santo vinhateiro do Ocidente. Protetor dos francos, São Martinho nasce no ano de 317, em Sabaria (Szombathely), ao norte do lago Balaton, na província romana da Panônia (atual Hungria). Filho de um oficial pagão da guarnição, Martinus (o pequeno Marte) estava destinado a servir no exército imperial. Depois de passar uma parte de sua infância na cidade italiana de Pávia, Martinho entra aos quinze anos no exército romano e, três anos depois, é enviado para a guarnição de Amiens. É nessa cidade da Picardia que aconteceria, em 334, o famoso episódio da partilha do manto: Martinho, num dia de grande frio, teria cortado seu manto em dois para vestir um mendigo. A santa cena inspirará o italiano Giotto, o espanhol de origem grega chamado El Greco e o mestre vidraceiro da catedral de Mans. Na noite seguinte a seu gesto fraterno, Cristo teria aparecido a Martinho vestido na metade oferecida ao pobre diabo. Depois disso, o generoso doador se teria feito batizar no dia de Páscoa do ano 334.
Em 361, ele funda uma comunidade religiosa em Ligugé, na região de Poitiers, que foi o primeiro monastério da Gália Central. Ordenado sacerdote pelo bispo de Poitiers, o futuro Santo Hilário, ele será nomeado bispo de Tours em 371. Martinho morre aos 81 anos na pequena aldeia de Candes, perto de Chinon (hoje Candes-Saint- Martin), não muito longe de onde nasceria François Rabelais. Conservado em Tours, o manto de São Martinho se tornará a relíquia mais venerada da França. A “capa” serviria de patrono místico à dinastia capetíngia, e a palavra “capela” (do latim vulgar capella) designava originalmente o lugar onde era guardada a capa de São Martinho.
Assim que Martinho morreu, a lenda foi se desenvolvendo: alguns contam que o santo homem transformara em vinho puro a água da fonte do monastério de Marmoutier, num ano em que as vinhas estavam estéreis; a crença popular também conta que, durante a passagem fúnebre de seu corpo, em pleno mês de novembro, os campos teriam começado a verdejar, as árvores a florescer e os pássaros a cantar. Desse prodígio nasce a expressão été de la Saint-Martin.(Literalmente, verão [(da) festa de] São Martinho, período de dias quentes e ensolarados durante o mês de inverno, próximo à festa de São Martinho (11 de novembro).Equivalente ao nosso “veranico de maio”) Nas fábulas populares, o nome de Martinho foi várias vezes atribuído ao asno e ao macaco, depois a certas espécies de pássaros (daí o nome “martinete” e “martim-pescador”). Nas províncias, a festa de São Martinho marcava, nos tempos antigos, o dia de vencimento dos contratos de trabalho para os criados ou aprendizes. Era também em 11 de novembro que os viticultores ofereciam os primeiros frutos de suas colheitas. Nesse dia também se provava o vinho novo. A degustação ainda é chamada de martinée, e a abertura de um vinho novo de martinage. Quando uma pessoa abusa demais do vinho se diz que ela tem o mal de São Martinho ou que ela está com uma martinée. O bispo de Noyon, “o bom Santo Elói”, condenaria, no século VII, o mal de São Martinho, que só seria considerado uma doença, chamada alcoolismo, em 1849, numa obra escrita por um professor de medicina sueco chamado Magnus Huss, após observações no hospital Serafim, de Estocolmo. A palavra “alcoolismo” seria introduzida na França em 1853 pelo doutor Renaudin.
Se o Vale do Loire foi considerado um verdadeiro vale dos reis, São Martinho foi considerado o padroeiro da França. Sua festa patronal encobre inúmeras festividades pagãs de outono. As cerimônias que marcaram o fim da Primeira Guerra mundial, em 11 de novembro de 1918, hoje ocupam o lugar dos antigos costumes. No entanto, é São Vicente o celebrado pelo viticultores franceses como o santo protetor da vinha e do vinho.
Sob o reino do imperador romano Diocleciano, no século IV, um novo procônsul de nome Daciano é enviado para a Espanha. Durante uma viagem por Saragoça, ele manda prender o bispo Valério e seu diácono Vicente e ordena que sejam conduzidos a pé até Valência. Devido à sua idade avançada, Valério é poupado e banido, mas Vicente sofre terríveis torturas, soltando seu último suspiro na prisão, em 22 de janeiro de 304. O culto a São Vicente se espalha então para fora da Espanha, principalmente pela França. Em 531, os reis francos Childeberto I e Clotário I, filho de Clóvis e Clotilde, cercam Saragoça e levam para a França, em 542, a túnica de São Vicente, bem como uma cruz de ouro que teria pertencido ao rei Salomão de Israel, construtor do templo de Jerusalém. As relíquias do diácono mártir são depositadas na basílica de Saint-Vincent-et-de-la-Sainte-Croix (São Vicente e da Santa Cruz), que se torna, em 754, Saint- Vincent-Sainte-Croix. Depois, as santas relíquias foram dispersas para Le Mans, Vitry-le-François, Besançon e Viviers.
A abadia de Saint-Vincent-Sainte-Croix, cujo domínio se estendia mais ou menos pelo território atual dos 6º e 7º arrondissements, de Paris, possuía muitos vinhedos na Île-de-France. Os monges encarregados de sua exploração naturalmente se colocaram sob a proteção do santo patrono da abadia. Para alguns, essa é a razão da escolha de São Vicente como “protetor dos viticultores da região parisiense [pois] os primeiros colonos plantadores de vinhas haviam trabalhado sob a dependência da abadia de São Vicente antes de ela se tornar a abadia Saint-Germaindes-Prés” (LECOTTÉ, R. Saints protecteurs de la vigne et du vin en France. Tours: Musée des Vins de Tourraine, 1975. p. 418), assim chamada para não ser confundida com a igreja Saint-Germain-le-Vieux, na Île de la Cité. Outros dizem que quando os francos venceram os burgúndios, em 534, a influência patronal de São Vicente se estendeu da Borgonha a toda a Gália vitícola. Outros ainda se apoiam na anedota segundo a qual o asno de São Vicente, brotando a extremidade dos ramos de uma videira, teria ensinado a todos os viticultores como podar a vinha.(Uma lenda da Touraine, do século VII, também credita ao asno de São Martinho a descoberta da poda e a liga à origem da expressão Tous les ânes s’appellent Martin (Todos os asnos se chamam Martinho). A lenda diz que essa revelação se deu para os monges de Borgueil) Como agradecimento, eles teriam escolhido São Vicente como santo padroeiro. A não ser que se fale em acaso, é difícil negar a coincidência entre a data da festa de São Vicente e as datas importantes para o crescimento da vinha, da poda e das lavouras de inverno.
A notoriedade de Vicente na Igreja se deve essencialmente aos sermões que Santo Agostinho fez em honra ao diácono de Saragoça, enquanto trocadilhos garantem sua popularidade. Vicente estava encarregado, durante o ofício, de levar o vinho ao ofertório, e seu nome se tornou objeto de gozação. Ora seu nome era decomposto em combinações evocando o sagrado (vin sang), ora seu patrônimo era tido como sinônimo de abundância (vin cent).(Em francês, Saint Vincent (São Vicente) soa da mesma forma que vin sang (vinho sangue) e vin cent (vinho cem)) As variações possíveis em torno da palavra vin (vinho) explicam em parte o crédito de São Vicente junto à comunidade viticultora. Mas essa talvez não seja a verdadeira razão para isso.
A data em que se festeja São Vicente, 22 de janeiro, ocorre num período crucial do ciclo anual, que corresponde mais ou menos ao solstício de inverno e à passagem do estado de latência da vegetação à sua ressurreição. (ROYER, C. Les vignerons, usages et mentalités des pays de vignobles. Paris: Berger-Levrault, 1980. p. 170)
Constataremos, por outro lado, que, a partir do século XVIII, São Vicente se torna ao mesmo tempo patrono dos viticultores e dos vinagreiros, o que garantiria pelo menos a alegria de uma das corporações.
Apesar da Saint-Vincent Tournante ser na origem apenas uma festa celebrada na intimidade de cada aldeia, a Confraria dos Cavaleiros de Tastevin lhe deu novos ares em 1938, organizando no primeiro sábado seguinte ao 22 de janeiro uma grande manifestação tradicional, inspirando-se nos usos da Ordem da Boisson, criada em 1703 em Villeneuve-lès-Avignon. Todo ano, a Saint-Vincent Tournante acontece em uma das 32 comunas das altas encostas da Borgonha, onde são realizadas uma missa e uma procissão durante a qual a estátua do santo é carregada de modo solene pelas ruas da aldeia pelos Cavaleiros de Tastevin vestidos com as roupas da confraria. Há quase cinquenta anos, cerca de cem mil pessoas se espremem na aldeia borgonhesa escolhida para participar dessa festa ao mesmo tempo profana e religiosa e para comungar no culto de São Vicente.
Antigamente, a Saint-Vincent Tournante era ocasião para se ajudar a família dos viticultores falecidos, e o momento em que se ofereciam ramos aos mortos do ano. Essa espécie de culto aos mortos, unido à degustação do vinho novo e às diversas libações tradicionais, algumas vezes incitou a comparação da Saint-Vincent às Antestérias, que aconteciam na Grécia, todo mês de fevereiro, em homenagem a Dionísio.
É claro que a Saint-Vincent se inicia em fervor religioso, mas depois da missa chega a vez do vinho e dos homens. Come-se e bebe-se em abundância, e a celebração da festa evoca os velhos ritos agrários, pois o grande ciclo natural se impõe, e os santos que aparecem no local correspondente do calendário souberam tirar proveito dele.

(Jean-François Gautier - Vinho)

São Vicente, o vinho e o gelo

 

 
 

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