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Um garoto passeava com o avô por uma praça da cidade. Em determinada altura eles viram um sapateiro sendo destratado por um cliente, pelo fato de um serviço não ter ficado tão bem-feito. O sapateiro escutou calmamente a reclamação, pediu desculpas e prometeu corrigir o erro.
Continuaram passeando e pararam para tomar um café num restaurante. Na mesa ao lado, o garçom pediu a um homem que movesse um pouco a cadeira, para abrir espaço. O homem irrompeu numa torrente de reclamações e negou-se a afastar a cadeira. Vendo a cena o avô falou para o neto:
- Nunca esqueça o que viu. O sapateiro aceitou uma reclamação, enquanto este homem ao nosso lado não quis mover-se. Os homens úteis, que fazem algo útil, não se incomodam de serem tratados como inúteis. Mas os inúteis sempre se julgam importantes e escondem toda a sua incompetência atrás da autoridade.
Julgar as pessoas não é uma atividade das mais simples. É difícil fazer um julgamento quando sabemos que também temos nossos defeitos. Há uma história do discípulo que perguntou para o mestre:
Como devo me comportar quando estiver julgando meus companheiros?
E o mestre respondeu para o aluno:
- Quando for julgar seus companheiros, procure olhá-los nos olhos e a si mesmo.
- Mas isso não é uma atitude egoísta? - questionou o discípulo.
- Não, não é uma atitude egoísta, pelo contrário. Se ficarmos preocupados conosco, jamais veremos o que os outros têm de bom para oferecer. Quem dera sempre conseguíssemos ver as coisas boas que estão à nossa volta! Na verdade, quando olhamos o próximo, estamos apenas procurando defeitos. Tentamos descobrir sua maldade porque desejamos que seja pior que nós. Nunca o perdoamos quando nos fere porque achamos que jamais seríamos perdoados por ele. Conseguimos feri-lo com palavras duras, afirmando que dizemos a verdade, quando estamos apenas tentando ocultá-la de nós mesmos.

Fingimos que somos importantes, para que ninguém possa ver nossa fragilidade.
Por isso, sempre que estiver julgando o seu irmão, tenha consciência de que é você quem está no tribunal.

(Alexandre Rangel - O que podemos aprender com os gansos)

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publicado às 01:19



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