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As pessoas sempre me dizem para confiar nos meus sentidos, mas o filósofo em mim acha que deveríamos nos afastar ao máximo deles.
Para nos concentrarmos somente na visão, nossos olhos nos enganam o tempo todo. Uma torre quadrada pode parecer redonda ao longe, e nossos lençóis parecem perfeitos enquanto possuem mais ácaros famintos do que queremos saber. A lua parece maior no horizonte do que acima de nós, mas não é assim. Um graveto reto, na água, parece encurvado. O céu parece azul quando, na verdade, consiste somente de moléculas de gás que não são azuis. Objetos parecem se mover na tela do cinema quando tudo que estamos realmente vendo é uma rápida sequência de fotogramas. E aquela mesa de jantar pela qual pagamos o salário de um mês e que parece ter uma superfície de cerejeira sólida? Na verdade, é composta principalmente por espaços vazios dentro de seus átomos. Bandidos!
Assim, toda a ideia de que nossos olhos podem nos contar como as coisas são realmente não faz muito sentido. Nossas percepções estão constantemente variando, por um lado, sem que tenhamos qualquer base para escolher uma percepção que seja a “verdadeira”. Por exemplo, eu não deveria ter sugerido que o graveto “realmente é” reto, já que até essa informação só vem de outras percepções conflitantes. Em vez disso, deveríamos simplesmente dizer que para nossa percepção visual o graveto parece torto, ao passo que, para nossa percepção tátil debaixo da água, sentimos que ele é reto. Não há forma de falar como as coisas “realmente” são. Só podemos dizer como as coisas parecem ser em diferentes circunstâncias.
Ainda mais importante, para dizer que nossa percepção visual de uma coisa é precisa teríamos de comparar essa percepção com a coisa em si. Mas como podemos fazer isso? Sempre que olhamos para algo, tudo que temos é outra percepção dela, nunca a coisa em si!
As coisas simplesmente não são, resumindo, como os olhos as veem. Então, da próxima vez que falarem para usar seus sentidos – diga não!
 

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publicado às 22:04



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