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O QUE DEVO AOS ANTIGOS

por Thynus, em 13.09.17

O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que têm medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.

Henry Van Dyke
 
"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?" 
 
F. Nietzsche (A Gaia Ciência)
 
1.
 
Por fim, uma palavra a respeito desse mundo para o qual busquei acessos, para o qual talvez tenha encontrado um novo acesso — o mundo antigo. Meu gosto, que pode ser o contrário de um gosto transigente, também nisso está longe de dizer Sim totalmente: em geral ele não gosta de dizer Sim, acha melhor Não, preferivelmente Nada... Isso vale para culturas inteiras, isso vale para livros — vale também para lugares e paisagens. No fundo, é um número pequeno de livros antigos que conta em minha vida; os mais famosos não se acham entre eles. Meu sentido para o estilo, para o epigrama como estilo, despertou quase instantaneamente no contato com Salústio.140 Não esqueço o espanto de meu caro professor Corssen,141 quando teve que dar a melhor nota ao seu pior aluno de latim — fiz tudo de um só fôlego. Conciso, austero, com a maior substância possível no fundo, uma fria malícia para com a “palavra bela”, o “belo sentimento” também — nisso me descobri.142 Em mim se reconhecerá uma ambição muito séria de estilo romano, de “aere perennius”,143 até em meu Zaratustra. — Não foi diferente no primeiro contato com Horácio. Até hoje não senti com outro poeta o arrebatamento artístico que uma ode de Horácio me proporcionou desde o início. Em algumas línguas, o que ali foi alcançado não pode nem ser desejado. Aquele mosaico de palavras, em que cada palavra, como som, como lugar, como conceito, irradia sua força para a direita, para a esquerda e sobre o conjunto, aquele mínimo em extensão e número de signos, e o máximo que obtém na energia dos signos — tudo isso é romano e, se acreditarem em mim, nobre por excelência. Todo o restante da poesia se torna popular demais em comparação — apenas tagarelice sentimental...
 
 
2.
 
Aos gregos não devo, de forma alguma, impressões assim tão fortes; e, para dizer francamente, eles não podem ser, para nós, o que são os romanos. Não se aprende com os gregos — sua maneira é muito alheia, também muito fluida, para ter efeito imperativo, “clássico”. Quem teria aprendido a escrever com um grego? Quem teria aprendido sem os romanos?... Não me lembrem Platão em objeção a isto. A respeito de Platão sou fundamentalmente cético e jamais pude partilhar a admiração pelo artista Platão, tradicional entre os eruditos. E nisso estão do meu lado os mais refinados juízes do gosto entre os próprios antigos. Platão, assim me parece, junta confusamente todas as formas de estilo, é o primeiro décadent do estilo: carrega uma culpa semelhante à dos cínicos que inventaram a satura Menippea.144 Para achar graça no diálogo platônico, esse tipo de dialética espantosamente presunçoso e infantil, é preciso jamais ter lido os bons franceses — Fontenelle,145 por exemplo. Platão é entediante. — Minha desconfiança de Platão vai fundo, afinal: acho-o tão desviado dos instintos fundamentais dos helenos, tão impregnado de moral, tão cristão anteriormente ao cristianismo — ele já adota o conceito “bom” como conceito supremo —, que eu utilizaria, para o fenômeno Platão, a dura expressão “embuste superior” ou, se soar melhor, idealismo, antes que qualquer outra palavra. Pagou-se caro pelo fato de esse ateniense haver freqüentado a escola dos egípcios (— ou dos judeus no Egito?...). Na grande fatalidade que foi o cristianismo, Platão é aquela ambigüidade e fascinação chamada de “ideal”, que possibilitou às naturezas mais nobres da Antigüidade entenderem mal a si próprias e tomarem a ponte que levou à “cruz”... E quanto de Platão ainda se acha no conceito “Igreja”, na construção, no sistema, na prática da Igreja! — Meu descanso, minha predileção, minha cura de todo platonismo sempre foi Tucídides.146 Tucídides e, talvez, o principe [príncipe] de Maquiavel147 são os mais próximos a mim mesmo, pela incondicional vontade de não se iludir e enxergar a razão na realidadenão na “razão”, e menos ainda na “moral”... Desse lamentável embelezamento e idealização dos gregos, que o jovem de “formação clássica” leva para a vida como prêmio por seu treino ginasial, disso nada cura tão radicalmente como Tucídides. É preciso revirá-lo linha por linha e ler seus pensamentos ocultos tanto quanto suas palavras: há poucos pensadores tão pródigos em pensamentos ocultos. Nele acha expressão consumada a cultura dos sofistas, quero dizer, a cultura dos realistas: esse inestimável movimento em meio ao embuste moral e ideal das escolas socráticas, que então irrompia em toda parte. A filosofia grega como a décadence do instinto grego; Tucídides como a grande suma, a revelação última da forte, austera, dura factualidade148 que havia no instinto dos velhos helenos. A coragem ante a realidade é o que distingue, afinal, naturezas como Tucídides e Platão: Platão é um covarde perante a realidade — portanto, refugia-se no
ideal; Tucídides tem a si sob controle; portanto, mantém as coisas também sob controle...
 
 
3.
 
Vislumbrar nos gregos “almas belas”,149 “áurea moderação” e outras perfeições, ou neles admirar a calma na grandeza, a mentalidade ideal, a elevada ingenuidade150 — dessa “elevada ingenuidade”, uma niaiserie allemande [bobagem alemã], afinal, fui protegido pelo psicólogo que há em mim. Eu vi seu mais forte instinto, a vontade de poder, eu os vi tremendo ante a indomável força desse instinto — eu vi todas as suas instituições nascerem de medidas preventivas para resguardarem uns aos outros de seu íntimo material explosivo. A enorme tensão no interior descarregava-se em terrível e implacável inimizade com o exterior: as cidades dilaceravam umas às outras, para que os cidadãos de cada uma encontrassem paz diante de si mesmos. Era necessário ser forte: o perigo estava próximo — espreitava em toda parte. A magnífica destreza dos corpos, o audacioso realismo e imoralismo peculiar aos helenos, foi uma necessidade, não uma “natureza”. Veio depois, não existiu desde o começo. E com festas e artes eles não queriam outra coisa senão sentir-se lá em cima, mostrar-se lá em cima: são meios de glorificar a si mesmo, às vezes de inspirar temor a si mesmo... Julgar os gregos, à maneira alemã, por seus filósofos, servir-se do bom-mocismo151 das escolas socráticas para tirar conclusões sobre o que é, no fundo, helênico!... Mas os filósofos são os décadents do helenismo, o antimovimento contra o gosto antigo e nobre (— contra o instinto agonal, contra a pólis, contra o valor da raça, contra a autoridade da tradição). As virtudes socráticas foram pregadas porque haviam sido perdidas pelos gregos: suscetíveis, temerosos, inconstantes, todos eles comediantes, tinham razões de sobra para deixar que lhes pregassem moral. Não que isso ajudasse alguma coisa: mas palavras e atitudes grandes ficam tão bem em décadents...
 
O eterno retorno
 
4.
 
Fui o primeiro que levou a sério, para a compreensão do velho, ainda rico e até transbordante instinto helênico, esse maravilhoso fenômeno que leva o nome de Dionísio: ele é explicável apenas por um excesso de força. Quem se ocupa dos gregos, como Jacob Burckhardt, da Basiléia, o mais profundo conhecedor atual de sua cultura, soube de imediato que isso era uma realização: Burckhardt acrescentou à sua Cultura dos gregos152 uma seção específica sobre o fenômeno. Querendo-se o oposto, veja-se a quase divertida pobreza de instinto dos filólogos alemães, quando se aproximam do dionisíaco. Sobretudo o famoso Lobeck,153 que, com a venerável segurança de um verme que sempre viveu entre os livros, penetrou nesse mundo de estados misteriosos e se convenceu de que era científico, sendo leviano e pueril ad nauseam — Lobeck deu a entender, com o máximo de erudição, que todas essas curiosidades não significavam realmente grande coisa. De fato, os sacerdotes podem ter informado aos participantes daquelas orgias algo não inteiramente sem valor; por exemplo, que o vinho incita ao prazer, que o ser humano pode viver de frutos em determinadas circunstâncias, que as plantas florescem na primavera e murcham no outono. No tocante àquela surpreendente riqueza de ritos, símbolos e mitos de procedência orgiástica, de que o mundo antigo está literalmente coberto, Lobeck vê nisso a oportunidade de ser ainda mais engenhoso. “Os gregos”, diz ele (Aglaophamus, i, 672), “se não tinham outras coisas a fazer, riam, pulavam, corriam, ou, como o ser humano também se inclina a isso, sentavam-se, choravam, lamentavam. Vieram outros, depois, e buscaram algum motivo para o estranho modo de ser; e assim surgiram, para explicação desses costumes, inúmeras lendas festivas e mitos. Por outro lado, acreditou-se que a burlesca atividade que ocorria durante as festas pertencia necessariamente à celebração, e ela foi mantida como parte indispensável do culto religioso.” — Isto não passa de deplorável garrulice, nem por um instante podemos levar a sério este Lobeck.
Somos impressionados de forma bem diferente ao examinar o conceito de “grego” desenvolvido por Goethe e Winckelmann,154 e o achamos incompatível com aquele elemento do qual nasce a arte dionisíaca — o orgiástico. Realmente não duvido que Goethe, por princípio, tenha excluído algo semelhante das possibilidades da alma grega. Portanto, Goethe não compreendeu os gregos. Pois somente nos mistérios dionisíacos, na psicologia do estado dionisíaco, expressa-se o fato fundamental do instinto helênico — sua “vontade de vida”. Que garantia o heleno para si com esses mistérios? A vida eterna, o eterno retorno da vida; o futuro, prometido e consagrado no passado; o triunfante Sim à vida, acima da morte e da mudança; a verdadeira vida, como continuação geral mediante a procriação, mediante os mistérios da sexualidade. Para os gregos, então, o símbolo sexual era o símbolo venerável em si, o autêntico sentido profundo no interior da antiga religiosidade. Todo pormenor no ato da surpreendente riqueza de ritos, símbolos e mitos de procedência orgiástica, de que o mundo antigo está literalmente coberto, Lobeck vê nisso a oportunidade de ser ainda mais engenhoso. “Os gregos”, diz ele (Aglaophamus, i, 672), “se não tinham outras coisas a fazer, riam, pulavam, corriam, ou, como o ser humano também se inclina a isso, sentavam-se, choravam, lamentavam. Vieram outros, depois, e buscaram algum motivo para o estranho modo de ser; e assim surgiram, para explicação desses costumes, inúmeras lendas festivas e mitos. Por outro lado, acreditou-se que a burlesca atividade que ocorria durante as festas pertencia necessariamente à celebração, e ela foi mantida como parte indispensável do culto religioso.” — Isto não passa de deplorável garrulice, nem por um instante podemos levar a sério este Lobeck.
Somos impressionados de forma bem diferente ao examinar o conceito de “grego” desenvolvido por Goethe e Winckelmann,154 e o achamos incompatível com aquele elemento do qual nasce a arte dionisíaca — o orgiástico. Realmente não duvido que Goethe, por princípio, tenha excluído algo semelhante das possibilidades da alma grega. Portanto, Goethe não compreendeu os gregos. Pois somente nos mistérios dionisíacos, na psicologia do estado dionisíaco, expressa-se o fato fundamental do instinto helênico — sua “vontade de vida”. Que garantia o heleno para si com esses mistérios? A vida eterna, o eterno retorno da vida; o futuro, prometido e consagrado no passado; o triunfante Sim à vida, acima da morte e da mudança; a verdadeira vida, como continuação geral mediante a procriação, mediante os mistérios da sexualidade. Para os gregos, então, o símbolo sexual era o símbolo venerável em si, o autêntico sentido profundo no interior da antiga religiosidade. Todo pormenor no ato da procriação, da gravidez, do nascimento despertava os mais elevados e solenes sentimentos. Na doutrina dos mistérios a dor é santificada: as “dores da mulher no parto” santificam a dor em geral — todo vir-a-ser e crescer, tudo o que garante o futuro implica a dor... Para que haja o eterno prazer da criação, para que a vontade de vida afirme eternamente a si própria, tem de haver também eternamente a “dor da mulher que pare”... A palavra “Dionísio” significa tudo isso: não conheço simbolismo mais elevado que esse simbolismo grego, o das dionisíacas.155 O mais profundo instinto da vida, aquele voltado para o futuro da vida, a eternidade da vida, é nele sentido religiosamente — e o caminho mesmo para a vida, a procriação, como o caminho sagrado... Só o cristianismo, com seu fundamental ressentimento contra a vida, fez da sexualidade algo impuro: jogou imundície no começo, no pressuposto de nossa vida...
 
 
5.
 
A psicologia do orgiástico como sentimento transbordante de vida e força, no interior do qual mesmo a dor age como estimulante, deu-me a chave para o conceito do sentimento trágico, que foi mal compreendido tanto por Aristóteles como, sobretudo, por nossos pessimistas. A tragédia está tão longe de provar algo sobre o pessimismo dos helenos, no sentido de Schopenhauer, que deve ser considerada, isto sim, a decisiva rejeição e instância contrária dele. O dizer Sim à vida, mesmo em seus problemas mais duros e estranhos; a vontade de vida, alegrando-se da própria inesgotabilidade no sacrifício de seus mais elevados tipos — a isso chamei dionisíaco, nisso vislumbrei a ponte para a psicologia do poeta trágico. Não para livrar-se do pavor e da compaixão, não para purificar-se de um perigoso afeto mediante sua veemente descarga — assim o compreendeu Aristóteles156 —: mas para, além do pavor e da compaixão, ser em si mesmo o eterno prazer do vir-a-ser — esse prazer que traz em si também o prazer no destruir... E com isso toco novamente no ponto do qual uma vez parti — o Nascimento da tragédia foi minha primeira tresvaloração de todos os valores: com isso estou de volta ao terreno em que medra meu querer, meu saber — eu, o último discípulo do filósofo Dionísio — eu, o mestre do eterno retorno...
 
(Friedrich Nietzsche - Crepúsculo dos Ídolos)
 
Notas:
 
140. Gaio Salústio Crispo (86-35 a. C.): historiador romano que tomou Tucídides por modelo e é notório pela concisão de seu estilo.
141. Wilhelm Corssen (1820-75): filólogo clássico que ensinou em Pforta, a respeitada escola que Nietzsche freqüentou entre 1858 e 1864.
142. “nisso me descobri”: daran erriet ich mich — o verbo erraten não tem equivalente exato em português, sendo algo como “adivinhar, intuir, perceber, decifrar, descobrir”; e o seu uso pronominal dificulta ainda mais a tarefa dos tradutores: “tudo isso me entusiasmou”, “nisto desvendei a mim mesmo”, en esto me adiviné a mí mismo, in ciò divinai me stesso, cest à toutes ces qualités que je me suis deviné, here I found myself, in that I knew myself, I sensed myself here.
143. “aere perennius”: “mais duradouro que o bronze” — citação do poeta romano Horácio (65-8 a. C.), do verso que diz: “Ergui um monumento mais duradouro que o bronze (Odes, iii, 30, 1); é uma das citações favoritas de Nietzsche: cf. Humano, demasiado humano, seção 22; Aurora, Pr3, seção 71.
144. satura Menippea: sátira menipéia — gênero literário romano que se inspirou em Menipo de Gadara (séc. iii a. C.), cínico grego que satirizou os contemporâneos numa mistura de prosa e verso. Nenhum dos seus treze livros chegou até nós, mas o romano Varrão (116-27 a. C.) imitou-o nas Saturae Menippeae.
145. Bernard Le Bovier de Fontenelle (1657-1757): escritor e filósofo francês; conhecido pela perspicácia e pela elegância de estilo, sobretudo com os Nouveaux dialogues des morts (1683).
146. Tucídides (c. 460-400 a. C.): historiador grego, autor da Hisria da Guerra do Peloponeso, sobre o conflito entre Atenas e Esparta pelo domínio da Grécia, entre 431 e 404 a. C.
147. Nicolau Maquiavel (1469-1527): político e escritor florentino, famoso por seu tratado O príncipe (1513).
148. “factualidade”: tradução aqui dada a Tatsächlichkeit, substantivação do adjetivo tatlich, que significa “efetivo, real”, formado a partir de Tatsache, “fato” (que traz em si Tat, “ato”, e Sache, “coisa”). As outras versões oferecem: “objectividade”, “facticidade”, objetividad, oggettivi, esprit des réalités, factuality, matter-of-factness, actuality.
149. “almas belas”: expressão de Winckelmann popularizada por Goethe, cujo romance Anos de aprendizado de Wilhelm Meister (1795) tem um capítulo intitulado “Confissões de uma alma bela”.
150. “calma na grandeza [...] elevada ingenuidade”: Ruhe in der Größe [...] hohe Einfalt — Nietzsche zomba das palavras célebres que Winckelmann aplicou à arte grega, edle Einfalt und stille Größe, “nobre ingenuidade [ou simplicidade] e tranqüila grandeza”, que sintetizaram a idealização dos gregos por parte dos alemães.
151. “bom-mocismo”: tradução aqui dada a Biedermännerei — as traduções consultadas preferiram: “as ingenuidades”, “a lengalenga dos bons homens”, la mojigatería, latteggiamento benpensante, la lourde honnêteté, the Philistine moralism, the philistinism, the smugness; cf. Além do bem e do mal, nota 147.
152. Cultura dos gregos: na verdade, um livro que Burckhardt não chegou a publicar. Nietzsche assistiu a algumas das aulas dele sobre o tema, quando vivia na Basiléia, e tinha cópias de anotações feitas por estudantes. O texto dessas aulas foi publicado postumamente com o título de Griechische Kulturgeschichte (“História da cultura grega”, 1930-31).
153. Christian August Lobeck (1781-1860): filólogo clássico alemão, foi professor em Wittenberg e Königsberg; sua obra principal, citada e criticada em seguida por Nietzsche, trata dos antigos cultos de mistérios. Na mesma frase, “um verme que sempre viveu entre os livros” alude à expressão Bücherwurm (“verme de livros”, “traça”), que os alemães empregam também para designar os viciados em ler ou colecionar livros.
154. Johann Joachim Winckelmann (1717-68): arqueólogo e historiador da arte antiga, cf. notas 147 e 148.
155. “dionisíacas”: festas para o deus Dionísio realizadas em Atenas; incluíam sacrifícios, apresentações dramáticas, prova do novo vinho, desfile de esculturas fálicas, casamentos simbólicos e orgias.
156. “assim o compreendeu Aristóteles”: cf. Poética, 6, sobre a catarse na tragédia.

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