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O “módulo de Deus”

por Thynus, em 07.12.15
.
quanto mais novidades surgiram nos últimos anos, mais
complicadas as coisas tenderam a se tornar. Descobriu-se que até
o pensamento afeta o funcionamento dos genes. O crescimento da
barba do homem, por exemplo, é em parte uma função de
quanto ele pensa em sexo (porque pensar em sexo produz luz, um
aumento da testosterona)
(BILL BRYSON - Breve história de quase tudo)
 
 
Penso, logo creio!
Por que algumas pessoas pensam que a experiência religiosa, espiritual ou mística tem o poder de operar mudanças no cérebro?
Porque tudo tem esse efeito – essas experiências não são exceção. “Não há nada de único na experiência religiosa nesse aspecto”, disse Jordan Grafman, neurocientista que estuda a crença. “Qualquer exposição a qualquer coisa mudará o cérebro um pouquinho. O que nos permite avançar pela vida é a maneira como nos adaptamos e nos organizamos de acordo com novas experiências. Não deveria surpreender a ninguém que a religião não seja nada diferente.”
A religião, como qualquer outra experiência, tem o poder de mudar o cérebro. Mas o que pode ser mais interessante é saber que áreas cerebrais específicas estariam envolvidas na experiência religiosa. Em 1997 Vilayanur Ramachandran, diretor do Brain and Perception Laboratory da Universidade da Califórnia em San Diego, chegou às manchetes quando apresentou evidências de um chamado “módulo de Deus” no cérebro durante a reunião daquele ano da Society for Neuroscience.(Ramachandran, V.S., Hirstein, W.S., Armel, K.C., Tecoma, E., e Iragui, V. “The neural basis of religious experience”, Society for Neuroscience Abstracts, 23, 1997, p.1.316) Indivíduos com epilepsia do lobo temporal, condição marcada por crises convulsivas espontâneas e repetidas, apresentam com frequência intensa devoção religiosa. Alguns pesquisadores até propuseram que profetas religiosos como Joana d’Arc e Joseph Smith Jr. sofreriam dessa enfermidade, embora esses sejam diagnósticos póstumos e, portanto, meras conjecturas. De qualquer maneira, há uma longa história de estudos ligando epilepsia a intenso zelo religioso.
As crises epilépticas são de natureza elétrica. São explosões de superatividade no cérebro que resultam em comportamentos que variam de simples períodos de ausência a convulsões violentas. A equipe de Ramachandran comparou a atividade cerebral de indivíduos religiosos com epilepsia do lobo temporal, indivíduos muito religiosos sem a enfermidade e um grupo de indivíduos-controle não religioso enquanto eles viam palavras e imagens de caráter religioso, violento, sexual ou neutro. A avaliação do resultado dessa exposição foi feita a partir da resposta de condutância da pele, que indica indiretamente a força das conexões entre o córtex temporal inferior e a amígdala, área que reconhecidamente atribui significado emocional às coisas. A avaliação poderia dizer aos pesquisadores se a atividade elétrica anormal nos cérebros dos epilépticos estava “excitando” ou reforçando vias neurais para conferir poder adicional a objetos e palavras. Esse efeito de excitação poderia explicar o fervor desses pacientes, bem como a resposta cerebral intensificada a certos tipos de palavras e imagens. Se essa excitação estivesse ocorrendo, tudo, de fenômenos religiosos a meias para prática esportiva, seria mais significativo para esses pacientes. Talvez a epilepsia elevasse esse envolvimento em todas as categorias. Em geral, em pacientes normais, o cérebro responde sobretudo a estímulos sexuais. Como me disse Thomas James, o professor da Universidade de Indiana que conduziu o estudo sobre tomadas de decisão apetitivas, imagens sexuais “põem o cérebro para funcionar”. Em todas as categorias, a intensidade da resposta no cérebro a estímulos sexuais é em geral duas a três vezes maior que a resposta a qualquer outro tipo de estímulo.
Se você não aproveitar mais nada deste livro, pelo menos terá aprendido que nossos cérebros são muito, muito interessados em sexo. No estudo de Ramachandran, o mesmo tipo de efeito se confirmou no caso dos participantes não epilépticos, quer eles fossem ou não religiosos: as imagens e as palavras sexuais deixavam seus cérebros, ou as respostas de sua pele, ligados, por assim dizer.
Nos epilépticos, contudo, o padrão de atividade foi diferente. Eles apresentaram condutância da pele mais elevada em resposta a palavras e ícones religiosos, com respostas diminuídas aos outros tipos de estímulos – inclusive itens ligados ao sexo. Segundo Ramachandran, os resultados demonstraram haver uma área localizada do cérebro responsável pela experiência religiosa, mais provavelmente em algum lugar no lobo temporal.(McKay, R. “Hallucinating God? The cognitive neuropsychiatry of religious belief and experience”. Evolution and Cognition, 10(1), 2004, p.114-25) (Para efeito de registro, Ramachandran admite também a possibilidade de haver um Deus que visita essas pessoas diretamente. Esta é apenas uma teoria não passível de ser cientificamente testada.)(Ramachandran, V.S., e Blakeslee, S. Phantoms in the Brain: Probing the Mysteries of the Human Mind. Nova York, Morrow, 1998)
Ao mesmo tempo que Ramachandran testava pacientes epilépticos, Michael Persinger, psicólogo da Universidade Laurentian no Canadá, observou, de maneira independente, que um grupo de neurônios no lobo temporal, perto da amígdala, se ativava quando indivíduos refletiam sobre Deus ou a espiritualidade. Ocorre que essa era a mesma área geral do cérebro que Ramachandran estava examinando em seus pacientes epilépticos.
Quando Persinger estimulava essas áreas usando uma corrente magnética baixa que imitava a atividade neural, algo muito interessante acontecia: essas pessoas relatavam sentir uma “presença” abrangente por perto, juntamente com uma sensação intensificada de bem-estar. Persinger afirmou ter induzido uma experiência religiosa usando unicamente um capacete de motocicleta e alguns solenoides (um solenoide é um fino fio condutor enrolado em hélice que produz um campo magnético se aplicada uma corrente elétrica).(Cook, C.M., e Persinger, M.A. “Experimental induction of the ‘sensed presence’ in normal subjects and an exceptional subject”, Perceptual and Motor Skills, 85(2), 1997, p.683-93)
Esses dois estudos fizeram furor na imprensa – em especial o chamado “capacete de Deus” de Michael Persinger. Muitos críticos sugeriram que cientistas como Persinger estavam tentando reduzir o sentimento religioso a um simples artefato neurobiológico. A maioria dos pesquisadores no campo da neurociência espiritual, porém, deseja apenas compreender melhor o efeito da experiência religiosa sobre o cérebro. Não estão interessados em desmascará-la ou julgá-la.
“Para mim, a informação que Michael Persinger forneceu foi que os lobos temporais desempenham um importante papel em diferentes tipos de experiências religiosas e espirituais”, explicou Andrew Newberg, diretor de pesquisa do Myrna Brind Center for Integrative Medicine no Thomas Jefferson University Hospital and Medical College e uma figura de destaque nesse campo. “Não acho que os lobos temporais são os únicos mediadores dessas experiências. E não penso que esses resultados podem nos dizer algo de definitivo sobre qual seria a verdadeira natureza dessas experiências.”
Embora os trabalhos tanto de Ramachandran quanto de Persinger sugiram que conexões entre o lobo temporal e a amígdala são importantes na experiência religiosa, nenhuma das duas metodologias oferece outros detalhes. Desde que os estudos foram publicados, diversos neurocientistas usaram várias técnicas de neuroimagem para tentar captar o que acontece no cérebro durante uma experiência religiosa ou espiritual real. Mario Beauregard mediu a atividade cerebral de freiras carmelitas enquanto elas se punham num “estado de união com Deus”. Essas freiras têm uma vida enclausurada, enchendo seus dias com serviço e prece contemplativa. Beauregard chama-as de “atletas  olímpicas da prece”; cada freira que participou do estudo havia passado milhares e milhares de horas de joelhos falando com o homem lá de cima. Se isso não é uma espécie de amor, é sem dúvida um compromisso impressionante.
Para o estudo de neuroimagem, a equipe de Beauregard isolou as participantes por cerca de trinta minutos para deixá-las relaxar e entrar num estado místico, exatamente como fariam numa sessão diária de prece no claustro, e depois mediram sua atividade cerebral.(Beauregard, M., e Paquette, V. “Neural correlates of a mystical experience in Carmelite nuns”, Neuroscience Letters, 405(3), 2006, p.186-90)
“Essas freiras acreditam não ser possível autoinduzir um estado místico profundo porque isso seria produto da vontade de Deus. Isso está de acordo com seu sistema de crenças e também com sua tradição”, explicou Beauregard. “Mas elas podem entrar num estado moderado de união se ficarem fisicamente isoladas. Sua prática diária de prece, essa experiência diária, e seus relatos subjetivos do tempo que passaram no fMRI nos levam a crer que elas foram capazes de alcançar um estado religioso ou místico significativo.”
Quando as freiras foram escaneadas enquanto interagiam com seu conceito de Deus, várias áreas de seus cérebros apresentaram ativação. Uma vez que essas experiências são complexas e envolvem uma variedade de diferentes tipos de imagens, esse resultado não é surpresa. Como em estudos anteriores, Beauregard de fato encontrou ativação na área temporal média do cérebro, que, segundo ele e seus colaboradores, talvez se relacione com a experiência subjetiva de entrar em contato com a própria espiritualidade. Estudos de neuroimagem de monges tibetanos e outros praticantes religiosos também identificaram ativação nessa área temporal do cérebro.
“Quando as pessoas estão envolvidas em práticas religiosas ou espirituais, isso afeta muitas, se não todas as partes do corpo e do cérebro”, disse Newberg. “Partes do cérebro que nos ajudam a concentrar a atenção, regular nossas respostas emocionais e integrar estímulos sociais mudam durante essas práticas. Também no corpo ocorrem modificações que podem influenciar a maneira como o sistema nervoso autônomo funciona. E essas experiências provavelmente afetam também nossos sistemas hormonais.”
Algumas outras áreas interessantes ativaram-se nos cérebros das freiras carmelitas durante o estudo de Beauregard, em particular o núcleo caudado, a ínsula e o cingulado anterior. Todas essas regiões do cérebro foram também observadas em estudos de neuroimagem do amor romântico e materno.Por que algumas pessoas pensam que a experiência religiosa, espiritual ou mística tem o poder de operar mudanças no cérebro?
Porque tudo tem esse efeito – essas experiências não são exceção. “Não há nada de único na experiência religiosa nesse aspecto”, disse Jordan Grafman, neurocientista que estuda a crença. “Qualquer exposição a qualquer coisa mudará o cérebro um pouquinho. O que nos permite avançar pela vida é a maneira como nos adaptamos e nos organizamos de acordo com novas experiências. Não deveria surpreender a ninguém que a religião não seja nada diferente.”
A religião, como qualquer outra experiência, tem o poder de mudar o cérebro. Mas o que pode ser mais interessante é saber que áreas cerebrais específicas estariam envolvidas na experiência religiosa. Em 1997 Vilayanur Ramachandran, diretor do Brain and Perception Laboratory da Universidade da Califórnia em San Diego, chegou às manchetes quando apresentou evidências de um chamado “módulo de Deus” no cérebro durante a reunião daquele ano da Society for Neuroscience.1 Indivíduos com epilepsia do lobo temporal, condição marcada por crises convulsivas espontâneas e repetidas, apresentam com frequência intensa devoção religiosa. Alguns pesquisadores até propuseram que profetas religiosos como Joana d’Arc e Joseph Smith Jr. sofreriam dessa enfermidade, embora esses sejam diagnósticos póstumos e, portanto, meras conjecturas. De qualquer maneira, há uma longa história de estudos ligando epilepsia a intenso zelo religioso.
As crises epilépticas são de natureza elétrica. São explosões de superatividade no cérebro que resultam em comportamentos que variam de simples períodos de ausência a convulsões violentas. A equipe de Ramachandran comparou a atividade cerebral de indivíduos religiosos com epilepsia do lobo temporal, indivíduos muito religiosos sem a enfermidade e um grupo de indivíduos-controle não religioso enquanto eles viam palavras e imagens de caráter religioso, violento, sexual ou neutro. A avaliação do resultado dessa exposição foi feita a partir da resposta de condutância da pele, que indica indiretamente a força das conexões entre o córtex temporal inferior e a amígdala, área que reconhecidamente atribui significado emocional às coisas. A avaliação poderia dizer aos pesquisadores se a atividade elétrica anormal nos cérebros dos epilépticos estava “excitando” ou reforçando vias neurais para conferir poder adicional a objetos e palavras. Esse efeito de excitação poderia explicar o fervor desses pacientes, bem como a resposta cerebral intensificada a certos tipos de palavras e imagens. Se essa excitação estivesse ocorrendo, tudo, de fenômenos religiosos a meias para prática esportiva, seria mais significativo para esses pacientes. Talvez a epilepsia elevasse esse envolvimento em todas as categorias.
Em geral, em pacientes normais, o cérebro responde sobretudo a estímulos sexuais. Como me disse Thomas James, o professor da Universidade de Indiana que conduziu o estudo sobre tomadas de decisão apetitivas, imagens sexuais “põem o cérebro para funcionar”. Em todas as categorias, a intensidade da resposta no cérebro a estímulos sexuais é em geral duas a três vezes maior que a resposta a qualquer outro tipo de estímulo. Se você não aproveitar mais nada deste livro, pelo menos terá aprendido que nossos cérebros são muito, muito interessados em sexo. No estudo de Ramachandran, o mesmo tipo de efeito se confirmou no caso dos participantes não epilépticos, quer eles fossem ou não religiosos: as imagens e as palavras sexuais deixavam seus cérebros, ou as respostas de sua pele, ligados, por assim dizer.
Nos epilépticos, contudo, o padrão de atividade foi diferente. Eles apresentaram condutância da pele mais elevada em resposta a palavras e ícones religiosos, com respostas diminuídas aos outros tipos de estímulos – inclusive itens ligados ao sexo. Segundo Ramachandran, os resultados demonstraram haver uma área localizada do cérebro responsável pela experiência religiosa, mais provavelmente em algum lugar no lobo temporal.2 (Para efeito de registro, Ramachandran admite também a possibilidade de haver um Deus que visita essas pessoas diretamente. Esta é apenas uma teoria não passível de ser cientificamente testada.)3 Ao mesmo tempo que Ramachandran testava pacientes epilépticos, Michael Persinger, psicólogo da Universidade Laurentian no Canadá, observou, de maneira independente, que um grupo de neurônios no lobo temporal, perto da amígdala, se ativava quando indivíduos refletiam sobre Deus ou a espiritualidade. Ocorre que essa era a mesma área geral do cérebro que Ramachandran estava examinando em seus pacientes epilépticos. Quando Persinger estimulava essas áreas usando uma corrente magnética baixa que imitava a atividade neural, algo muito interessante acontecia: essas pessoas relatavam sentir uma “presença” abrangente por perto, juntamente com uma sensação intensificada de bem-estar. Persinger afirmou ter induzido uma experiência religiosa usando unicamente um capacete de motocicleta e alguns solenoides (um solenoide é um fino fio condutor enrolado em hélice que produz um campo magnético se aplicada uma corrente elétrica).(Cook, C.M., e Persinger, M.A. “Experimental induction of the ‘sensed presence’ in normal subjects and an exceptional subject”, Perceptual and Motor Skills, 85(2), 1997,
p.683-93)

Esses dois estudos fizeram furor na imprensa – em especial o chamado “capacete de Deus” de Michael Persinger. Muitos críticos sugeriram que cientistas como Persinger estavam tentando reduzir o sentimento religioso a um simples artefato neurobiológico.
A maioria dos pesquisadores no campo da neurociência espiritual, porém, deseja apenas compreender melhor o efeito da experiência religiosa sobre o cérebro. Não estão interessados em desmascará-la ou julgá-la.
“Para mim, a informação que Michael Persinger forneceu foi que os lobos temporais desempenham um importante papel em diferentes tipos de experiências religiosas e espirituais”, explicou Andrew Newberg, diretor de pesquisa do Myrna Brind Center for Integrative Medicine no Thomas Jefferson University Hospital and Medical College e uma figura de destaque nesse campo. “Não acho que os lobos temporais são os únicos mediadores dessas experiências. E não penso que esses resultados podem nos dizer algo de definitivo sobre qual seria a verdadeira natureza dessas experiências.”
Embora os trabalhos tanto de Ramachandran quanto de Persinger sugiram que conexões entre o lobo temporal e a amígdala são importantes na experiência religiosa, nenhuma das duas metodologias oferece outros detalhes. Desde que os estudos foram publicados, diversos neurocientistas usaram várias técnicas de neuroimagem para tentar captar o que acontece no cérebro durante uma experiência religiosa ou espiritual real. Mario Beauregard mediu a atividade cerebral de freiras carmelitas enquanto elas se punham num “estado de união com Deus”. Essas freiras têm uma vida enclausurada, enchendo seus dias com serviço e prece contemplativa. Beauregard chama-as de “atletas olímpicas da prece”; cada freira que participou do estudo havia passado milhares e milhares de horas de joelhos falando com o homem lá de cima. Se isso não é uma espécie de amor, é sem dúvida um compromisso impressionante. Para o estudo de neuroimagem, a equipe de Beauregard isolou as participantes por cerca de trinta minutos para deixá-las relaxar e entrar num estado místico, exatamente como fariam numa sessão diária de prece no claustro, e depois mediram sua atividade cerebral.(Beauregard, M., e Paquette, V. “Neural correlates of a mystical experience in Carmelite nuns”, Neuroscience Letters, 405(3), 2006, p.186-90)
“Essas freiras acreditam não ser possível autoinduzir um estado místico profundo porque isso seria produto da vontade de Deus. Isso está de acordo com seu sistema de crenças e também com sua tradição”, explicou Beauregard. “Mas elas podem entrar num estado moderado de união se ficarem fisicamente isoladas. Sua prática diária de prece, essa experiência diária, e seus relatos subjetivos do tempo que passaram no fMRI nos levam a crer que elas foram capazes de alcançar um estado religioso ou místico significativo.”
Quando as freiras foram escaneadas enquanto interagiam com seu conceito de Deus, várias áreas de seus cérebros apresentaram ativação. Uma vez que essas experiências são complexas e envolvem uma variedade de diferentes tipos de imagens, esse resultado não é surpresa. Como em estudos anteriores, Beauregard de fato encontrou ativação na área temporal média do cérebro, que, segundo ele e seus colaboradores, talvez se relacione com a experiência subjetiva de entrar em contato com a própria espiritualidade. Estudos de neuroimagem de monges tibetanos e outros praticantes religiosos também identificaram ativação nessa área temporal do cérebro.
“Quando as pessoas estão envolvidas em práticas religiosas ou espirituais, isso afeta muitas, se não todas as partes do corpo e do cérebro”, disse Newberg. “Partes do cérebro que nos ajudam a concentrar a atenção, regular nossas respostas emocionais e integrar estímulos sociais mudam durante essas práticas. Também no corpo ocorrem modificações que podem influenciar a maneira como o sistema nervoso autônomo funciona. E essas experiências provavelmente afetam também nossos sistemas hormonais.”
Algumas outras áreas interessantes ativaram-se nos cérebros das freiras carmelitas durante o estudo de Beauregard, em particular o núcleo caudado, a ínsula e o cingulado anterior. Todas essas regiões do cérebro foram também observadas em estudos de neuroimagem do amor romântico e materno.

(Kayt Sukel - Sexo na cabeça, Como o cérebro influencia o amor, o desejo e os relacionamentos) 

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publicado às 20:46



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