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Existe uma piada filosófica: o otimista diz: “Este é o melhor de todos os mundos possíveis”. E o pessimista concorda.
Claro, por esse padrão, a maioria das pessoas não é nem otimista, nem pessimista, já que parece óbvio que esse mundo não é o melhor possível. É só pegar alguma coisinha ruim – como essa piada – e imaginá-la substituída por outra piada melhor. Não seria um mundo melhor, mesmo com uma mudança pequena? E se um mundo melhor fosse possível, então nosso mundo real não seria o melhor possível.
Agora pense que um Deus todo-poderoso, sábio e bondoso criasse o melhor de todos os mundos possíveis. Se nosso mundo atual não é o melhor possível, então Deus não deve existir. Aquela piada ruim prova, portanto, que Deus não existe!
Ou existe?
Esse raciocínio supõe que estamos em uma posição para julgar o valor geral do mundo. Por exemplo, imaginamos que podemos pensar em mundos “melhores” eliminando fatos desagradáveis do mundo real. Mas não é tão simples. Substitua aquela piada ruim por uma melhor; você riria por alguns segundos, em vez de grunhir por um só. Certo, mas aí você sairia de casa mais tarde e talvez tivesse um acidente fatal que teria evitado se tivesse saído na hora certa. Dessa maneira, a cura para o câncer que você produziria daqui a dez anos nunca será encontrada. Não sabemos, não há como saber.
Mas não precisamos saber. Até onde nos concerne, este mundo é, no geral, tão bom quanto qualquer outro. Até onde sabemos, qualquer outro mundo seria, na verdade, pior. Então, não sabemos se este é o melhor dos mundos possíveis – mesmo assim não podemos saber se não é. Se não podemos saber que não é, então a existência deste mundo – as coisas más, as piadas ruins etc. – não podem rebater a existência de Deus.
Pode ser um pequeno consolo reconhecer que Deus poderia existir apesar de todo o mal, mas mesmo um pequeno consolo não deixa de ser um consolo.
 
 
(Andrew Pessin - Filosofia em 60 segundos : expanda sua mente com um minuto por dia!)
 

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publicado às 23:30



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