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 De As Religiões Comparadas, editada pela Cruzada Espírita, extrairemos agora uma comunicação feita pelo apóstolo João. Diz ele:
"Se ouvirdes dizer que o Evangelho de Jesus é a guerra e o derramamento de sangue, eu vos digo, em verdade, que esse é o Evangelho dos rancorosos e vingativos, mas não o de Jesus, que amou os homens e lhes pregou a paz. Se vos disserem que o Evangelho é o fausto, as riquezas, as comodidades dos ministros da palavra, eu vos digo, em verdade, que esse é o Evangelho dos mercadores do Templo, mas não o de Jesus que recomendou aos seus discípulos a pobreza de coração e o desprendimento dos bens da Terra. Se vos disserem que o Evangelho é a sua água, as mãos levantadas aos céus, as pancadas no peito, as formas e o culto externo, eu vos digo, em verdade, que esse Evangelho é o dos hipócritas, mas não o de Jesus, que recomendou o amor e a adoração a Deus em espírito e em verdade. Se vos disserem que o Evangelho é a resistência às leis e aos princípios que governam os povos, eu vos digo, em verdade, que esse Evangelho é o dos rebeldes e ambiciosos, mas não o de Jesus, que mandou dar a César o que era de César e a Deus o que era de Deus”.
“Se vos disserem que o Evangelho é a intolerância, o anátema, a perseguição, a violência e o ódio, eu vos digo, em verdade, que esse Evangelho é o da Soberba e da Ira, mas não o de Jesus, que rogava ao Pai de Misericórdia pelos seus mortais inimigos".
 Pergunta o padre E. Loyson (Ni cléricaux, ni athées — pp. 178-182): "Devemos acreditar no Cristianismo, senhores?"
Então interroguemos, não o direito canônico fabricado pelos papas ou fabricado para eles, não os decretos dos inquisidores ou as apologias dos frades, mas Jesus Cristo, nosso único Mestre, o Filho do Deus Vivo!
Que diz ele na sua Igreja?
Ele nos responde claramente: "Não dominadores, mas servidores de seus irmãos; não carrascos, mas mártires; não o fogo, nem o gládio, nem lobos que devoram, mas cordeiros que se deixam devorar!"
Eis o Evangelho, eis a raça e os tempos novos.
 "O mal de que sofrem os católicos é o esquecimento de suas origens."
O mal do Catolicismo são seus dogmas, seu catecismo, sua liturgia, seus ritos, seu comércio e suas pompas carnavalescas, criadas para empolgar a massa ignara.
O dogma não admitindo a lógica nega o direito que assiste ao homem de raciocinar.
Eliminai do pensamento do crente a esperança de um céu e o temor de um inferno e o culto desaparecerá e, conseqüentemente, o padre, pois, onde o negócio não rende, a casa tende a fechar.
O aparato e a indumentária do padre, o órgão e o incenso, são criações do Paganismo para impressionar a vista, o ouvido e o olfato, empolgando desse modo o espírito em um efeito hipnótico.
Suba este mesmo padre ao altar, vestido de paletó ou fraque, sem órgão e sem incenso e digam-nos, em boa consciência, se o efeito é o mesmo. É possível, até, que a dignidade do celebrante venha a acabar, um dia, numa risada irreverente e impiedosa, pelo desalinho da jaqueta ou pela tortura do tacão da bota, e, sobretudo, como é crença geral na camada iletrada, se ele bater no chão com o pé esquerdo, ao dizer missa, como que repelindo o diabo, que o está denunciando por viver amancebado! É a mula-sem-cabeça!

(E. Leterre - A VIDA OCULTA E MÍSTICA DE JESUS)

publicado às 13:35


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