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O ABRAÇO GENITAL

por Thynus, em 03.12.16
E no abraço genital que o ser retorna ao ponto de partida, há o encontro do profano com o divino, é onde reside toda angustia da razão.
 

«Deus» é Natureza, e Cristo é a realização da Lei Natural. Deus (Natureza) criou os órgãos genitais em todos os seres vivos. Assim fez para que eles funcionem de acordo com a lei natural, divina. Portanto, atribuir uma vida de amor natural e divino ao mensageiro de Deus na Terra não é nenhum sacrilégio, nenhuma blasfêmia. É, pelo contrário, o estabelecimento de Deus na profundeza mais limpa do homem. Esta profundeza está presente desde o mais prematuro começo da vida. A procriação só é acrescentada à genitalidade na puberdade. O amor genital divino está presente muito antes da função de procriação; portanto, o abraço genital não foi criado pela Natureza e por Deus apenas com o objectivo de procriação.

(Wilhelm Reich - O Assassinato de Cristo)



 
Sonho de união total
O desejo de se fundir com outro organismo no abraço genital é tão forte no organismo couraçado como no não couraçado. No organismo couraçado ele será até mais violento, porque a satisfação total está bloqueada. Enquanto a Vida simplesmente ama, a vida couraçada «fode». Onde quer que a Vida se desenvolva livremente nas suas relações de amor, como o faz em todas as outras coisas, ela permite que as suas funções progridam lentamente, desde os primeiros estímulos até à plenitude da alegria no clímax, quer se trate de uma planta que passa da minúscula semente a árvore em flor, e depois a árvore frutífera, como da fé numa ideologia libertadora; da mesma maneira, a Vida deixa amadurecer lentamente as suas relações de amor, do primeiro olhar até ao abandono completo durante o abraço palpitante. A Vida não se precipita para o abraço. Ela não tem pressa, a não ser que um longo período de continência total torne necessária uma descarga instantânea de energia vital. O homem couraçado, trancado na prisão do seu organismo, vai directo à foda. A sua horrível linguagem demonstra as suas disposições emocionais: ele quer «engatar uma mulher», pela força ou pela sedução. Parece absurdo ao homem couraçado ficar a sós, durante certo tempo, com uma pessoa do sexo oposto, sem «tentar agarrá-la» contra a sua vontade, ou sem que ela tenha medo de ser objecto de uma agressão. Assim se explica o hábito do chaperon (pessoa que acompanha e vigia o namoro de jovens não casados, pau-de-cabeleira.), que é uma afronta à dignidade humana. Actualmente esse hábito tende a desaparecer, pois a genitalidade natural começa a ocupar o espírito das pessoas.
A Vida pode partilhar o leito com urna companheira sem pensar no abraço, se faltarem as condições espontâneas para isso. A Vida não começa pela realização, ela encaminha-se para a realização. Ela fá-lo pelo amor e para o amor, assim como em todos os campos nos quais funciona. A Vida não escreve um livro com o fim de ter «também» escrito um livro; não se esforça para encontrar eco nos jornais; não escreve «para as pessoas», mas sobre processos e factos. A Vida constrói uma ponte para que se possa atravessar o rio com segurança e não para obter um prêmio no congresso anual da Ordem dos Engenheiros.
Do mesmo modo, a Vida não pensa logo no abraço quando encontra companhia. A Vida encontra porque encontra. Ela pode separar-se do parceiro, pode caminhar um pouco com ele antes de o deixar, ou então o encontro pode chegar a uma fusão completa. A Vida não tem uma idéia precisa do que o futuro lhe reserva. A Vida aceita o curso natural das coisas. O futuro emerge da corrente contínua do presente, assim como o presente emerge do passado. Claro que pode haver pensamentos, sonhos, esperanças relativos ao futuro; mas, o futuro não governa o presente, como ocorre no domínio da vida couraçada. A Vida, quando flui livremente, interessa-se pelas suas funções e desenvolve certas habilidades que lhe permitem funcionar bem. O biólogo e o médico aprendem a sua arte a partir de uma habilidade que resulta naturalmente da realização de certas funções. A vida couraçada sonha ser um grande médico, um cirurgião célebre e admirado pelas multidões, que tudo fará para obter artigos elogiosos sobre a sua grande clínica nos grandes jornais de um grande país, e, para terminar, põe em caixa gordos honorários. O homem couraçado imagina assim o «sucesso». Este exemplo pode aplicar-se, ad libitum, ao grande führer da nação, ao grande tribuno do povo, ao grande pai dos grandes Russos da grande Rússia, ao maior país do globo. É sempre a mesma música, a mesma antecipação daquilo que deveria desenvolver-se de maneira orgânica, o mesmo hábito de começar pelo fim. A antiga patologia do cancro pretendia começar por elucidar o enigma das células cancerosas e atolou-se na teoria dos germes aéreos. O enigma foi resolvido onde menos se esperava: observando um simples rebento de planta num pouco de água pura e simples. A Vida, ao escrever um livro, não começa pelo título e pelo prefácio. O prefácio e o título são os últimos a serem escritos, pois devem englobar o todo; ora, ninguém pode ter uma visão do conjunto antes de haver terminado o todo. Não se constrói uma casa começando pelos móveis, mas pelos alicerces. Mas o plano dos alicerces deve ser precedido pela idéia geral que se faz do interior da casa quando terminada.
Todos os sonhos do casamento romântico começam pela defloração na noite de núpcias e terminam no esgoto dos conflitos conjugáis. Uma vez mais, é o homem couraçado que impede as pessoas de compreenderem que o casamento cresce lentamente, como a planta que se torna árvore frutífera. Ora, é preciso muito tempo para que uma árvore dê frutos. O amor conjugal nada tem a ver com a certidão de casamento. O amor conjugal desenvolve-se com simplicidade. Não exige esforço. O crescimento progressivo, o acesso a uma nova fase, a descoberta de uma nova maneira de olhar, a revelação de um novo detalhe da sua maneira de ser, agradável ou não, são experiências deliciosas. Elas mantêm-nos em movimento. Elas incitam-nos a mudar dentro das tendências naturais do nosso desenvolvimento. Elas contribuem muito mais para o embelezamento físico do que todos os sabonetes cantados pela publicidade; elas resguardam a capacidade de enrubescer no momento certo. É preciso meses, às vezes anos, para conhecer o corpo do parceiro amoroso. A descoberta do corpo do bem-amado proporcionará uma grande satisfação. Experimentaremos isso ao ultrapassarmos as primeiras dificuldades no ajustamento de dois organismos vivos. Ao homem pode faltar delicadeza nos seus momentos de grande excitação; a mulher pode temer a doçura do abandono involuntário. O homem pode ser muito «rápido» no início, e a mulher muito «lenta», ou vice-versa. A busca da experiência comum do gozo supremo pela fusão completa de dois vibrantes sistemas de energia − a que chamamos macho e fêmea −, esta busca, assim como a procura mútua e silenciosa do caminho até às sensações e vibrações cósmicas do ser amado, são prazeres supremos, límpidos como a água do riacho, deliciosos como o perfume de uma flor na manhã de Primavera. Esta experiência calorosa e durável do amor, do contacto e do abandono recíproco, do prazer dos corpos, é uma servidão perfeitamente digna que acompanha todo o casamento que cresce naturalmente. O abraço genital coroa esta alegria ininterrupta, ele é como o cume que se atinge depois de uma longa escalada, e donde se desce de noite e na tempestade. Mas parte-se ao encontro de novos cumes, que estão muito acima dos vales sombrios.
E cada cume apresenta-se com um aspecto diferente dos precedentes, pois a vida nunca se repete totalmente, mesmo num intervalo de poucos segundos, durante a mesma operação. A sua ambição não é estar «no alto», não é olhar os vales e contar aos outros quantos cumes escalou numa quinzena. A sua atitude fundamental é o silêncio. Prossegue-se a caminhada e fica-se feliz por se ter atingido uma nova altura, após uma ascensão continua. A preparação para a ascensão é tão delicada como a própria ascensão. O repouso no topo da montanha é tão belo como a chegada palpitante, quando os olhos e o corpo descobrem a paisagem. Durante os preparativos e na subida, a pessoa não fica a perguntar-se se conseguirá chegar ao topo. Não inventa um motor de bolso especialmente concebido para lhe fazer galgar os últimos cem metros. Não sufoca o grito de alegria que lhe chega à garganta quando atinge o cume, nem é tomada por cãibras à primeira impressão de prazer. Vive plenamente as diferentes fases da experiência. No fundo, sabe que não é difícil atingir o cume, porquanto cuidou de todos os passos nessa direcção. Está segura de si mesma, pois já escalou outras montanhas e sabe qual a impressão que elas lhe dão. Não permite que ninguém a conduza para o topo, nem imagina o que o seu maldoso vizinho possa estar a pensar ou dizer, se ele souber o que está a fazer. Deixa-os para trás, fazendo a mesma coisa ou sonhando fazê-la.
O abraço natural pleno assemelha-se a essa escalada; não se distingue essencialmente de qualquer actividade vital, importante ou não. Viver na plenitude é abandonar-se ao que se faz. Pouco importa que se trabalhe, que se fale com amigos, que se eduque uma criança, que se escute uma conversa, que se pinte um quadro, que se faça isto ou aquilo.
O abraço genital emerge naturalmente da necessidade − que se desenvolve lentamente − de fundir um corpo com outro. É fácil perceber este traço fundamental observando os pássaros, os sapos, as borboletas, os veados no cio e outros animais que vivem em liberdade. O prazer final da descarga total de energia no orgasmo é o resultado espontâneo da acumulação contínua de prazeres menores. Esses pequenos prazeres podem proporcionar a felicidade, ainda que excitando a necessidade de outros prazeres. Nem sempre esses prazeres menores terminam no prazer supremo. Duas borboletas, macho e fêmea, podem brincar juntas durante horas sem chegar à união. Podem ir mais longe e sobrepor-se, sem haver penetração. Mas uma vez que os sistemas energéticos dos seus corpos se encontrem, vão até o fim. Elas não se frustram uma à outra, a menos que sejam interrompidas por um coleccionador de borboletas ou por um passarinho esfomeado. A excitação do organismo inteiro precede a excitação genital propriamente dita. A potência orgástica é a realização do prazer total dos corpos e não somente do genital. Os órgãos genitais são apenas os instrumentos da penetração física que acontece depois da fusão dos dois campos de energia orgone, fusão esta que se opera muito antes da realização final. Os contactos são suaves. Não se agarra nem se prende, não se segura nem se aperta, não se puxa nem empurra ou belisca o outro. O contacto não vai além do que a situação particular exige. Um homem pode amar ternamente uma mulher durante meses, desejá-la com todo o seu ser, encontrá-la todos os dias, sem fazer outra coisa senão apertar-lhe calorosamente as mãos ou beijá-la nos lábios. Assim que os dois sentirem a necessidade do abraço, este acontecerá inevitavelmente, e ambos escolherão o melhor momento, assim que estejam prontos, sem trocar uma só palavra sobre esse assunto. Mas então a natureza desenvolverá os seus melhores poderes para unificar os dois seres vivos.
Como esses organismos permitiram que o seu amor atingisse, orgânica e progressivamente, o ponto exacto que ELE desejava atingir, e como eles souberam esboçar no momento certo o gesto certo, os seus corpos sabem exactamente como se encontrar no abraço. Cada um procurará as sensações do outro, e nelas encontrará o seu próprio prazer. Cada um descobrirá as inflexões do corpo do outro, tendo consciência do grau de abandono mútuo a cada instante, e escolhendo o caminho perfeitamente certo. Assim, talvez verifiquem que os seus corpos estão dispostos, num primeiro encontro, a ir até certo ponto, e não mais além. Se a fusão genital não emergir naturalmente desta fase, eles não se unirão e separar-se-ão, para sempre ou apenas por algum tempo. Eles procurarão «estruturar» a sua experiência recíproca e habituar-se-ão um ao outro, preparando-se para uma realização mais plena. O prazer não será toldado pela pretensão de possuir o parceiro ou de provar a própria potência. Não se trata de «provar», de «conseguir» ou de «obter» o que quer que seja.
A doce fusão realiza-se ou não. Ela pode acontecer durante alguns instantes e desaparecer em seguida. Ela não pode ser obtida ou mantida pela força. Se ela não for mantida e não crescer, o abraço não terminará na união genital. Se a união genital se produz finalmente sem que seja desenvolvida a doce sensação de fusão, os parceiros lamentar-la-ão em seguida; o seu prazer será turvado e poderá ser anulado para sempre. Assim, o cuidado com um comportamento auto-regulador durante a sobreposição orgonótica do macho e da fêmea é a melhor garantia de um prazer completo.
O orgasmo acontece quando tem de acontecer, e não quando ele ou ela o desejam. Não se pode «querer» um orgasmo e «obtê-lo» como quem obtém uma cerveja num bar.
O orgasmo, na sua verdadeira acepção biológica, é o resultado de um progressivo crescimento de ondas de excitação, e não um produto acabado que se pode conseguir com trabalho árduo. Ele é uma convulsão unitária de uma só unidade energética que, antes da fusão, era constituída por duas unidades e que, terminada a fusão, se separará novamente em duas existências individuais. Do ponto de vista da bioenergética, o orgasmo apresenta-se como a perca total da individualidade própria em benefício de um estado de ser absolutamente diferente: não se trata de obter o orgasmo dele para ela ou dela para ele, como o imaginam os homens mentalmente doentes do século I ou do século XX. A prova é o facto de que um tratamento médico pode fazer desaparecer essa maneira de «obter» o orgasmo, enquanto a autêntica fusão bioenergética não desaparece mas, ao contrário, reforça-se. Esses factos são de importância fundamental.
Sou então dois sujeitos ao mesmo tempo: quero a maternidade e a genitalidade.
 
O orgasmo é algo que acontece a dois organismos vivos, e não uma coisa que possa «ser produzida». Ele é como a brusca projecção de protoplasma numa amiba que se desloca. Não se pode «ter» um orgasmo com qualquer pessoa. É possível foder com qualquer um pois, para provocar uma descarga de líquido seminal ou um prurido vigoroso, basta friccionar suficientemente os órgãos genitals. Mas o orgasmo é mais do que um forte prurido, do qual se distingue essencialmente. Não se pode «obter» o orgasmo à força de arranhar ou morder. O macho e a fêmea que se arranham ou se mordem procuram, por todos os meios, o contacto bioenergético. O contacto orgástico acontece ao organismo. Não há necessidade de o «fazer». Ele ocorre espontaneamente ao contacto com certos organismos e não ocorre ao contacto com os outros em geral. Deste modo, ele é a base da autêntica moral sexual.
O organismo que fode deve «avançar» rapidamente, para não deixar de «conseguir». Ele «alivia-se» ou «faz amor». O organismo que ama deixa-se submergir na maré das sensações e levar pelo fluxo, senhor de cada movimento, como o canoeiro experimentado no controle da sua embarcação ao descer um rio de montanha. Do mesmo modo, um cavaleiro que sabe montar um puro-sangue deixa-se levar pela sua montada e, ainda assim, domina-a. O organismo esclerosado precisa de grandes esforços, como um corredor cujos pés estivessem amarrados a um peso. Tudo o que ele pode fazer é avançar coxeando. Após uma marcha penosa, ele soçobra, exausto. O organismo que fode mantém a cabeça fria durante o «acto» (esta palavra, por si só, já é reveladora). Ele pode «conseguir», «fazer», «acabar», sempre e em todas as ocasiões, como um touro ou um garanhão fogoso e frustrado, privado de fêmea durante anos. Existem mesmo técnicas particulares e trabalhosas para atrair e seduzir a fêmea. O valor vital de tais actividades pode ser comparado a um reboque que puxa um carro avariado − as duas rodas dianteiras suspensas no ar.
As características internas da função amorosa determinam os diferentes aspectos de todas as actividades do indivíduo. O fodedor conseguirá sempre aquilo que quer; forçará as coisas, esfregará para dentro e para fora, terá técnicas especiais para alcançar os seus objectivos de maneira eficiente; o tipo passivo é vítima daquilo que o activo lhe impõe. O carácter genital, ao contrário, deixa sempre que as coisas funcionem e aconteçam; ele mergulha activamente em tudo o que faz, desde amar uma mulher ou um homem, a montar uma organização ou executar um trabalho.
O fodedor violento e o tipo sofredor serão atraídos pelo carácter genital e tentarão imitá-lo. Deste primeiro impulso do organismo couraçado para imitar Cristo decorre a tragédia, com uma lógica implacável. Ela ocorrerá necessariamente, sempre que estes dois modos de vida se defrontarem, seja qual for a época, país ou camada social. É na Terra de Ninguém, entre os dois campos, que as Crianças do Futuro terão de crescer. Se queremos instaurar um sistema de educação racional, é indispensável reflectir sobre os meios de proteger a criança da peste emocional, conseqüência dessa tragédia. Não há problema de educação, precoce ou tardia, que não decorra, na sua estrutura e realização, das condições que conduzem ao Assassinato de Cristo.
Para o orgonomista analista do carácter do século xx, Cristo possui todas as marcas do carácter genital. Ele nunca poderia ter amado as crianças, as pessoas, a natureza, nunca poderia ter sentido a vida e agido com a graça suprema com que agiu, se tivesse sofrido de frustração genital; pensamentos obscenos, lascívia, crueldade directa ou disfarçada em exigências morais, falsa doçura − enfim, todos os sinais de frustração genital −, não se enquadram na imagem de Cristo tal como nos foi transmitida, e a pergunta surge de maneira espontânea: porque é que ninguém compreendeu isto? Isso está de acordo com o facto de que nenhum biólogo tenha jamais mencionado as pulsações orgonóticas ondulatorias dos seres vivos ou que nenhum especialista em higiene mental tenha mostrado as devastações da frustração genital durante a puberdade.
Cristo nunca poderia ter sido puro como a água de um riacho e alerta como um veado se o seu espírito estivesse cheio das imundícies de uma sexualidade pervertida pela frustração do abraço natural. Não pode haver dúvida: Cristo conheceu o amor físico e as mulheres, como conheceu tantas outras coisa naturais. A bondade de Cristo, a sua capacidade para o contacto, a sua atitude compreensiva em face da fragilidade do homem, das mulheres adúlteras, dos pecadores, das prostitutas, dos pobres de espírito, não se enquadrariam em nenhuma outra imagem biológica de Cristo. Sabemos que houve mulheres que amaram Cristo − mulheres respeitáveis, belas, generosas. Este é um ponto importante se quisermos compreender o seu assassinato final. Qualquer outra concepção é completamente aberrante. Autores independentes, como Renan, exprimiram claramente este pensamento, e todos os que estudaram sem preconceitos a vida de Cristo Conhecem o segredo.
O mais incompreensível do enigma é que esta vida tenha dado origem a uma religião que, em flagrante contradição com o seu fundador, baniu da sua esfera o princípio do funcionamento natural da vida e perseguiu, acima de tudo, o amor físico. Mas até isso encontrará uma explicação racional.

(Wilhelm Reich - O Assassinato de Cristo)

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publicado às 18:38



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