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NO MILAGRE DA VIDA

por Thynus, em 21.09.14
Por mais complexa que seja, no nível químico a vida é curiosamente trivial: carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, um pouco de cálcio, uma pitada de enxofre, umas partículas de outros elementos bem comuns – nada que você não encontre na farmácia próxima –, e isso é tudo que você precisa. A única coisa especial nos átomos que o constituem é constituírem você. É milagre da vida.
(BILL BRYSON - Breve história de quase tudo)
O DNA, as proteínas e os outros componentes da vida não poderiam prosperar sem algum tipo de membrana para contê-los. Nenhum átomo ou molécula já alcançou a vida independentemente. Extraia um átomo de seu corpo, e ele estará tão vivo quanto um grão de areia. Somente quando se reúnem no refúgio protetor de uma célula é que esses materiais diversos podem fazer parte da dança surpreendente a que chamamos de vida. Sem a célula, não passam de substâncias químicas interessantes. Mas sem as substâncias químicas, a célula não tem utilidade. Nas palavras do físico Paul Davies: “Se tudo precisa de todo o resto, como a comunidade de moléculas conseguiu surgir originalmente?”. É como se todos os ingredientes de sua cozinha tivessem conseguido se juntar e se auto-assar, formando um bolo – mas um bolo capaz de se dividir quando necessário para produzir mais bolos. Não espanta que chamemos isso de o milagre da vida. Tampouco espanta que mal tenhamos começado a entendê-la.
(BILL BRYSON - Breve história de quase tudo)

Transposto o limite do tempo e vencida a dimensão da distância, mudam-se os conceitos sob a ação dinâmica da vontade.
Quem adquire o hábito de liberar-se nas asas velozes do pensamento, alcança 'os longes espaços' e trá-los para perto das emoções.
Quando se logra a empresa de compreender, decorrência natural do exercício mental de crer, o futuro chega agora, delineado e pronto pelas ações realizadas.
Não há, então, remotos lugares, não se medindo distâncias com os instrumentos habituais, mas com as vibrações do sentimento.
Não existem ontens nem amanhãs, mergulhando-se em uma realidade que começou hoje, um longo hoje de momentos que foram e ficaram, que virão e já se encontram.
Se são examinados os anseios projetados para longe, descobre-se que está perto o começo do fim, da mesma forma que o esperado já chegou, desde o momento em que se pensou na sua realidade.
Do mesmo modo, o que aconteceu prossegue sucedendo, enquanto é trazido à atualidade da imaginação.
O que se pretende, já se possui.
O que se desconhece, passa a saber-se, a partir do instante em que a ignorância se apresenta e começa a desaparecer.
Quanto se dá, pertence ao doador, e tudo que se recebe deixa de ser posse, para converter-se em dívida.
No longe-perto do amanhã-hoje, o pensamento cósmico do amor vê a eterna presença da vida, que se organiza em forma e se dilui em energia, sempre indestrutível e real.
Nenhum lugar está longe nem perto e coisa alguma se encontra distante ou próxima, no tempo, se o homem deseja e busca.
Longe-perto quando se sabe e próximo-remoto quando o ser se aturde e se debate na ignorância.
Agora e aqui, tudo que se deve e se pode realizar no milagre da Vida.
Vive, portanto!
(Divaldo Franco - No Longe do Jardim)

 

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publicado às 08:48



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