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NÃO VIVA PARA A APOSENTADORIA

por Thynus, em 26.10.14
Trabalhar mais horas do que seu colega talvez
aumente em 50% suas chances de promoção, mas
você sabe em que percentual aumenta o risco de
infarto? Ou de ter um derrame? Ou de o
casamento sofrer danos irreparáveis pela falta de
atenção dada ao cônjuge?

(Cerbasi, Gustavo, 1974- Adeus, aposentadoria)
 
Quando as pessoas pensam em
aposentadoria elas, em geral, sentem-se
muito felizes e tem tantos planos que nem
caberia no que lhes resta de vida. Mas
freqüentemente se entalam logo ali, a idéia
tão sedutora do ócio remunerado vai
cedendo espaço a uma certa sensação de
vazio e inadequação. Falta-lhes a principal
via de acesso ao mundo que é o trabalho.
Então não é incomum vermos magníficos
planos de aposentadoria serem frustrados.
É preciso uma certa sabedoria e alguma
experiência com liberdade para que
consigamos descobrir o que fazer quando já
não formos comandados.

(Manoelita Dias dos Santos - A lógica da emoção)
 
Conscientemente ou não, muitas pessoas praticamente vivem para a aposentadoria. Elas pensam em como a vida será maravilhosa sem o fardo do trabalho cotidiano fora de casa. Algumas pessoas chegam a contar os anos, meses e mesmo os dias que antecedem a aposentadoria. É comum as pessoas adiarem a alegria, contentamento e satisfação até “mais tarde”. É quase como se elas estivessem “presas”, como se estivessem cumprindo uma sentença, esperando pacientemente pela sua liberdade.
Certamente a maioria das pessoas não vai tão longe; costuma ser mais sutil do que isso. Contudo, uma enorme porcentagem de pessoas espera que a vida futura seja melhor do que é agora. Freqüentemente, devaneios assim como conversas com colegas e amigos deixam claro que a expectativa é que “algum dia” será melhor do que agora - quando você estiver aposentado, tiver mais dinheiro, liberdade, sabedoria, tempo para viajar ou o que for.
Esse tópico me apaixona porque para mim está claro que pensar que “algum dia a vida será melhor” é um modo garantido de se preparar para uma carreira longa e cansativa. Em vez de apreciar cada dia, estar aberto a novos desafios e oportunidades, partilhar seus dons com outros e estar disposto a aprender e ser inspirado pelas suas experiências profissionais, você basicamente escolhe, em vez disso, deixar a vida esperando, fingir, ficar preso num hábito, e até certo ponto, sentir pena de si mesmo.
Na minha opinião, é muito melhor despertar a cada manhã e se recordar do velho ditado: “Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida.” Decida respeitar o dom da vida se esforçando hoje da melhor maneira possível, independentemente do que faça para viver. Veja se consegue manter a objetividade quando os outros não conseguem, inspirar outra pessoa ou fazer uma contribuição, por pequena que seja, à vida de alguém. Lembre-se de que todos os dias foram criados iguais, que hoje é tão importante quanto qualquer dia futuro depois da aposentadoria.
Outro motivo importante para evitar viver para a aposentadoria é que ao agir assim você aumenta a possibilidade do desapontamento quando ela chegar. Uma coisa estranha acontece quando adiamos a felicidade até uma data posterior. É como se estivéssemos ensaiando a infelicidade. Viramos especialistas nisso. Quando dizemos a nós mesmos que seremos felizes mais tarde, o que estamos realmente dizendo é que a nossa vida não é boa o bastante agora. Temos de esperar até que as circunstâncias sejam diferentes; então esperamos e esperamos. Milhares de vezes, com a passagem de muitos anos, lembramos a nós mesmos, na privacidade de nossas mentes, que quando as coisas forem diferentes - em algum momento futuro - ficaremos satisfeitos e felizes. Mas agora precisamos nos virar com o que temos.
Finalmente, o grande dia chega - o primeiro dia da aposentadoria. Viva! Mas aqui está o problema. Como você provavelmente sabe, os velhos hábitos custam a morrer. Se você fuma ou gagueja, é difícil parar. Se você é muito crítico ou defensivo, é difícil mudar. Se possui maus hábitos alimentares e físicos, é preciso uma enorme disciplina para fazer uma mudança definitiva. É difícil demais mudar.
Por que achamos que nossos hábitos mentais são diferentes? Não são, não. Na verdade, em alguns casos, aprender a pensar de maneira diferente é o hábito mais difícil de mudar. Todos nós, de vez em quando, somos aprisionados pelos próprios pensamentos. Acostumamo-nos a pensar de um certo modo - de tal maneira que não podemos ver nada de outro modo.
Se você passa anos e anos pensando que a vida não é boa o bastante agora - que algo ainda será melhor -, é ridículo acreditar que quando chegar a aposentadoria você vai começar a pensar diferente; que a vida vai subitamente ser boa o bastante. De jeito nenhum. Isso não vai acontecer; em vez disso, é provável que aconteça o contrário. A sua mente vai continuar a acreditar que algo ainda será melhor. Você tem o hábito de ver a vida desse jeito, e isso não vai parar simplesmente porque a sua vida externa mudou.
A maneira de evitar esse problema é dedicar-se à felicidade agora - aproveitar ao máximo o trabalho ou a carreira que você tem agora, vê-lo como uma aventura. Faça disso seu modo habitual de pensar sobre o trabalho e sua presença no mundo. Pratique esse tipo de pensamento saudável e otimista no cotidiano, a cada instante. Se o fizer, quando a aposentadoria chegar, seja daqui a um ano, seja daqui a vinte, você vai saber o segredo da felicidade, que não existe caminho para a felicidade; a felicidade é o caminho. Isso vai ser sua segunda natureza.
Assim, vá em frente e antecipe uma aposentadoria fantástica. Planeje bem. Mas faça a si mesmo um grande favor: não perca um único dia no caminho.

(Richard Carlson, Ph.D. - de Não faça tempestade em copo d’água...)

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publicado às 12:49



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