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Toda escolha que faço parece apresentar duas opções: a que eu escolho e a que instantaneamente me arrependo de não ter tomado. Eu sempre acabo querendo uma “segunda chance”, como se pudesse voltar no tempo e fazer outra escolha, mas claro que não dá para fazer isso. Mesmo se você pudesse voltar no tempo, não poderia fazer outra escolha.
O que explica as escolhas que tomamos? Bem, muitas coisas. Às vezes, temos palpites e instintos. Temos características complicadas, como nossa personalidade e nosso caráter, e muitas das nossas escolhas são fruto de nossas crenças particulares, desejos ou valores. E são as leis da natureza. Somos pelo menos criaturas físicas, e nossos corpos e cérebros operam de acordo com essas leis. E o que nós fazemos tem a ver com o que nossos cérebros mandam que façamos.
Mas nós controlamos essas coisas?
Certamente não nossos palpites; eles simplesmente surgem. Com certeza tampouco nossa personalidade, pois, se pessoas chamadas nerds pudessem, não seriam legais, assim como nós? Conseguimos controlar em que acreditamos? Tente acreditar que há um elefante bem na sua frente. Não dá. Seus valores? Tente mudar sua opinião sobre algum assunto moral controverso. Não consegue. E certamente não controlamos as leis da natureza que controlam nossos cérebros.
Não controlamos nenhum dos fatores que controlam nosso comportamento.
Ao viver, parece que temos verdadeiras opções à nossa frente; que a estrada se divide em vários caminhos e que depende de nós qual deles vamos tomar. Mas isso é uma ilusão. Não existem vários caminhos. O que você “escolhe” está inteiramente determinado por todos esses fatores que não estão sob seu controle. Na verdade, só existe uma única estrada à frente, cheia de curvas e declives, e você simplesmente não tem nenhuma escolha, a não ser segui-la.
 
 
(Andrew Pessin - Filosofia em 60 segundos : expanda sua mente com um minuto por dia!)

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publicado às 23:31


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