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Pouca gente em sã consciência diria que a situação atual do Brasil é perfeita. Alunos das escolas públicas estudam com professores semi-analfabetos, tirando as piores notas de Matemática do mundo.
Hospitais apodrecem sem dinheiro nem médicos, enquanto filas de doentes esperam do lado de fora, alguns morrendo e outros voltando para casa sem atendimento. Aposentados da iniciativa privada recebem uma pensão que não compra nem um cafezinho por refeição, enquanto alguns juízes aposentados recebem fortunas maiores que a renda de um presidente de multinacional. Nas ruas, a população sobrevive apavorada vinte e quatro horas por dia porque os bandidos contam com a impunidade que reina no País e com o despreparo da polícia. As estradas em frangalhos, aeroportos em estado caótico, a justiça que leva uma década para julgar uma disputa comercial, enfim, serviços públicos que não fazem jus a esse nome.
Na outra ponta dessa equação está o leão tributário mais voraz do planeta. Um governo que devora uma das proporções mais altas da riqueza do País que já se viu. Esses recursos todos são cobrados por meio de dezenas de tipos de impostos, taxas e contribuições. As regras mudam tão rápido e a cobrança é tão complicada que ninguém sabe realmente se está agindo de acordo com a lei ou não. O que quer que a pessoa faça, ela sempre estará infringindo alguma minúcia da extensa e contraditória legislação, abrindo espaço para os vendedores de facilidades. É uma montanha de dinheiro saqueada das empresas e dos trabalhadores e que, após trafegar pelas esquinas da corrupção, transforma-se em... absolutamente nada. Os desvios são tão grandes que, apesar de o Estado saquear tanta riqueza e não entregar quase nada em troca, a dívida continua crescendo, ou seja, o problema só tende a acentuar-se. Assoladas por impostos pesados, juros estratosféricos e regras que mudam do dia para a noite, as empresas brasileiras acabam ficando com altos custos, tornando os produtos e serviços muito mais caros e o desemprego muito maior.
Ou seja, uma pessoa comum que trabalha com carteira assinada entrega um terço do seu salário diretamente ao governo, sob a forma de impostos diretos. Outro terço vai embora em forma de impostos sobre os produtos que ele compra, como arroz ou TV. O restante ele gasta com serviços privados, os mesmos que o governo deveria entregar gratuitamente a ele em troca dos dois terços do seu dinheiro que foram previamente saqueados.
É esse o Brasil dos seus sonhos?

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Saindo da esteira
Assim como numa esteira de corrida, na qual se gasta tempo e energia sem sair do lugar, escapar desse círculo vicioso não é fácil, mas tampouco é impossível. Caso o Brasil queira realmente sair da armadilha em que se meteu, precisa mudar profundamente. Mas se conseguirmos fazer o que é preciso, as vantagens serão enormes.

Imagine o potencial de um país com um clima igual ao nosso, onde os produtos agrícolas crescem duas vezes mais rapidamente do que no hemisfério norte. Um lugar com belezas naturais incontestáveis e infindável potencial turístico. Um país em que o povo é alegre e criativo, com uma cultura aberta e calorosa. Um lugar cuja última guerra ocorreu há um século e meio atrás e onde as grandes catásfrofes naturais são conhecidas apenas pelas fotos de jornais. Uma mudança profunda na direção certa, mental e estrutural, pode levar o Brasil a um verdadeiro círculo virtuoso. Estamos falando de um país de crescimento econômico rápido, de melhoria de indicadores sociais, de uma educação que nos impulsione à frente de qualquer outro lugar. De um Brasil onde as regras do jogo estão claras e as oportunidades são imensas para qualquer um atingir o máximo que a sua própria capacidade permitir. Esse país pode ser daqui a vinte anos o melhor lugar do planeta para se viver. É querer demais?
Nós, autores deste texto, achamos que não. Esse é o Brasil dos nossos sonhos.

 

(ALEXANDRE OSTROWIECKI,RENATO FEDER - CARREGANDO O ELEFANTE)

00000000000000.jpgVamos tomar vergonha na cara

 

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publicado às 13:40



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