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HISTÓRICO DAS RELIGIÕES

por Thynus, em 03.09.14

Nosso mundo existe, segundo os paleontólogos, desde há mais de quinhentos milhões de anos. Ninguém teria condições de registrar quantas civilizações já viveram e desapareceram da face da Terra. Sabe-se apenas que no globo terrestre já conviveram sêres vivos de grandes tamanhos, como os Dinossauros, e convivem ainda sêres minúsculos como os fungos e as bactérias, que sempre existiram.
Além disso, em toda a história da humanidade diferentes culturas sempre apresentaram alguma concepção de um mundo sobrenatural, povoado por personagens místicas, como deuses, demônios, feiticeiros, anjos e espíritos. Mas boa parte delas também negou a existência de algum deus ou criador do mundo.
O que é Religião? Nada mais do que o conjunto de ensinamentos, ao homem, pelo homem, de doutrinas ou relações teóricas e práticas estabelecidas em razão da necessidade de se entender o significado da natureza, centrada na figura de um ente supremo inatingível pela razão humana. Essas doutrinas compreendem uma boa quantidade de dogmas, com a intenção de mostrar ao homem que ele deve submeter-se, por meio de ritos e orações, e cultuar e respeitar a um poder supremo, quase sempre tido como divindade.
O homem, dentre os sentimentos que possui, é portador do medo. E como lhe é impossível ser totalmente feliz, êle sempre imaginou meios de em algum lugar encontrar alento para os seus males, como as doenças, as traições, os infortúnios, a fome, o abandono etc. Vem desse fato a origem, o nascimento das religiões, com a finalidade maior de busca de um remédio ou de um lenitivo para os sofrimentos humanos.
Dentro dêsse quadro, se os homens nascem inteligentes e se todas as inteligências são diferentes entre si, aqueles mais sábios ou mais sagazes foram imaginando formas de congregar os demais para passar-lhes a orientação que teria vindo de “um Sêr superior”. Êsses ouvintes, por sua vez, foram passando a outros e às gerações posteriores os “conhecimentos” recebidos, com o mesmo mandamento de que fossem seguidos à risca.
Assim, de algumas para outras civilizações, foram sendo criadas e transmitidas muitas religiões, desde as culturas mais primitivas, cada uma delas com formas de expressão e conteudos específicos. Com o tempo, organizaram-se normas próprias de comportamento, contidos em dogmas, ou seja, em normas “incontestáveis”, como, por exemplo: manter o celibato para os padres (Católicos), voltar o corpo para Meca e abaixar-se quase beijando o chão (Muçulmanos), manter a cabeça coberta durante as solenidades (Israelitas), raspar os cabelos (Hare Krishna) etc.
Aspectos comuns a todas elas, entretanto, é a preocupação com o que há de mais fundamental nos homens: a origem da sua existência, a reprodução das espécies, as angústias da vida, o mistério da morte. Como resposta à fraqueza de seus adeptos, as religiões foram ensinando que, por termos sido criados por Deus assim como somos, até o nosso sofrimento é coisa divina. E justificam: Se não soubermos o que é ruim, como poderemos saber o que seja bom? Com os sofismas, então, impõem uma serie de obrigações aos fieis, como: confessar os pecados e assistir às missas (Católicos), abrir o corpo e receber um espírito (Espiritismo), respeitar a Rainha como Chefe da Igreja na Grã-Bretanha, em lugar do Papa (Anglicanismo), não trabalhar aos sábados (Adventistas), não fazer doações de sangue (Testemunhas de Jeová) etc.
Algumas formas religiosas ligaram-se de tal modo à cultura peculiar de alguns povos que suas doutrinas se circunscreveram à historia do próprio povo, como no Judaismo. Outras acompanharam a expansão comercial e militar das civilizações onde surgiram e acabaram se acomodando às novas situações e costumes, modificando dogmas anteriores e criando outros em razão da política.
Em nome das religiões já se deflagraram muitas guerras, de proporções as mais variadas, sendo, talvez, a maior delas, a denominada Inquisição ou Santas Cruzadas, que, ao tempo da Idade Média, matavam em nome de Deus. Também é incrível que haja, nestes nossos tempos, alguns govêrnos muçulmanos que mandam fuzilar, em perseguição, os “traidores” do regime imposto e, portanto, da religião imposta. E não nos esqueçamos de que ainda hoje existem violentas guerras entre as religiões, como na Irlanda (Católicos x Protestantes), no Oriente Médio (Judeus x Palestinos), e em Paises do antigo Socialismo Soviético (Rússia x Chechênia).
As religiões surgiram com culto a muitos deuses. Sòmente a partir do século VI antes de Cristo é que foram passando a monoteistas. É impossível saber ao certo quantas religiões existem hoje, em todos os paises do mundo. E outras ainda haverão de fundar-se, por ser muito fácil qualquer líder convencer ao povo, na grande maioria de pessoas mais humildes, para que se tornem seguidores. A razão é sempre a mesma: a avidez desses desafortunados em receber alívio para seus males físicos ou morais, tanto mais que as pregações em geral costumam vir acompanhadas de promessas de cura ou de solução !
Por que existem, afinal, tantas religiões no mundo? Por que só parte delas afirma ser o Papa o único representante de Deus na terra? E os Padres, ou Rabinos, ou Xeiques, ou Pastores, estarão certos ao pregarem a Bíblia, a Torá ou a Lei das XII Tábuas como sendo “a palavra de Deus”? Então, por que existe uma infinidade de religiões, cada uma delas afirmando ser verdadeira apenas a sua doutrina e a sua igreja, ou os seus ensinamentos e o seu Deus?
Ora, se não existem duas verdades sôbre o mesmo assunto, e se não há provas cabais de que qualquer delas professe a verdade, como poderemos saber se existe uma religião certa? Qual seria ela?
Façamos aqui, agora, um pequeno relato daquelas que hoje são as mais conhecidas: Não-Cristãs (Budismo, Judaismo e Islamismo); Cristãs (Catolicismo, Protestantismo e Espiritismo); Não-Cristãs ou Mistas (Mormonismo, Messiânica, Testemunhas de Jeová, Legião da Boa Vontade, Seicho-No-Iê e Hare Krishna). Existem, ainda, outras comunidades aqui chamadas Esotéricas (Maçonaria, Rosacruzes, Wicca ou Xamanismo, Falun Gong, Grande Fraternidade Branca, Reiki etc.).
Tudo isso sem nos esquecermos daquelas mais antigas, como o Confucionismo e o Taoismo na China, o Xintoismo no Japão, o Hinduismo e o Jainismo na India; e tantas outras que ao longo dos séculos foram disseminadas pela face da Terra. Lembremo-nos, por fim, das milhares de outras igrejas criadas por “qualquer um” em pequenas salas espalhadas por todos os bairros, nas mais das vezes de orientação evangélica e com os mais variados nomes (Quadrangular, Remanescente, Renascer, Universal, Adventistas etc.). Boa parte delas se promovem por estações de rádio ou de televisão. Por isso, nunca teremos condição de saber qual é a melhor, ou a mais perfeita, ou a verdadeira.
É forçoso concluirmos que todas elas deixam a desejar. Se analisarmos com profundidade, notaremos que tanto a instituição das religiões como a preparação de cada doutrina não passou de obra exclusiva do homem, que já existia como ser humano desde antes de Moisés, ou Cristo, ou Buda, ou Maomé, e antes mesmo do Novo e do Velho Testamento.

(Laurindo Toretta - DEUS, AS RELIGIÕES E O UNIVERSO)

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publicado às 02:18


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