Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A grafiteira Kashink, anima os muros de Paris com gangsters a shamans. Do Afeganistão a Nova York, passando por Quito e Paris, seu traço estampa, nas ruas, a possibilidade de um mundo menos macho e menos capitalista
Por Priscilla Frank | Tradução Anna Beatriz Anjos, na Revista Fórum 


Há muitas razões para acompanhar e admirar Banksy, o rei anônimo de arte de rua, que vão desde seu engajamento político à inovadora maneira com que utiliza a internet como espaço de exibição de suas obras. No entanto, ele está longe de ser o único artista a empregar essas ferramentas, mesmo em uma escala massiva.
O jornal norte-americano The Huffington Post fez uma lista com dez artistas de rua tão boas quanto Banksy. Veja:

1. Kashink
Moradora de Paris, a grafiteira Kashink tem como especialidade retratar homens gordos e cabeludos com quatro olhos, que vão desde gangsters a shamans. Nos muros e também fora deles, ela desafia os padrões de gênero: raramente é vista sem seu bigode desenhado por um lápis. “Meu nome, Kashink, é uma palavra onomatopaica”, explicou em uma entrevista ao blogue Global Street Art. “Tirei dos quadrinhos que lia quando era criança. É um som que traz a ideia de ação”.

2. Miss Van
A francesa Miss Van, hoje moradora de Barcelona, é uma das pioneiras da arte de rua. Seus muros icônicos retratam mulheres barrocas vestidas com casacos de pele e pérolas. Quase sempre usando máscaras de animais – “Eyes Wide Shut”-, suas protagonistas femme fatale são igualmente sedutoras e perigosas. “Homens se atraem naturalmente, e mulheres se identificam com ela”, disse Miss Van à revista Juxtapoz sobre sua arte.

3. Clare Rojas
Rojas, artista que vive em São Francisco, transforma em imagens histórias folclóricas, nostálgicas mas subversivas, que desafiam os papeis de gênero enquanto emanam um senso de equilíbrio e calma. Seus trabalhos recentes são mais abstratos, canalizando sua energia criativa em colisões geométricas impressionantes. “Uma vez me disseram que o único jeito de não ter nada na cabeça é focar no corpo”, afirmou Rojas em entrevista ao Huffington Post. “Faço isso correndo, por exemplo. Sentindo minha respiração, meu coração bater, meus pés se mexerem. É assim que me sinto em relação à arte abstrata. É instintivo. Diz respeito muito mais ao ‘sentir’ do que ao ‘intelectualizar’.”

4. Lady Pink
Lady Pink, nascida no Equador e criada em Nova Iorque, começou sua carreira pintando vagões de metrô em 1979, e realizou sua primeira exposição solo aos 21 anos. Durante muito tempo, foi a única mulher grafiteira do cenário e, por um período, foi também uma feminista feroz, sem nem mesmo se dar conta disso. “Defendemos nosso trabalho com unhas e dentes e muita coragem”, ela disse ao Brooklyn Art Museum. “Quando homens te desrespeitam, você precisa ensiná-los uma lição. Senão, eles passarão por cima de você.”

lady-pink
5. Maya Hayuk

Moradora do Brooklyn, em Nova Iorque, Hayuk é conhecida por utilizar técnicas e elementos da arte ucraniana em suas formas geométricas e psicodélicas. Algo entre delírios planos e uma colcha de retalhos tradicional, os murais de Hayuk são ao mesmo tempo intoxicantes e acolhedores. “Quando eu era criança, meus avós me ensinavam a fazer artesanatos como bordados e pinturas ‘batik’ em ovos, além de recitar poesias”, explicou a artista. “Essa foi, provavelmente, a primeira e mais forte influência na minha vida. Aprendi não apenas a ter mãos firmes e determinação, mas eles me ensinaram também a riqueza do significado de todos esses símbolos geométricos”.

maya-hayuk

6. Olek
Polonesa, mas residente em Nova Iorque, Olek trabalha com crochês e constantemente transforma espaços, objetos e pessoas em telas para suas malhas. Combinando o engajamento punk, imagens pop e mensagens políticas, sua peças são esteticamente agradáveis e provocativas à mente. “Para mim, é crucial criar peças que funcionam em dois níveis: o conceitual e o visual”, ela disse ao Huffington Post. “A pessoa que passa pode olhar apenas de forma superficial, mas, intelectualmente, sabemos a história. É assim em todos os meus trabalhos.”

7. Lady Aiko
A japonesa Lady Aiko também vive em Nova Iorque e incorpora em suas representações lúdicas elementos da Por Art, abstracionismo, grafite e arte japonesa. “Acho que, por meio de meu trabalho, represento a energia feminina”, explicou ao The Telegraph. “Se no começo foi difícil, agora gosto do fato de que sou uma mulher em um campo masculino. Posso precisar de um degrau a mais na escada, mas ainda consigo chegar ao mesmo patamar.

lady-aiko

8. Faith47
A estética da sul-africana Faith47 traz espiritualidade e natureza aos ambientes urbanos, reproduzindo na vida real ilustrações dos contos de fadas. “Amo a maneira com que os trabalhos são temporários”, afirmou em entrevista ao portal Senses Lost. “Nada dura para sempre… O vento e o sol desgastam as imagens… É uma faísca que alguém pode ver, e depois se vai.”

faith47

9. Shamsua Hassani
Hassani é uma das primeiras artistas mulheres do Afeganistão. Sua arte incorpora elementos temáticos, como a burca. “Muita gente esquece a tragédia que as mulheres vivem no Afeganistaão”, explicou em entrevista ao portal Street Art Bio. “É por isso que uso meus desenhos como um meio de lembrar as pessoas. Quero dar destaque a esse assunto na sociedade, com ilustrações representando mulheres com burcas em todos os lugares. Tento mostrá-las maiores do que de fato são, e também de forma mais moderna, relacionando-as com felicidade e movimento. Tento fazer com que sejam vistas de outra maneira.”

shamsia-hassani

10. Alice Mizrahi
Mizrahi, artista que vive em Nova Iorque, cria ilustrações de meninas e mulheres como “arquétipos sagrados”, na tentativa de empoderá-las. Além disso, junto com a grafiteira Toofly, fundou o Younity (http://www.theyounity.com/), um fórum de para artistas de rua mulheres. “Para mim, não há diferença”, disse Mizrahi para o site Street Art NYC, falando sobre seu trabalho nas ruas e em galerias. “Minha arte é minha arte, seja em um muro, em uma tela ou em um pedaço de madeira. Gosto de me expressar, me divertir e explorar. Não gosto de rótulos.”

ALICE-MIZRAHI

(Redação

O Outras Mídias é uma seleção de textos publicados nas mídias livres, que Outras Palavras republica. Suas sugestões podem ser enviada para caue@outraspalavras.net)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:24



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D