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FILOSOFIA DO SÉCULO XX

por Thynus, em 28.03.16
Não teve grandes correntes filosóficas. Foram mantidas as reações ao Idealismo e, também, ao Positivismo. Na religião subsistem as teses de transcendência e imanência de Deus, ao lado de um pessimismo maior em relação a velhas teorias e com alguma ênfase no Existencialismo. Surgiu depois a Filosofia racional, com destaque de Freud, e a Filosofia da Religião. Várias outras correntes foram retomadas neste século: O neotomismo (São Tomaz de Aquino), a filosofia analítica ou empirismo lógico (Hume e Aristóteles), o neomarxismo e o neodarwinismo. O materialismo busca os pré-socráticos. O pensamento sofre uma mudança radical, mas não forma correntes de expressão marcantes, no aguardo de nova era.
 
BERGSON (1859/1940): -Foi original em muitas de suas idéias. Se conhecemos os objetos pelos conceitos, juizos, silogismos, análise e síntese, indução e dedução, temos também o conhecimento intrínsico, concreto e absoluto. O conhecimento por conceitos admite contrastes, enquanto que o conhecimento intuitivo nos mostra a realidade por dentro, como um super-intelecto, mas de forma simples. As teorias científicas. Mas só o conhecimento intuitivo nos traz o conhecimento concreto e metafísico.
 
1 - EXISTENCIALISMO:
Surge como reação ao Idealismo absoluto, mas mantendo a imanência e o pessimismo.
 
KIRKEGAARD (1813/1885): - Falou em buscar a verdade “de cada um” em lugar da verdade universal. Ressaltou a existência humana, como Buda. Tudo o que ocorria no homem (individualismo) se contrapunha à síntese da verdade universal de Hegel, para quem o indivíduo era parte de uma harmonia racional que anulava a própria individualidade de cada um, como característica fundamental. O homem é finito e faz parte de uma realidade infinita. Essa sua finitude é que o coloca diante dos fatos, inclusive aquele que a lógica não explica: a Fé. Oo homem deve raciocinar sózinho se Deus existe. Se quero entender Deus é porque não creio. Se não posso entendê-lo, preciso crer. Provar a existência de Deus pela razão é perder a nossa fé. Devemos simplesmente acreditar, ainda que racionalmente nos pareça absurdo, numa ”verdade”, à qual São Paulo já chamou de “loucura”. NIETZSCHE (1844/1900):- Foi ateista, nihilista e existencialista. Reagiu a Hegel e ao historicismo alemão. Tentou revalorizar tudo, inclusive a moral cristã. Para êle, o cristianismo e a filosofia voltaram para o céu (idéias). Sairam do mundo real, da terra. Pretendeu a educação superior da humanidade.
O homem se emancipa se recusar a Deus, que está morto. O homem é o animal mais forte porque é mais astuto, e o mais doente porque se desviou de seus instintos. Nenhuma religião conteve um dogma ou parábola verdadeiros. Nasceram da inquietação e da necessidade. O cristianismo é incrível debilitamento da vontade, manifesta a sua decadência apoiando-se no ressentimento dos humildes, eleva a ignorância à categoria de virtude, declara pecado a dúvida, defende tudo quanto é fraco ou pálido e corrompe o valor superior da intelectualidade. 
No seu livro “Anticristo” diz: A piedade é doentia, o unico cristão morreu na cruz com o seu evangelho. Se ensinou que o reino de Deus está no coração dos homens, traiu essa intuição ao colocar o nosso reino no além.
A razão e o psíquico estão a serviço da vida biológica. No livro Zaratustra, criou a metáfora do espírito que se transformou em camelo (tú deves), que se transformou no leão (eu quero), que se transformou na criança (eu sou). Essa liberdade traz a aurora de nova humanidade, alicerçada na grandeza do homem. É o nihilismo absoluto da existência humana.
O Nihilismo acabou com a metafísica, a religião e a moral. É a lógica da decadência. Ele foi inimigo da igualdade social, combateu a idéia de Deus e da religião, mas acabou criando, de certa forma, seus substitutos, quando falou em super-homem e “eterno retorno”. Não atacou diretamente a Jesus de Nazaré, mas o colocou contra o cristianismo, criado por Paulo. Negou a certeza da fé e da razão, o que é absurdo. Pelo Nhilismo, tudo é vazio, nada. Tudo o que é, poderia não ser. Mas Nietzsche afirmou que toda a verdade vem da vida. Esta seria, então, a verdade última, o absoluto de sua filosofia.
 
SARTRE (1901: - Foi ateu. Fez uma crítica radical e negativa do mundo humano. Sua maior obra “O ser e o nada” leva a teoria de Heidegger às últimas consequências, ou seja, a insignificância da experiência e ao absurdo da existência. A angústia daquele se transforma em náusea da natureza cuja beleza é ilusória. Nós e o próprio mundo somos absurdos e só um Deus poderia dar sentido a tudo isso, mas Deus não existe. Aceitando então a vida como alguma coisa sem lógica, êle derruba todos os valores sociais, morais e religiosos, às vezes com um cinismo desconcertante. Assim, como todos os modos de vida se equivalem, cada qual deve viver como quiser.
Chamou a isso de humanismo, que não corresponde ao sentido clássico do têrmo, no qual se almeja a realização plena e harmônica da natureza humana com a razão. Nem com o sentido cristão, pelo qual a natureza humana está em Deus. Nem com o sentido moderno da palavra, que celebra no mundo a divindade do homem. O humanismo de Sartre é heróico e trágico do homem sòzinho diante do nada, vivendo dores, angústias e desespêros.
 
2. FILOSOFIA RACIONAL:
Influenciaram-na os Papas Leão XIII e Pio IX. O valor do pensamento se transfere da filosofia para a história e as ciências. A ciência moderna, muito venerada por Kant, veio a ser muito atacada pelos cientistas contemporâneos, ao esboçarem novas concepções. Criticou-se até o conceito abstrato de Newton para o espaço e o tempo, agora substituido pela relatividade de Einstein.
 
NATURALISMO - DARWIN (1809/1882): - Foi contemporâneo de Marx e Freud. O naturalismo tem como realidade a natureza e os fenômenos. O homem é parte da natureza e deve estudar a partir dela e não de especulações racionais. As palavras-chave são: natureza, meio-ambiente, história, evolução e crescimento. Para Freud as ações dos homens vêm dos impulsos ou instintos animais. Darwin mostrou que o homem é produto de uma evolução biológoca. Procurou libertar-se da concepção cristã de criação do homem e dos animais. Cursou teologia mas se interessou mais por aves e insetos. Viajou o mundo e escreveu o seu livro: “A origem das espécies”.
Todas as plantas e animais descendem de formas mais primitivas. Para a Igreja, cada sêr havia sido criado como é, como para Platão e Aristóteles, para quem todas as espécies são imutáveis. Descobriu fosseis e esqueletos de animais. Os geólogos dizem que a terra sofreu várias catástrofes, como o diluvio de Noé, com destruição das vidas e nova criação, mais evoluida. E a terra tem bilhões de anos. Nas ilhas Galápagos, descobriu diferenças nos bicos das mesmas aves, conforme o meio-ambiente em que viviam, comendo comidas diferentes, às quais cada um se adaptou. Buscou um principio universal para a evolução de tudo. O homem tem modificado os animais e as plantas, com enxertos, domesticação, seleção dos mais fortes ou mais úteis, restrição ao crescimento da população etc. E a própria natureza também faz seleção natural das espécies, como as brigas entre os animais etc. Descobriu a seleção natural da luta pela vida. Os indios são mais escuros do que os nórdicos, com mais proteção solar.
As variações entre os individuos da mesma espécie são a matéria prima da evolução e a luta pela sobrevivência é a força responsável pela seleção dos mais fortes, ou que mais se adaptem ao meio. A Igreja reagiu, pois Deus teria feito os sêres como êles são. Mas Darwin afirmou, ainda, que, pela semelhança entre homens e macacos, ambos tiveram ancestrais comuns. O homem teria sido produzido pelas variações casuais, pouco explicadas. Ele pouco entendia de hereditariedade. Na reprodução das células, as duas novas metades podem sofrer alterações, às vezes insignificantes e às vezes importantes, nocivas ou benéficas, para que o homem tenha menos ou mais condições de luta pela sobrevivência.
O meio-ambiente também interfere no desenvolvimento do indivíduo, por adaptações às suas necessidades. Essas adaptações são de lei natural. O combate, p.ex., às ervas daninhas ou às bactérias ou doenças humanas, pode levar à criação de anti-corpos, que modificam o sêr, pelas resistências que criam. E a continuidade pode levar a conclusões perigosas. Por trás de cada planta ou animal existem milhões de anos. Os mais fracos ficaram pelo caminho. Assim, os passáros se separaram dos répteis, êstes dos anfíbios etc. É provavel até que a planta tenha se originado, em princípio, de alguma célula, que também gerou animais. A primeira célula viva pode ter surgido de matéria inorgânica. Plantas e animais possuem metabolismo e se reproduzem de forma autônoma. Tudo é governado pelo ácido desoxirribonucleico, hoje chamado DNA, ou molécula de onde vêm os cromossomos. Imaginou teorias da formação da vida, em bilhões de anos, pelas radiações solares sôbre a matéria inorgânica etc.
 
PSICANÁLISE - FREUD (1856/1939): Era neurologista. Estudou a mente, a psique humana, o inconsciente. Fundador da piscanálise, afirmou que Deus é uma ilusão infantil. Não acreditava na imortalidade e pretendeu substituir a religião pela ciência, por se tratar de neurose. Admirou Darwin, evulocionista e Schopenhauer, pessimista. O homem precisa de felicidade, deseja-a e faz fantasias.
Seria bom se houvesse um Deus criador do mundo, uma providência benevolente, uma ordem moral no universo e uma vida posterior. Por que a humanidade crê em algo que não existe?
Sua terapia tem o objetivo de libertar o homem de suas doenças psíquicas, com origem nas experiências da primeira infância. Se os homens só procurassem realizar seus desejos, se anulariam uns aos outros. E como a natureza é ameaçadora e “mãe”, eles se organizam e se defendem, para auto conservação. É a perpetuação do infantilismo, pois o homem precisa da proteção de “pai”, a quem teme, mas que também o protege, alimentando-o. Busca-o na natureza.
O homem é ser instintivo, inconscientemente. Dominar seus próprios conflitos (por exemplo: impulsos sexuais do subconsciente x probições e censuras conscientes) é tarefa constante. Quando não consegue, surgem as neuroses, os sonhos, as distrações, doenças mentais, criação de atos espirituais (arte, religião, metafisica,).
Freud criou o ego, o supergo e o id. O Ego é a consciência em contacto com a realidade que organiza a defesa, com base na experiência, opera a censura e representa a razão, a sabedoria, a percepção e a memória. O Id, inconsciente e hereditário, se constitui dos impulsos da libido, controla os instintos e se orienta para o prazer. E o Supergo, não hereditário, seria a moral e o conjunto de proibições, conscientes ou não. É consequência das regras impostas por pais ou educadores.
Com a psicanálise criou terapia para repressões da infância, através de análise dos sonhos e regressões, para esclarecer o inconsciente. Neurose é a fuga do adulto ao mundo infantil. Religião é só questão psicologica. É continuação das antigas magias e desembocará na ciência. É fuga da dura realidade da vida, por medo ou desejo de consolo. Cria deuses poderosos de temor e consolação, para banir os males e oferecer um ideal de vida.
Freud, porém, deu origem à religião nos complexos da infância, na busca permanente de pai oculto, como protetor. Substitui a fé em Deus pela fé na psicanálise, que não é convicção universal. Se podemos reprimir a sexualidade, não devemos reprimir a esperança e o sentido da vida. Ele não analisou outros caminhos para ideia de Deus. E o homem não é só psíquico. A psicanálise pode curar sentimento de culpa, mas não a própria culpa.
O homem conflita com o seu meio. Descobriu o universo dos impulsos que regem nossa vida. Não só a razão governa nossas ações. Há impulsos irracionais que determinam pensamentos, sonhos e ações. Trazem instintos e necessidades que se enraizam. O sexual é um deles. Podem vir disfarçados, para governar nossas ações mesmo sem nossa consciência. Muitos distúrbios psíquicos vêm de conflitos na infância. Por isso, buscou remexer na mente, para trazer êsses fatos à tona, bons ou maus, esquecidos. “Id” é o desejo, o sentido de prazer existente em nós. Os bebês não o controlam. São desinibidos com tudo e choram para reclamar. Os adultos vão aprendendo a controlá-los, através de seu ego. O homem pode querer algo que o meio não aceita e, então, procura reprimí-lo para continuar adaptado ao meio. Os pais e o meio repreendem os filhos, com o seu padrão de moral ou costume. E a criança, quando adulta, leva consigo essas censuras, que constituirão seu superego. Eles alertam o homem, a todo instante, como “não fazer isso”, porque, por exemplo, é feio. É um sentimento de culpa e, em grande parte, se relaciona com o sexo, que, no entanto, é coisa natural. Prazer x culpa. Neurose é êsse conflito, quando muito intenso. Por exemplo: A moça, que amava o cunhado, com a morte do marido, desejou-o. Porém, isso era hediondo e ela reprimiu o desejo, jogando-o para o subconsciente. Mais tarde, histérica, já não lembrava mais do fato. Ao lembrá-lo, com ajuda médica, curou-se. A consciência é parte da psique. Abaixo dela fica o subconsciente (ou inconsciente). Assim, tudo o que queremos esquecer (desagradável, repulsivo), jogamos para o porão de nosso subconsciente, e nos livramos disso. Só que êles continuam lá, latentes. A transferência também pode ser inconsciente. Mas, quando há desejo forte, essa luta de “esconder” é estressante, porque o próprio pensamento reprimido reage contra e vai pressionar de dentro para fora do subconsciente. Êste, pois, de certa forma, também guia nossas ações e sentimentos (Eu não tinha a intenção de fazer isso). Às vezes, aplicamos, sem querer, palavras de um pensamento reprimido... e acabamos pedindo desculpas. A essas incursões do subconsciente, no consciente, Freud chamou de “racionalizar”. Também, às vezes, projetamos nos outros o que reprimimos em nós mesmos. Nossa vida está cheia de ações inconscientes. Por isso, para evitar traumas, é bom manter-se quase aberto o caminho de expansão do sub-consciente.
A cura: deitado, falar tudo o que vier à cabeça, sem ordem, mesmo irrelevantes ou penosas. As associações do paciente trazem indícios de seus traumas e das resistências. Nos sonhos, nosso inconsciente tenta se comunicar com o consciente. Os sonhos mostram desejos. No adulto, porém, dada a repressão (mais fraca que quando acordado), êles se disfarçam, sendo necessário interpretá-los. Os mais profundos são os de época mais remota, como da infância. Se no sonho a moça dá ao rapaz dois balões de ar, isto pode significar que êle a quer, com seus dois seios. O embaraço causado pelo desejo, faz com que êle não o admita quando acordado. É o disfarce do desejo.
Freud influenciou muito na pintura do inicio do sec. XX (surrealismo). Para êle, todos somos artistas. Às vezes, quando escrevemos ou desenhamos, parece que aquilo não veio de nós. É a inspiração, ou seja, algo que conseguiu escapar do subconsciente, onde estava latente, de forma expontânea. Aí, o “medium”, no espiritismo, diz que “a mão é de um espírito”. Criatividade seria inter-ação entre razão e imaginação. Quando inspirados, com muitas idéias, se não censurarmos, entra a razão para fazer seleção entre essas idéias. E a inspiração se mescla com a razão e os sentimentos. Daí a arte. Nós só podemos ser mediuns de nosso próprio inconsciente (Freud). Falar pelo morto, psicografar ou falar outra língua é realce do inconsciente, que teve algo no passado. É bom ver essas coincidências com ceticismo. Uma associação de céticos, na Inglaterra, ofereceu bom dinheiro a quem provasse algo de sobrenatural. Ninguém provou. Pode ser que ainda não conheçamos todas as leis da natureza.
Em seu livro: “O futuro de uma ilusão”, publicado em 1927, Freud afirmou que considerava as doutrinas religiosas como “delírios da massa desamparada”.
 
3. FILOSOFIA DA RELIGIÃO:
O pensamento moderno não busca especìficamente a solução de problemas como a vida, a existência de Deus, a imortalidade da alma, a origem da natureza e do homem. Busca-a apenas no espírito humano como realidade contingente. A religião, e sobretudo o cristianismo, não substitui a filosofia, porque seus dogmas são mais intuitivos que racionais. A relação do homem com Deus, é colocada abaixo da razão humana, que se constituirá, no Título III dêste Livro, como um dos meios fundamentais para se alcançar a sabedoria a respeito daqueles mistérios. Se a inteligência é característica exclusiva do sêr humano, só ela pode analisar, coordenar tais conhecimentos e, por fim, demonstrar aqui, em conclusão, a verdade simples que está dentro do mundo.

( Laurindo Toretta - Deus, As Religiões e o Universo)

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