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Falta de libido

por Thynus, em 20.11.14

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 Tesão: refere-se a alguns dos órgãos sensoriais que participam de uma excitação sexual, com a ereção do pênis, no caso dos homens e, nas mulheres, pode chegar a um estado de umedecimento vaginal. Da mesma forma que o termo tensão, também a palavra tesão deriva, por via popular, do latim tensio-onis do verbo tendere, que significa esticar, retesar, distender. Muitas vezes a palavra tesão é utilizada para se referir a uma pessoa, homem ou mulher, que desperta grande sensualidade
 

 

 
Libido é um termo popularmente associado
apenas à sexualidade, no entanto é mais
abrangente e constitui toda experiência de
prazer e a base de todas as nossas
construções. Usamos a libido para nos
relacionar com pessoas, com o trabalho e
com tudo o que está ao nosso redor.
Sendo a libido a força que nos liga mais
fortemente à vida, podemos compreender
sua importância.

Manoelita dias dos Santos - A Lógica da Emoção

Santo Agostinho foi o primeiro a distinguir três tipos de desejos: a libido sciendi, desejo de conhecimento, a libido sentiendi, desejo sensual em sentido mais amplo, e a libido dominendi, desejo de dominar.
(A Origem do Tesão)

Desde o início da revolução dos anos 60, tudo virou de ponta-cabeça para
apagar os séculos de repressão, e através de uma mudança silenciosa e 
gradativa no relacionamento amoroso. O que era velado tornou-se assim
dizendo, “oficial”. O sexo deixou de ser conversa de mocinhas no
banheiro ou de revista suéca. Deixou de ser feito às escondidas no banco
traseiro dos carros para serem realizados nos motéis e no clima de paz,
amor e pílulas anticoncepcionais, soltando as amarras e sem o casal
pensar em casamento. Este passou a ser questionado. A libido passou a
ser fator determinante para um casal continuar junto.
Albertino Aor da Cunha - A Mentira Nua e Crua)

Hoje, o tesão é facilmente associado a tudo que se difere do tradicional “papai-mamãe”, uma vontade de extrapolar os limites da moral e as repressões sexuais. Se no início era só por instinto de sobrevivência, a própria censura, preconizada há séculos às questões sexuais, tornou-se uma poderosa propulsora da atual libido.
(A Origem do Tesão)

 
 
A noite chegou, você terminou todos seus afazeres, as crianças dormem tranquilamente e ao seu lado está o homem que você ama, cheio de desejo. Porém, a única coisa que você consegue pensar é em virar para o lado e dormir.
Quem já passou por isso precisa saber que não está sozinha. Pesquisa divulgada no ano passado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo por meio do Cresex (Centro de Referência e Especialização em Sexologia) do Hospital Pérola Byington revela que 48,5% das mulheres que procuram ajuda médica por conta de disfunções sexuais sofrem de falta ou diminuição do desejo sexual, dor durante as relações sexuais ou dificuldade para atingir o orgasmo. A pesquisa com 455 mulheres também mostrou que apenas 13% dos casos têm origem orgânica, a imensa minoria, portanto.
Descontados os problemas físicos que podem levar às disfunções sexuais, podemos pensar em alguns aspectos socioculturais que afetam a sexualidade feminina.
Em primeiro lugar, precisamos considerar que as meninas aprendem a repreender a sexualidade desde pequenas. Enquanto aceitamos e até incentivamos a masturbação e a curiosidade sexual masculina, ensinamos as meninas a se resguardarem, a não expressarem sua sexualidade. Elas, portanto, se tornam mulheres que desconhecem o próprio corpo e todo o prazer que ele pode lhes proporcionar.
Depois que cresce, a mulher é incentivada a se casar e procriar. Dentro da família assume, na maioria das vezes, o papel de cuidadora, responsável pelo bem-estar de todos. Exatamente como nossas avós, com a diferença que muitas ainda têm de trabalhar fora.
A mulher, cansada, passa a enxergar o parceiro que costumava atrai-la tempos atrás como parte das suas obrigações. Uma visão nada sexual.
Os homens também em geral têm pouca paciência e habilidade para despertar o prazer feminino. Muitas vezes parecem esquecer que a relação sexual envolve, nesse caso, duas pessoas e que uma é bem diferente deles.
As revistas e programas femininos só aumentam a sensação de culpa ao dizerem que é preciso ser criativa para “apimentar” a relação. Como se para ser criativo não fosse preciso sentir desejo sexual e não vice-versa.
Como abrir espaço para o desejo? Antes de tudo, é preciso se livrar da culpa e sentir-se merecedora do prazer sexual. É necessário dissociar a relação conjugal da vida cotidiana, tentar ver o homem como parceiro de fato na busca pelo que lhe agrada e, se preciso, buscar ajuda profissional.
Assumir toda a responsabilidade por uma vida sexual pouco satisfatória é supor, erroneamente, que o sexo é algo dissociado das outras áreas da vida.

(Mariana Fusco Varella)
Os tubarões inventaram o sexo, o segredo da sobrevivência... Na natureza o sexo está por detrás de tudo

 

 

 


Viagra para elas: prazer no cérebro e maior fluxo sanguíneo

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publicado às 17:14



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