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Falicismo, o culto pagão ao pênis

por Thynus, em 02.12.15

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Príapon, thesistesion dakus
Príapo, deus da fertilidade
O culto fálico - do latim Phallus, Pênis - é um dos cultos mais antigos da humanidade e de extrema importância aos pagãos. O pênis representa a força, o início, o Deus Sol, o poder, e existe em todas as religiões, embora muitas vezes disfarçado, como a vela, o cetro, as colunas de um templo, bastão sacerdotal, a espada, o athame, enfim, uma lista gigantesca de simbolismo fálico.
 
Na sociedade moderna, o culto fálico está também muito evidente, inclusive entre os homens, que vivem se questionando a respeito do tamanho do ideal do pênis. Na Umbanda e no Candomblé o culto ao pênis fica a cargo principalmente de Èsù (Exú) e do deus da Guerra Ògún. No culto a Ifá, o símbolo fálico está no Odù Etaogunda e nas milhares de outras religiões, pagãs, neo pagãs e até as cristãs, estão repletas de símbolos fálicos, representando o poder, seja de Deus - ou algum Deus - ou seja apenas de suporte para representar o poder masculino.
 
Utu era o Deus-Sol dos Sumerios, também era um deus fálico. Era representado com um capacete com chifres, uma lança com uma ponta arredondada (pênis), na outra mão uma arma onde duas grandes pedras (testículos) amarradas juntas, poderia ser arremessada contra os inimigos, sua bebida favorita era vinho de frutas fermentadas e misturadas ao esperma de guerreiros. Dizia-se que, para vencer as guerras, os guerreiros precisavam banhar-se no sêmen de Utu.
 
Assim como Utu, existiram - e existem - inumeráveis deuses fálicos, como Òrìsà Oko, Èsù, Ògún, Príapos, Apolo, Utu, Utu Hegal, Shamesh, Adramelech, Aniviphara...
Ainda hoje, muitos países levam o culto fálico muito à sério, como é o caso de Butão, país sul asiático, próximo ao Himalaia. Lá, o culto ao pênis é muito importante, sendo muito comum encontrarmos figuras penianas penduradas nas portas e janelas, como amuletos para atrair proteção e trazer fertilidade. Entenda a palavra fertilidade não só no sentido sexual, mas também como Fartura, Riqueza, Abundância e Fortuna.
 
Algumas tribos africanas também cultuam o pênis, não somente através de Èsù ou Ògún, deus mensageiro e deus da guerra, respectivamente, mas também em outros cultos internos. entre os índios do Brasil também houve culto fálico. Os exemplos são milhares e o culto fálico tem papel fundamental dentro do paganismo. As mulheres também podem cultuar o pênis, também fazem parte dos rituais, se assim desejarem.
Imagem frequente em Roma e Grécia
Phallus Alado
  
Centenas de imagens de pênis com asas foram encontradas na Itália e na Grécia. Esses pênis eram temas frequentes, seja religiosos ou apenas como peças decorativas. O pênis era, talvez, uma das imagens mais vistas da antiguidade, mas que ao longo dos tempos, fora dizimada a algo sujo e ruim pela igreja. Mesma que tal "instituição" ainda use símbolos fálicos "disfarçados" de coisas simples - como as velas, o bastão, o cajado, o cetro papal.
 
Existe em alguns países a Temple of Priapus (Templo de Priapo), onde o culto fálico é levado muito à sério, sendo a base do templo. Claro que eles cultuam de uma forma, digamos, um pouco diferente da cultuada na Ordem do Dragão Negro, mas seguem muitos conceitos que datam de 4 mil anos.
 
Se o falicismo é um tema que te incomoda, pergunte, tire todas as suas dúvidas antes de se aventurar a um dos cultos mais antigos da história. O falicismo pode ser cultuado em grupo ou sozinho, com estátuas e símbolos ou com o próprio membro em si. O mais importante é compreender o Phallus, muito mais que um órgão de prazer e reprodução, é o maior símbolo masculino, de fertilidade, força, riqueza, criação e poder.
 
 

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publicado às 12:38



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