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FAÇA A COISA CERTA

por Thynus, em 24.04.17
Se soubéssemos qual é, ou, em vez disso, se soubéssemos como saber qual é.
Considere uma ação como a de alimentar uma criança faminta. Todos concordam que é uma coisa moralmente boa, mas se agora você testemunha alguém fazendo isso, o que veria? Veria a pessoa alimentando e a criança satisfeita; veria a comida, ela mastigando e engolindo, talvez até a visse sorrir. Mas existe uma coisa que não veria: a verdadeira bondade da ação. “Bondade” não é o tipo de propriedade literalmente visível.
Nossos olhos só veem luz e cor, afinal, mas o bom e o mau, o certo e o errado não são equivalentes a luz ou cor, então, é claro que nossos olhos não podem ver. E, mais importante, o que nossos olhos veem, na melhor das hipóteses, é como as coisas são em um dado momento, mas as propriedades morais têm a ver como as coisas deveriam ser. Dizer que alimentar uma criança faminta é bom equivale a dizer que alguém deveria fazer isso, e nossos olhos simplesmente não estão equipados para ver esse tipo de coisa.
É fácil deixar passar isso, já que chegamos a nossos julgamentos morais de forma muito rápida. Se você presenciar um assassinato, ficará imediatamente consciente do erro cometido e não perceberá que esse equívoco não é algo que você realmente possa ver. Mas agora você pode pensar: se você não sabe se uma ação é certa ou errada pelos sentidos, então como sabe?
Você pode estar bastante confiante de que sabe quais ações são certas e erradas. Alimentar uma criança faminta; ser doce; não roubar donuts. Pode até estar confiante em suas crenças morais sobre assuntos mais controversos, mas, a menos que possa dizer um pouco mais sobre como você sabe o que é certo e o que é errado, não deveria estar tão confiante sobre as coisas em que se sente tão confiante.
 
 
(Andrew Pessin - Filosofia em 60 segundos : expanda sua mente com um minuto por dia!)

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publicado às 23:15



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