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Complexo de Édipo em Psicanálise
 
Os subtítulos e os trechos em destaque que apresentam os excertos de Freud e Lacan são de autoria de J.-D.Nasio.
 
FREUD
 

A universalidade do complexo de Édipo
Todas as crianças, sejam quais forem suas condições familiares e socioculturais, vivem essa fantasia universal que é o complexo de Édipo. Seja abandonada, órfã ou adotada pela sociedade, nenhuma criança escapa ao Édipo! Por quê? Porque nenhuma criança escapa à torrente das pulsões nela desencadeadas entre os três ou quatro anos de idade, e porque nenhum adulto de seu círculo imediato consegue evitar desempenhar o papel de alvo das pulsões e de canal para drená-las.
 
“É uma situação que toda criança é chamada a viver e que resulta inevitavelmente de sua longa dependência e de sua vida na casa dos pais, quero falar do complexo de Édipo, assim denominado porque seu conteúdo essencial está na lenda grega do rei Édipo. … O herói grego mata o pai e casa-se com a mãe … sem saber …”1
 
“O menino aqui tem um esquema filogenético a realizar e o consegue, ainda que as experiências de vida pessoal possam não coincidir com ele.”2
 
“[Os] esquemas filogenéticos que a criança carrega ao nascer … são precipitados da história da civilização humana. O complexo de Édipo … é um deles.”3
 
“… ela se viu sob a dominação do complexo de Édipo, mesmo sem saber que essa fantasia universal, em seu caso, tornara-se realidade.”4
 
A descoberta do complexo de Édipo
É a partir das recordações de infância de caráter sexual, evocadas por nossos pacientes adultos, que deduzimos a existência do complexo de Édipo. Não nos esqueçamos de que a recordação é sempre uma reinterpretação muito subjetiva do passado.
 
“As surpreendentes descobertas sobre a sexualidade da criança [complexo de Édipo] foram a princípio proporcionadas pela análise de adultos …”5
 
“Foi por trás dessas fantasias [evocadas por pacientes adultos] que surgiu então o material que permitiu fazer a descrição do desenvolvimento da função sexual [fases libidinais da infância].”6
 
O Édipo foi descoberto por Freud a partir do relato de cenas de sedução que seus pacientes adultos acreditavam ter vivido na infância

O complexo de Édipo não é uma realidade observável, mas uma fantasia sexual forjada pela criança sob a pressão de seu desejo incestuoso. O conteúdo dessa fantasia é freqüentemente uma cena de sedução sexual exercida pelo adulto. Observemos ainda que a fantasia edipiana, embora criada na infância e sempre em ação no adulto neurótico, deverá ser reconstruída pelo analista ao longo do tratamento. Este a reconstrói “no calor da hora”, uma vez que a relação analista/paciente reproduz em ato a relação edipiana.
 
“… fui obrigado a reconhecer que as cenas de sedução jamais haviam acontecido e que não passavam de fantasias forjadas por meus pacientes.”7
 
A recordação de ter sido seduzido sexualmente pelo pai é uma das formas pelas quais o complexo de Édipo pode ser apresentado. A fantasia de sedução não é senão uma variante da fantasia edipiana. Basta um gesto excessivamente carinhoso da parte de um genitor (em geral o pai) para que a criança forje a recordação de um gesto equívoco de sedução sexual.

 
“Diante das cenas de sedução … forjadas por meus pacientes …, vi-me confrontado pela primeira vez ao complexo de Édipo …”8
 
O desejo incestuoso está na origem de todos os desejos humanos

O desejo incestuoso não só é irrealizável, como inconcebível por uma criança de quatro anos. Entretanto, é esse desejo mítico, além e aquém de toda genitalidade, que nós, analistas, supomos na origem de todos os desejos e fantasias humanos.
 
“O desejo de ter um filho com a mãe nunca falta no menino, o desejo de ter um filho do pai é constante na menina, e isso quando são totalmente incapazes de fazer uma idéia clara do caminho que pode levar à realização desses desejos.”9
 
O desejo incestuoso é parcialmente satisfeito em uma fantasia
Ser espancado pelo pai é uma fantasia que satisfaz parcialmente o desejo incestuoso de um menino de ser possuído sexualmente pelo pai. A dor física torna-se então prazer sexual. A propósito, observemos que um incidente traumático de grande violência física ocorrido na infância ou na adolescência pode determinar em um homem a posição sexual passiva (masoquismo) em relação a um parceiro masculino ou feminino que o domina e degrada.

 
“A fantasia de fustigação do menino é, portanto, … uma fantasia passiva, oriunda da posição feminina a respeito do pai.”10
 
O Édipo do menino e da menina
O menino renuncia à mãe porque tem medo, enquanto a menina abandona a mãe que a decepciona e se volta para o pai.
 
“O complexo de Édipo do menino, no qual cobiça a mãe e gostaria de eliminar o pai como rival, desenvolve-se naturalmente a partir da fase de sua sexualidade fálica. Mas a ameaça de castração obriga-o a abandonar essa posição. Sob a impressão do perigo de perder o pênis, o complexo de Édipo é abandonado, recalcado, destruído radicalmente no caso mais normal, e um supereu severo é instituído como seu herdeiro.
O que acontece na menina é quase o contrário. O complexo de castração prepara o complexo de Édipo em vez de o destruir; sob a influência da inveja do pênis, a menina é expulsa da ligação com a mãe e apressa-se a entrar, como em um porto, na situação edipiana.”11
 
As três fases do Édipo da menina
A nosso ver, o Édipo feminino divide-se em três fases. A fase pré-edipiana, na qual a menina em posição masculina deseja a mãe como objeto sexual; a fase que designo como “dor da privação”, durante a qual a menina fica sozinha, mortificada e com inveja do menino; e, finalmente, a fase propriamente edipiana na qual a menina é arrebatada pelo desejo feminino de ser possuída pelo pai.

 
“A vida sexual da mulher divide-se em duas fases, sendo que a primeira tem um caráter masculino, enquanto a segunda é especificamente feminina.”12
 
Entre a primeira e a segunda fase propostas por Freud, intercalo, portanto, um tempo intermediário em que a menina, só e mortificada, adota uma posição masculina de rivalidade.
 
O supereu é nosso pai psíquico
Nosso supereu pode ser muito severo ou muito tolerante, segundo a velocidade e a violência do recalcamento do complexo de Édipo.
 
“O supereu tentará reproduzir e conservar o caráter do pai, e quanto mais intenso for o complexo de Édipo mais rapidamente se dará o recalcamento e mais intenso, também, será o rigor com que o supereu reinará sobre o eu enquanto encarnação dos escrúpulos de consciência, talvez igualmente de um sentimento de culpa inconsciente.”13
 
A neurose é a reativação do Édipo na idade adulta
O complexo de Édipo é a causa da neurose porque as fantasias edipianas, mal recalcadas na infância, reaparecem na idade adulta sob a forma de sintomas neuróticos. Em outras palavras, a neurose de um adulto é explicada pela intensidade com que ele viveu seu prazer sexual de criança e pela violência ou labilidade com que o recalcou.

 
“Eis por que a sexualidade infantil, submetida ao recalcamento, é a força-motriz principal da formação do sintoma, e que o elemento essencial de seu conteúdo, o complexo de Édipo, é o complexo nuclear da neurose.”14
 
“Acreditamos que o complexo de Édipo seja o verdadeiro núcleo da neurose, que a sexualidade infantil, que nele culmina, seja sua condição efetiva e que o que subsiste desse complexo inconsciente represente a disposição do adulto em contrair posteriormente uma neurose.”15
 
“Aprendi a ver que os sintomas histéricos derivam de fantasias [edipianas] e não de fatos reais.”16
 
 
LACAN

 
O Édipo é uma teoria da família
A teoria do Édipo é uma teoria da família e, em particular, a do declínio social da imagem paterna. É justamente esse declínio do papel do pai que estaria na origem das neuroses.

 
“Descobrir que … a repressão sexual e o sexo psíquico estavam sujeitos à regulação e aos acidentes de um drama psíquico da família era fornecer a mais preciosa contribuição para a antropologia do grupo familiar. …Por isso mesmo, Freud veio rapidamente a formular uma teoria da família. Ela se baseava numa dessimetria … na situação dos dois sexos em relação ao Édipo.”17
 
“Não estamos entre os que se afligem com um pretenso afrouxamento dos laços de família. … Mas um grande número de efeitos psicológicos parece-nos decorrer de um declínio social da imagem paterna. … Esse declínio constitui uma crise psicológica. Talvez seja com esse declínio que convenha relacionar o aparecimento da própria psicanálise. O sublime acaso da genialidade talvez não explique, por si só, que tenha sido em Viena … que um filho do patriarcado judaico imaginou o complexo de Édipo. Como quer que seja, foram as formas de neuroses predominantes do século passado que revelaram que elas eram intimamente dependentes das condições da família.”18
 
A fase fálica
Na fase fálica, a criança deseja sexualmente um de seus pais sem consumar, naturalmente, nenhum ato sexual. Em vez de uma genitalidade inexistente, desenvolve-se na criança a fantasia de possuir um Falo todo-poderoso.

 
“Logo antes do período de latência, o sujeito infantil, masculino ou feminino, chega à fase fálica, que indica o ponto de realização do genital. Tudo está ali, até e inclusive a escolha do objeto. Existe, no entanto, alguma coisa que não está ali, a saber, a plena realização da função genital. … Resta, com efeito, um elemento fantasístico, essencialmente imaginário, que é a prevalência do Falo, mediante o que há para o sujeito dois tipos de seres no mundo: os seres que têm o Falo e os que não o têm, isto é, que são castrados.”19
 
A onipotência da mãe
Lacan opõe-se à idéia de que a criança seja habitada por um sentimento de onipotência. Apenas a mãe pode dispor da onipotência, uma vez que a criança a supõe nela. Só há onipotência do Outro, e a primeira castração vivida pela criança é a constatação angustiante de que sua mãe é tão vulnerável quanto ela.
“É errado … que a criança tenha a noção de sua onipotência. Não apenas nada indica, em seu desenvolvimento, que ela a tenha, mas … sua pretensa onipotência e os fracassos que esta encontraria não valem nada nessa questão. O que conta … são as carências, as decepções, que afetam a onipotência materna.”20
 
O pai é uma metáfora
Para Lacan, o pai é o personagem principal do drama edipiano, seja no Édipo masculino, seja no feminino.
 
“Não existe a questão do Édipo quando não existe o pai, e, inversamente, falar do Édipo é introduzir como essencial a função do pai.”21
 
No complexo de Édipo, o status do pai é o de uma metáfora: ele é o significante que vem no lugar de outro significante. O significante “pai” vem no lugar do significante “desejo da mãe”. O pai significa o desejo da mãe. Em outras palavras, para a criança seu pai é também um homem, o homem que a mãe deseja.

 
“Que é o pai? Não digo na família. … A questão toda é saber o que ele é no complexo de Édipo. … É isto: o pai é uma metáfora. … O pai é um significante que substitui um outro significante. Nisso está o pilar, o pilar essencial, o pilar único da intervenção do pai no complexo de Édipo. A função do pai no complexo de Édipo é ser um significante que substitui o primeiro significante introduzido na simbolização, o significante materno. Segundo a fórmula … da metáfora, o pai vem no lugar da mãe.”22
 
Tríade imaginária, quator simbólico

Para Lacan, o triângulo mãe-filho-Falo é uma tríade imaginária pré-edipiana. O Édipo só aparece com a introdução do quarto elemento, o pai. A tríade imaginária torna-se então quator simbólico.A passagem de uma a outra é feita através de uma decepção: a criança fica decepcionada ao saber que não é o Falo de sua mãe. Descobre que o objeto do desejo da mãe está no pai, não nela. Assim, é para o pai, detentor do Falo, que a criança se volta.

 
“… a dialética dos três objetos primeiros [mãe-criança-Falo] e do quarto termo que os abrange a todos, ligando-os na relação simbólica, a saber, o pai. Esse termo introduz a relação simbólica … .”23
 
“… a tríade imaginária, como prelúdio à posta em jogo da relação simbólica, que se faz com a quarta função, a do pai, introduzida pela dimensão do Édipo. O triângulo é em si mesmo pré-edipiano … o quator constitui-se com a entrada em jogo da função paterna, a partir da … decepção fundamental da criança … ela reconhece … não apenas que não é o objeto único da mãe, mas que o interesse da mãe … é o Falo. A partir desse reconhecimento, resta perceber, em segundo lugar, que a mãe é justamente privada, que falta a ela mesma este objeto.”24
 
Lacan e a simbólica do dom

Lacan põe a ênfase na simbólica do dom, seja o dom no sentido de demandar o objeto ao outro, seja o dom no sentido de dar o objeto ao outro. A menina entra no Édipo quando demanda o Falo ao seu pai, o menino sai do Édipo quando – para salvar seu pênis – aceita largar o objeto a que se apega tanto, isto é, sua mãe; ele renuncia à mãe como objeto de desejo.

 
“É na medida em que não possui o Falo que a criança feminina se introduz na simbólica do dom. É na medida em que … se trata de ter ou não o Falo que ela entra no complexo de Édipo. O menino … não é por aí que ele entra, é por aí que ele sai. No fim do complexo de Édipo … é preciso que ele faça dom daquilo que tem.”25
 
Castração e privação
A castração é uma idéia, a privação é um fato. Ao olhar o corpo nu da menina, o menino pensa: “Ela foi castrada”; a menina, examinando-se, constata: “Fui privada dele.” Para o menino, a castração é uma idéia angustiante, a idéia de que o essencial pode lhe faltar; ao passo que, para a menina, a privação é uma constatação dolorosa, a constatação de que lhe falta o essencial que ela julgava ter.
 
“A privação é … em especial o fato de que a mulher não tem pênis, que é privada dele. Esse fato, a assunção desse fato, tem uma incidência constante na evolução de quase todos os casos que Freud nos expõe. …A castração … toma por base a apreensão no real da ausência de pênis na mulher. … [As criaturas femininas] são castradas na subjetividade do sujeito. No real, na realidade, naquilo que é invocado como experiência real, são privadas. …
A própria noção de privação … implica a simbolização do objeto no real. … Indicar que alguma coisa não está ali é supor sua presença possível, isto é, introduzir no real … a simples ordem simbólica. …
Quanto à castração, na medida em que ela é eficaz, experimentada, presente na gênese de uma neurose, incide … sobre um objeto imaginário. Nenhuma castração … é jamais uma castração real.”26
 
O supereu, fruto do Édipo

O supereu, herdeiro do complexo de Édipo, é uma figura da lei introjetada no inconsciente infantil e que dita, como um mestre interior, as escolhas decisivas e cotidianas da existência.
 
“O fim do complexo de Édipo é correlativo da instauração da lei como recalcada no inconsciente, mas permanente. …A lei … é baseada no real, sob forma desse núcleo deixado atrás de si pelo complexo de Édipo, … [núcleo] que sabemos se encarnar em cada sujeito sob as formas mais diversas, mais extravagantes, mais caricatas – que se chama o supereu.”27
 
O Édipo, uma figura do Ideal do eu
Para Lacan, o Édipo é uma via normativa, uma das figuras possíveis do Ideal do eu. O Ideal do eu é o tipo viril ou o tipo feminino que o menino e a menina estão destinados a assumir.
 
“… há no Édipo a assunção do próprio sexo pelo sujeito, isto é, para darmos os nomes às coisas, aquilo que faz com que o homem assuma o tipo viril e com que a mulher assuma um certo tipo feminino … . A virilidade e a feminização são os dois termos que traduzem o que é, essencialmente, a função do Édipo. Encontramo-nos, aí, no nível em que o Édipo está diretamente ligado à função do Ideal do eu.”28
 
“Logo, não basta que o sujeito depois do Édipo desemboque na heterossexualidade, é preciso que o sujeito, menino ou menina, desemboque nela de uma maneira tal que se situe corretamente em relação à função do pai. Eis o centro de toda a problemática do Édipo.”29
 
A castração é transmitida de pai para filho
Que é ser castrado senão constatar dolorosamente que nosso corpo e nossos desejos são limitados? O pai que tive, o pai que sou e o filho que me sucede, todos devem assumir as castrações impostas.

 
“… a castração que atinge o filho, não será também o que o faz ter acesso pela via justa ao que corresponde à função do pai? … E não é isto mostrar que é de pai para filho que a castração se transmite?”30
 
Dolto e o interdito do incesto
Dolto pede aos pais que assumam a castração de não considerar seus filhos como prolongamento de si próprios.
 
“Os pais gostariam de manter o domínio sobre seu filho e de inscrever os frutos da experiência deles em seu pensamento. Isso é trapacear com o interdito do incesto. Ele deve livrar-se de tudo que lhe foi inculcado pelos pais: ‘Abandona pai e mãe’, o que não quer dizer que ele não descobrirá sua herança de outra forma, ele próprio engendrando a partir do que ouviu, não de seus pais mas de sua experiência, de outras pessoas na vida, sob a condição de que isso não seja obrigatório, não esteja na corrente de uma aliança amorosa.”31 Dolto
 
 (J.-D. Nasio - Édipo, O complexo do qual nenhuma criança escapa)
 
 
NOTAS
 
1Abrégé de psychanalyse, Paris, PUF, 14a ed., 1997, p.58 [ed. bras.: “Esboço de psicanálise”, in ESB, vol.23].
2. “À partir de l’histoire d’une névrose infantile”, in Œuvres complètes de Freud, vol.XIII, Paris, PUF, 3a ed., 2005, p.84 [ed. bras.: “Da história de uma neurose infantil”, in ESB, vol.17].
3Cinq psychanalyses, Paris, PUF, 23a ed., 1999, p.418 [ed. bras.: “Da história de uma neurose infantil”, in ESB, vol.17].
4. “Quelques types de caractères”, in L’Inquiétante étrangeté et autres essais, Paris, Gallimard, 1985, p.166 [ed. bras.: “Alguns tipos característicos encontrados na psicanálise”, in ESB, vol.14].
5Ma vie et la psychanalyse, Paris, Gallimard, 1949, p.65 [ed. bras.: “Pósescrito a ‘Um estudo autobiográfico’”, in ESB, vol.20].
6. “Psychanalyse” e “Théorie de la libido”, in Résultats, idées, problèmes, Paris, PUF, 6aed., 1988, p.62 [ed. bras.: “Dois verbetes de enciclopédia”, in ESB, vol.18].
7Freud présenté par lui-même, Paris, Gallimard, 1984, p.57 [ed. bras.: “Um estudo autobiográfico”, in ESB, vol.20].
8. Ibid. p.58.
9. “Un enfant est battu”, in Névrose, psychose et perversion, Paris, PUF, 12a ed., 1997, p.227 [ed. bras.: “Uma criança é espancada”, in ESB, vol.17].
10. Ibid., p.238.
11. “La féminité”, in Nouvelles conferences d’introduction à la psychanalyse, Paris, Gallimard, 1984, p.173 [ed. bras.: “Feminilidade”, in Novas conferências introdutórias à psicanálise (conf.33), ESB, vol.22].
12. “Sur la sexualité feminine”, in La vie sexuelle, Paris, PUF, 13a ed., 1997, p.142 [ed. bras.: “A sexualidade feminina”, in ESB, vol.21].
13Essais de psychanalyse, Paris, Payot, 1981, p.203-4 [ed. bras.: “O eu e o isso”, in ESB, vol.19].
14. “Un enfant est battu”, in Névrose, psychose et perversion, op.cit., p.243.
15. Ibid., p.233.
16. “La féminité”, in Nouvelles conferences d’introduction à la psychanalyse, op.cit., p.161.
17. “Os complexos familiares na formação do indivíduo”, in Outros escritos, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2003, p.53-4.
18. Ibid., p.66-7.
19O Seminário, livro 4, A relação de objeto (1956-57), texto estabelecido por Jacques-Alain Miller, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1995, p.124.
20. Ibid., p.70.
21O Seminário, livro 5, As formações do inconsciente (1957-58), texto estabelecido por Jacques-Alain Miller, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, p.171.
22. Ibid., p.180.
23O Seminário, livro 4, A relação de objeto, op.cit., p.83-4.
24. Ibid., p.81.
25. Ibid. p.125.
26. Ibid., p.223-4.
27. Ibid. p.216.
28O Seminário, livro 5, As formações do inconsciente, op.cit., p.171.
29O Seminário, livro 4, A relação de objeto, op.cit.
30O Seminário, livro 17, O avesso da psicanálise (1969-70), texto estabelecido por Jacques-Alain Miller, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1992, p.114
31. Françoise Dolto, revista Approches, 40, 1980.

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