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A Ciência da Fé
No século XVIII, o imperador Napoleão chamou o cientista Pierre Simon, marquês de Laplace, e perguntou-lhe porque ele não havia incluído Deus em seu mais recente livro sobre movimento celestial. Dizem que Laplace teria respondido desta maneira: “Majestade, não precisei dessa hipótese específica”.

Faz muito tempo que Laplace viveu mas, até hoje, a “prova” do estabelecimento científico contra a existência de Deus consiste na insistente negativa: “Não precisamos dessa hipótese específica”.

Se a cruzada do estabelecimento científico contra Deus se dirige ao Deus dualista do cristianismo popular, o poderoso imperador, sentado em um trono no espaço exterior que distribui recompensas e castigos, sou simpático a essa cruzada. Mas quando essa mesma cruzada parece incluir o desdém por todo agente causal fora do mundo material, então é chegada a hora de todas as pessoas de bem despertarem e rejeitarem essa “velha” ciência.

Este livro mostra que todas as ciências – física, biologia, psicologia e medicina – necessitam da hipótese da causação descendente, introduzida como uma escolha consciente entre os potenciais quânticos, a fim de compreender seus princípios e dados mais básicos. O agente dessa causação descendente, a consciência quântica, é aquilo que as tradições espirituais esotéricas de todo o planeta chamam Deus, apesar das visões populares.

A teoria e fatos apresentados neste livro como evidências científicas da existência de Deus falam por si sós. Assim, considere:

Não podemos encontrar uma física melhor do que a física quântica: sua teoria é sólida, seus dados comprobatórios são impecáveis.

Não podemos encontrar uma interpretação melhor da física quântica do que a interpretação baseada na consciência idealista, pois é a única interpretação livre de paradoxos.

Não podemos encontrar uma metafísica melhor do que a do primado da consciência para basear nossa ciência, pois apenas esta filosofia abrange todas as nossas experiências, “tudo que for o caso”. (Esta citação foi extraída do Tractatus logico-philosophicus de Ludwig Wittgenstein, que começa com a frase: “O mundo é tudo aquilo que for o caso”.)

Não podemos compreender a criatividade sem o conceito dos saltos quânticos de descontinuidade.

Não podemos encontrar uma explicação para as lacunas fósseis da evolução sem a ideia da causação descendente e da criatividade biológica.

Não podemos encontrar maneiras de distinguir a vida e a não vida, e o consciente e o inconsciente, sem a ideia da hierarquia entrelaçada.

Não podemos resolver os paradoxos da cisão sujeito-objeto em nossa percepção normal, sem os conceitos de causação descendente, hierarquia entrelaçada e não localidade.

Não podemos compreender os abundantes dados experimentais de nossa interconectividade sem a não localidade da consciência.

Não podemos compreender inúmeras informações sobre experiências de quase-morte e reencarnação sem o conceito dos corpos sutis não físicos.

Não podemos compreender a acupuntura e a homeopatia sem o conceito das energias vitais não físicas.

Não podemos compreender o significado e a razão pela qual nosso corpo sofre com sua distorção, contraindo doenças, sem o conceito de uma mente não física.

Não podemos compreender o motivo para a existência das leis físicas e do altruísmo, nem a razão pela qual a ética e os valores influenciam nossa consciência, ou o porquê da cura funcionar, sem o conceito de um corpo supramental não físico.

Não podemos ter uma ciência ética apropriada sem a hipótese da causação descendente e dos corpos sutis.

Não podemos compreender a cura espontânea sem conceitos como causação descendente, saltos quânticos e corpos sutis.

Não podemos nos compreender sem conhecer Deus – nosso ser causal mais profundo, nossa consciência quântica.

Não podemos conhecer nosso futuro evolucionário, e nos prepararmos para ele, sem aceitar a evolução da consciência.

Deus existe. Perceba-o. Viva-o. Ame-o. Desenvolva as energias do amor.

Parafraseando o poeta Rabindranath Tagore:

Na noite violenta
sob o impulso da morte
quando seres humanos rompem
seus limites terrenos condicionados,
será que a ilimitada glória celeste de Deus,
a inteligência supramental,
não irá se revelar?

Sim, irá. A sombria noite da alma, o interlúdio materialista, está quase terminando. Nessa noite sombria, fizemos nosso processamento criativo, algo que os indianos chamam tapasya (prática espiritual que queima impurezas), e estamos desenvolvendo uma nova ciência para nos orientarmos em nossa evolução até o supramental. Ainda falta um pouco até chegarmos, ainda precisamos esperar um pouco, a noite ainda não acabou. Mas as primeiras luzes da nova aurora estão visíveis para todos que desejem ver.

(Amit Goswami - Deus não está morto,evidências científicas da existência divina)
A Matrix enquanto hipótese metafísica

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publicado às 21:53



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