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Deméter/Ceres, deusa das estações e das colheitas, faz crescerem as flores, as
plantas e, evidentemente, os “cereais”. Ela vai ter uma filha, Perséfone, literalmente
adorada e que será raptada por Hades para depois se tornar sua esposa. Na verdade,
Hades e Deméter vão repartir entre si Perséfone: eles a terão cada um por seis meses
no ano. Por esse motivo, no inverno e no outono nada brota: Perséfone está com Hades;
sua mãe, cheia de tristeza, deixa de lado seu trabalho. Quando a filha retorna, na
primavera, volta também o sol e tudo revive!
(Luc Ferry)
 
Hades/Plutão reina nos infernos com a mulher, Perséfone, filha de Deméter.
Todo mundo, mesmo no Olimpo, mais ou menos o teme. Dizem que é o mais rico
(plutos) de todos os deuses, pois reina sobre a população mais numerosa: a dos
mortos
(Luc Ferry)
 
No seu quarto casamento, Zeus desposa, como no segundo, uma Deusa de natureza terrestre: a multinutriz Deméter, sua própria irmã. Se Thémis explicita a Terra sob o aspecto do inabalável e da firmeza incontestável, Deméter a explicita enquanto forças ctônicas fecundas e produtoras de alimento. Assim, a filha de Deméter, Perséfone, se associa a Hades, já que os mortos e a fecundidade subsolar pertencem ao mesmo reino. Os dons de Deméter, nutrientes da vida, provêm da escura Terra aonde descem os mortos e onde eles conservam e fazem circular e aflorar suas forças úberes. Por isso o Sapiente Zeus dá ao Hades a filha que tem com Deméter
(Hesíodo - Teogonia, a origem dos deuses) 
 
O mito da ausência de Perséfone e seu
retorno aos braços da mãe representa o grão
que fica escondido no solo por um tempo e
depois germina. Plutos é o resultado das colheitas,
a fartura. Zeus cegou a Plutos desde
seu nascimento para que não fizesse distinção
se estava dando riquezas a bons ou maus.
(Sadat Oliveira - Introdução à Mitologia Grega, Vol.II os deuses olímpicos)
 
Perséfone é uma imagem das dimensões misteriosas
e ocultas da vida e simboliza, entre outras coisas, os ciclos da natureza e do
tempo que são vedados à consciência racional. Ela não representa o julgamento
da sociedade; reflete uma lei mais profunda da natureza, que lida
com consequências psicológicas. Podemos entender que ela simboliza as
leis pelas quais o próprio psiquismo inconsciente funciona.
(Liz Greene & Juliet Sharman-Burke - Uma Viagem através dos Mitos,
O significado dos mitos como um guia para a vida)
 
 
Apesar de nos levar de volta aos infernos, a história de Deméter e de sua filha, Perséfone, é bem diferente da de Orfeu.(Ela é essencialmente contada nos Hinos Homéricos, uma antologia de poemas por muito tempo atribuídos ao próprio Homero, mas hoje em dia ignoramos, como eu já disse, quem são seus verdadeiros autores. Em todo caso, é basicamente o texto que sigo, pois não apenas é sem dúvida um dos mais antigos, como também o mais rico e interessante.) De fato, seus protagonistas são deuses imortais e não simples mortais tentando desesperadamente escapar da morte. Isso significa que suas relações com os infernos não são as mesmas. Mesmo assim, o mito também não deixa de estabelecer, mesmo que de modo diferente, um laço entre o reino de Hades e a ordem do mundo. É com ele, principalmente, que os gregos vão explicar um elemento fundamental da organização do cosmos, o nascimento das estações do ano: o final do outono e o inverno, quando tudo morre, e depois a chegada da primavera e o verão, quando tudo volta a viver e refloresce. E essa alternância, como você logo verá, está diretamente ligada à descida aos infernos da filha de Deméter, de quem passo a contar a história.
Deméter, deusa da agricultura e da colheita
 
Deméter, por sua vez, é filha de Cronos e de Reia: consequentemente, é irmã de Zeus e também de Hades. Sendo a deusa das estações e das colheitas, ela, entre outras coisas, faz crescer o trigo, razão pela qual os romanos a chamam de Ceres, de onde vem a palavra cereal — com que os homens fabricam o pão e muitos outros alimentos. Além disso, foi também quem lhes ensinou a arte de cultivar a terra, a agricultura. É uma deusa muito poderosa, pois ela dá vida — pelo menos às plantas, aos legumes, às frutas, às flores e às árvores —, e pode ainda, se assim quiser, tomá-la de volta: fazer com que nada brote nos campos e nas hortas. Na medida em que a existência dos humanos mortais, ao contrário da dos deuses, depende da alimentação, Deméter tem uma imediata e particularmente forte ligação com a morte.
Muito bem, Deméter teve com seu irmão, Zeus, uma filha, a quem deu o nome Perséfone. Às vezes também é chamada Coré, que em grego significa “moça”, e os romanos lhe deram ainda um outro nome, Prosérpina. Na época, era comum que irmãos e irmãs, pelo menos entre os deuses, tivessem filhos juntos — aliás, no início, não havia outra possibilidade; como os Titãs, os olímpicos eram obrigados a se unir entre si, pois não havia ainda ninguém mais com quem formar casal. Deméter, então, tem uma filha divina, a quem ama de uma forma que nem se pode imaginar. Ela é simplesmente louca pela menina. Deve-se dizer que a pequena Perséfone, ao que dizem, é adorável. Tem, é claro, como todas as deusas, uma beleza perfeita, mas encarna a imagem por excelência da jovem, com viço, inocência, suavidade, ou seja, ela é uma graça.
Enquanto a mãe percorre o mundo controlando as colheitas e os grãos, Perséfone ingenuamente brinca nos prados, com graciosas ninfas. Colhe flores para fazer um bonito buquê. Mas Zeus tem na cabeça um projeto que ele a todo custo evitou que a irmã Deméter percebesse: pretende que a filha, Perséfone, se case com o mais rico de todos os imortais, Hades, o senhor do inferno. Ele também é chamado “Plutão”, que significa “rico” e é como os romanos vão chamá-lo: ele reina sobre os mortos — de longe a população mais numerosa, uma vez que a humanidade se compõe muito mais de mortos do que de vivos. Se medirmos a riqueza de um rei pelo número dos seus súditos, de fato, com certeza o senhor dos infernos é o soberano mais opulento do universo.
Para chegar ao que pretende, Zeus pediu a Gaia, sua avó, que fizesse brotar uma flor mágica, singular, particularmente admirável: de seu talo único, saem cem corolas deslumbrantes, e o perfume que soltam é tão delicioso que o céu inteiro sorri. Quem a vê, seja mortal ou Imortal, cai sob o seu encanto. Perséfone, é claro, se precipita para a flor miraculosa que, sozinha, já formaria o mais lindo buquê. No momento porém em que se prepara para apanhá-la, a terra se abre (o que confirma, de fato, a cumplicidade de Gaia) e o senhor dos mortos surge em seu carro de ouro — não esqueça que ele é realmente riquíssimo! — puxado por quatro cavalos imortais. Ele agarra Perséfone com braços poderosos e rapta a jovem. Ouve-se um grito dilacerante, um som estridente que ressoa por todo o cosmos, um lamento comovedor, animado pelo desespero de Perséfone diante da ideia de não mais ver a mãe. Pois ela, por sua vez, também a adora literalmente. Três pessoas no mundo não podiam deixar de ouvir o terrível estertor: Hécate, uma divindade cujos atributos são bastante misteriosos, mas que muitas vezes se revela caridosa com quem sofre, Hélio, o sol, que tudo vê e a quem nada escapa, e, é claro, a própria Deméter, tomada de horror ao ouvir a voz assustada da filha.
Por nove dias e nove noites, Deméter percorre a Terra inteira, de leste a oeste, do nascente ao poente, em busca da filha bem-amada. À noite, carrega braçadas de imensas tochas para iluminar. Durante nove dias e nove noites fica sem beber água e sem se alimentar, não se lava, não se troca: está paralisada pela aflição. Ninguém, seja mortal ou deus, quer lhe dizer a verdade e nem mesmo vem ajudar. Exceto, justamente, a caridosa Hécate, que a aconselha a procurar Hélio, o sol que tudo vê. Comovido, ele se dispõe a dizer a verdade: Perséfone foi pura e simplesmente raptada pelo tio, Hades, o príncipe das trevas. E claro, Deméter compreende imediatamente que a operação não pode ter sido executada sem o consentimento, ou até a cumplicidade do irmão, Zeus. Ela se recusa a permanecer na assembleia dos deuses e desce à terra dos homens. Perde voluntariamente sua beleza de deusa e assume, como nos contos de fada, a aparência de uma velha feia e pobre. Dirige-se assim à cidade de Elêusis, onde encontra, à beira de uma fonte em que tinham vindo buscar água, as quatro filhas do rei da cidade, um certo Celeu. Conversam e Deméter, que continua a esconder sua identidade, diz que procura trabalho, por exemplo, como ama. Isso vem a calhar pois, justamente, as quatro jovens têm um irmão pequeno: elas correm para perguntar à mãe, Metanira, se não quer empregar aquela velha senhora como babá. Acordo feito, e Deméter se encontra no palácio do rei Celeu. É apresentada a Metanira, a rainha, e a uma dama de companhia, Iambé, que, vendo a tristeza estampada no rosto de Deméter, tenta distraí-la. Faz algumas brincadeiras e conta histórias engraçadas. Consegue com isso desanuviar um pouco a deusa, que sorri e até mesmo ri! — o que não acontecia havia muito tempo. Ela recupera algum prazer pela vida, o bastante para cuidar da criança, como se espera.
Temos aqui um episódio bem interessante, pois também está ligado ao tema da morte que percorre todo esse mito. Novamente no papel de mãe, Deméter resolve tornar imortal o filhote de homem que acabam de lhe confiar, dando o mais belo presente com que um deus possa homenagear um ser humano. Ela o esfrega com o alimento divino, a ambrosia, que permite que se escape da finitude, de forma que o menino cresce e embeleza com incrível rapidez, para imensa surpresa dos pais, pois ele nada come. De fato, os Imortais se contentam com ambrosia e néctar, sem jamais precisar de pão nem carne, com que se alimentam os homens, e o garoto já é quase um deus. Toda noite, Deméter o mergulha no fogo divino que ela teve o cuidado de acender na lareira. Tais chamas também contribuem para que os mortais se assemelhem aos deuses. Ocorre que a mãe, Metanira, preocupando-se e querendo descobrir o que Deméter faz com seu filho durante a noite, se esconde atrás da porta para espionar. Ao ver a deusa mergulhar o menino no fogo, ela começa a gritar.
Para sua infelicidade! Deméter deixa a criança cair no chão, o que imediatamente a torna mortal. De modo simbólico, isso significa que a deusa mais uma vez perde o seu papel de mãe. Sua segunda maternidade, por assim dizer, fracassa, e ela volta à aparência divina. Recupera todo o esplendor e a beleza divina. Revela a Metanira e às suas filhas sua verdadeira identidade. Faz com que compreendam a dimensão do erro cometido pela mãe; sem sua intervenção intempestiva, o menino se incluiria entre os deuses imortais. Agora é tarde demais, azar o dele e o delas. Em seguida, ordena a construção, pelo povo de Elêusis, de um templo digno de sua divindade, para que lhe prestem culto e onde ela possa, quando bem entender, revelar os mistérios que possui (sobre a vida e a morte). É como nasce o famoso culto que envolve os chamados “mistérios de Elêusis”. Os adeptos dessa nova religião, ligada à lembrança de Deméter, esperam, ao desvendar os mistérios da vida e da morte, ganhar a salvação e, por que não?, ter acesso à imortalidade. E nisso, como se pode ver, o mito de Deméter se junta ao de Orfeu, que igualmente desemboca num culto (o orfismo), também ligado à esperança de elucidação dos segredos da vida eterna, graças ao ensinamento de quem atravessou os infernos.
Mas voltemos a Deméter. Perdendo uma criança pela segunda vez, ela fica mais dura, e isso para não dizer que se torna uma pessoa má. Passa a achar que essa brincadeira já está durando demais e quer sua filha de volta. Resolve, então, fazer o que for preciso. E como também tem em seu poder os segredos da vida e da morte, pelo menos aqueles que regem o mundo vegetal — pois eles se remetem direta e exclusivamente a seus poderes —, decide que nada mais voltará a crescer nem a florir na terra enquanto Zeus não lhe fizer justiça. Dito e feito. Tudo na terra entra em declínio e muito rapidamente é o cosmos inteiro, inclusive em suas esferas mais divinas, que se vê ameaçado.
Cito a seguir como, já no século VI a.C., o Hino Homérico transmitiu esses fatos:
Foi um período dos mais horríveis aquele em que Deméter deu aos homens que vivem sobre o chão nutriz um ano realmente cruel. A terra não fazia mais crescer o grão, pois a deusa coroada o mantinha escondido. Os bois muitas vezes arrastaram em vão pelas lavouras a relha curva do arado; com frequência a pálida cevada caiu inútil na terra. Ela teria sem dúvida aniquilado em triste penúria a raça inteira dos homens que têm linguagem e frustrado os habitantes do Olimpo da gloriosa homenagem dos sacrifícios, se Zeus não pensasse e refletisse em seu espírito.
De fato, e como sempre quando a ordem cósmica se encontra em perigo, é a Zeus que cabe intervir e propor, à imagem do julgamento original, quando ele repartiu e organizou o mundo, uma solução equitativa, isto é, justa e estável. No trecho, observe como se justifica a existência do gênero humano no poema: o eventual desaparecimento da humanidade não se apresenta como uma catástrofe propriamente, mas como uma frustração para os deuses. Ou seja, é para eles, antes de tudo, que a humanidade existe, para distraí-los e cultuá-los. Sem a vida e a história que ela introduz na ordem cósmica, esta se manteria paralisada, para sempre imutável e, em consequência, mortalmente tediosa. De qualquer forma, Zeus sucessivamente envia os olímpicos a Deméter, para tentar fazê-la dar fim àquele desastre. Mas nada funciona. Deméter permanece como o mármore, inflexível: enquanto não lhe devolverem a filha, nada crescerá na terra até que toda vida desapareça, se necessário. E isso, é claro, causa incômodo aos demais deuses. Uma vez mais, sem os homens para distraí-los, homenageá-los e fazer belos sacrifícios, os Imortais se entediam, mortalmente. Sem a vida, isto é, a história e o tempo simbolizados pelo nascimento e pela morte dos homens, sem a sucessão das gerações humanas, o cosmos se torna completamente desinteressante. Zeus, então, envia sua última arma, Hermes, como fez com Calipso para que libertasse Ulisses. A Hermes, todo mundo é obrigado a obedecer, pois todos sabem que é o mensageiro pessoal de Zeus e que fala em seu nome. Hermes transmite a Hades a ordem de deixar que Perséfone volte à luz e à sua mãe. Diga-se de passagem que, exceto no episódio do rapto, em que precisou fazer uso da força, Hades se mostra muito cuidadoso com Perséfone o restante do tempo. Faz tudo que está em seu poder para ser amável e meigo com ela.
Hades é obrigado a aceitar a ordem de Zeus. É inútil tentar qualquer coisa para evitar isso e, menos ainda, apelar para a força. Mas uma pequena malícia não faz mal nenhum: furtivamente, como quem não quer nada, ele arranja para que Perséfone coma, antes de ir embora com Hermes, um grão de romã, uma fruta deliciosa que ela aceita quase sem se dar conta. Não sabe que aquele miserável grãozinho de nada vai ligá-la definitivamente a Hades: tendo absorvido algo vindo da terra de baixo, dos infernos, por mais modesto, como esse que aceitara, ela passa a estar ligada para sempre ao território de onde ele provém.
Zeus, a partir disso, precisa encontrar a solução justa, uma solução que preserve sua decisão de dar a própria filha a Hermes e o direito da mãe de também tê-la consigo. Ele tem, se posso assim me exprimir, que dividir em partes iguais o pomo, para restabelecer a ordem justa. Veja como ele faz isso, ainda segundo o Hino Homérico:
Zeus, cuja potente voz surdamente estrondeia, enviou como mensageira Reia de belos cabelos, para trazer de volta Deméter coberta de negro à raça dos deuses; e prometeu-lhe também privilégios à sua escolha, dentre os que têm os Imortais. Resolveu que, do ciclo do ano, a filha passaria um terço dele na obscuridade brumosa e os dois outros junto de sua mãe e dos Imortais. Ele assim falou e a deusa não haveria de desobedecer à mensagem de Zeus.
De fato, não se pode desobedecer ao rei dos deuses. Mas o principal é que a solução dada tem um significado muito profundo em termos de justiça. Como você vê, ela une dois temas “cósmicos” literalmente cruciais: o da vida e da morte, de um lado, e a divisão do mundo em estações, de outro. O período em que Perséfone está com Hades no reino dos mortos, um terço do ano, nada mais cresce na terra: nem flores, nem folhas, nem frutas nem legumes. É o inverno, o frio gelado que faz os homens se recolherem como plantas. É a morte que então reina no mundo vegetal, à imagem daquilo que se passa embaixo, com Perséfone presa no mundo das sombras. Quando ela volta à luz para encontrar a mãe, é a primavera e depois o verão, até a bela estação do outono. Tudo, então refloresce, tudo cresce e a vida recomeça.
A divisão do mundo, da ordem cósmica inteira, está assim garantida — a morte e a vida se alternam em ritmo que corresponde ao que se passa em cima e embaixo, no solo e no subsolo. Não há vida sem morte nem morte sem vida. Ou seja, assim como o cosmos estável não pode deixar de contar com as gerações que os homens mortais encarnam — sem as quais essa estabilidade parada, sem vida e sem movimento, se assemelharia muito simplesmente à morte —, não há cosmos perfeito sem a alternância das estações, sem a alternância do inverno e da primavera, da morte e do renascimento. O mesmo se passa com relação a Apolo e Dioniso: não há um sem o outro. É preciso, para um universo rico e vivo, haver estabilidade e vida, calma e festa, razão e loucura. É preciso haver homens para que o mundo das pessoas, mortais e Imortais juntos, possa entrar no movimento da história; as estações são necessárias para que o mundo da natureza também tenha vida e diversidade. É esse o sentido profundo de tal mito. Como você pode ver, ele não pertence propriamente às histórias de hybris, como os que contei até aqui. Mesmo assim, coloco-o junto dos mitos precedentes, pois também estabelece um laço forte com a ameaça de desordem cósmica, quando a injustiça entre os deuses ganha terreno (e Hades havia sido injusto). E coube novamente a Zeus intervir para dar fim à desordem, com um julgamento cósmico que estabelece uma nova ordem no mundo: durante a estação da ausência, nada cresce; durante a da presença, tudo renasce. E assim segue a vida nessa terra dos mortais, pois, com a ausência deles, até os próprios deuses acabariam desaparecendo.

(Luc Ferry - A Sabedoria dos Mitos Gregos)
Deméter e Perséfone

 

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publicado às 12:11


5 comentários

De Thynus a 20.11.2015 às 22:15

Sem dúvida dentro deste mito e de outros....ainda há mujito a dizer....Image

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