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Conheça e controle os seus medos

por Thynus, em 12.01.15
O medo é o pior dos conselheiros.
Alexandre Herculano
 
A vida é maravilhosa se não se tem medo dela.
Charles Chaplin
 
Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, 
mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez.
William Shakespeare
 
 
Segundo o dicionário, medo é “sentimento de viva inquietação ante a noção de perigo real ou imaginário, de ameaça”. A ocorrência do medo ante a noção de perigo real pode funcionar como um alerta salvador, como acontece, de modo natural, às pessoas e aos animais. Entretanto, a paralisia que acomete a maioria das pessoas por medos de ameaças irreais limita seu progresso, acovarda, leva ao acomodamento, destrói a autoconfiança. É um dos maiores inimigos da tomada de decisões, uma vez que, juntamente com a dúvida, ele vai incutindo na mente da pessoa aspectos ou pontos pelos quais o seu plano não daria certo, levando o indivíduo a ficar inseguro, podendo até perder o rumo que havia planejado. É um dos maiores inimigos da realização pessoal e do triunfo.
De fato, a confiança em si mesmo é decisiva em qualquer empreitada e na rotina da vida, porém é uma das carências mais comuns nas pessoas, em diferentes graus. O desenvolvimento da autoconfiança começa com a eliminação dos medos que todos carregam. O medo vive sussurrando no ouvido das pessoas que elas “não podem fazer isso”, “podem fracassar”, etc.
Todo ser humano uma vez ou outra acaba enfrentando dificuldades que o distanciam de seus objetivos e que perante essas circunstâncias acaba tomando algumas decisões ou deixando de fazê-lo, em ambos os casos movido por algum medo. É importante ressaltar que todos nós temos medos, uns com maior intensidade outros com menor, mas todos temos.
Os medos, no seu conjunto, instalaram-se na mente das pessoas através de um longo processo e por meio de dois caminhos: a hereditariedade física e a hereditariedade social.
A hereditariedade física: a natureza tem sua lógica inexorável, segundo a qual, se por um lado vigora a lei da perpetuação das espécies, por outro existe a figura do predador que promove o equilíbrio populacional necessário à convivência das espécies. Assim, os mais fortes se alimentam dos mais fracos. A evolução dos seres vivos se deu, assim, por meio da adaptação ao ambiente e, sobretudo, na luta de sobrevivência do mais fraco ante o mais forte. Essa luta de milhões de anos deixou marcas na nossa carga genética. A luta e o correspondente pavor da ameaça fizeram com que o instinto do medo estivesse presente em todo animal.
A hereditariedade social: ao longo dos anos, as crenças e superstições foram transmitidas de uma geração à outra. O que somos hoje, isto é, o que pensamos e o modo como agimos, é o resultado da acumulação e transformação históricas desses traços culturais. Tais traços trazem junto os medos dos nossos antepassados. Todo nosso aprendizado foi influenciado pelas crenças e temores dos que nos ensinaram.

Entendendo os seus medos básicos
São muitos os medos que acometem as pessoas e todas sofrem de algum ou de alguns tipos de medo. Segundo Napoleon Hill, toda pessoa herda a influência de seis medos básicos e sob esses medos principais podem ser agrupados os medos menores ou deles derivarem. São eles: medo da pobreza, da morte, da doença, de perder o amor de alguém, da velhice e da crítica.
A busca da realização e do triunfo implica, necessariamente, em dominá-los. O primeiro passo nessa luta consiste em conhecer a origem dos medos.
Examinemos, pois, cada um dos seis medos básicos.
 
Medo da pobreza: origina-se do hábito adquirido pelo homem de dominar seus semelhantes através do poder econômico. Os animais de uma mesma espécie lutam fisicamente entre si na busca do alimento e do domínio para fins de procriação. O homem descobriu uma maneira mais sofisticada de exercer seu domínio: o poder econômico. Através desse poder, ele ameaça os outros com a miséria.
A sociedade está fortemente associada ao dinheiro. O homem deseja ardentemente a riqueza e procura obtê-la de qualquer maneira, por meios legais, se possível, e por outros métodos, se não a puder adquirir legalmente. Ainda no pensar de Napoleon Hill, “nenhum homem teria o medo da pobreza se tivesse base para confiar nos outros homens, pois existe alimento, abrigo e vestuário suficiente para as necessidades de cada pessoa e todos desfrutariam dessas dádivas, se não fosse o hábito que o homem tem de querer para si mais que o necessário”.
Vivemos num mundo onde as pessoas tentam se sobrepor umas às outras. Como a lei da força física não tem muito valor nesses tempos (a não ser para os lutadores profissionais), o que determina o poder é o dinheiro, ou seja, uma lei informal que diz que uma pessoa é superior às outras pelo simples fato de possuir mais dinheiro. Ninguém gosta de se sentir inferiorizado por outras pessoas e isto explica uma parte importante do que chamamos “medo da pobreza”. Isto leva a pessoa a fazer “de tudo” em seu meio social, emprego, bairro, clube, etc., para não ser inferior.
Quem já passou por situações de pobreza sabe quanto ela é aflitiva pelas privações a que submete as pessoas. Sabe, porém, que isso não é tudo. Há ainda o preconceito, a discriminação da sociedade. A sociedade, desde séculos, se acostumou a avaliar as pessoas por suas posses e a considerar os pobres como pessoas de segunda categoria, cujos sentimentos não contam. Para constatar essa afirmação, basta observar que quando morre alguém rico e/ou famoso, há uma consternação geral, inclusive por parte das pessoas mais pobres. A morte de uma pessoa pobre não desperta nenhum pesar, a não ser nos mais próximos.
O medo da pobreza é muito forte inclusive entre as pessoas que já têm dinheiro, pois temem perdê-lo. Levar uma vida de privações é desagradável para qualquer pessoa, porém é muito mais desconfortável para quem já usufruiu de riqueza, pois quem se acostumou a levar uma vida de luxo e conforto fica apavorado diante da nova realidade.
Como já vimos, o hábito da economia é algo muito importante, mas as pessoas algumas vezes subvertem o seu sentido e acabam se tornando miseráveis com o medo de ficarem pobres. São as pessoas que, mesmo tendo posses, se tornam sovinas e se portam como eternos necessitados. É um erro, pois todo esse pensamento de medo de pobreza levará a pessoa a uma vida não confortável e, muitas vezes, de tanto a pessoa pensar em não empobrecer acaba de fato ficando pobre. O dinheiro foi feito para circular; quanto mais você circular seu dinheiro, mais ele voltará a você. Ford instituiu um salário mínimo dentro de suas empresas muito acima do que se praticava na época, seguindo o raciocínio de que quanto mais o povo ganhasse, mais poder aquisitivo teria e mais automóveis poderia comprar. Se você tem uma idéia da prosperidade que Ford conseguiu, vai concordar com ele. Viva com tranqüilidade, não seja esbanjador, habitue-se a guardar alguma coisa para comprar o que você deseja e fazer frente a necessidades futuras e não, simplesmente, guardar tudo com medo de um dia ficar sem nada.
 
Medo da velhice: resulta da noção da perda dos meios pessoais de obter sustento (pobreza), de obter o prazer, de exercer o controle sobre sua vida (dependência, perda do impulso natural para a preservação da espécie) e da privação gradual dos meios que nos permitem conviver em condições de igualdade com as outras pessoas. Está também muito associado ao medo da morte. É um medo muito estimulado pelos costumes sociais em culturas que discriminam os idosos.
Nós vivemos num mundo de jovens, onde a maioria esbanja vitalidade, e quando temos contato com nossos avós, pais, etc., ou seja, com pessoas que já passaram por muitas experiências, mas não têm a mesma vitalidade de antigamente, percebemos a discriminação que sofrem por parte da sociedade.
Quando prestamos atenção à forma física um pouco debilitada, à saúde não tão eficiente como antes e a outras limitações mais, então sentimos medo do futuro.
Esse medo está, de certa forma, relacionado com o medo da pobreza, pois o mercado de trabalho praticamente não aproveita pessoas mais experientes “por não estarem mais aptas ao serviço”. Assim, as pessoas que estão chegando a uma certa idade, principalmente os assalariados, começam a ficar com medo do futuro e, às vezes, criam até perspectivas muito negativas dos anos seguintes, pois há o receio de que as limitações da velhice nos levem a perder o que acumulamos.
Também é muito relacionado com o medo da doença e da morte, porque a crença é a de que “se pode morrer a qualquer hora, de um ataque ou coisa assim”, entre os de idade avançada. Programando-se a tempo, pode-se descobrir que em qualquer idade há uma missão a cumprir e na velhice talvez ela seja muito mais importante, já que a experiência acumulada ao longo da vida é muito mais poderosa do que a força física de outrora, pois pode evitar que muitos incorram em erros desnecessários.
 
Medo da doença: do ponto de vista da herança física, resulta da luta travada dentro de cada corpo, entre o grupo de células construtoras e o grupo de células destruidoras. O medo, neste caso, nasce da lei natural do domínio do mais forte sobre o mais fraco. No plano social, o medo da doença nasce das históricas discriminações que os doentes sempre sofreram.
É também o medo gerado por uma insegurança que algumas pessoas têm com sua própria saúde. Tais pessoas não se sentem dignas e merecedoras de uma boa saúde, pois acham que há alguma coisa errada com elas. E realmente há, não propriamente com sua saúde física, mas com sua saúde mental, que vai transformar tudo o que acham que têm em realidade. São os chamados hipocondríacos. Assim, a programação errada é também a causa desse medo, uma vez que a realidade vivida vem da realidade imaginada. Então, se a pessoa tossiu uma ou duas vezes e já lhe vem à mente que está com pneumonia, a probabilidade de chegar a tal estágio é muito alta. O melhor remédio contra qualquer doença é a auto-sugestão positiva de saúde perfeita, pois não adianta nada tomar antibióticos fortíssimos se continuamos a dar importância à enfermidade e ao seu agravamento.
 
Medo de perder o amor de alguém: origina-se do instinto humano de querer manter sob seu domínio a pessoa que ama. Nos tempos pré-históricos, o homem raptava as mulheres e as mantinha no cativeiro. Este medo pode estar ligado geneticamente à lei da perpetuação das espécies.
Quando uma pessoa ama outra, pode existir aquela insegurança de que talvez a pessoa amada o deixe e parta com outra. Sofrer com esse sentimento de insegurança é um erro, pois se você realmente ama essa pessoa e demonstra isso com todo o seu interior, o que vai acontecer é que você vai se beneficiar,
pois esse amor vai fazer mais bem para você do que para a outra pessoa. Se acontecer de, algum dia, ela o deixar, talvez você fique deprimido, mas isso passa, e existem neste mundo muitas outras pessoas dignas do seu amor. Não desperdice seus melhores momentos pensando nessa hipótese, não viva com insegurança, se entregue, relaxe e viva o momento. O benefício maior vai ser o seu.
 
Medo da crítica: o caráter gregário do homem, isto é, sua necessidade de viver em grupos, implica a necessidade de aceitação, aprovação. Esse fato, associado às suas capacidades de pensar e falar, gerou o temor das expressões reprovadoras que colocam em risco sua aceitação no grupo. Nasceu, desse modo, o medo da crítica. Os costumes sociais se encarregaram de exacerbar e incrementar esse medo, através das muitas convenções sociais, como a moda na vestimenta.
Esse medo se apresenta de muitas formas, das quais a maioria é de natureza insignificante, trivial, chegando até mesmo a parecer infantilidade.
A crítica faz parte de nosso cotidiano, mas também vem de uma cultura ou educação onde nossos pais e avós vivem repreendendo as crianças com a preocupação sobre “o que os outros vão pensar”. Daí, com essa cultura bem calcada em nosso cérebro, nós simplesmente tomamos decisões baseados naquilo que os outros vão pensar se fizermos ou deixarmos de fazer isso ou aquilo. Quantas coisas fazemos ou deixamos de fazer, até inconscientemente, por simples medo da crítica!
Esse medo constitui um controle imposto de fora para dentro e que, muitas vezes, só existe mesmo na mente da própria pessoa. Ainda que a crítica exista de fato, só a aceitamos se queremos. A ninguém é dado o direito de julgar alguém, mesmo porque quem critica geralmente não tem a solução para o problema. Uma firmeza total de propósito e a certeza de que as atitudes não implicam em problemas para ninguém, formam o “antídoto” para esse mal.
Portanto, se você tem vontade de fazer alguma coisa, está convencido de que é o melhor e não vai prejudicar ninguém, faça; e não se preocupe se alguém o está criticando, porque os “críticos” são aqueles que gostariam de fazer aquilo que você está fazendo, mas não têm coragem para tanto.
O medo da crítica geralmente abala a autoconfiança e, muitas vezes, a iniciativa. É o maior inimigo da tomada de decisão e decorre de uma programação equivocada, gerada por uma demasiada importância dada à opinião de quem não resolve nossas questões e que critica simplesmente por criticar, não estando apoiado por fatos, apenas por opiniões ou impressões. Existem no mundo dois tipos de pessoas: as que realizam e as que criticam quem realiza. Se tem medo de errar, lembre-se: só não erra quem nada faz.
 
Medo da morte: é um dos medos principais e segue o raciocínio do medo da doença, mas se baseia em incertezas como “de onde viemos?”, “para onde vamos?”. Essas dúvidas são um dos principais inimigos das pessoas, que por muitas vezes não vivem uma vida adequada, simplesmente por ficarem pensando na morte.
A luta pela sobrevivência, herança da evolução das espécies, explica em parte esse medo que todos temos da morte. Por outro lado, o apego à vida material e o desconhecimento generalizado sobre o que sobrevem à morte, justificam a intensidade com que somos afetados por esse medo. Os terríveis tormentos do medo da morte podem ser atribuídos diretamente ao fanatismo religioso, fonte que é mais responsável por esse medo do que todas as outras fontes reunidas.
A morte é algo inevitável; pode ser que venha hoje, amanhã ou daqui a 80 anos. O fato é que nós não temos certeza absoluta de que amanhã estaremos vivos. Então, por que nos preocuparmos? Vivamos o dia de hoje com mais intensidade, procurando realizar o máximo de nossos objetivos e não nos preocupemos. Essa preocupação não merece nosso valioso tempo.
Se considerarmos e crermos que estamos aqui hoje para cumprir uma etapa na evolução pessoal e da humanidade, e que depois daqui continuaremos a evoluir, apenas desapegados dos aspectos materiais, em outras dimensões, veremos que ter medo da morte perde todo o sentido. Tal convicção serve não apenas para quem tem medo da própria morte, mas também para quem teme perder alguém que lhe é caro, já que a revolta pela perda só serve para causar mais sofrimento, tanto para quem está passando quanto para quem compartilha da mesma situação.

Libertando-se dos medos para crescer
A pessoa que domina o medo pode triunfar em qualquer empreendimento, e já se conhece bastante sobre a mente humana para se saber que toda pessoa pode libertar-se dos efeitos dos medos acumulados durante todas as gerações, com o auxílio do princípio da auto-sugestão.
Muitas pessoas são supostas vítimas de determinados medos. Dizemos “supostas” porque, na sua grande maioria, são mesmo vítimas do “medo do sucesso”, ou seja, quando estão conseguindo destaque na área onde atuam, ou encontram um meio que pode lhes dar tudo o que sempre sonharam, começam a ter dúvidas do tipo “será que vai mesmo dar certo?”, ou “estarei mesmo no caminho correto?”. Tais dúvidas, resultado de uma programação errônea ao longo do tempo, vão imprimindo no subconsciente um clima de insegurança tal, que cria um bloqueio aos planos tão sonhados. Nesse caso, como no caso de qualquer outro medo, a solução é agir, direcionando seus pensamentos para onde se quer chegar e não se preocupando com a condição de onde se quer sair.
Mais informado sobre as origens e os efeitos paralisantes dos medos, você pode e deve combatê-los. Não se deixe abater por eles, enfrente-os, conscientize-se dos porquês dos medos, não permita que eles atrapalhem os seus sonhos. Encha-se de energia e aja! Só a ação espanta e cura o medo. Agir é o melhor remédio para combater qualquer temor, pois a perseverança leva à superação de obstáculos, criando autoconfiança. Além disso, um indivíduo com a cabeça ativa e ocupada com as coisas que realmente podem levá-lo até os seus objetivos, não deixa espaço para que se alojem os medos, sejam lá de que espécie forem. Se o seu medo o está impedindo de agir, de alcançar os seus objetivos, é porque são maiores do que o seu sonho. Lembre-se do caso de Papillon, dos alpinistas que chegaram ao topo das montanhas mais perigosas: certamente tiveram medo, mas o sonho deles era muito maior e nada os deteve.
 
(Adriano Augusto Ventura e outros - A Vida Inteligente)
Procure descobrir o que o medo simboliza para você, o que ele representa, pois, quanto mais o negamos, mais poderoso ele se torna.

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publicado às 13:10



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