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Naturalista britânico e pai da teoria moderna da evolução por seleção natural. 
 
Existem duas grandes linhas de
pensamento sobre a possível origem da vida
e do Universo: o Criacionismo e o
Evolucionismo.
Os adeptos do Criacionismo defendem
que o homem e os animais são produtos
de uma criação direta, realizada por um Ser
possuidor de um poder sobrenatural, que é
Deus. A argumentação dessa linha de
pensamento se apoia na interpretação literal
de textos bíblicos que tratam do tema, como,
por exemplo:
A criação do ser humano:
Gênesis 2:7: “Formou o Senhor Deus
o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas
narinas o fôlego da vida, e o homem tornou-se
alma vivente.”
A criação dos animais:
Gênesis 1: 21: “Assim Deus criou as
grandes criaturas do mar, e todos os seres
viventes que se arrastam, os quais povoavam
as águas, conforme as suas espécies, e todas
as aves que voam, conforme a sua espécie. E
viu Deus que isso era bom.”
A criação do Universo:
Hebreus 11:3: “Pela fé entendemos
que os mundos foram criados pela palavra de
Deus, de maneira que o visível não foi feito
do que se vê.” E, ainda, o mais clássico e incisivo
trecho do Gênesis 1:1: “No princípio
criou Deus os céus e a terra.”
Os adeptos do Evolucionismo defendem
que o homem é produto da evolução. Da
mesma forma é que se explicaria também a
existência dos demais seres vivos, que
chegaram a ser o que são hoje (incluindo especialmente
o homem) apenas depois de
mutações, recombinações e seleção natural,
ao longo de milhões e milhões de anos. O
Universo também se explicaria com o argumento
evolucionista. Herbert Spencer, considerado
o pai do darwinismo social, afirma
que a evolução é um fenômeno geral,
inerente à natureza do Universo, aplicável
tanto aos átomos como às galáxias. Para os
evolucionistas, toda a natureza está em constante
mudança, e essa mudança não cessou
até hoje, e nem há de cessar.
Porém, quando Carl Lineu, naturalista
sueco que viveu antes a Darwin, classificou o
homem e o macaco como gêneros correlatos,
criou o termo homo sapiens para colocar o
homem numa posição diferenciada, e afirmou
que embora ao dissecar um corpo humano,
nada se ache nele que não ocorra também
no corpo dos animais, devia haver uma
essência humana, ligada a algo de absoluto e
imaterial que “o Criador” teria dado exclusivamente
ao homem, isto é, a alma. É de
Lineu a seguinte frase: “É, pois, justo acreditar
que há um Deus imenso, eterno,
incriado, sem o qual nada existe e que tenha
feito e coordena esta obra universal”.
(PETER SPARKS - DILEMAS DA FÉ)
 
Os avanços da ciência demitizando algumas das informações e
dogmas religiosos, os milagres de Jesus que passaram a ser
observados do ponto de vista das doutrinas psicológicas e
parapsicológicas, reduziram a cultura ao materialismo, desde
1857 quando Charles Darwin, através do Evolucionismo, aplicou
o golpe de misericórdia no mitológico Criacionismo bíblico,
servindo de suporte para a vitalização do ateísmo...

(Divaldo Franco - ESPIRITISMO E VIDA)
 
O mecanismo de seleção natural não pressupõe qualquer inteligência
operando acima da matéria e seus elementos. Não me interessa aqui
a discussão do darwinismo com o criacionismo, portanto não vou entrar
em reflexões cosmológicas ou (a)teológicas acerca da origem do universo.
Meu interesse recai apenas sobre o que o darwinismo nos relata a
respeito da psicologia evolucionista, ou seja, o mecanismo de seleção
natural atuante no âmbito do comportamento humano.
(Pondé, Luiz Felipe - Guia politicamente incorreto da filosofia)
 
 

Com a publicação de Sobre a origem das espécies através da seleção natural (1859), Charles Darwin modificou nosso entendimento a respeito de nosso lugar no mundo natural mais que qualquer outro pensador nos últimos duzentos anos. A teoria da evolução de Darwin é baseada na sua descoberta do processo de seleção natural, segundo o qual organismos mais adaptados ao seu ambiente do que outros produzem mais descendentes, enquanto os menos adaptados não conseguem sobreviver. Os traços genéticos de uma espécie, originalmente aleatórios, mudam como resultado da seleção natural, de modo que aqueles que são benéficos à sobrevivência predominam, enquanto outros tornam-se mais escassos.
Dos três pensadores modernos cujo trabalho modificou nossa compreensão do homem em seu meio social, a obra de Charles Darwin se equipara à explicação de Karl Marx das estruturas sociais e econômicas e ao mapeamento do inconsciente feito por Sigmund Freud. É verdade que a teoria da relatividade de Albert Einstein explicou o tempo e a matéria de maneira que alterou nosso entendimento do mundo físico; mas a importância de Darwin, Marx e Freud se deve ao fato de eles terem mudado a maneira como entendemos nós mesmos. A teoria da evolução de Darwin forneceu uma explicação científica da origem das espécies que se contrapôs a “explicações” miraculosas, trazendo pela primeira vez para a ciência, deste modo, a atenção de um amplo público leigo.
Em A descendência do homem (1871), Darwin traçou as origens do ser humano por meio da seleção natural para mostrar que ele possui ancestrais comuns com o chimpanzé. As conclusões a serem tiradas daí destruíram mais de três milênios de crença de que o homem fora criado por Deus, no sentido retratado pelo Livro do Gênesis. Se o mito da criação era revelado apenas como isto, um mito, então a ideia de um movimento teleológico e natural em direção à perfeição era posta em questão; e, como consequência, muitos sentiram que os fundamentos do cristianismo – e a própria fé em Deus – haviam sido destruídos. Além disso, uma vez que o homem era revelado como um mamífero (embora superior), tudo que lhe dizia respeito agora podia ser estudado (e possivelmente explicado) cientificamente – e até mesmo zoologicamente. Áreas que antes pertenciam à religião e à metafísica – mente, consciência, sensibilidade moral – agora eram trazidas à alçada da investigação científica. A teoria de Darwin lançou no período vitoriano (assim como hoje) o desafio supremo de como avaliar conhecimento (ciência) e fé (religião). No entanto, ela também gerou problemas a pensadores que, apesar de verem a ciência e a razão com respeito, temiam que uma abordagem excessivamente redutiva do estudo do homem pudesse excluir uma apreciação de aspectos existenciais humanos – como os espirituais e psicológicos – que iludisse o estudo científico.

A viagem do HMS Beagle
Darwin nasceu em meio à riqueza. Seu pai, Robert Darwin, era um médico rico que se casou com Susannah Wedgewood, filha de Josiah Wedgewood, o homem responsável por industrializar a manufatura de cerâmica. O jovem Darwin era uma criança delicada, e ele lutou por toda a vida com sua saúde frágil. Ironicamente, iniciou seus estudos como estudante de medicina em Edimburgo, mas sua constituição não atendia aos rigores da profissão, e, no fim, seus estudos lhe entediavam. Ele foi então para Cambridge, de onde saiu com um diploma mediano, tendo devotado a maior parte de seu tempo a coletar e estudar insetos. A combinação de uma fortuna herdada e uma saúde frágil permitira a Darwin passar a maior parte da sua vida – a não ser pela longa viagem que fez a bordo do HMS Beagle – trabalhando como naturalista na reclusão silenciosa de sua casa.
Em 1831, Darwin aceitou um convite para se juntar a uma expedição que mapearia a costa da América do Sul. Os cinco anos de serviço de Darwin como naturalista durante a viagem do HMS Beagle (1831-6) permitiram-lhe coletar os dados de ossos e fósseis que, quando estudados em Cambridge e Londres após a viagem, levaram-lhe a desenvolver sua teoria da origem das espécies. Durante sua jornada no Beagle, Darwin leu Princípios da geologia (3 vols, 1830-3), de George Lyell (1797-1875). Lyell defendia a ideia do uniformitarianismo, segundo a qual a Terra foi formada durante um longo período por forças que têm estado em operação desde a sua formação e que estão presentes hoje (em oposição ao catastrofismo, a de que as características da Terra são resultados de eventos repentinos, cataclísmicos). Lyell aguçou o interesse de Darwin em geologia e, por conseguinte, em fósseis. Fósseis eram evidências importantes para Darwin porque forneciam um registro de plantas e animais distribuídos em vastas distâncias e ao longo de períodos muito extensos. O slogan do uniformitarianismo – “o presente é a chave para o passado” – ecoou profundamente em Darwin, de modo que peças do quebra-cabeça “como as espécies se formam” começaram a organizar-se em sua mente.
 
 
Somos obra do Acaso ou frutos da Criação de Deus?
 
Descendência com modificação
As evidências de fósseis coletadas durante sua jornada no Beagle forneceram a Darwin a ideia de descendência com modificação, sugerida por sua observação de variações entre espécies afins nas Ilhas Galápagos. As claras provas temporais possibilitadas pelos fósseis não apenas mostravam a progressão da vida, mas também forneciam uma evidência de sua diversificação – considerando que formas animais e vegetais apareciam em lugares e tempos específicos, e somente nesses lugares – e também da extinção, uma vez que o registro não se perpetuava. Outro elemento na interpretação feita por Darwin dos registros fósseis foi seu estudo da morfologia de plantas e animais. Ao traçar semelhanças entre grupos, Darwin foi capaz de formular a ideia de um ancestral comum.
Darwin necessitava de uma explicação dos meios pelos quais as espécies de fato evoluíam. Inicialmente, voltou-se ao trabalho do naturalista francês Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829), que oferecia a hipótese de que as espécies adquiriam traços característicos que promoviam sua sobrevivência e então os transmitiam a futuras gerações. Esta teoria, conhecida como lamarckismo, defende a hereditariedade de características herdadas. Como explicação científica, o lamarckismo era deficiente. O que era necessário era uma explicação do real mecanismo pelo qual as características passavam de uma geração para outra. A resposta estava na nova ciência da genética.

Genética
O monge autríaco Gregor Mendel (1822–84), que trabalhava em relativo isolamento, havia conduzido experimentos com hibridação de plantas usando ervilhas. Ele descobriu as leis que regulam a herança de características, lançando as bases para a ciência da genética. As descobertas de Mendel forneceram um entendimento científico de como traços particulares eram passados de uma geração a outra, assegurando que um organismo particular alcançaria maturidade sexual e se reproduziria, preservando-se, desse modo, da extinção. O trabalho de Mendel não era conhecido por Darwin, portanto o próximo passo na solução do quebra-cabeça evolucionário, incluindo um entendimento do papel exercido pela mutação genética, teria de esperar até que as conclusões de Mendel fossem redescobertas de forma independente nos anos 1890 pelo botânico holandês Hugo Marie de Vries (1848-1935) e também pelo botânico alemão Carl Erich Correns (1864-1933).
O trabalho com a genética dominaria as ciências da vida no século XX e informariam o livro de Julian Huxley (1887-1975) Evolution: The Modern Synthesis [Evolução: a síntese moderna] (1942). Dois momentos-chave na genética são a descoberta, em 1953, da estrutura em dupla hélice da molécula de DNA por James Watson (1928-) e Francis Crick (1916-2004) e a conclusão do sequenciamento de todo o genoma humano no Projeto Genoma Humano (1990-2003), iniciado por Watson e completado pelo geneticista americano Francis Collins (1950-).
Antes do genuíno trabalho científico em genética, uma versão muito simplificada da teoria de Darwin era frequentemente utilizada com propósitos políticos no final do século XIX e início do XX. Herbert Spencer (1820-1903) cunhou o termo “sobrevivência do mais apto” depois de ler Sobre a origem das espécies – uma frase muito usada por imperialistas e teóricos de direita para promover o capitalismo laissez-faire e justificar a eliminação de grupos com base em classe social e raça. No final do século XIX, o termo “darwinismo social” tornou-se popular para justificar diversas aplicações da ideia de sobrevivência do mais apto, sobretudo a perfectibilidade da raça humana por meio de luta e competição. O primo de Darwin Francis Galton (1822-1911) cunhou o termo eugenia – o “melhoramento” da “raça”, como Galton e outros geneticistas diriam, por meio da reprodução dos “mais aptos” (eugenia positiva) ou por meio da esterilização sexual dos “inaptos” (eugenia negativa). Como consequência, vários países – os Estados Unidos, em particular – esterilizaram compulsoriamente os “inaptos” na primeira metade do século XX. Na Alemanha, o primeiro ato de Hitler após se autodeclarar Führer foi a publicação de um decreto de 1933 ordenando a esterilização de judeus, homossexuais e outras pessoas “inaptas”.
As descobertas de Darwin definiram a agenda para o trabalho dos principais biólogos do final do século XX e início do XXI. E. O. Wilson (1929-) cunhou o termo sociobiologia – “a extensão da biologia populacional e da teoria da evolução à organização social” –, que descreveu em Sociobiologia: a nova síntese (1975). Wilson faz referência à “epopeia evolutiva”, o que significa que a ciência suplantou o mito em sua explicação do mundo, mas que a explicação, ainda assim, mantém uma característica dramática, épica. Em O futuro da vida (2002), ele observa que a maioria das espécies da Terra ainda está para ser descoberta.

Resistência do criacionismo
Antes de Darwin, a explicação predominante do mundo natural era o criacionismo, baseado no relato bíblico dado pelo Livro do Gênesis: Deus criou o mundo e tudo que há nele. De acordo com o criacionismo, o mundo tem aproximadamente 6 mil anos de idade (o fóssil mais antigo já encontrado tem 2,7 bilhões de anos). A oposição religiosa à teoria de Darwin foi imediata e continua existindo atualmente, sobretudo nos EUA. Em 1925, a teoria da evolução foi parar em um tribunal, no julgamento que contrapunha o estado do Tennessee ao professor Scopes e que ficou conhecido como Julgamento do Macaco de Scopes. O professor de biologia do ensino médio John Scopes foi acusado de violar uma lei federal que proibia o ensino da evolução. Foi um caso notável porque, na verdade, era a ciência que estava sendo julgada. O tiro dos criacionistas acabou saindo pela culatra: o julgamento recebeu ampla publicidade e a maioria dos americanos apoiou Scopes e a evolução. Cem anos depois, a situação foi invertida. Os defensores do criacionismo passaram a chamá-lo de “ciência da criação” ou “design inteligente”, argumentando que os currículos escolares deveriam destinar-lhe tempo igual ao da evolução.

Os discípulos de Darwin
Stephen Jay Gould (1941-2002) fez uma das principais contribuições para o nosso entendimento da evolução em Equilíbrio pontuado (1972), um artigo escrito em coautoria com o paleontólogo Niles Eldredge (1943-). Gould e Eldredge propuseram a teoria do equilíbrio pontuado, observando que a evolução ocorre de maneira intermitente, e não em taxas constantes (gradualismo), o que justifica a aparente “lacuna” nos registros fósseis. O principal trabalho de Gould é The Structure of Evolutionary Theory [A estrutura da teoria evolutiva] (2002). Ele é conhecido por ter liderado um movimento crítico contra a sociobiologia por conta de sua visão determinista do comportamento humano. Richard Dawkins afirma em O gene egoísta (1976) que a principal unidade de seleção é o gene. Em O relojoeiro cego (1986), ele descreve as tentativas dos criacionistas de exigir “tempo igual” ao da teoria evolutiva. Defende o ateísmo em Deus, um delírio (2006), argumentando que a crença no milagre é incompatível com a ciência.
Pesquisas recentes nos Estados Unidos mostram que 87% das pessoas acreditam em alguma forma de criacionismo; somente 13% “acreditam” na evolução sem “a mão orientadora de Deus” no processo. Mais que qualquer outra ideia visionária, a teoria da evolução de Darwin coloca ciência e conhecimento contra religião e fé. Ela chama atenção para o fato de que muitas pessoas no século XXI concordam com um sistema de crenças pré-científico significativamente anterior à Idade das Trevas.
Há grandeza em tal visão da vida, com seus diversos poderes, ter sido originalmente instilada em poucas formas ou em uma só; e em que, enquanto este planeta tem circulado de acordo com as leis fixas da gravidade, de um começo tão simples, as mais belas e maravilhosas formas infinitas tenham evoluído, e estejam evoluindo. (Charles Darwin, Sobre a origem das espécies através da seleção natural (1859)

O velho argumento do desenho na Natureza, como proposto por Paley, que anteriormente me parecia tão conclusivo, cai agora que a lei de seleção natural foi descoberta. Já não podemos argumentar, por exemplo, que a bela articulação de uma concha bivalve deve ter sido criada por um ser inteligente, como a dobradiça de uma porta pelo homem. Parece haver tão pouco desenho na variabilidade dos seres orgânicos e na ação da seleção natural quanto na direção em que sopra o vento. (Charles Darwin: His Life Told in an Autobiographical Chapter, and in a Selected Series of His Published Letters [Charles Darwin: sua vida contada em um capítulo autobiográfico e em uma série selecionada de suas cartas publicadas] (1892)

Ele abraçou um aterrorizante materialismo. Somente alguns meses antes, ele havia concluído em seus cadernos secretos que a mente e a moralidade humana, e até mesmo a fé em Deus, eram artefatos do cérebro... Trabalhar com as implicações deu-lhe enxaquecas, deixou-lhe se contorcendo em seu leito de doente, temendo uma perseguição. (Adrian Desmond e James Moore, Darwin: a vida de um evolucionista atormentado,1994)
 (Trombley, Stephen - 50 pensadores que formaram o mundo moderno) 
O Evolucionismo não é científico?!

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