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Bloqueios do ego

por Thynus, em 08.09.14

Pensamentos típicos que limitam a consciência

• Não sou o tipo de pessoa que faz tal coisa.
• Quero ficar em minha zona de conforto.
• Isso vai me fazer parecer mau.
• Simplesmente não quero; não preciso de uma razão para isso.
• Outra pessoa que faça isso.
• Sei bem o que penso. Não tente mudar minha opinião.
• Sei mais do que você.
• Não sou suficientemente bom.
• Mereço coisa melhor.
• Vou viver para sempre.
Observe que alguns desses pensamentos fazem a pessoa parecer melhor, enquanto outros a diminuem. Mas em todos eles uma imagem está sendo defendida. A verdadeira função do ego é ajudar a construir um self forte e dinâmico (num próximo capítulo veremos como fazer isso), mas, quando ele interfere para nos proteger desnecessariamente, mascara o medo e a insegurança. Um homem de meia idade que de repente compra um carro esporte vermelho pode estar se sentindo inseguro, bem como uma mulher de meia-idade que corre em busca de uma cirurgia plástica assim que a primeira ruga aparece ao redor dos olhos. Mas defender o ego é muito mais sutil do que isso: as barreiras que erguemos geralmente nos passam despercebidas. Em vez de perseguir o projeto de criação da realidade, fortalecemos a mesma e velha realidade que nos deixa seguros. Para algumas pessoas, o egoísmo é seguro, para outras, a segurança está na humildade. Você pode se sentir diminuído por dentro e disfarçar esse sentimento com uma bravata exterior, ou pode encobrir o mesmo sentimento com timidez. Não existe uma fórmula. Se você se fecha a certas experiências, não sabe o que está perdendo.
Mas a experiência individual conta menos do que a assombrosa agilidade do cérebro para receber, transmitir e processar experiências. Mesmo que você não participe, as coisas que você se recusa a fazer vão afetá-lo, mas o efeito será inconsciente. Todos nós conhecemos pessoas que não mostram nenhum pesar quando alguém próximo morre. A dor continua existindo, mas tudo ocorre longe da vista, na forma de um conflito subterrâneo que continua, apesar de o ego ter decidido que não quer senti-la.
A criação da realidade é uma via de mão dupla. Você a cria, enquanto ela cria você. No nível neurobiológico, neurotransmissores excitatórios, como o glutamato, estão envolvidos num constante equilíbrio do tipo yin e yang, com neurotransmissores inibitórios, como a glicina, enquanto as emoções e o intelecto executam a dança que cria a personalidade e o ego. Tudo isso lhe dá um senso do que você é e qual sua reação à vida em qualquer dado momento. Além disso, desde o útero materno, cada experiência sensorial cria sinapses que consolidam nossas lembranças, lançando as bases de nossa rede neural. Essas primeiras sinapses estão nos moldando. Pense em sua reação a uma aranha comum. Teoricamente, você pode ter qualquer resposta, mas na realidade sua reação está entranhada e parece natural porque você a gravou. “Não gosto de aranhas”, “Não me importo com aranhas” ou “Tenho um medo mortal de aranhas” são opções pessoais que a pessoa moldou, mas que também moldaram a pessoa. Isso é completamente natural. O problema surge quando o ego intervém e transforma a reação pessoal num fato: “aranhas são desagradáveis”, “aranhas são inofensivas”ou “aranhas são assustadoras”. Como afirmação de um fato, esses comentários não são nada confiáveis, porque transformaram um juízo pessoal numa realidade “objetiva”.
Agora substitua a palavra “aranha” por “católicos”, “judeus”, “árabes”, “negros”, “polícia”, “inimigo” e assim por diante. O preconceito é afirmado como fato (“Toda essa gente é igual”), mas no fundo existe medo, ódio e uma atitude defensiva.
Apesar de suas sutis manipulações, o ego pode ser contestado com uma simples questão. Pergunte-se:
Por que penso dessa maneira?
O que na verdade está me motivando?
Será que não estou repetindo a mesma coisa que sempre digo, penso ou faço?
A importância de se questionar é que você continua em movimento. Renova suas reações, permite que a autoconsciência se afirme o máximo possível. Ter mais a processar estimula o cérebro a se renovar, e a mente, com mais reações a seu dispor, expande-se além de limites imaginários. Tudo o que é fixo é limitado; tudo o que é dinâmico lhe permite expandir-se além de suas limitações. Ter um supercérebro é remover totalmente as limitações. Cada passo nos leva para mais perto de nosso verdadeiro self, que cria a realidade de maneira livre.

(DEEPAK CHOPRA, RUDOLPH E. TANZI - SUPERCÉREBRO)

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publicado às 15:02



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