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Apenas para mulheres

por Thynus, em 12.02.17
Uma mulher que conheço decidiu aplicar alguns dos princípios sobre os quais falo neste livro para realmente surpreender seu marido. Ela queria fazer algo chocante. E, uma vez que seu marido estivera fora um mês inteiro numa viagem de negócios, ela teve a grande ideia de recompensá-lo por sua fidelidade.

Para entrar no clima, ela tomou um longo e agradável banho de espuma. Depilou as pernas, passou o perfume preferido de seu marido e, então, colocou uma cinta-liga, meias finas, um casaco longo — e nada mais. Depois, dirigiu-se ao aeroporto, estacionou o carro e entrou no saguão, na esperança de encontrar seu marido no portão de desembarque.

Mas ela se esqueceu da segurança. Assim que passou pela máquina, ouviu o apito: Biiip!

Foi então que ela se lembrou do metal na cinta-liga que estava usando.

Seu rosto ficou mais branco que os lençóis que ela havia acabado de colocar na cama. Ela olhou para trás e viu um casal de idosos, um jovem executivo e uma família impaciente esperando para passar. O que poderia fazer?

O segurança ainda tentou ajudar.

— Tenho certeza de que é apenas o cinto do seu casaco, senhora. Por que a senhora simplesmente não tira o casaco e o coloca na esteira para passar pela máquina?

— Tirar meu casaco? — perguntou ela, em pânico.

— Ou pelo menos o cinto.

Naquele momento, todo o sangue de seu corpo havia saído da cabeça. Suas mãos estavam dormentes e frias enquanto ela tirava o cinto e prendia o casaco com força, orando tão intensamente como jamais havia feito para que o metal da cinta-liga não fizesse disparar o alarme outra vez.

Ela passou novamente pela máquina, pronta para morrer de vergonha. Nunca o som do silêncio foi tão maravilhoso para uma jovem esposa. Depressa ela apanhou o cinto do casaco, colocou em volta da cintura e encontrou-se com seu marido no portão.

Naturalmente, ele achou a história engraçadíssima — e apreciou a atitude ainda mais do que aquela mulher pudesse imaginar. Mesmo assim, ela avisou: “Nunca mais espere uma surpresa como essa outra vez!”.



POR QUE NÃO?

Receber e realizar gestos espontâneos como o citado é algo que pode fazer maravilhas por seu casamento. Na verdade, a essência do que quero tratar neste capítulo é: Por que não agora, e por que não aqui?

Seu marido já apareceu por trás de você, apalpando seus seios enquanto você passava maquiagem nos olhos, e levou um tapa na mão acompanhado de um curto e grosso “Agora não!”?

Por que não agora?

Quanto tempo leva uma carícia nos seios? Dez segundos? Vinte segundos? Será que você realmente não pode dar ao seu marido esse tempo?

Sei o que está pensando: “Você não entende, dr. Leman. Se eu deixar que ele toque meus seios, em dez segundos estarei de costas olhando para o teto. Minhas roupas serão arrancadas e espalhadas pelo chão, meu cabelo ficará um bagunça e terei de refazer toda a maquiagem. Aí, chegarei atrasada ao trabalho”.

Às vezes é possível que aconteça isso mesmo. Como um evento raro, posso até dizer que chegar atrasada ao trabalho uma ou duas vezes por ano pode ser exatamente do que seu casamento esteja precisando! Mas muitas vezes seu marido quer apenas uma sensação breve. Portanto, da próxima vez, surpreenda-o ao virar-se e dar a ele uma sensação breve espontaneamente.

Existe uma enorme diferença entre a esposa que dá um tapa na mão do marido e o afasta e a que dá um sorriso maroto, se envolve em carícias leves por um minuto ou dois e sussurra no ouvido dele: “Isso é tão bom, mas infelizmente preciso mesmo me arrumar para o trabalho. Vamos deixar para hoje à noite, quando você vai conseguir tudo o que quiser e um pouco mais”. A segunda mulher terá satisfeito seu marido, e ainda permanecerá vestida e com o cabelo arrumado. A primeira esposa terá frustrado seu marido e desprezado sua masculinidade, tudo por causa de sessenta ou noventa segundos.

Esse é um minuto caro.



POR QUE NÃO AGORA?

Os homens são mais frágeis do que a maioria das mulheres pensa. Eles querem agradar e seus sentimentos são feridos muito mais facilmente do que muitas mulheres poderão ao menos imaginar. Os homens não pensam apenas em futebol e carros — de fato, a razão de parecerem tão obcecados por essas coisas é que com frequência eles não se sentem amados em casa e, assim, procuram refugiar-se em coisas externas.

Você quer dar a seu marido um tratamento especial? Da próxima vez que ele vier por trás de você e gentilmente tocar um seio com a mão, esperando que você lhe dê um tapa, deixe-o assim por alguns segundos. Quando ele finalmente se afastar, vire-se diga, com voz enérgica: “Ei!”.

Quando tiver obtido a atenção dele, diga: “Você se esqueceu do outro”.

Minha fiel leitora, se você fizer isso, essa será uma conversa da qual seu marido talvez nunca se esqueça.

Quero ajudá-la a entender como um homem pensa. Quando vejo Sande curvada para retirar a louça da máquina de lavar, digo algo mais ou menos assim:

— Você quer saber no que estou pensando neste exato momento?

— Não, Lemey, eu não quero saber o que você está pensando; vá procurar o que fazer.

É comum as mulheres não entenderem que a simples visão delas se curvando pode provocar reações profundas em um homem. Somos criaturas visuais, e recebemos estímulos visuais o dia inteiro. Combinado com a testosterona que corre por nosso corpo, isso faz que muitos de nós vivam num estado elevado de alerta sexual.

Agora, veja outra cena. Se eu disser a mesma coisa para Sande quando ela estiver curvada sobre a lava-louças, ela pode responder: “Lemey, o Sr. Feliz tem mania de ficar todo excitado em momentos em que não há a menor chance de ele ter sorte. Mas vou lhe dizer uma coisa: o Sr. Feliz vai ter bastante trabalho hoje à noite. Estou ansiosa por isso. De fato, não há nada que eu queira mais”.

Quando Sande age assim, é ainda melhor do que quando ela cede imediatamente! Sabe por quê? Ela está usando o poder da antecipação, e antecipação é melhor que participação, em termos emocionais, para um homem.

Isso a surpreende? Pense nisto. Quanto dura a participação? Dez minutos para uma rapidinha? Vinte minutos na média? Quarenta e cinco a sessenta minutos quando vocês realmente estão com tempo?

Mas a esposa que diz “Hoje à noite é a noite!” dá ao marido um dia inteiro de prazer. Dificilmente se passarão vinte minutos sem que ele pense nela, imagine-a e a deseje. Isso não lhe parece maravilhoso? Fazer o marido ter pensamentos amorosos e afetuosos sobre você o dia inteiro?

As palavras que você escolhe são realmente importantes. Você estará na cabeça de seu marido o dia inteiro, se, quando ele estiver prestes a sair de casa e for dar-lhe um beijo superficial, você o surpreender com um beijo de verdade — praticamente limpando os pré-molares dele no processo — e disser: “Tenho planos para você mais tarde, companheiro; portanto, volte logo do trabalho”.



POR QUE NÃO AQUI?

Outra frase famosa que as mulheres despejam sobre o marido é: “Aqui não”.

Por que não aqui? Quem disse que fazer amor é algo adequado apenas para o quarto? Por que não ter um pouco de aventura?

Não estou sugerindo que vocês façam amor no meio do shopping ou no jantar de formatura de sua filha, mas, ei, se seu marido começar com travessuras na cozinha e ninguém mais estiver em casa, existem, de fato, em praticamente todas as cozinhas, alguns itens bastante interessantes que podem ser usados no corpo no lugar do pão.

Pense nisso!

Eu participava de uma noite de autógrafos em uma livraria que também havia convidado o falecido comediante Steve Allen. Nós dois conversávamos com as pessoas enquanto autografávamos. O livro que eu estava assinando era O sexo começa na cozinha.

Steve e eu vimos um casal de idosos passar por ali, de braços dados, obviamente apaixonados um pelo outro, mas também obviamente na casa dos 80 anos. A mulher, de cabelos brancos como a neve e óculos de vovó, olhou para o exemplar do meu livro em exposição que proclamava audaciosamente que o sexo começa na cozinha. Ela se voltou para o marido e disse: “Não na nossa casa; há janelas demais!”.

Eu e Steve caímos na gargalhada diante dessa tirada, pois foi muito engraçada.

Sabe, não estou pedindo que você seja sem vergonha, e certamente não estou sugerindo que faça alguma coisa pela qual possa ser presa. Mas se os filhos estiverem fora e se seu quintal tiver privacidade, ou se as cortinas da sala estiverem fechadas e seu marido estiver de repente atrás de você — bem, nesses casos, apenas pergunte a si mesma: “Por que não aqui?”. Se não conseguir pensar numa boa razão para não fazer, talvez você deva dar o primeiro passo!



CONFORTÁVEL COM O SR. FELIZ

Afirmei em outro livro que o melhor amigo do homem não é um cachorro — e essa amizade começa cedo.

História real: uma jovem mãe estava dando banho no filho de três anos quando ele olhou para cima e disse:

— Mamãe, amo meu pênis.

Confusa, a jovem mãe começou uma lição de anatomia.

— Sabe, querido, Deus nos fez assim, e nos deu cotovelos, dedos, joelhos, orelhas e pés — e todas as partes são tão importantes quanto qualquer outra.

O menino não falou uma palavra, mas ouviu pacientemente a lição de sua mãe sobre as maravilhas do corpo humano. Quando ela terminou, ele disse:

— Mas, mamãe, ainda gosto mais do meu pênis.[1]

O “Sr. Feliz” — como prefiro chamá-lo — é alguém com quem você precisará se sentir confortável se quiser agradar seu marido. Isso não deve ser tão difícil; afinal de contas, há muito tempo sou da opinião de que o Sr. Feliz é adorável (embora minha esposa nem sempre concorde). Por favor, não diga o que já ouvi algumas esposas dizerem quando viram os genitais do marido pela primeira vez: “Essa é a coisa mais feia que já vi em toda minha vida!”. Ainda que seja verdade, é melhor você guardar isso para si.

Se seu marido é jovem, na casa dos 20 anos ou início dos 30, você pode fazer o esforço mínimo, dando apenas uma piscadinha para o Sr. Feliz, que ele vai continuar respeitosamente cumprindo seu dever e batendo continência. Mas à medida que seu marido ficar mais velho, você precisará aprender a arte de estimular o pênis. Uma vez que pouquíssimas mulheres recebem instrução sexual efetiva, apresento a seguir uma rápida cartilha sobre como agradar o membro mais querido de seu marido.

Para começar, normalmente a cabeça e a parte de baixo do pênis são as regiões mais sensíveis dos genitais masculinos. Dê particular atenção ao sulco na base da cabeça. Existe um pequeno entalhe nesse sulco que é hipersensível. A língua ou uma lambida leve ali e seu marido pode chegar ao teto.
 
O pênis está cercado por muitos sensores diferentes. Acariciar a parte debaixo do pênis cria uma sensação, e normalmente é uma boa maneira de levar um homem à ereção. Concentrar-se na cabeça, mais sensível, é mais intenso e costuma ser o lugar propício para gerar um orgasmo. Com o tempo, você aprenderá como fazer seu marido se excitar sem levá-lo ao “ponto sem volta”. É realmente uma amante habilidosa a mulher que é capaz de levar seu parceiro ao pico do êxtase sexual, mas que, então, sabe se afastar para prolongar o prazer e, em seguida, levá-lo de volta ao topo da montanha. Toques diferentes, diversos lugares para tocar, carícias especiais (algumas leves, outras firmes; algumas rápidas, outras lentas), todas elas criam experiências incomuns para seu marido. Em certos momentos do ato sexual, você notará que seu marido precisa de estimulação mais enérgica e direta; em outros, perceberá que a estimulação direta vai levá-lo diretamente ao orgasmo.

Especialize-se em conhecer seu marido, explorando de fato todo o corpo dele. Não são apenas as mulheres que gostam de carinho nos pés, nas costas e na cabeça. Os homens também gostam (só não fale sobre isso na frente dos amigos com quem ele joga futebol).

Algumas mulheres me perguntam se os homens possuem um ponto G. Alguns pesquisadores já foram bastante específicos, mas quando uma mulher me pergunta sobre isso, assumo uma abordagem diferente.

— Você quer conhecer o ponto G do seu marido?

— Sim.

— Certo, pense num leopardo cheio de manchas.

— Está bem.

— Está com a imagem na cabeça?

— Sim.

— Entendeu a comparação?

Os homens gostam de ser tocados, e todos os pontos funcionam muito bem. Apenas toque-os e eles vão reagir.



SEMPRE PRONTO

Para desgosto de muitas esposas, o Sr. Feliz não segue uma agenda. De fato, o Sr. Feliz nem mesmo sabe o que é uma agenda. Ele também tem uma memória muito curta.

Suponha, por exemplo, que você e seu marido tenham protagonizado uma agradável, longa e prazerosa sessão de amor na noite passada. No dia seguinte, seu marido a vê se esticando para colocar um livro na prateleira. É manhã de sábado, e você está arrumando a casa, de modo que não se preocupou em colocar o sutiã. Quando você se estica, seus seios se movem de modo provocante debaixo da camiseta.

Ora, como mulher, você deve estar pensando: “Fizemos sexo na noite passada, ainda não tomei banho e estou usando roupas horríveis. Numa escala de 1 a 10, o fator de sedução deve estar em 1”.

Contudo, você percebe que, em alguns segundos, seu marido se levanta para lhe dar um abraço por trás e, de repente, fica muito, muito consciente de que o Sr. Feliz não está exatamente “descansando”.

Você pensa: “O que há de errado aqui? Acabamos de fazer sexo na noite passada!”.

Sinto muito, mas isso é um relacionamento: não há marcação de pontos ou competição. O fato pode ser particularmente difícil para minhas leitoras primogênitas, que tendem a querer que tudo funcione de acordo com uma programação preestabelecida. Boa sorte na tentativa de colocar o Sr. Feliz dentro de uma agenda!

Se você conversar com casais satisfeitos, ouvirá a palavra espontaneidade. Uma vez que homens são movidos pelo que veem, uma rápida olhada numa mulher só com as roupas de baixo ou saindo do chuveiro pode ser suficiente para disparar um gatilho — especialmente se o sexo ocorreu já faz alguns dias. Em tais situações, seu marido pode não se importar se o culto da igreja começará daqui a quinze minutos ou se ele tem uma reunião importante no escritório. Uma das cenas de cinema mais famosas (a que não assisti, mas sobre a qual já li muito) é a de um dos primeiros filmes de Sharon Stone no qual ela aparentemente leva um tempo extra cruzando as pernas. Os homens por todo o país ficaram hipnotizados; tenho certeza de que as mulheres que assistiram à cena [de Instinto selvagem] pensaram: “O que há de tão importante nisso? Ela cruzou as pernas. Acabou antes de você perceber o que estava acontecendo”.

Confie em mim, esposa: um vislumbre é mais do que suficiente.

Não é apenas a visão que nos atrai. Uma mulher pode fazer muitas cabeças virarem apenas escolhendo o perfume certo. Os homens se transformam em cachorrinhos, totalmente conquistados por certos aromas.

— Quer se casar comigo?

— Mas eu nem conheço você!

— Isso não importa; se você sempre cheira bem assim, quero ser seu marido.

Lembro-me de uma vez, alguns anos depois de casados, em que Sande me disse: “Certamente não é preciso muita coisa para fazer que você fique ligado, Leman”. A mulher inexperiente pode pensar: “Onde é que eu fui me meter?”. Converso o tempo todo com esposas jovens que ficam realmente chocadas diante da frequência e da duração do interesse sexual de seu marido. Algumas me disseram que achavam que se elas simplesmente cedessem e fizessem sexo por seis dias seguidos, seu marido ficaria “curado”. Sem chance. Ele pode estar sorrindo nesta semana, mas na semana que vem, ele ainda estará interessado.

Essa mentalidade masculina “sempre ligada” não é uma conspiração; é a maneira como Deus nos criou. Tenha em mente o seguinte: “Deus criou meu marido assim”. Deus acha importante que seu marido se sinta quimicamente atraído por você e motivado a estar próximo de você de modo físico com regularidade e constância.

Não sei quantas mulheres já repreendi gentilmente dizendo: “Por favor, não culpe seu marido por ele ser homem”.

— O que você quer dizer com isso?

— Se queria alguém que adora conversar sobre as mesmas coisas que você faz e adorasse fazê-las também, deveria ter ficado solteira e cultivado amizades femininas. Mas você se casou com um homem que tem gostos diferentes e necessidades diferentes, entre as quais está o sexo.



NOVA ATITUDE

Mais importante que o tamanho de seus seios, que a medida de sua cintura, que o comprimento de suas pernas, é a sua atitude. A imensa maioria dos homens escolheria ter uma esposa de medidas menores, mas que tivesse uma atitude de disposição sexual, em vez de ter uma linda mulher fria, que trata o marido com desprezo, deixando-o constantemente na geladeira.

Uma atitude positiva também significa admirar e respeitar seu marido. É isso o que os homens querem. Infelizmente, tornou-se culturalmente aceitável atacar os homens e transformar os machos em criaturas de mente limitada que só pensam com o pênis. Isso não é verdade; homens sexualmente satisfeitos pensam em sexo muito menos do que homens sexualmente frustrados! Se seu marido é obcecado por sexo, talvez isso aconteça porque ele sente que não tem o suficiente!

A mulher precisa estar disposta a defender seu marido, mesmo nas conversas com suas amigas. Não há nada que deixe um homem mais orgulhoso e mais apaixonado por sua esposa do que saber que ela se colocou a favor dele e de sua espécie durante uma conversa acalorada entre mulheres. A propósito, as chances de isso chegar até ele são muito boas; é tão raro uma esposa respeitar seu marido dessa maneira que as pessoas quase que invariavelmente falam sobre isso.



SEXO FALADO — TRÊS MIL QUILÔMETROS DE DISTÂNCIA

Se você vive numa cidade grande, abra um jornal local e poderá encontrar (dependendo da legislação vigente) dezenas de anúncios de “disque-sexo”. Nos Estados Unidos os homens chegam a pagar três dólares ou mais por minuto nas ligações para esses números especiais para ouvir uma mulher lhes falar coisas obscenas.

Não há nenhuma dúvida de que isso é algo pervertido. Mas para que essa indústria prospere dessa forma, deve haver algo por trás dela. Nunca liguei para esses números, embora tenha sido tentado a fazê-lo com base em uma perspectiva psicológica, apenas para ver do que se trata. Quando ouvi falar disso pela primeira vez, não pude acreditar que um homem seria capaz de pagar tanto dinheiro por algo que parece um serviço tão estúpido.

Mas você sabe o que os fornecedores desse serviço pornográfico por telefone descobriram? O poder das palavras. Quando uma mulher diz algo que um homem consegue visualizar, essas palavras vívidas podem levá-lo direto ao orgasmo. Garanto a você que esses homens não estão ligando para ter uma conversa informal. Se não houvesse uma compensação, por assim dizer, eles não pagariam tanto dinheiro.

O que aquelas mulheres estão de fato dizendo (de uma maneira falsa e doentia)? “Quero você.” “Preciso de você.” “Se eu estivesse com você neste exato momento, você poderia fazer qualquer coisa que quisesse.” Tenho certeza de que é tão vulgar quanto pode ser, mas é um negócio próspero que movimenta muitos milhões de dólares.

Sabe qual é o tipo de marido que liga para esse serviço? Aquele que recebe uma dose constante de “Agora não”, “Aqui não”, “Você vai acordar as crianças” e “É só nisso que você pensa?”.

Já pensou em usar uma linguagem criativa com seu marido? Falaremos mais sobre isso em um capítulo mais adiante, mas quero plantar a ideia em sua mente agora mesmo.

“Mas, dr. Leman! O senhor não quer que eu fale como se fosse uma atendente do disque-sexo, não é?”

Não exatamente, mas considere o seguinte: imagine uma menina de 15 anos tendo um filho. É um pensamento triste, não? Você sabe que o pai provavelmente não estará por perto, e não há uma menina de 15 anos neste planeta que seja madura o bastante para cuidar sozinha de uma criança.

Agora imagine uma moça de 25 anos, casada há três, dando à luz. Você pensa nos avós felizes, no quarto arrumado, na alegria no rosto do casal.

O mesmo evento está acontecendo — o nascimento de uma criança — mas um é bastante certo, enquanto que o outro parece bem errado.

A brincadeira sexual pode ser assim. Não estou pedindo que você seja grosseira, rude e ofensiva. Mas quero que entenda que as palavras que você usa na cama são mais do que apenas ouvidas; elas são saboreadas, examinadas e celebradas. Se você lançar uma frase ou duas que pareça inadequada do lado de fora do quarto, pode se surpreender com a excitação que ela provoca em seu marido dentro do quarto.



SÓ PORQUE É GROSSEIRO NÃO SIGNIFICA QUE NÃO SEJA REAL

Muitas mulheres já ouviram o clichê grosseiro de que a abstinência sexual é fisicamente dolorosa para o homem devido à não liberação de esperma acumulado. Valendo-se disso, o namorado ou noivo tenta envolver a mulher numa relação sexual para que a condição dele seja aliviada. Você já sabe o que penso sobre isso.

Mas numa situação conjugal, a esposa precisa entender que existe um tanto de verdade nesse clichê. Em algumas ocasiões o marido vai acordar num estado de plena ereção. Ele pode se aproximar de sua esposa e ser rejeitado, mas a recusa não diminuirá o desejo dele.

Como posso colocar essa questão de uma maneira que não venha a ofender as leitoras mais sensíveis? Deixe-me dizer da seguinte forma: essa situação realmente pode machucar! Seu marido não está mentindo para você. Há momentos em que o alívio sexual é muito semelhante a uma necessidade urgente do homem. Serei honesto com você: se existe algo pior do que essa sensação, eu ainda não descobri. (Exceto, talvez, levar um chute ali.)

A mulher precisa entender que se o homem começa a ficar animadinho, ela pode dispensá-lo bem depressa dizendo “Ai, você está sempre excitado”, e esquecer totalmente o assunto. Mas o homem ainda estará literalmente dolorido. A arma está carregada, a última bala foi colocada no tambor, o alvo foi avistado e o gatilho está se movendo para trás. Portanto, ser jogado para o lado com toda naturalidade quando se está tão perto é demasiado frustrante.

“Eu jamais atiçaria meu marido para depois pular fora”, poderiam dizer algumas esposas, mas não estou falando disso. Às vezes o marido acorda desse jeito. Às vezes ele volta para casa, vindo do trabalho, vê a esposa se despir e fica assim. Você talvez não perceba quanto ele foi longe na escala de excitação porque seu corpo trabalha de modo diferente — mas é como se ele estivesse praticamente morrendo para ter intimidade.

O que isso tem a ver com você? Aquelas rapidinhas e os trabalhos manuais sobre os quais conversamos podem ser algo muito prático e bastante amoroso que uma esposa pode fazer. Seu marido não está querendo levá-la na conversa. Ele está pedindo que você o ajude; ao responder de maneira generosa, você fará que ele se sinta amado.



TORNE-SE MAIS SEXUAL

Um número muito grande das minhas clientes presume que o interesse sexual existe ou não existe. Elas acreditam que a presença de excitação é algo que tem vida própria. Ela vem e vai; não há nada que se possa fazer para aumentá-la ou mantê-la.

Isso simplesmente não é verdadeiro. Talvez você não pense naturalmente em sexo com tanta frequência quanto seu marido gostaria, mas, por amor a ele, você pode cultivar um interesse maior pelo sexo, e eu a incentivo a fazer isso.

O dr. Douglas Rosenau tem uma maravilhosa lista de dez coisas que você pode fazer para “manter o ato sexual como prioridade máxima em seu casamento”:[2]



1. Coloque em seu orçamento e invista algum dinheiro por mês em sua vida sexual, com coisas como lingerie, lençóis novos e noites ou finais de semana a serem passados juntos.

2. De vez em quando, use uma peça de lingerie sexy o dia inteiro e permita que essa sensação incomum a lembre constantemente do sexo.

3. Vá a um encontro social sem a roupa de baixo e diga a seu marido como está vestida assim que vocês saírem. Você o deixará louco e, ao mesmo tempo, ficará excitada.

4. Planeje uma surpresa sexual pelo menos uma vez por mês, na qual você tente surpreender seu marido de maneira sexualmente provocante.

5. Mantenha um lembrete mental e, apesar do cansaço ou do baixo interesse, inicie o sexo pelo menos uma vez por semana.

6. Brinque com a excitação sexual visual de seu marido, e exponha seu corpo nu em momentos incomuns, simplesmente para apreciar as reações dele.

7. Tome um banho de espuma e entregue-se a alguns deleites sensuais no final de um dia cansativo — é um grande afrodisíaco e a coloca em sintonia com seu próprio corpo.

8. Crie fantasias sexuais românticas sobre sua vida amorosa enquanto dirige e compartilhe-as com seu parceiro no final do dia.

9. Use um perfume especial que você associou em sua mente com o ato de fazer amor, e use-o na noite ou no dia em que você espera ter atividade sexual.

10. Pratique os exercícios Kegel (dos quais tratamos no capítulo 6).



E se você quisesse que seu marido conversasse mais e ele apenas dissesse: “Sinto muito, conversar simplesmente não me interessa tanto quanto interessa a você”? Você ficaria sentida, não é? De fato, é provável que algumas mulheres tenham maridos que disseram algo bastante semelhante. Ou se seu marido fosse habitualmente preguiçoso, recusando-se a ajudar, dizendo que trabalhar na casa não lhe desperta nenhum interesse, você logo se cansaria de seu desinteresse e desejaria que ele mudasse, certo?

Quando diz a seu marido que simplesmente não tem nenhum interesse em sexo, você está fazendo a mesma coisa. Na verdade, é pior. Você sempre consegue ligar para uma amiga para conversar ou contratar alguém para consertar alguma coisa na casa, mas seu marido não tem outro lugar aonde ir para expressar intimidade sexual.

O interesse sexual pode ser cultivado e mantido. Você pode precisar fazer algumas mudanças conscientes, mas elas podem acontecer — e se isso for o necessário para que você ame mais seu marido, então é isso o que deve acontecer.



SALMÃO MORTO

Outra questão que surge constantemente no consultório de aconselhamento se refere ao que acontece depois do sexo. Logo que me casei, fui surpreendido ao descobrir que quando o ato estava consumado, Sande queria que eu acariciasse suas mãos e continuasse mexendo nos braços dela por meia hora ou mais. Quando converso com homens, tento enfatizar para eles a importância da atenção após o sexo, mas, agora que estou falando para mulheres, deixe-me ser advogado dos homens.

Tenho um amigo que vive na região da costa noroeste do Pacífico, nos Estados Unidos. Todo mês de dezembro ou janeiro, ele e sua família fazem uma longa caminhada ao longo do rio Nooksack para ver as águias-de-cabeça-branca. Esses grandes pássaros se reúnem às dezenas, sendo que, às vezes, oito ou nove águias se sentam na mesma árvore.

O que leva essas águias-de-cabeça-branca para a costa noroeste do Pacífico? Salmões mortos ou moribundos. Sabe aqueles peixes pelos quais você paga bem caro no supermercado? Em dezembro ou janeiro é praticamente possível atravessar o rio Nooksack a pé, pisando em salmões mortos. Assim que desovam, eles viram de lado e morrem.

Depois de fazer sexo, o homem se sente como um salmão. É uma realidade biológica — deitamos de lado e damos um último suspiro antes de cair no sono. Pode parecer descaso para com a mulher, mas não é a nossa intenção. Temos que lutar conscientemente para não cair direto num profundo relaxamento ou sono.

Por favor, tente ser compreensiva. Seu marido está pensando: “Linda, eu acabei de lhe dar toda a atenção que tenho e um pouco mais, e você quer mais coisa?”. Maridos atenciosos tentarão superar isso, mas, às vezes, todos nós sucumbiremos ao “grande sono”.

Portanto, a escolha é sua: com sua disposição, atitude e palavras, você pode fazer seu marido se sentir o homem mais sortudo da face da terra; ou, com suas negativas repetidas, comentários mordazes e ressentimento, você pode castrá-lo e fazer que ele se sinta miserável. Isso é muito poder! Mas nosso Criador deve ter achado que você poderia lidar com esse poder, uma vez que planejou homens e mulheres dessa maneira. Se Deus fosse medir sua bondade e generosidade apenas pela maneira como você trata seu marido nessa área, o que acha que ele diria?


(Kevin Leman - Entre Lençóis)

NOTAS:
[1] Kevin Leman, Making Sense of the Men in Your Life, p. 43-44.

[2]A Celebration of Sex, p. 193.

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publicado às 15:52



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