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O maior erro de Deus  

 
O cristão, em especial o cristão sacerdote, é um critério de valores. — — Ainda preciso dizer que em todo o Novo Testamento aparece uma única figura digna de respeito? Pilatos, o governador romano. Levar a sério uma questão entre judeus — ele não se persuade a fazer isso. Um judeu a mais ou a menos — que importa?... O nobre escárnio de um romano, ante o qual se comete um impudente abuso da palavra “verdade”, enriqueceu o Novo Testamento com a única frase que tem valor — que é sua crítica, até mesmo sua aniquilação: “que é a verdade?”... [João, 18, 38]

— Não é isso que nos diferencia, que não encontremos nenhum Deus, seja na história, seja na natureza ou por trás da natureza — mas sim que não experimentemos como “divino” o que foi venerado como Deus, e sim como miserável, como absurdo, como nocivo, não apenas como erro, mas como crime contra a vida... Negamos Deus como Deus... Se esse Deus dos cristãos nos fosse provado, creríamos nele menos ainda. — Numa fórmula: deus, qualem Paulus creavit, dei negatio [Deus, tal como Paulo o criou, é a negação de Deus]. — Uma religião como o cristianismo, que em nenhum ponto tem contato com a realidade, que desmorona tão logo a realidade afirma seu direito num só ponto que seja, deve naturalmente ser inimiga mortal da “sabedoria do mundo”, isto é, da ciência — aprovará todos os meios pelos quais a disciplina do espírito, a integridade e o rigor em ciências do espírito, a nobre liberdade e frieza do espírito puder ser envenenada, caluniada, desacreditada. A “fé” como imperativo é o veto contra a ciência — na prática, a mentira a todo custo... Paulo compreendeu que a mentira — que a “fé” era necessária; mais tarde a Igreja compreendeu Paulo. — O “Deus” que Paulo inventou, um Deus que “arruína” a “sabedoria do mundo” (em sentido estrito, as duas grandes adversárias de toda superstição, a filologia e a medicina), é, na verdade, apenas a resoluta decisão do próprio Paulo: chamar “Deus” sua própria vontade, torah [lei], isso é primordialmente judaico. Paulo quis arruinar a “sabedoria do mundo”: seus inimigos foram os bons filólogos e médicos de formação alexandrina — contra eles fez a guerra. Na verdade, não se é filólogo e médico sem ser também anticristão. Como filólogo, olha-se por trás dos “livros sagrados”; como médico, por trás da degeneração fisiológica do cristão típico. O médico diz “incurável”; o filólogo, “fraude”...

— Foi realmente compreendida a célebre história que se acha no início da Bíblia — a do medo infernal de Deus à ciência?...(Segundo Colli e Montinari, este § 48 se baseia nas páginas 310-36 do livro Prolegômenos à história de Israel, de Julius Wellhausen. Wellhausen (1844-1919) foi teólogo e orientalista de renome, autor de Prolegômenos à história de Israel e Resíduos do paganismo árabe. A publicação integral das anotações de Nietzsche (os chamados “fragmentos póstumos”) documentou essa influência. Os trechos dessas anotações relativos à leitura de Wellhausen foram traduzidos por Sánchez Pascual, nas notas à edição espanhola de O Anticristo (op. cit., pp. 127-30 e 145-6) Não foi compreendida. Esse livro sacerdotal par excellence tem início, como é natural, com a grande dificuldade interior do sacerdote: ele conhece apenas um grande perigo; portanto, “Deus” conhece apenas um grande perigo. — O velho Deus, todo “espírito”, todo sacerdote, todo perfeição, passeia em seu jardim; mas se entedia. Contra o tédio lutam os próprios deuses em vão.(“Contra o tédio lutam os próprios deuses em vão”: paródia de um famoso verso da peça A donzela de Orleans, de Schiller (ato III, cena 6)) Que faz ele? Inventa o homem — o homem distrai... Mas, vejam, também o homem se entedia. A misericórdia divina, em relação ao único problema de todos os paraísos, não tem limites: Deus criou outros animais. Primeiro erro divino: o homem não se distraiu com os outros animais — dominava-os, nem queria ser “animal”. — Por conseguinte, Deus criou a mulher. E, de fato, o tédio acabou então — mas outras coisas também! A mulher foi o segundo erro de Deus. — “A mulher é, por natureza, serpente, Heva”(A identificação de Eva com a serpente é tirada de uma nota na página 324 dos Prolegômenos, de Wellhausen. Mas Walter Kaufmann diz que, embora esta seja uma conhecida etimologia para o nome hebraico Havvah, nenhum dos termos dessa língua para “serpente” se parece com o nome. E uma nota da edição do Pontifício Instituto Bíblico (Ed.Paulinas, s. d. diz: “Eva: em hebraico vem de uma raiz que significa vida, viver” (nota a Gênesis, 3, 20)) — isso todo sacerdote sabe; “da mulher vem toda calamidade do mundo” — isso também sabe todo sacerdote. “Por conseguinte, dela também vem a ciência”... Foi somente pela mulher que o homem aprendeu a fruir da árvore do conhecimento. — Que acontecera? O velho Deus foi tomado de um medo infernal. O próprio homem se tornara seu maior erro, ele criara para si um rival, a ciência torna igual a Deus — acabam-se os sacerdotes e deuses, se o homem se torna científico! — Moral: a ciência é a coisa proibida em si — somente ela é proibida. A ciência é o primeiro pecado, o gérmen de todos os pecados, o pecado original. Apenas isso é moral. — “Não conhecerás”: — o resto resulta disso. — O medo infernal de Deus não o impediu de ser sagaz. Como defenderse da ciência? Este foi por muito tempo o seu grande problema. Resposta: fora do paraíso com o homem! A felicidade, a ociosidade leva a ter pensamentos — todo pensamento é um mau pensamento... O homem não deve pensar. — E o “sacerdote em si” inventa a penúria, a morte, a gravidez com perigo de morte, todo tipo de miséria, velhice, fadiga, sobretudo a doença — todos meios na luta contra a ciência! A penúria não permite ao homem pensar... E, no entanto, coisa horrível! A obra do conhecimento se ergue, tomando de assalto os céus, insinuando o fim dos deuses — que fazer? — O velho Deus inventa a guerra, separa os povos, faz com que os homens se aniquilem mutuamente (— os sacerdotes sempre necessitaram da guerra...). A guerra — entre outras coisas, uma grande perturbadora da ciência! — Incrível! O conhecimento, a emancipação do sacerdote, cresce apesar das guerras. — E o velho Deus toma uma decisão final: “o homem tornou-se científico — não adianta, é preciso afogá-lo!”...

— Já me compreenderam. O início da Bíblia contém toda a psicologia do sacerdote. — O sacerdote conhece apenas um grande perigo: a ciência — a sadia noção de causa e efeito. Mas a ciência prospera, em geral, apenas em circunstâncias felizes — é preciso ter tempo, ter espírito de sobra, a fim de “conhecer”... “Por conseguinte, é preciso tornar o homem infeliz” — esta foi, em todos os tempos, a lógica do sacerdote. — Já se percebe o que, conforme essa lógica, veio então ao mundo: — o “pecado”... A noção de culpa e castigo, toda a “ordem moral do mundo” foi fundada contra a ciência — contra o desligamento do homem em relação ao sacerdote... O homem não deve olhar para fora, deve olhar para dentro de si; não deve olhar para dentro das coisas de forma sagaz e cautelosa, como quem aprende, não deve absolutamente olhar: deve sofrer... Fora com os médicos! Um Salvador é necessário. — As noções de culpa e de castigo, incluindo a doutrina da “graça”, da “redenção”, do “perdão” — mentiras ao fim e ao cabo, sem nenhuma realidade psicológica —, foram inventadas para destruir o sentido causal do homem: são um atentado contra a noção de causa e efeito! — Não um atentado com o punho, com a faca, com honestidade no ódio e no amor! Mas a partir dos mais covardes, mais astutos, mais baixos instintos! Um atentado de sacerdote! Um atentado de parasita! Um vampirismo de pálidos, subterrâneos sanguessugas!... Quando as conseqüências naturais de um ato já não são “naturais”, mas tidas como causadas por fantasmas conceituais da superstição, por “Deus”, por “espíritos”, por “almas”, como conseqüências apenas “morais”, como prêmio, castigo, sinal, meio de educação, então o pressuposto para o conhecimento foi destruído — então foi cometido o maior crime contra a humanidade. — O pecado, diga-se mais uma vez, essa forma de autoviolação humana par excellence, foi inventado para tornar impossível a ciência, a cultura, toda elevação e nobreza do homem; o sacerdote domina mediante a invenção do pecado. —

— Neste ponto não me dispenso de oferecer uma psicologia da “fé”, dos “crentes”, em benefício justamente dos “crentes”. Se ainda hoje não faltam os que não sabem o quanto é indecente ser “crente” — ou um sinal de décadence, de alquebrada vontade de vida —, já amanhã eles saberão. Minha voz alcança também os duros de ouvido. — Se não entendi mal, parece que entre os cristãos há um critério de verdade que se chama “a prova da força”. “A fé torna bem-aventurado: logo, é verdade.” — Pode-se objetar, antes de tudo, que precisamente o tornar bem-aventurado não é provado, mas apenas prometido: a bem-aventurança é ligada à condição de “crer” — a pessoa deverá ser bem-aventurada porque crê... Mas que efetivamente ocorra o que o sacerdote promete ao crente para o “além”, que é inacessível a todo teste: como se prova isso? — Então a suposta “prova da força” é, no fundo, apenas mais uma fé de que não faltará o efeito que a pessoa se promete a partir da fé. Expresso numa fórmula: “eu creio que a fé torna bem-aventurado; — portanto, ela é verdadeira”. — Mas com isso já estamos no final. Esse “portanto” seria o próprio absurdo como critério de verdade. — Digamos, porém, com alguma indulgência, que a bem-aventurança através da fé seja provada — não apenas desejada, não somente prometida pela boca um tanto suspeita de um sacerdote: poderia a bem-aventurança — tecnicamente falando, o prazer — ser jamais uma prova da verdade? Tão pouco, que quase se tem a prova contrária, em todo caso, a suprema suspeita em relação a “verdade”, quando sentimentos de prazer intervêm na questão sobre “o que é verdadeiro”. A prova do “prazer” é uma prova de prazer — nada mais; onde, por tudo neste mundo, seria coisa assente que juízos verdadeiros agradam mais do que falsos e, conforme uma harmonia preestabelecida, necessariamente trazem consigo sentimentos agradáveis? — A experiência de todos os espíritos rigorosos, de índole profunda, ensina justamente o contrário.
Cada palmo de verdade teve de ser obtido com luta, por ela foi preciso abandonar quase tudo a que se apega o coração, o amor, a confiança na vida. Isso requer grandeza de alma: o serviço da verdade é o mais duro serviço. — Que significa, afinal, ter retidão em coisas do espírito? Ser rigoroso com seu coração, desprezar os “belos sentimentos”, fazer de cada Sim e Não uma questão de consciência! — — — A fé torna bem-aventurado: portanto, mente...

Que a fé torne bem-aventurado em certas circunstâncias, que a bemaventurança ainda não torne uma idéia fixa numa idéia verdadeira, que a fé não desloque montanhas, mas talvez coloque montanhas onde elas não existem: acerca disso uma rápida volta num manicômio esclarece a contento. Não um sacerdote, certamente: pois ele nega por instinto que doença seja doença, que hospício seja hospício. O cristianismo necessita da doença, mais ou menos como a cultura grega necessita de uma abundância de saúde — tornar doente é a genuína intenção oculta de todo o sistema de procedimentos de salvação da Igreja. E a Igreja mesma — não é o hospício católico(“católico”: no sentido primário (grego) de “universal”) como ideal derradeiro? — A própria Terra como hospício? — O homem religioso, tal como a Igreja o quer, é um típico décadent; o momento em que uma crise religiosa toma um povo é sempre marcado por epidemias nervosas; o “mundo interior” do homem religioso assemelha-se totalmente ao “mundo interior” dos superexcitados e esgotados; os estados “supremos”, que o cristianismo ergueu sobre a humanidade como valor entre todos os valores, são formas epileptóides — a Igreja canonizou apenas malucos ou grandes embusteiros in majorem dei honorem [para maior honra de Deus]... Uma vez me permiti designar todo o training [treinamento] cristão de penitência e salvação (que hoje é estudado da melhor maneira na Inglaterra) como uma folie circulaire [loucura circular](“folie circulaire”: expressão tirada de Dégénérescence et criminalité, de Charles Feré (Paris, 1888); cf. a seguinte anotação de Nietzsche, da primavera de 1888: “A monomania religiosa aparece habitualmente na forma da folie circulaire, com dois estados contraditórios, o da depressão e o da tonicidade” (vol. 13 de Colli e Montinari, p. 358). A expressão também é usada em Genealogia da moral, III) metodicamente produzida, claro que num solo já preparado para ela, ou seja, inteiramente mórbido. Ninguém é livre para tornar-se cristão: não se é “convertido” ao cristianismo — é preciso ser doente o bastante para isso... Nós, outros, que temos a coragem para a saúde e também para o desprezo, como poderíamos nós desprezar uma religião que ensina a desprezar o corpo! Que não quer desfazer-se da superstição da alma! Que faz da nutrição insuficiente um “mérito”! Que vê e combate na saúde uma espécie de inimigo, demônio, tentação! Que se convenceu de que é possível levar uma “alma perfeita” num corpo cadavérico, e para isso teve necessidade de aprontar um novo conceito de “perfeição”, um ente pálido, doentio, idiota-entusiasta chamado “santidade” — santidade, apenas uma série de sintomas do corpo empobrecido, enervado, incuravelmente corrompido!... O movimento cristão, enquanto movimento europeu, é desde o início um movimento geral dos elementos de refugo e dejeto de todo tipo: — esses querem chegar ao poder com o cristianismo. Ele não expressa o declínio de uma raça, é um agregado de formas de décadence de toda parte que se aglomeram e se buscam. Não foi, como se acredita, a corrupção da própria Antiguidade, da Antiguidade nobre, que o cristianismo possibilitou: não podemos desmentir com dureza bastante o douto idiotismo que ainda hoje sustenta algo assim. No tempo em que as camadas chandalas doentes, estragadas, cristianizavam-se em todo o império, o tipo oposto, a nobreza, estava presente em sua mais bela e madura forma. O grande número tornou-se senhor; o democratismo dos instintos cristãos venceu... O cristianismo não era “nacional”, não era determinado pela raça — dirigia-se a toda espécie de deserdados da vida, tinha seus aliados em toda parte. O cristianismo tem por base a rancune [o rancor] dos doentes, o instinto voltado contra os sadios, contra a saúde. Tudo que vingou, tudo de orgulhoso, de atrevido, a beleza sobretudo, faz-lhe mal aos olhos e ouvidos. Mais uma vez recordo as inestimáveis palavras de Paulo. “Deus escolheu as coisas fracas deste mundo, as coisas loucas deste mundo, as coisas vis e desprezíveis deste mundo”: eis a fórmula, in hoc signo(“in hoc signo”: citação parcial da frase In hoc signo vinces (“Com este sinal vencerás”), que teria surgido no ar, embaixo de uma cruz, ao imperador Constantino, e o teria levado a vencer uma batalha decisiva em 312 d. C.; Constantino foi o primeiro imperador romano a converter-se ao cristianismo; cf. Aurora, § 96.) venceu a décadence. — Deus na cruz — não se compreende ainda o terrível pensamento oculto por trás desse símbolo? — Tudo o que sofre, tudo o que está na cruz é divino... Todos nós estamos na cruz, portanto somos divinos... Somente nós somos divinos... O cristianismo foi uma vitória, uma mentalidade mais nobre sucumbiu a ele — o cristianismo foi, até agora, o grande infortúnio da humanidade. — —

O cristianismo também se acha em oposição a toda boa constituição intelectual — pode usar apenas a razão doente como razão cristã, toma o partido de tudo idiota, pronuncia a maldição contra o “espírito”, contra a superbia [soberba] do intelecto são. Como a doença é da essência do cristianismo, também o típico estado cristão, a “fé”, tem de ser uma forma de doença, todos os caminhos retos, honestos, científicos para o conhecimento têm de ser rejeitados como caminhos proibidos pela Igreja. A dúvida já é um pecado... A completa falta de asseio psicológico no sacerdote — que já se revela no olhar — é uma conseqüência da décadence —, deve-se observar nas mulheres histéricas, e também nas crianças de compleição raquítica, com que regularidade o fingimento por instinto, o prazer de mentir por mentir, a incapacidade de olhares e passos retos é expressão de décadence. “Fé” significa não querer saber o que é verdadeiro. O pietista, o sacerdote de ambos os sexos, é falso porque é doente: seu instinto exige que em nenhum ponto a verdade obtenha seu direito. “O que faz doente é bom; o que vem da plenitude, da abundância, do poder, é mau”: eis o modo de sentir do crente. Não ter escolha senão a mentira — nisso percebo quem é predestinado a teólogo. — Uma outra marca do teólogo é sua inaptidão para a filologia. Por filologia entendase aqui, em sentido bastante geral, a arte de ler bem — ser capaz de ler fatos sem falseá-los com interpretação, sem perder a cautela, paciência, a finura, no anseio de compreensão. Filologia como ephexis [indecisão] na interpretação: seja com livros, notícias de jornal, destinos ou dados meteorológicos — sem falar da “salvação da alma”... A maneira como um teólogo, não importa se em Roma ou Berlim, interpreta uma “palavra da Escritura” ou uma experiência, uma vitória do exército nacional, por exemplo, sob a elevada iluminação dos salmos de Davi, é sempre tão ousada que faz um filólogo subir pelas paredes. E o que deve ele fazer quando pietistas e outros ruminantes da Suábia convertem o miserável cotidiano e enfumaçado aposento de sua vida, com o dedo de Deus, num milagre de “graça”, de “providência”, de “experiências de salvação”? Um modestíssimo dispêndio de espírito, para não dizer de decência, levaria tais intérpretes a convencer-se da perfeita puerilidade e indignidade desse abuso do dedo divino. Mesmo com um mínimo de religiosidade no peito, um Deus que no instante certo cura um resfriado, ou que nos faz subir na carruagem quando começa uma tempestade, deveria nos parecer tão absurdo que teria de ser eliminado, ainda que existisse. Um Deus como doméstico, como carteiro, como calendarista(“calendarista”: Kalendermann — o sentido não é claro; a palavra alemã não se encontra em dicionários, e aqui nos limitamos a uma versão mais ou menos literal. Os demais tradutores oferecem: calendario, venditore d’almanacchi, faiseur d’almanachs, almanacmaker, calendar man, kalenderkenner (conhecedor de calendário)) — no fundo, uma palavra para designar o mais estúpido tipo de acaso... A “providência divina”, na qual um em cada três homens da “Alemanha douta” ainda hoje acredita, seria uma objeção a Deus, como não poderia ser imaginada mais forte. E, em todo caso, é uma objeção aos alemães!...
 
(Friedrich Nietzsche - O Anticristo — Maldição ao cristianismo e Ditirambos de Dionisio)

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