Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




A cruz e as religiões

por Thynus, em 26.11.12
Cruz Ansata: Um dos mais importantes símbolos da cultura egípcia. A Cruz Ansata consistia em um hieróglifo representando a regeneração e a vida eterna. A idéia expressa em sua simbologia é a do círculo da vida sobre a superfície da matéria inerte.

O báculo pastoral do bispo e dignitários eclesiásticos corresponde ao lítuo dos romanos e ao bastão dos iogues. É o símbolo da Serpente, do “Falo” e da Cruz.

A cruz é o símbolo da vida. A cruz ansada é um emblema fálico. A cruz representa os dois princípios em conjunção. A cruz é venerada como símbolo da geração e regeneração desde muitos séculos antes da crucificação de Jesus. A cruz se acha gravada em todos os povos antigos da terra.

Como representante do Poder Criador da vida humana, foi exaltado, e por fim prestou-se-lhe culto. A força criadora foi deificada como deidade suprema qual pai unido à sua natureza e por essa natureza vêm à existência todos os seres. O Falo era a encarnação deste poder para o cumprimento dos grandes propósitos da vida, que são a geração e a regeneração. A geração era representada com a linha vertical e a Re-Generação com a linha horizontal, e assim se formou a Cruz, símbolo do Falo ou representação da força fálica, ou a sublimação da semente criadora. A cruz representa as duas atividades. Todas as religiões consideravam a esterilidade como afronta e maldição. O supremo dever religioso de cada mulher era dar filhos e perpetuar a semente da raça humana.

O homem e a mulher, antigamente, viam no Criador a Fonte suprema da felicidade... Era a Deus que as mulheres pediam filhos... Para elas, Deus era uma realidade substancial claramente definida. Estava em conexão direta e pessoal com o ato da geração. Era o próprio Criador que ia para dentro da mulher por intermédio do homem.
O homem era representante de Deus. O Falo era a divina função operante por intermédio da qual Deus obrava. É por isso que a humanidade daquela época era mil vezes mais pura do que a de hoje, porque, então, no ato da criação via-se somente Deus.

O órgão masculino, o Falo, era considerado (e é) a fonte encarnada do ser, a personificação do Poder Criador e o lógico símbolo do Criador da Vida.
Como representante do Poder Criador da vida humana, foi exaltado, e por fim prestou-se-lhe culto. A força criadora foi deificada como deidade suprema qual pai unido à sua natureza e por essa natureza vêm à existência todos os seres. O Falo era a encarnação deste poder para o cumprimento dos grandes propósitos da vida, que são a geração e a regeneração. A geração era representada com a linha vertical e a Re-Generação com a linha horizontal, e assim se formou a Cruz, símbolo do Falo ou representação da força fálica, ou a sublimação da semente criadora. A cruz representa as duas atividades. Todas as religiões consideravam a esterilidade como afronta e maldição.
O supremo dever religioso de cada mulher era dar filhos e perpetuar a semente da raça humana
O homem e a mulher, antigamente, viam no Criador a Fonte suprema da felicidade... Era a Deus que as mulheres pediam filhos... Para elas, Deus era uma realidade substancial claramente definida. Estava em conexão direta e pessoal com o ato da geração. Era o próprio Criador que ia para dentro da mulher por intermédio do homem.
O homem era representante de Deus. O Falo era a divina função operante por intermédio da qual Deus obrava. É por isso que a humanidade daquela época era mil vezes mais pura do que a de hoje, porque, então, no ato da criação via-se somente Deus.

O Grande Hierofante dos Magos explicou a Circuncisão. O membro viril é considerado como especialmente consagrado ao Criador, seja como símbolo, seja como conduto do poder e dos desejos divinos a serem cumpridos. Antigamente, para se tornar o juramento de uma pessoa, ela devia colocar a mão sobre o Falo do ser a quem fazia o voto ou a promessa. Hoje jura-se sobre a cruz.

Os mais antigos registros dos egípcios e dos hindus se referem ao culto da Cruz Fálica como uma religião estabelecida milhares de anos antes da era cristã, que tinha dado lugar ao nascimento do sistema da teologia. Essa religião e as que se lhe sucederiam tinham por objetivo o culto das forças criadoras. Os que condenam aquelas velhas religiões se condenam a si mesmos porque manifestavam uma atitude mental suja e impura.

Os símbolos mais sagrados das religiões são os que representam o útero da mulher, como, por exemplo, a Arca. Dentro dessa arca ou recinto do templo, somente o sacerdote podia entrar. Era o Santo dos santos, que continha o símbolo divino da vida, sem o qual o homem não viveria senão uma geração. A Arca da lenda de Noé continha todos os elementos da vida. O tabernáculo continha a vara de Aarão, o pote de maná e os Dez Mandamentos, símbolos de salvação por intermédio da mulher. A Arca dos egípcios continha a Cruz Fálica, o ovo e a serpente.

A lua é passiva e receptiva, era tida como feminina. Era Ísis, a deusa lunar divinizada. Era considerada a esposa virgem do Sol. Representa yoni ou linha horizontal da cruz como símbolo do poder criador feminino. A meia-lua é o símbolo da virgindade. A lua representa o útero, a Porta da Vida. O uso da ferradura é devido ao costume de se colocar a representação do yoni (órgão feminino) nas portas dos templos antigos. Este costume foi adotado pelo povo como emblema de felicidade e boa sorte.

A serpente é considerada o símbolo do Criador, do elemento masculino. Já explicamos anteriormente o seu significado. Aqui podemos acrescentar: aquele que pode levantar a sua serpente adquire sabedoria, poder, imortalidade, bondade, vida, regeneração, quando ela está levantada sobre a Cruz. Se ela se arrasta é a causa de todo o mal. Assim a conheceram no Egito, na Síria, na Grécia, na Índia, na China, na Escandinávia e na América. A serpente foi adorada em todos os tempos e simbolizou todas as divindades.

A Serpente ou o Instinto Criador é fonte de todo bem e de todo mal. (Expliquemos de uma vez o mistério: é o símbolo do bem quando está levantada sobre a cruz, isto é, quando esse Instinto Criador ou a Serpente Ígnea ascende para a iluminação do ser, para a procriação, para a regeneração. Vemos esta serpente em todos os templos nesta posição. Mas, quando ela está sobre o ventre, é o mal que ataca o calcanhar do homem, é a serpente do pecado, das práticas degradantes do sexo, a paixão cega, o fogo da luxúria. Este é o mal, “é o demônio”, o opositor de Deus Fogo-Luz Interior...)

A cruz e a serpente foram sempre os mais fiéis símbolos do Falo. O princípio criador é o Falo Ideal, e o princípio criado, o Cteis (casa do phallus) formal. A inserção do falo vertical no Cteis horizontal forma o stauros dos gnósticos, ou a cruz filosófica dos maçons. É a Âncora da salvação, que tem a forma do T invertido.

A cruz sempre foi usada como símbolo religioso e por todos os povos da Antiguidade. Quando os espanhóis chegaram à América, ficaram atônitos ao verem que os nativos prestaram culto a um salvador crucificado, e que a cruz era o símbolo da salvação e da vida futura. A cruz mais antiga é a tau, ou o T. no início do cristianismo era proibido o uso da cruz.
A cruz sempre representou a divina união sexual, considerando que com esta união chega-se à regeneração, à redenção e à vida eterna, porque o homem obtém e dá, a Imortalidade com esta união.

(in Do Sexo à Divindade, Jorge Adoun)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:51



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D