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por Thynus, em 04.12.12
"Num dos seus livros, Carl Jung fala de uma conversa que teve com um chefe nativo americano que lhe fez notar que, na sua opinião, os homens brancos possuem rostos tensos, um olhar fixo e um comportamento cruel. Dizia ele: "Andam sempre à procura de alguma coisa. Que procuram eles? Os homens brancos querem sempre alguma coisa. Estão sempre inquietos e insatisfeitos. Não sabemos o que querem. Pensamos que são loucos."
É evidente que a corrente subjacente de permanente mal-estar começou muito antes do aparecimento da civilização industrial ocidental, mas na civilização ocidental, que agora cobre praticamente todo o globo, incluindo a maior parte do Oriente, manifesta-se de uma forma aguda sem precedentes. Já existia no tempo de Jesus, e existia 600 anos antes, no tempo do Buda, e muito antes dele. "Por que estais sempre tão ansiosos?", perguntou Jesus aos discípulos. "Poderá um pensamento ansioso acrescentar um único dia à vossa vida?" E Buda ensinou que a raiz do sofrimento deve ser procurada no nosso incessante querer e ansiar por mais.
A resistência ao Agora, como disfunção colectiva, está intrinsecamente ligada à perda de consciência do Ser e está na base da nossa desumanizada civilização industrial. A propósito, Freud também reconheceu a existência dessa corrente subjacente de mal-estar e escreveu sobre ela no livro Civilization and Its Discontents, mas não reconheceu a verdadeira raiz do mal-estar e não conseguiu compreender que é possível libertar-se dele. Esta disfunção colectiva criou uma civilização muito infeliz e extraordinariamente violenta que se tornou uma ameaça não apenas para si própria, mas também para a vida no planeta."

(Eckhart Tolle, in "O Poder do Agora")

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publicado às 17:40



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