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Manifesto pelo silêncio

por Thynus, em 25.12.12
"Fuja do ruído e da poluição." Assim diz a maior parte das publicidades que engrandecem a vida de um número crescente de cidades satélites que surgem em torno das grandes metrópoles. Primeiro na Inglaterra, depois nos Estados Unidos, a realidade dos subúrbios parece enraizar-se firmemente em muitos Países do globo. As razões que empurram para esta escolha de habitação parecem estar enraizadas numa percepção difícil de contestar: as cidades estão cada vez mais inabitáveis. E não apenas por causa da insegurança social, poluição, tráfego, mas também pela poluição sonora e pelo ruído. Pelo contrário, o silêncio sempre desempenhou um papel importante na formação da história e nos momentos mais destacados da criatividade humana. E todos nós precisamos de mais silêncio. Não só nos meses de verão, quando as janelas estão abertas, procurando um pouco de refrigério e os ruídos incontroláveis ​​ da cidade invadem a nossa privacidade. Precisamos de silêncio, porque a capacidade de pensar, criar, refletir depende da nossa possibilidade de acesso regular ao silêncio.
Sem o silêncio, um direito real regularmente pisado com os pés, não parece possível dedicar-se às funções mais criativas que caracterizam a espécie humana. Não apenas a contemplação, mas também a capacidade reflexiva e criativa.
Ao relatar os muitos locais que celebram as virtudes do silêncio, da arte à literatura, Sim visa na verdade um objetivo mais político. É por isso que estamos diante de um manifesto: é somente através do silêncio que se pode formar uma atitude crítica, necessária para neutralizar a invasão perniciosa dos meios de comunicação cada vez mais intrusivos e barulhentos. Ou melhor, para dizê-lo de outra maneira: também o destino da democracia depende da defesa deste direito.

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publicado às 21:00



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