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A razão pela qual uma relação de amor romântico é uma experiência tão intensa e procurada por todos nós é por dar a impressão de proporcionar uma libertação de um estado profundamente enraizado de medo, de carência e de deficiência, estado esse que faz parte da condição humana na sua situação não redimida e não iluminada. Há nele uma dimensão física, assim como uma dimensão psicológica.
Ao nível físico, é óbvio que você não é completo, nem nunca o será: você ou é homem ou é mulher, ou seja, metade de um ser completo. A este nível, o anseio pelo estado integral – o regresso à unicidade – manifesta-se como uma atracção do masculino pelo feminino, como uma necessidade do homem por uma mulher, ou a necessidade de uma mulher por um homem. É um desejo quase irresistível de uma união com a polaridade oposta. A raiz desse desejo físico é um impulso espiritual: o anseio pelo fim da dualidade, um regresso ao estado integral. Ao nível físico, você só se conseguirá aproximar desse estado pela união sexual. É por isso que ela é a experiência mais profunda de satisfação que o domínio físico lhe pode oferecer. Mas a união sexual não passa de um vislumbre fugaz do estado integral, um instante de êxtase. Enquanto você procurar a relação sexual, inconscientemente, como meio de salvação, estará a procurar o fim da dualidade ao nível da forma, onde ele não se encontra. É-lhe dado um vislumbre tentador do paraíso, mas não lhe é permitido permanecer nele, e você encontra-se novamente num corpo separado.
Ao nível psicológico, a sensação de carência e de deficiência é ainda maior do que ao nível físico. Enquanto você se identificar com a mente, terá uma sensação de identidade com origem no exterior de si próprio. Ou seja, a sua sensação de identidade deriva de coisas que, em última análise, nada têm a ver com quem você é: a sua posição social, os seus bens, a sua aparência exterior, os seus sucessos e insucessos, as suas convicções, etc. Esse falso eu construído pela mente, o ego, sente-se vulnerável, inseguro, e anda sempre à procura de coisas novas com as quais se identificar a fim de ter a sensação de que existe. Mas nunca nada é suficiente para lhe dar uma satisfação duradora. O seu medo permanece; a sua sensação de carência permanece.

(ECKHART TOLLE - "O Poder do Agora")

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publicado às 12:53



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