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por Thynus, em 27.11.12
Não devemos discutir idéias, principalmente porque estamos em um novo século, e devemos esclarecer o que se pensa sobre amor, casamento, separação, ciúme, fidelidade, avaliação de culpas, medos a respeito do sexo e todas as suas dificuldades, sem que tenhamos de carregar conosco a pretensão de sermos lógicos com o que se passa no momento com essa reviravolta no trato entre homens e mulheres, se bem que “a liberdade sexual de hoje é mais falada do que realizada, ainda existindo em quase todos uma carência fundamental de sexo, tanto em quantidade como em qualidade”(Regina Navarro Lins, Conversas na Varanda, Rio de Janeiro, Rocco, 1999).
Neste novo século os sentimentos mudaram. A raiva, o ódio, a maneira de se desejar o outro, a dor de cotovelo mudou e sexo e amor são coisas diferentes, que vieram com nova cara para descomplicar muito a vida. O verdadeiro casamento não tem nada a ver com sexo, significa que duas pessoas querem viver juntas, coabitar, ser companheiras e isso não precisa envolver sexo; quem assim pensou foi o escritor e roteirista Luiz Carlos Maciel. Diz mais: “Todo mundo no fundo sabe disso”. É a escritora e editora Rose Marie Muraro quem confessa a Regina Navarro Lins em Conversas na Varanda, “Há 20 anos as mulheres queriam casar e os homens fugiam. Hoje, eles estão muito assustados porque as mulheres não querem mais casar. Sem o casamento elas podem ter os homens que quiserem sem ter o ônus do trabalho doméstico, de todo o problema financeiro. Acho que elas estão descontando milhares de anos de opressão em que eram obrigadas a trabalhar para o homem e não podiam ter orgasmo”.
Percebemos em tudo isso que vivemos em um período não só de transformações no mundo, mas que o dilema cada vez mais se acentua entre o desejo de acasalar e o desejo de liberdade, sendo que este último começa a predominar. A liberação sexual veio rápida demais para alguns.
Para outros os preconceitos e os problemas emocionais continuam. Amor à liberdade e liberdade no amor, como sair desse impasse ao perguntarmos qual a espécie de relação amorosa que permite respeitar fundamentalmente a liberdade dos parceiros, se ela pode existir e de que maneira pode se caracterizar, se não usarmos a lógica primeiramente para podermos chegar a uma avaliação concreta? Julgamento esse
verdadeiro e sem mentiras!
Se o problema é apenas o de liberdade, usando a lógica, ao invés de cerceá-la, vamos fazer com que cada um dos parceiros dê liberdade ao outro. Dar liberdade é possuir o poder de dá-la.

(Albertino Aor da Cunha - "A Mentira Nua e Crua")

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publicado às 15:16



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