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Prometeu

por Thynus, em 07.11.13

 

(G. Prometheus). Filho do titã Jápeto (irmão de Cronos), e portanto primo de Zeus (vv.). Sua mãe aparece em algumas fontes como sendo Ásia, filha de Oceano, e em outra Climene (vv.), também oceanide. Prometeu (“aquele que pensa antes”) era irmão de Epimeteu (v.) (“aquele que pensa depois”), de Atlas e de Menécio, e casou-se com Celainó ou com Climene (vv.), com quem teve os filhos Deucalião, Lico e Quimereu, aos quais outras fontes acrescentam outros dois filhos – Etneu e Hélen – e uma filha chamada Tebe (vv.). Prometeu criou o primeiro homem usando o barro, e foi um grande benfeitor da raça humana. Quando Zeus oprimiu os homens e os privou do fogo, Prometeu roubou para eles o fogo do céu, ou da forja de Hefesto (v.), e lhes ensinou várias artes. Querendo favorecê-los, ele valeu-se de um ardil para induzir Zeus a escolher as porções menos desejáveis das vítimas dos sacrifícios aos deuses, deixando assim a parte melhor da carne para os homens. Indignado, Zeus mandou Hefesto fazer uma mulher também de barro, à qual Atena (v.) deu vida com um sopro; os outros deuses dotaram-na de todos os encantos, e por isso ela recebeu o nome de Pandora (“todos os dons”), mas Hermes (v.) ensinou-lhe a mentira e a astúcia. Essa criatura foi mandada não a Prometeu, que previu os transtornos que ela traria aos homens, e sim ao seu irmão Epimeteu, que a aceitou açodadamente.
Pandora trouxe consigo um jarro do qual, quando aberto, saíram todos os males e problemas que desde então afliigem a humanidade; no fundo do jarro ficou apenas a esperança para suavizar a condição humana. Em outra versão da lenda o jarro continha todos os bens, que voltaram para junto dos deuses quando foi aberto; como na versão anterior restou somente a esperança, que estava no fundo do jarro, fechado muito tarde por Pandora.
Prometeu conhecia também o segredo ligado ao casamento de Têtis (v.), porém recusava-se obstinadamente a revelá-lo. Zeus puniu-lhe a rebeldia mandando Hefesto acorrentá-lo a um rochedo inacessível no monte Cáucaso, onde uma águia, filha de Tífon e de Êquidna (vv.), vinha devorar-lhe diariamente o fígado; mas como Prometeu era imortal, sua víscera refazia-se à noite. Essa tortura prolongou-se por tempos imemoriais, até que Prometeu foi libertado por Heraclés (v.) ou, segundo outra versão da lenda, resignou-se e revelou a Zeus o segredo de Têtis.
Numa variante dessa lenda Prometeu obteve a imortalidade graças ao centauro Quíron (v.), que quando ele estava preso ao rochedo foi ferido por uma flecha de Heraclés (v.). Transtornado com as dores incessantes causadas pelo ferimento, Quíron desejou a morte, porém como era imortal procurou alguém disposto a receber sua imortalidade; Prometeu aceitou-a e tornou-se imortal em seu lugar.
Provavelmente Prometeu era em sua origem um deus do fogo, superado ao longo do tempo por Hefesto, o deus que o acorrentou ao rochedo.
Ésquilo escreveu sobre a lenda de Prometeu a tragédia Prometeu acorrentado.

(Mário da Gama Kury - Dicionário de mitologia grega e romana)

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publicado às 22:27



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