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Psiqué

por Thynus, em 01.11.13

 


 (G. Psykhé). Uma moça cuja beleza extraordinária provocou o despeito de Afrodite (v.). A deusa ordenou a Eros (o Amor) que induzisse Psiqué a apaixonar-se por um monstro, mas o próprio Eros, vencido pelo encanto da moça, tornou-se seu amante, e depois de proibi-la de tentar ver-lhe o rosto levou-a a um palácio onde somente a visitava na escuridão da noite. As irmãs de Psiqué, enciumadas com a felicidade dela, disseram-lhe que seu amante não queria ser visto porque era um monstro, que afinal a devoraria. A intriga das irmãs exacerbou a curiosidade de Psiqué, e certa noite ela apanhou uma lâmpada e contemplou Eros adormecido. Perturbada diante da visão da beleza do amante, Psiqué deixou cair sobre Eros uma gota do óleo da lâmpada, despertando-o. Em face dessa desobediência o deus abandonou Psiqué e ela, movida pela saudade, passou a procurar o amante por todo o mundo. Afrodite, ainda despeitada, impôs-lhe várias
tarefas sobre-humanas. A primeira delas foi separar na escuridão da noite os grãos de várias espécies de cereais de um monte enorme, porém as formigas apiedaram-se de Psiqué e acorreram em número incontável para realizar a tarefa por ela. Assim, por um meio ou por outro, todas as tarefas foram executadas. Na última, que consistia em trazer do inferno o escrínio de beleza usado por Perséfone (v.), Psiqué já havia praticamente realizado a proeza, quando, vencida novamente pela curiosidade, abriu o escrínio; este continha não a beleza, e sim um sono irresistível que a dominou. Zeus (v.), entretanto, instado por Eros, consentiu finalmente em seu casamento com o amante divino. Psiqué saiu do sono em que caíra e subiu ao céu com Eros.

(Mário da Gama Kury - Dicionário de mitologia grega e romana)

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publicado às 22:45


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