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Em escola de Florianópolis 70% das aulas para crianças de até seis anos de idade são ao ar livre. Pais aprovam a iniciativa e relatam benefícios.

Que tal desvendar o mundo de cima? Ou de baixo em uma aventura pela floresta? Quer ver ainda mais longe? Então dê uma espiada no horizonte.
Olha só quantos barquinhos no mar. Um, dois, três, quatro... Até parece domingo, dia de folga, não é? Mas que nada, é dia de aula!
“Quem é que está sentindo cheirinho de praia? Vamos sentir cheirinho de praia?”, pergunta a professora para as crianças.
E a lição: matemática!
"Acertaram, muito bem, vocês contaram direitinho: 15 barcos”, elogia a professora, batendo palmas.
Esta aula está legal? Está! Esta aula parece mesmo uma grande brincadeira: tocar a areia, ouvir o barulho do mar, olhar as ondas... Tudo isso estimula, aguça os sentidos, visão, audição, tato. As crianças ficam assim, mais atentas, mais concentradas, e isso facilita a aprendizagem.
A professora Karine pesquisa formas de estimular a curiosidade e a criatividade das crianças. Faz mestrado na Universidade do Estado de Santa Catarina e defende a tese de que a natureza é uma excelente sala de aula.

“Num ambiente ao ar livre esta criança pergunta mais. É muito mais interessante e curioso ela olhar os barcos na praia e contar do que ela ver um desenho ou uma imagem no quadro-negro”, avalia a professora.
Aprender explorando o mundo é mesmo fascinante.
Letícia Malavazzi, 6 anos: Dá para pesquisar as plantas. Você pode olhar elas de perto, porque lá na sala não tem quase nenhuma planta.
Globo Repórter: O que você está observando aqui?
Clara: Montanhas lá bem pertinho do horizonte.
Enquanto Clara se encanta com a visão das montanhas, Larissa descobre o surpreendente mundo das florestas.
Professora: Larissa, o que você acha que as formigas estão fazendo?
Larissa: As formigas estão tentando procurar comida por aqui, mas não tem.
Será? Hoje a turma aprendeu que as folhas são um banquete para as formigas e fez até chover debaixo de sol.
Em uma escola de Florianópolis 70% das aulas para crianças de até seis anos de idade são assim: ao ar livre. Descobrir o ciclo da água brincando de faz de conta é bem mais divertido.
Globo Repórter: Você está todo molhado. Choveu hoje?
Eros Schimer dos Santos, 3 anos: Choveu de mangueira.
Globo Repórter: Hoje a chuva foi de mangueira.
Os pais dão nota 10 para este tipo de  aula. Áureo diz que o filho está cada dia mais esperto.
“Está se tornando uma pessoa mais crítica, mais observadora, mais curiosa. O colégio instiga ele a aprender mais não só no colégio, mas fora do colégio também. Isso a gente percebe em casa”, avalia o pai.
O contato com a natureza não é bom só para os pequenos.
“A ciência não tem mais dúvidas do poder restaurador de um ambiente como este para a saúde humana, para o bem-estar humano”, aponta Ariane Kuhnen, professora de psicologia ambiental - UFSC.
Tanto que a ideia da pesquisadora é estimular intervalos ao ar livre nas áreas verdes da Universidade Federal de Santa Catarina.
“Então se a gente faz um intervalo com uma atividade que nos restaure mentalmente, que diminui a nossa fadiga mental, a gente volta para a sala com uma capacidade diferente”, destaca Ariane.
E isso muitos estudantes já perceberam.
Lucas Machado, estudante: Eu acho que volta mais focado, mais concentrado.
“É como se fosse dar uma bateria a mais no nosso fôlego, né?”, afirma Bruno Bistete, estudante.
O tempo que a gente deve passar em contato a natureza nem precisa ser muito longo.
“Que sejam dez minutos de uma caminhada. Isso nos traz um bem-estar que nos garante uma jornada de trabalho, de estudo, muito melhor”, garante Ariane Kuhnen.

Pode ser pouco, mas o que faz a diferença neste tempo é a intensidade da conexão com a natureza.
Você costuma passear ou correr ao ar livre? Ótimo! Mas anda acompanhado por equipamentos eletrônicos? Se você é daquele tipo que não larga o celular e até manda mensagens enquanto caminha, pode estar desperdiçando uma oportunidade e tanto. Para tirar proveito da natureza é preciso estar aqui de "corpo e alma".
“Não é só estar na natureza. Você tem que sentir que está conectado com ela. E muitas pessoas têm dificuldade até de fazer isso, né? Elas às vezes não escutam o pássaro cantando. Esta sensação de estar fazendo parte de um mundo natural, é isso que nos faz bem”, explica Ariane Kuhnen.

(Globo Repórter)

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publicado às 15:44



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