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A "pena" de Príapo

por Thynus, em 19.09.13

 

Príapo, na mitologia grega, era um deus da fertilidade
Príapo (G. Príapos). Filho de Diôniso e de Afrodite, venerado especialmente em Lampsaco, na Ásia Menor. Sua característica principal era o pênis exageradamente grande e sempre erecto, e sua função era guardar pomares em geral, vinhedos e jardins, desviando os malefícios dos olhares invejosos. Príapo era um símbolo da fecundidade, e nessa condição participava do cortejo de Diôniso em companhia dos Sátiros e de Sileno, aos quais se assemelhava. Inclusive por aparecer freqüentemente junto a um asno, como Sileno.
Numa versão diferente da lenda Príapo era filho de Zeus e de Afrodite. Quando essa deusa veio da terra dos etíopes para o Olimpo após o seu nascimento, todos os deuses ficaram estupefatos com a sua beleza; Zeus apaixonou-se por ela e a possuiu, engravidando-a. Nas vésperas do parto o rancor de Hera diante da infidelidade do marido levou-a a apertar o ventre de Afrodite, e por isso Príapo teria nascido com o pênis descomunal. Vendo-o, Afrodite decidiu abandonar o filho nas montanhas para evitar o sarcasmo dos demais deuses e deusas. Alguns pastores acharam o recém-nascido e o criaram, passando a cultuá-lo como símbolo da virilidade. Numa variante dessa versão o pai de Príapo era Ádonis.
Contava-se que durante uma celebração dionisíaca Príapo viu a ninfa Lotis e apaixonou-se por ela; durante a noite ele tentou aproximar-se do lugar onde ela dormia, mas quando já estava perto da ninfa o asno de Sileno começou a relinchar, acordando Lotis e as Bacantes. Príapo desistiu de seus propósitos, e passou a aparecer ao lado de um asno.
Na tradição romana Príapo quis possuir Vesta, e quando ia violentá-la  um asno começou a relinchar, despertando a deusa e livrando-a assim do impetuoso admirador. Desde então os romanos adotaram a prática de coroar um asno com flores no dia da festa da Vesta, em vez de sacrificá-lo a Príapo como faziam antes.
(Mário da Gama Kury - Dicionário de mitologia)
“Ne prendere, cave. Traiectus conto sic extendere pedali ut culum rugam non habuisse putes!” (1)
(1) Príapo tinha como função "guardar pomares, vinhedos e jardins, desviando os malefícios dos olhares invejosos", valendo-se da sodomia como ameaça aos intrusos:  “Ne prendere, cave. Traiectus conto sic extendere pedali ut culum rugam non habuisse putes!” Traduzindo: "Cuida que eu não te pegue! Atravessado por meu vergalho descomunal, ficarás tão esticado que nunca mais  irás dizer que o teu fiofó alguma vez teve pregas!"

publicado às 04:46


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