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Feromônios

por Thynus, em 24.08.13

 

Não é de hoje que as fragrâncias despertam interesse do homem. Os perfumes vêm fascinando a humanidade há milhares de anos. A data da origem da utilização de fragrâncias pelo ser humano é difícil de determinar, mas alguns pesquisadores dizem que pode estar associada à descoberta do fogo e possivelmente possuía cunho religioso. É possível que, a partir da descoberta do fogo, tenhamos começado a realizar oferendas aos deuses com a queima de folhas secas, as quais possivelmente exalavam odores agradáveis. Com o passar do tempo, essa prática passou a ser utilizada por sacerdotes em rituais religiosos. A própria origem da palavra perfume está associada a essa atividade, uma vez que deriva do latim per (de origem) fumare (fumaça).
O século XVI foi marcado por explorações e desbravamentos sem qualquer precedente na história do nosso planeta. Vasco da Gama, Cristovão Colombo, Pedro Álvares Cabral e Fernão de Magalhães são grandes exemplos desses desbravadores. Com suas expedições foram os responsáveis por trazer, das terras desbravadas para os grandes centros europeus, novos aromas e fragrâncias. Alavancaram o interesse da burguesia europeia e subsidiaram os alquimistas, com ingredientes para novas receitas. Nesse período surgiram os primeiros livros sobre perfumaria.
A industrialização dos aromas e perfumes parece datar do século XIX, capitaneada pela indústria britânica Crown Fragrances (em português, Fragrâncias da Coroa). Indústrias de toda a Europa expandiram seus negócios globalmente, levando à massa o que antes apenas a classe alta tinha acesso. Esse cenário conduziu às revoluções de comportamento e moda observadas no século XX.

A Química, como uma ciência exata e relevante para o entendimento do comportamento humano e ambiental, identifica, analisa e prepara moléculas. Essas estruturas poderiam variar desde compostos naturais até aqueles sintéticos, a fim de compreender os sentimentos complexos e universais que rodeiam o Homem.
A Química do amor pode ser então compreendida como uma série de complexas interações moleculares, podendo essas serem individuais, como aquelas despertadas no próprio indivíduo pela passagem da fase infantil para a fase adulta, ou entre indivíduos, quando as interações moleculares se dão, especialmente, quando abordamos os aspectos da volatilidade das moléculas. Todas essas interações moleculares podem induzir a atividade de células do organismo, despertar a atração entre membros de comunidades para efeito de reprodução ou controle de pragas. Podem ainda, relacionar-se ao bem estar social, seja perfumando um ambiente ou um indivíduo.
Feromônios são substâncias naturais secretadas por um indivíduo para transmitir informações a outros da mesma espécie. A palavra “feromônio” originou-se dos termos gregos pherein (transferir) e hormon (excitar).
“Feromônios influenciam o comportamento humano?”. Essa é uma das 125 grandes questões ainda não respondidas pela ciência, segundo levantamento da revista Science, em 2005. Alguns estudos controversos apontam que os seres humanos também usam feromônios. Então, identificá-los seria a chave para decifrar seu papel em nossa vida social.

(Ivana Correa Ramos Leal, José Celestino Barros, Leandro Soter de Mariz Miranda - A Química do Amor)

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publicado às 16:18



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