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As religiões na base dos conflitos

por Thynus, em 05.01.13

Bem no início da civilização, as celebrações às divindades tinham caráter tribal e era restrito a uma pequena fatia da população.Não havia a religião massiva.Inclusive, as famílias tinham seu próprio panteão de deuses, suas próprias celebrações (fases da lua, datas especiais, etc).
A religião, em caráter massivo, nasceu de algumas necessidades dos estados, como:
-recolher impostos;
-garantir o sustento de um clero incipiente e da nobreza;
-garantir a obrigação do cidadão de participar das guerras.
Já na Idade do Bronze, podemos notar uma certa generalização da religião como peça fundamental de dominação espiritual e manobra das massas.O cidadão, além de trabalhar e pagar seus impostos, tem a obrigação da oferta ao templo.Além, é claro, de ser obrigado a participar de guerras de conquista.Suas famílias, não tinham garantia alguma, e após a guerra, havia centenas de viúvas e órfãos sem qualquer suporte pelo estado.
O que e por qual razão acontecia isso?Pela mais simples razão: da lavagem cerebral feita pelo clero dominante, fazendo o povo crer que não cumprir seus deveres civis, militares e religiosos, iria trazer desgraça sobre sua família até a quarta geração.Nesse caso (como depois iria se tornar banal), o clero era instrumento de submissão do povo ao estado.
Em função disso, vemos, através da História, guerras de conquista, onde o povo levava seus sacerdotes para o campo de batalha para fazer sacrifícios propiciatórios.
Vemos babilônios, hebreus, sumérios, egípcios e outros entrarem na idéia de fusão de estado e religião.E tão poderoso era o clero que, no Egito, atribuia status de divindade ao rei.
Porém, uma ressalva pode ser feita aos egípcios:a igualdade entre os sexos e as classes sociais.A mulher podia herdar, negociar e o que quisesse.O clero jamais conseguiu perverter essa instituição já concretizada pelos usos e costumes.Também, há outra ressalva quanto ao Egito – seus guerreiros não apenas eram das classes nobres, como foi dos primeiros países a instituir o aluguel de mercenários em suas guerras.
Após o declínio do Império Romano, houve uma época de invasões de bábaros, tangidos mais pela necessidade de sobrevivência, uma vez que eram povos nômades, que não buscavam conquista de territórios.Entre esses estão os hicsos, hunos e os mongóis.Pode-se dizer que aqui, há uma gloriosa excessão das guerras religiosas.
A partir da Idade Média (Idade das Trevas), as inquisições do Santo Ofício levaram a perseguições dentro e fora dos estados, eliminando qualquer tipo de oposição e resistência.Mas, o pior disso é o surgimento do fanatismo religioso, tanto do lado dos sarracenos como dos cristãos.Isso causou as famigeradas Cruzadas, onde o saque de guerra foi instituido oficialmente, enchendo os cofres do Santo Ofício.
Na Idade Moderna, o nome do vilão mudou mas o perfil continua o mesmo.É o movimento subterrâneo das religiões e sociedades secretas travestido de política e filosofia em suas novas teorias de pseudo-nacionalismo, mascarando o interesse financeiro das guerras.
Vemos a I Grande Guerra, com justificativas muito pouco convincentes de ambos os lados – pelo menos para quem vê do ângulo da lógica e da razão.
Já a II Grande Guerra, começa pela justificativa de eliminar a usura dentro da Alemanha, onde se via o absurdo de cientistas pós-graduados entrarem na fila da sopa de caridade.Verdade ou não, o insólito de uma pessoa altamente qualificada não poder se sustentar, foi o gatilho da revolta que voltou muitas pessoas sensatas para o fanatismo contra a usura.Aliás, é bom refrescar a memória das pessoas de sobre mexer com o bolso alheio – nunca terá uma resposta passiva.
Aí, ressurge o fator religioso, onde os povos ditos cristãos são concitados a defender o povo judeu, alvo do nazismo.Foi um argumento decisivo, pois o judaísmo está na base do cristianismo( e do islamismo também).Toda a civilização europeia e americana se uniu em bloco contra os países do Eixo Roma-Berlim-Tokio.O resultado, embora discutível, já sabemos.
Atualmente, o surrado motivo religioso foi usado e abusado no Oriente Médio por judeus e muçulmanos.Guerra dos Seis Dias, contra os palestinos e Iraquianos.Última vítima dessa idéia foi a Líbia.A próxima deverá ser o Irã.
Deve-se abrir aqui um parentese para a participação dos USA.Não exatamente a religião os motivou, mas as reservas de petróleo dos países agredidos.Alguém lembra da OPEP?Pois é, agora já teve muitas baixas.
Uma advertência se faz necessária:o nome do Bicho-Papão(religião) agora mudou.É que ele agora é um transmorfo.Ora se chama Segurança Nacional, ora se chama Violação dos Direitos Humanos, ora se chama Guerra Biológica Isso, só para não citar a Defesa do Meio Ambiente e o famigerado Green Peace, com seus xiitas ecológicos.
Países produtores de petróleo – cuidado!Há pessoas de olho em voces, esperando um pequeno deslize para invadir seu país.
Países com Biodiversidade e reservas de Água Potável – não relaxem!O que voces possuem é algo que não há mais na Europa, partes da America e outros lugares que trocaram suas matas por florestas de concreto.
É bom sempre estar alerta.Invasores não teem ética, não se importam com sua família, só com o alvo de sua cobiça.
Durma com um olho e vigie com o outro, pois o Deus deles não é o mesmo nosso.O deus deles é o bezerro de ouro, que adoraram no deserto...

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publicado às 13:51



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