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"A Beleza e o Inferno"

por Thynus, em 14.08.13

Quando lhe perguntaram por que ele havia escrito "Gomorra" Roberto Saviano respondeu: "O que pode fazer, um escritor? Muito. Ele tem uma enorme responsabilidade: fazer reviver as histórias que ele escolheu para contar; o sangue, os mortos, como algo que pertence ao leitor russo, sueco, chinês ... eu não quis escrever um ensaio ou um romance, mas unir dois rios nma cama, para unir o rigor da notícia, a notícia real com nomes e tudo,  com a abordagem da legibilidade. Eu não queria evadir o leitor, mas invadi-lo com aquelas notícias, envolve-lo em tudo..
Em nossa sociedade, você também pode escrever, produzir, gritar, mas só quando você cruza a linha de silêncio, e reune muitas pessoas, você deixa marcas. É então que a literatura é assustadora para o poder, o poder criminal. É então que o livro se torna uma ameaça para o poder. E que você se torna um alvo.


Há uma coisa em que eu acredito muito: contar é resistir. Depois de Gomorra, perguntam-me: por que você sempre escreve sobre sangue, de violência? Mas quem conhece a beleza da liberdade, e da  liberdade de viver ou amar, não pode suportar o mau cheiro do compromisso, da corrupção, da devastação de suas terras. Alguém disse: existe a beleza, e existe o inferno. Gostaria, se me permite, permanecer fiel a ambos."



Sinopse:
“La bellezza e l’inferno” (“A beleza e o Inferno”)  é uma coleção escolhida de textos e artigos que têm aparecido nos últimos anos nos meios de comunicação italianos e internacionais.

O livro conta a história de um campeão, como Lionel Messi, que venceu o maior desafio, o desafio contra o seu próprio corpo; de Anna Politkovskaya, que foi morta porque não havia outra maneira de fechar a suaboca; dos pugilistas de Marcianise, para quem o suor do ring tem cheiro de raiva e de redenção; de Miriam Makeba que passou em Castel Volturno para trazer a sua saudação a seis irmãos africanos que caíram nas mãos da Camorra; de Enzo Biagi, que entrevistou Saviano em sua última transmissão; de Felicia, a mãe de Peppino Impastato, que durante 20 anos teve que olhar a face do assassino de seu filho antes que chegasse a justiça; e muitos outros personagens encontrados na vida, ou entre as páginas dos livros, nas terras poluídas e inquinadas pelos homens ou naquelas livrea e vastas da literatura.

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