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por Thynus, em 19.11.12
Quando a mente subiu ao poder e os seres humanos perderam o contacto com a realidade da sua essência divina, começaram a pensar em Deus como uma figura masculina. A sociedade foi dominada pelos homens e as mulheres ficaram subjugadas à autoridade masculina.
Não estou a sugerir que se regresse às antigas representações femininas do divino. Há hoje quem use o termo Deusa em vez de Deus. Está-se apen
as a recuperar o equilíbrio entre o masculino e o feminino há muito perdido, e isso é bom. Mas continua a ser uma representação e um conceito, talvez temporariamente útil, tal como um mapa ou um poste de sinalização são temporariamente úteis, mas mais um impedimento do que uma ajuda quando se está pronto a compreender a realidade para além de todos os conceitos e imagens. O que continua a ser verdade, no entanto, é que a frequência da energia da mente parece ser essencialmente masculina. A mente resiste, luta pelo controlo, usa, manipula, ataca, tenta agarrar e possuir, etc. É por isso que o Deus tradicional é uma figura patriarcal e autoritariamente dominadora, um homem muitas vezes colérico de quem se deve ter medo, como parece sugerir o Velho Testamento. Esse Deus é uma projecção da mente humana.
Para transcender a mente e voltar a ligar-se à realidade profunda do Ser, são precisas qualidades muito diferentes: rendição, aceitação, uma abertura que permita à vida ser em vez de a ela resistir, a capacidade de abraçar todas as coisas com o amor do seu saber. Todas estas qualidades estão muito mais intimamente relacionadas com o princípio feminino. Enquanto que a energia da mente é dura e rígida, a energia do Ser é suave e maleável, e apesar disso é infinitamente mais poderosa do que a mente. A mente governa a nossa civilização ao passo que o Ser está encarregado de toda a vida no nosso planeta e para além dele. O Ser é a própria Inteligência cuja manifestação visível é o Universo físico. Embora as mulheres estejam potencialmente mais próximas dele, os homens também podem ter acesso a ele no interior de si próprios.
Actualmente, a grande maioria dos homens e também das mulheres continuam nas garras da mente: identificados com o pensador e com o corpo de dor. Evidentemente, é isso que impede a iluminação e o desabrochar do amor. Como regra, o maior obstáculo para os homens tende a ser a mente que pensa e o maior obstáculo para as mulheres tende a ser o corpo de dor, embora em certos casos individuais o oposto também possa ser verdadeiro, e noutros os dois factores possam ser iguais.

(Eckhart Tolle - "O Poder do Agora")


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publicado às 10:33



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